Dr. Francisco José Fernandes Costa

 

 

 

“Francisco Fernandes Costa, Advogado, Professor Liceal e Propagandista da República, nasceu em Foz de Arouce,em 19-4-1867, e morreu numa sua Quinta dos arredores da Figueira da Foz, em 19-7-1925.

Advogado em Coimbra, onde também exerceu o magistério, militou no Partido Republicano Português durante o regime monárquico e, depois, no Partido Evolucionista, no Liberal, e, por fim, no Nacionalista, que era o herdeiro das tradições dos dois últimos, tendo sido uma figura de grande relevo na República.

Logo a seguir ao 5-de Outubro de-1910, foi nomeado Governador Civil de Coimbra, de onde, a 28 do mesmo mês, passou a ajudante do Procurador Geral da República, para, em seguida, a 7-1-1911, assumir o cargo de Consul-Geral no Rio de Janeiro, de onde regressou em fins de Dezembro do mesmo ano, a fim de tomar conta das altas funções de Presidente da Junta de Crédito Público nas quais se conservou até morrer.

Foi Ministro da Marinha, no gabinete presidido pelo Dr. Duarte Leite, de 16-7-1912 a 9-1-1913, e de 15-5 a 19-7-1915, no governo José de Castro, Ministro do Fomento; em Março de 1916, no governo da União Sagrada, presidido pelo Dr. António José de Almeida. Em Janeiro de 1920 foi chamado a constituir gabinete, para suceder ao do General Sá Cardoso; quando os ministros deste gabinete, já nomeados no Diário do Governo, se encontravam reunidos numa das salas da Junta de Crédito Público, a fim de irem a Belem prestar juramento, alguns grupos civis promoveram no Terreiro do Paço, um comício de protesto, invadindo, em seguida, a sala onde os novos ministros se encontravam, e intimando-os a pedir a demissão, para que se constituísse, um governo nacional. Coagido por tal forma, o Dr. Francisco Fernandes Costa deu conta ao Chefe de Estado do que se passava e demitiu-se, sem haver tomado posse.

Em 1921, no gabinete constituído por Tomé de Barros Queirós, foi encarregado da pasta do Comércio, continuando a sobraçá-la no governo presidido pelo Dr. António Granjo, que, perdeu a vida em 19 de Outubro do mesmo ano. Depois, pertenceu, em diversas legislaturas, à Câmara dos Deputados, eleito pelo círculo de Coimbra. Foi vogal do conselho de administradores dos Caminhos de Ferro do Estado e da comissão de sindicância aos serviços internos e externos do Ministério do Fomento e da Comissão encarregada de reformar a organização administrativa do país”.

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