b o c c h e r i n i

(1743-1805)
Boccherini nasceu em Lucca (Itália), em 19 de fevereiro de 1743, filho de um
contrabaixista. Como violoncelista, participou de turnês com o violinista
Manfredi, aluno de Nardini, e os dois causaram sensação em Paris, de onde
avançaram até a Espanha, atraindo, após algumas dificuldades iniciais, o
patrocínio de Don Luís, irmão do rei. A família Boccherini distinguia-se em
outras áreas, como poetas e dançarinos, e esteve envolvida várias vezes com o
teatro em Viena, cidade que o próprio Boccherini visitou mais de uma vez no
início de sua carreira.
Mesmo com a morte de Don Luís, a pensão espanhola de Boccherini continuou, e ele
pôde assumir o título, e provavelmente as obrigações, de compositor junto a
Frederico Guilherme II, que em 1787 sucedeu ao tio, Frederico o Grande, como rei
da Prússia. Não há indícios de que Boccherini tenha vivido ou trabalhado em
Berlim, onde o rei violoncelista reunira outros compositores e executantes do
instrumento. Qualquer que tenha sido o emprego, chegou ao fim com a morte do
rei, em 1797.
Boccherini morreu em Madrid em 28 de maio de 1805, e registros da época indicam
que estava vivendo na miséria, ou mesmo na indigência. Entretanto, não vivera
sem patronos, inclusive o embaixador francês em Madrid, Lucien Bonaparte.
O violoncelista e compositor italiano Luigi Boccherini foi, em vida,
freqüentemente comparado com Haydn, especialmente em sua música de câmara.
Atualmente, é visto em uma perspectiva bastante diferente, embora uma ou duas de
suas obras continuem extremamente populares.
Escreveu um Stabat Mater de emoção profunda, uma ópera, La Clementina, o muito
conhecido Concerto para violoncelo em ré maior, sonatas para violoncelo, e
sobretudo 120 quintetos para cordas, além de 100 quartetos para cordas, 60
trios, 20 sinfonias, 21 sonatas para violino, uma cantata de Natal, uma missa,
etc.
O minueto do Quinteto para cordas em mi maior talvez seja a peça mais conhecida
da música tipicamente rococó. Ultimamente assiste-se a renascença de outros
quintetos, mais profundos e escritos com muita arte, como o Quinteto n.º 5 em
sol maior Op. 60.
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