O Mondego e o Ceira que só no Quaternário s.s. definiram os seus cursos, atravessam por antecedência, em gargantas de perfil extremamente tenso, o Maciço Marginal de Coimbra. O problema consiste em decidir que lugar se há-de fazer à tectónica quaternária e à erosão, comandada pelas oscilações do nível de base, na interpretação deste relevo jovem.
A bela garganta do Cabril do Ceira, onde este rio corta a barra quartezítica que prolonga as serra do Buçaco, vendo-se que atravessou toda a espessura dos depósitos descritos, que afloram na proximidade, até serrar as bancadas de rocha dura, é certamente uma das epigenias mais demonstrativas do mundo....
(Excursão à Estremadura e Portugal Central/Orlando Ribeiro. “Finisterra. Revista Portuguesa de Geografia”. Lisboa, vol.3, nº 6 (1968), p.283-287.

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Esboço morfológico da Área a leste de Coimbra (figura extraída de 0. Ribeiro, Le Portugal Central). 1—Cordilheira Central; 2—relevo marginal; 3—cristas quartzíticas; 4—restos de aplanações no relevo marginal; 5—idem mais elevadas; 6—idem na serra da Lousã; 7—nível de 250-300 m no Interior do relevo marginal; 8—cobertura de arenitos feldspáticos (Buçaco e supra-Buçaco); 9 —cobertura de depósitos grosseiros; 10—nível alto da bacia da Lousã; 11—nível médio da bacia da Lousã; 12—nível inferior da bacia da Lousã; 13—superfície exumada da cobertura detrítica (no maciço antigo) e orla secundária (extremo oeste do mapa); 14—escarpas de falha e alinhamentos tectónicos; 15—flexura; 16—rios encaixados de mais de 200 m (dois traços) e de mais de 100 m (um traço); 17—costeira, liásica. |

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compilação e paginação de José Alberto Matos da Silva