Tempestade
Os negócios estavam bem pro lado de Ryori, havia negociado armas com Yashin e 20% de algumas empresas de Greogia. A reunião demorou cerca de 4 horas, acabou muito cedo para uma reunião que só acontece anualmente, isso é, se não houver um contra tempo inesperado.
Ryori acendeu um
cigarro ao sair do galpão, andava tranqüilamente até seu carro, mas ele não
pretendia ir assim tão cedo para casa, olhou ao seu redor procurando por Doko.
- Algum problema? - Nereida vai até o ruiivo.
- Achem Doko e o tragam até meu carro...<
- Mas ele está cheio de...
- Agora! - Nereida não precisou de outra ordem para obedecer, só pelo o olhar
mortal do ruivo deu pra perceber que sua vida estava em jogo naquela conversa.
Nereida vai correndo até um grupo dá gangue e lhes da as instruções. Todos ouvem atentamente as ordens da garota e já começam a agir.
Ryori estava
encostado no capô do carro com a cabeça jogada para trás, sentindo toda brisa
quente batendo em seus fios ruivos.
- Vermelhos como o sangue... Combinam comm você!
Ryori ergue o pescoço para ver quem era.
- Ahh... Yashin...
- Precisamos conversar! - O moreno se aprroximou mais do ruivo.
- Sobre? - Apenas o olhou de lado com umaa certa desconfiança.
- O que acha de... Bom, não é muito conveeniente falar aqui! - Olhou para os
lados, vendo um monte de gente os observando discretamente.
- Não estou interessado.
- Não? O seu jeito calado pode intimidar alguns, mas a mim... Isso só me
fascina, pois você é muito parecido comigo! - Sorriu - Não igual, é claro!
Precisaria de muito para chegar ao meu nível, mas não é sobre isso que quero
falar com você!
Ryori não sabia se ria, gargalhava o internava o cara, então apenas deixou um
leve sorriso aparecer.
- Aqui! - Yashin entregou um cartão a Ryoori - Me ligue! Garanto que se
interessara!! - Deu uma piscada pro ruivo e foi embora com seus passos
elegantes.
O ruivo olhava pra Yashin se afastando com um sorriso no rosto, achava todos
idiotas, mas depois desse falatório... Realmente, ninguém ali valia a pena.
- 1, 2, 3 HAHAHAHHAHAHAHA!!! - Ryori apoiiou as mãos no capô do carro para tentar
se segurar de tanto que ria.
- Er.. Senhor! - Nero se aproximou do ruiivo meio receoso.
- Hum? Háháháhá... Fala!! - Ryori ia conttendo seu ataque de riso.
- Pegamos ele!
Ryori fecha a cara na hora ao se lembra do velho, encarou Nero seriamente, este
aponta para um canto afastado dos galpões. O ruivo vai andando ao lado de Nero
seriamente, ainda não havia decidido o que ia fazer com o velho, mas sabia que
ele ia morrer.
Em um canto bem afastado dos galpões tinha várias caixas de ferro meio
enferrujadas pelo tempo, entre elas tinha cinco homens mortos no chão e três
homens da gangue do Ryori que mantinham Doko preso.
- O que temos aqui? - Ryori sorri pro vellho ajoelhado no chão.
- O que... O que pensa que está fazendo?!!! Me solte!! Vamos conversar!!! - Doko
mais cuspia do que falava.
Ryori apaga seu cigarro na cabeça do velho fazendo-o gritar de dor e esse som
era a mais bela melodia pro ruivo. Doko estava com o coração acelerado, sabia
que estava em perigo nas mãos do ruivo, mas tinha uma carta na manga. Ainda
mantinha Shibushi como refém, ele havia fugido, mas Ryori não precisava saber
disso.
- O que fazer? Humm... - Abre um sorriso maldoso pro velho.
- Encoste um dedo em mim e aquela cabeleiira loira morre!
Ryori fingiu-se surpreso, estava esperando Doko propor isso. Sabia que o loiro
só podia ter sido raptado por ele, mas ele ia entrar nesse joguinho de “você não
me mata e eu não mato seu amigo”.
- O quê? - Arregalou os olhos.
- Estou vendo que está surpreso!! - Doko se levantou do chão vitorioso.
- Onde ele está?
- Há, há! Nada disso, primeiro eu quero aalgo em troca!! - Doko olha
descaradamente pro corpo do ruivo.
- Pelo visto você ainda deseja meu coorpo, mas como isso pode ser possível?
Será que ele só tem sexo na cabeça? Não pensa na sua própria vida? -
Realmente não entendia os sentimentos do velho, mas já estava envolvido demais
no seu jogo para tirar o corpo fora. Teria que se vender para tentar achar o
loiro. Ryori pede um carro particular para Nero que foi correndo buscar, logo um
porche branco pára ao lado deles.
- Vamos! - Ryori prende uma algema no braaço do velho e a outra parte ele prende
no carro impedindo-o de escapar.
- Quanta precaução!
- Não... Não quero
voltar pra lá! - Yuy disse se referindo ao apartamento que dividia com Ryori.
- Entendo... Quer ir ao hotel que estou hhospedado? - Mafuri encara o moreno pela
primeira vez desde que saíram do cemitério.
- Por favor! - Sorri.
Após um longo tempo de viagem, Yuy resolve fazer uma pergunta que o intrigava
desde que conhecerá Ryori.
- Senhor Mafuri...
- Sim?
- Er... por que o Ryori vai a escola?
>
- Por quê?
- É! Pois ele é rico, inteligente, já temm um emprego, não é um emprego legal,
mas que ganha muito dinheiro, isso ganha!!
Um minuto de silêncio ficou entre os dois até que Yuy ouve um suspiro da parte
do pai do ruivo.
- Ele prometeu a mim que terminaria a esccola!! Disse que não importava a idade,
mas ele terminaria! Ryori havia parado de estudar quando conheceu um cara
chamado Sirie, mas com muita insistência eu o fiz prometer isso!
- Sirie? Acho que já ouvi esse nome!
- Esse foi o erro de Ryori! Conhecê-lo! EE foi por isso que eu vim para Rondon!
- Por que? - Yuy estava muito interessadoo ao ver a cara de desgosto que o pai do
ruivo fez agora.
Mafuri estacionou o carro numa rua nada movimentada, desligou a direção e ficou
olhando para frente muito pensativo, buscando palavras certas pro moreno.
- Quando Nien morreu... Ryori teve um... Como posso dizer?
- Atitude contrária?
- ISSO!! - Os dois sorriram. - Em vez de ele odiar as drogas e lutar contra
elas, ele resolveu se unir a elas... E nesse meio conheceu Sirie... Esse cara o
ensinou a lutar, atirar, negociar, tudo, tudo que se deve saber!
- E cadê esse cara agora?
- Todos pensávamos que ele havia morrido há dois anos trás, mas isso não é
verdade! Ryori foi enganado!
- Enganado? Como?!!
Mafuri fez um sinal negativo com cabeça, seu olhar trazia muito desgosto.
Escureceu
finalmente, esse era o desejo do loiro desde que vira as lanchas estacionadas a
beira da praia. O frio castigava severamente sua pele branca, deixando suas mãos
rachadas por causa do frio e marcas roxas em sua pele. Desceu a montanha
cuidadosamente, tentando ignorar o frio e a fome que sentia.
Os homens ainda faziam patrulha, alguns ficavam sentados em uma mesa comendo e
jogando cartas.
- Droga! O que fazer? E se eu despisttar eles e depois sair correndo?! Melhor
do que não tentar nada!! - Shibushi escolhe uma pedra particularmente
pesada e a joga no meio do mato fazendo um barulho alto suficiente para chamar a
atenção dos vigias.
Dito e feito, os homens correram até o lugar onde a pedra foi jogada, dois ou
três ficaram na beira da praia, mas longe de algumas lanchas.
Shibushi correu em disparada até uma delas e por sorte, os outros homens não
viram ele correndo até a lancha, pois estavam prestando muita atenção no mato e
não atrás deles onde o loiro estava. O loiro ligou a lancha e saiu em disparada.
- O QUÊ?!!!!
- PEGUEM ELE!!
- ALI!!!
Os homens haviam recebido ordens para não ferir e matar o loiro, sendo assim
eles tiveram que correr atrás dele com as lanchas restantes.
- PARE!!!
Shibushi concentrava-se em dirigir, não olhava um momento sequer para trás, mas
de repente viu um aparelho muito familiar no chão do barco, era um telefone
celular.
- Ótimo! Pra quem eu ligo? - Shibushi esttava com um sorriso bobo no rosto,
estava com muita sorte.
Resolveu discar para a única pessoa que poderia estar preocupado com ele, Ryori.
Ryori estava levando
Doko para uma casa que ele tinha nas montanhas de Houro, era uma casa afastada
da cidade, perfeita para encontros especiais.
- O que pretende senhor Nako? - O velho eergue o pescoço em um tom de provocação.
Ryori dirigia calado, ainda não sabia o que fazer direito, mas uma coisa ele não
iria fazer... Se vender a ele, isso nunca.
O celular de Ryori toca.
- Não vai atender? - Doko olha pro ruivo que não tirava os olhos da direção.
O celular não parava de tocar, até que Ryori resolve atender.
- Alô?
- Ryori!!
- Shibushi?!!!
Ryori pára o carro com tudo e atende ao telefonema com calma. Doko ficou
mais surpreso ainda.
- Onde você está?
- Eu? Bom, no meio do mar...
- Como?
- Aquele idiota me prendeu em uma ilha, eu não sei onde estou!
- Ilha? Ahh Sim!!! A ilha de Nigata, eu
a conheço!
- Conhece?!! Que bom!
- Que som é esse?
- São tiros!!!
- TIROS?!! Para que sentido você está
indo?
- Sentido norte!
- Você está indo pro lado contrário da
cidade! Vá para o sul.
- Sul? Não sei pilotar isso não!
- Droga! Então continue no norte, eu
vou te buscar de helicóptero!
- Sério?
- Estou indo!!
Ryori abre um lindo sorriso pro velho ao seu lado, que estava branco feito
papel.
- Pelo visto... Não vou precisar mais de você!
Ryori dá um telefonema a Nereida contando a situação de Shibushi e mandando-a ir
buscá-lo.
O ruivo desce do carro, vai até Doko que suava feito um porco, era mesmo um
idiota por ter ido a reunião.
- O... O que... Que.. Va... Vai fazer?
- Aprenda uma coisa... Nunca mexa com os “meus”! - Ryori coloca o objeto
metálico na boca do velho que chorava de medo.
- Por... Por fa... Vor... - Doko não consseguia falar direito com a arma na sua
boca.
- Por favor? Háháhá... Sim, eu te darei ppaz!!
- Vá pa-ra o in...Ferno... Eu vou... Te eencon... Trar lá!!
Os azuis claros de Ryori perdem totalmente o brilho ao ouvir as palavras do
velho, seu rosto sério era mais parecido com o de um assassino profissional.
Ryori puxa o gatilho fazendo a bala atravessar a cabeça de Doko. Realmente, o
vermelho combinava com o ruivo, agora ele estava todo coberto pelo sangue imundo
daquele velho. Ryori levanta-se sem tirar os olhos do cadáver no chão, abre um
sorriso meio decepcionado e diz:
- Aqui já é o inferno!
Pingos de chuva
começavam a cair por toda a região, logo uma chuva forte cobria tudo, parecia
que queria lavar toda discórdia, medo, vingança e dor, que habitavam nos
corações das pessoas.
A terra seca e avermelhada ia sendo lavada com a forte chuva que caia e os
trovões anunciavam a chegada de uma forte tempestade. Mafuri resolvera ir para o
hotel, pois poderia alagar a região que estavam, assim dificultaria a volta
deles.
Os olhos de Yuy se
arregalam ao ver o hotel, era a coisa mais linda que já tinha visto.
- Nossa!!
- Bonito?
- Muito!
- Obrigado!
- Hum? Por que? - Yuy indagou.
- Por que fui eu que projetei!
- Você?
- Sou arquiteto! Além de outras coisas!
Mafuri parou no estacionamento coberto, os dois subiram em um elevador
particular até a cobertura. O lugar era lindo até dizer chega, a decoração era
toda oriental e nada fugia da regra.
Tinha que tirar os sapatos para entrar no quarto e o tatame era tão brilhante e
limpo que dava para ver seu reflexo nele, no centro tinha uma pequena mesa para
as refeições. Não existiam cadeiras, mas sim várias almofadas ricamente
decoradas por todo o quarto. Também não existiam as camas tradicionais. A louça,
as roupas, os quadros, os objetos, tudo! Tudo tinha uma decoração oriental.
- Uau! - Yuy ficou paralisado na frente dda porta.
- Er... Yuy! Eu quero entrar! - Diz Mafurri ao ver que o moreno ficara parado no
meio da porta.
- Hã? Ahhh!!! Desculpe!! - Yuy fica enverrgonhado.
- Pelo visto gostou! - Mafuri coloca seu casaco num cabide que era encaixado na
parede.
- Muito! Você tem muito bom gosto!
- Minha esposa, ela adorava a cultura oriiental! - Mafuri diz olhando para um
porta-retratado que estava na mesinha de centro da sala.
- Posso ver? - Yuy caminhou até a mesinhaa.
- Claro!
Yuy pega o retrato na mão, era uma foto muito antiga, pois Ryori devia ter uns 8
anos nela.
O casal estava abraçado e os dois irmãos estavam a suas frente com um lindo
sorriso no rosto, pelo menos Ryori, pois Nien parecia meio fechado.
- Tão diferente do que é hoje, né?
- Muito! - Yuy contornou os lábios sorriddentes de Ryori pela foto.
Ele parecia tão feliz, tão tranqüilo, parecia que nada poderia atingi-lo, que
todo aquele amor iria durar para sempre e que aquele sorriso ficaria para sempre
em seu rosto. Grande engano, quem viu Ryori e quem o vê agora. Estranho como dá
água podemos mudar para o vinho, quem conheceu aquela criança da foto poderia
jurar que o atual Ryori Nako não é ela. Mafuri sentou-se numa das almofadas
soltando um suspiro mostrando-se bem cansado.
- Bonita foto... - Yuy colocou o retrato no lugar, mas antes deu uma última
olhada pro sorriso do ruivo.
- Sim...
- Er... Acho melhor o senhor dormir um poouco! - Yuy percebeu as olheiras que
haviam se formado abaixo dos olhos de Mafuri.
- É, mas você não gostaria de saber o porrquê da minha visita?
- Sim!! - Yuy sentou-se ao seu lado.
- Como eu estava dizendo Sirie não morreuu...
- Mas quem é esse Sirie?
- É melhor eu começar desde o principio!<
- Óbvio!
- >.<
- ^-^”””
- Após Nien morrer... Ryori saiu pelas ruuas experimentando os mais variados
tipos de drogas, eu acho que ele queria sentir o que Nien sentia.
- Estranho! Mas continue!!
- Foi quando conheceu Sirie, ele era o 4°° traficante mais importante do mundo,
ele que cuidava do tráfico de drogas e armas do nosso continente...
- Peraí!!! Mas esse é o trabalho do Ryorii! - Yuy não estava entendendo mais
nada.
- Deixa-me continuar!! - Mafuri deu um taapinha de leve na cabeça do moreno que
se calou. - Esse Sirie se simpatizou com Ryori e com a força que ele tinha, pois
Ryori não ficou chorando em casa após a morte de sua família, como eu... -
Mafuri fechou os olhos tristemente, achava-se patético agora, enquanto ele
chorava seu filho estava nas ruas.
- Se não quiser contar... Tudo bem! - Yuyy percebeu a tristeza nos olhos do pai,
mesmo estando curioso para saber tudo, tinha que pensar nos sentimentos de
Mafuri primeiro.
- Desculpe-me... Acho melhor descansar umm pouco, amanhã eu lhe conto o resto! -
Mafuri levantou-se meio cambaleante e foi indo em direção ao seu quarto, mas
antes de entrar olhou para trás e disse:
- Pode dormir nesse quarto! - Disse aponttando para um quarto no final do
corredor.
- Obrigado!! - Agradeceu a Mafuri que já entrava no seu quarto.
Ondas com mais de
dois metros de altura agitavam o mar que até pouco tempo estava bem calmo.
Podia-se ver cinco lanchas no meio daquela furiosa tempestade.
- Merda!!!! - Shibushi olhava toda hora ppara cima procurando algum helicóptero.
O loiro foi até um baú atrás da lancha, lá ele encontrou 4 sinalizadores.
Shibushi quase caíra no mar pelo tanto que o barco balançava, mas não iria se
entregar tão fácil, não depois de tudo que passou.
Nereida e mais dois
homens já sobrevoavam a área, mas não viam nada no meio daquela tempestade.
- Droga... Ryori me mata se eu não achá-llo! - Nereida olhava para todos os lados
com um enorme farol, mas só via água por todos os lados.
- Estamos perdendo o controle!! - Um dos pilotos comunica, enquanto o outro
tentava controlar o helicóptero.
- Não podemos parar... Façam um esforço!!! - Nereida gritava com os pilotos, mas
ela mesma não conseguia escutar sua própria voz, tamanha era à força da
tempestade.
- Não dá mais!!! - Os pilotos levam o hellicóptero para longe de toda aquela
tempestade.
Nereida não pode fazer nada contra, pois ela mesma já tinha perdido as
esperanças de encontrar o loiro no meio daquela fúria.
Shibushi avistou o
helicóptero partindo. Desesperado, acendeu um dos sinalizadores. Estendeu um
braço e começou a chacoalhar o sinalizador na direção do helicóptero, mas
ninguém o atendeu.
- AQUI!!!! AQUI!!!! - Gritava desesperadoo, mas seu grito era um pequeno sussurro
no meio daquela tempestade.
- MALDIÇÃO!!!!! - Shibushi arregala os ollhos ao ver uma imensa onda subir por
cima dele - Ryori... - Diz antes de ser jogado para fora do barco com a força da
onda.
Shibushi afundou como chumbo no mar, podia ver o barco se afastando cada vez
mais dele. Seus cabelos enroscavam em seu pescoço e seus olhos começavam a se
fechar lentamente, enquanto seu corpo descia mais e mais.
Continua...