ANTÓNIO ZEFERINO CÂNDIDO
Doutor em Matemática, bacharel em Filosofia pela Universidade de Coimbra, escritor e jornalísta, nasceu em 24 de Outubro de 1848, na Vila de Serpins, do Concelho da Lousã, filho de Justino Cândido da Piedade, terá falecido por volta de 1916/17.
Dedicando-se ao professorado, foi autor de 3 compêndios, Elementos de Trigonometria Rectilínea, Álgebra Elementar e Elementos de Geometria. Escreveu também: Integrais Elíticos e Paralaxe Solar. Fez uma defesa acérrima da Cartilha Maternal de João de Deus, de quem foi amigo, prestando-se a ir ao Brasil fazer uma série de Conferências públicas sobre as bases daquele sistema, embarcando em 1878. No Rio de Janeiro foi director-proprietário do Colégio de S. Pedro de Alcântara e dirigiu os jornais, Cruzeiro, A Época e o País. Publicou ali, Portugal, grande edição de luxo em 3 volumes por ocasião do Centenário da Índia; Três estudos, com as monografias da obra de Vasco da Gama, Villegaignon e Colombo; Brasil, grande edição de luxo. Rio de Janeiro, 1900 (por ocasião de IV Centenário da descoberta do Brasil), sob o auspício do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Brasileiro.
No Brasil onde se manteve pelo espaço de 20 anos, escreveu ainda: Honra de Vasco da Gama, Rio de Janeiro, 1898, (dissertações e trabalhos esparsos, sobre a história da navegação e conquista; várias conferências suas então publicadas com o título A liberdade, as suas lutas, as suas vítimas. Dá-se ainda como de sua autoria um opúsculo de polémica, de tendências germanófilas, quando da guerra europeia de 1914-18, O Canhão vence... mas a verdade convence. Regressando do Rio de Janeiro a Lisboa em 1901, fundou um jornal com o nome A Época, de que foi proprietário e director, e cujo primeiro número saiu em 1 de Maio de 1902 e que suspendeu a sua publicação em 1 de Junho de 1909. Foi sócio da Sociedade de Geografia e, durante a guerra de 1914/1918, homiziou-se em Espanha.
A bibliografia deste lousanense na Biblioteca Municipal é a seguinte:
- Teses de matemáticas puras e aplicadas. Coimbra, s.d.; Dissertação inaugural para o acto de conclusões magnas da Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra. Coimbra, 1875; O canhão vence... a verdade convence. Lisboa, 1915; Da Paralaxe solar. Métodos sua determinação. Coimbra, 1877; Brasil. Rio de Janeiro, 1900; A Honra de Vasco da Gama. Rio de Janeiro, 1898; Resposta ao questionário da Comissão de Instrução Secundária. Coimbra, 1876; Portugal. Rio de Janeiro, 1900.