Sangue na Casa de Vidro

 

- Como?
- O que o senhor ouviu.
- Mas então... Eu acho que devemos visitá--lo!
- Sim senhor, o avião o aguarda.
- Sim... Ryori, Ryori... Parece que vamos nos ver novamente meu...

- Você não vai entrar? - Yuy pergunta ao descer do carro.
- Não, tenho uns assuntos...
- Mas e a escola?!!
- Depois Yuy, agora eu tenho que ir! - Ryoori saiu com o carro antes que ouvisse mais reclamações.
Yuy vê o porche se afastando rapidamente, solta um suspiro meio conformado e começa a caminhar para o pátio.
- YUY!!! - Liz lhe da um beijo no rosto. - OI! - Estava começando a se irritar com o comportamento da garota, antes de namorar Ryori, ela não era assim com ele.
- Yuy, nós estávamos pensando em pegar um cinema hoje, o que acha? - Rebeca se aproxima.
- Tudo bem!
- Então vamos as 14:00 horas... Vai passarr "O Senhor dos Brincos"
- Legal!!
A turma entra ao ouvir o 1° sinal tocando.

Ryori parou na frente de uma enorme mansão que ficava no topo da colina.
- Bom dia! - Um dos empregados da casa vemm recebê-lo.
- Onde está Doko?
- Ele ainda não acordou senhor, eu creio qque...
Ryori não espera mais nada, entra na casa apressadamente, se dirige para o quarto do velho velozmente. Ao entra no quarto encontra o velho seminu deitado em cima de Shibushi que se encontrava no mesmo estado.
- Senhor Nako? - Doko se senta na cama se espreguiçando - O que devo a sua visita? - Acariciou bem de leve os fios loiros esparramados pela cama.
- O que você pensa que está fazendo? - Fallou baixinho com um tom mortal na voz.
- Bem, eu estou tentando dormir em paz comm... Meu amante! - Sorriu.
Shibushi abre os olhos bem devagar ao ouvir sons de vozes ao seu redor, sua cabeça ainda doía por causa do Ninfeto. Essa era com certeza a droga mais forte que ele havia provado em toda sua vida.
- Ry... Ryori? - Vê a figura do ruivo meioo embaçada.
- O que você está fazendo aqui Shibushi? -- Encarou-o com raiva.
- Eu... Eu... Ai minha cabeça! - Sentou-see na cama segurando a cabeça com ambas mãos.
- Você bebeu demais... - Doko alisa seus ccabelos.
- Você... ME DROGOU!!!!!!
- Eu?!! - Doko da um sorriso nervoso para Ryori.
- Vamos Shibushi... Eu vou te levar emboraa!
- Não mesmo!
- Como? - Estava com vontade de pular no ppescoço daquele velho depravado.
- Acha que pode invadir a minha casa e levvar o que é meu!!?
- Eu não sou seu!!! - Shibushi se levanta da cama, mas se sente meio zonzo e vai ao chão, mas não sentiu seu corpo bater, olhou para cima e viu que o ruivo o havia segurado.
Shibushi se levanta com mais equilíbrio, coloca sua calça que estava jogada no chão e começa a procurar sua camisa.
Doko olhava tudo com um olhar assassino, Ryori conhecia aquele velho bem demais para vir sozinho até sua casa. A essa altura toda sua gangue estava em torno da mansão só aguardando um sinal dele para atacarem ou irem embora.
- Humm.... Acho que vocês não poderão sairr assim... - Levantou-se pondo um roupão amarelo com bolas pretas, que era feito pele de leopardo.
- O quê? - Shibushi estava ao lado de Ryorri que estava atento a tudo a sua volta.
- Por que você não se senta aqui... - Bateeu com a mão na cama - E evita uma briga tola?
- Não! - Quem respondeu desta vez foi Ryorri que saiu do quarto sem virar as costas pro velho.
- Quanta precaução... - Doko se aproxima dde um gabinete e pega sua arma - ... Mas não foi suficiente!
Shibushi arregalou os olhos e olhou a sua volta procurando alguma saída, Ryori já havia feito um sinal discreto para um membro da sua gangue, que os observava desde que havia chegado a mansão.
- Desculpe-me por isso Ryori... - Shibushii sussurrou.
- Tudo bem... - Puxou o loiro pelo braço ppara outra sala onde havia vários capangas do velho.

Havia uns dez homens armados em volta deles, estavam esperando o sinal do seu chefe para agirem. Doko se aproxima deles com um sorriso vitorioso no rosto, senta-se em uma poltrona preta de veludo e fica olhando para os dois jovens a sua frente.
- Humm... Parece que eu me dei bem no finaal... Vocês dois... Interessante! - Riu.
- O quê? - Ryori saca sua arma e aponta paara o velho fazendo todos os capangas do local apontarem suas armas para eles.
- Não seja idiota... Antes de puxar o gatiilho, esses homens terão feito picadinho de vocês... - Riu - Shibushi... Se afaste dele antes que você tenha o mesmo destino.
- Prefiro!
- O quê? - Indagou com raiva.
- Prefiro morrer a ser tocado novamente poor você!

Todos da sala ouvem o barulho de alguma coisa metálica caindo no chão.
- O que é isso? - Doko se levanta da sua ppoltrona, logo dois homens o protegem.

Ryori sorriu discretamente, um gás preto se espalhava pela sala fazendo todos tossirem, Ryori pega duas mascaras em seu sobretudo, uma ele coloca e a outra ele entrega ao loiro. Apesar da casa de vidro ser totalmente iluminada, o gás fez a sala ficar toda escura impedindo que os capangas vissem a fuga deles, Ryori e Shibushi corriam para os fundos da casa onde teriam apoio da sua gangue.
- PEGUEM ELES!!!!! - Doko grita.
- Senhor Doko.... Cof... Cof... Por aqui! - Um de seus homens o carrega para uma ala onde o gás não foi jogado.

Ryori encontra alguns homens de sua gangue nos fundos, entrega Shibushi a eles e saca sua arma.
- Como sairemos daqui? - Uma mulher pergunntou enquanto preparava sua metralhadora.
- Eu disse que não ia ser fácil... Agora ttentem fugir, mas acabem com qualquer um que aparecer!!
As ordens de Ryori foram ouvidas atentamente, todos se posicionaram. Por sorte a casa era enorme e possuía um jardim enorme que era constituído por rochas e barrancos, ótimo para ocultar suas fugas. Logo puderam ouvir tiros vindos do interior da casa. Ryori corria apressadamente puxando Shibushi pelos braços, estava correndo até seu outro carro que deixara no meio da estrada que levava até a mansão.
- PAREM!!!! - Cinco homens corriam atrás ddeles.
- Droga! - Ryori fez um sinal para o garotto ao seu lado, era melhor se dividirem.
Ao se dividirem, dois homens correram na direção do garoto e três na direção de Ryori e Shibushi. O caminho era cheio de pedras e árvores, os capangas começaram a atirar sem êxito, mas se continuassem assim logo, logo estariam mortos.
- Onde... Estamos indo!!? - O loiro olhavaa para trás toda hora.
- Carro... Mas... - Ryori avistou uma pedrra enorme, se escondeu atrás dela pegando sua arma.
- Shiiii! - Fez um sinal pro loiro fica quuieto.
Shibushi faz um sim com a cabeça e fica olhando o ruivo agir. Ryori esperava os capangas passarem, estes estavam se aproximando cada vez mais da grande pedra que os cobria, mas não dava para vê-los.
Os homens desceram correndo o caminho de pedra ao avistarem um carro preto parado no meio da estrada. Ryori aponta sua arma em suas direções e das cinco tiros perfeitos, logo os três capangas estavam mortos no chão.
- Vamos! - Ryori puxa Shibushi pela mão, eeste estava assustado com os corpos inertes caídos no chão.
Ryori entra no carro rapidamente, mas olhava toda hora para trás. Shibushi senta-se ao seu lado ofegando, olha pro ruivo que pegava as chaves do carro em seu bolso, Ryori deu sua arma para Shibushi e começou a sair daquela estrada. Dois capangas descem até a estrada e começam a atirar no carro preto.
- Droga... Shibushi abaixe-se e não se... - Ryori não termina de falar ao sentir uma bala adentrar em sua pele.
Seus olhos se arregalaram, seus dentes se fecharam com força e seus músculos ficaram tensos, olhou para seu ombro que sangrava.
- RYORI!!!! - Shibushi tentou se levantar,, mas o ruivo o empurrou para que ele ficasse abaixado. Pisou fundo e foi embora passando por cima dos dois capangas que estavam atirando no carro.
Só podia ouvir sons de bombas e tiros no alto da colina, neste dia havia sido marcado uma guerra entre dois fortes negociantes do mundo negro.

Yuy estava sentado bem no fundo do cinema com seus amigos, Liz e Shin estavam ao seu lado, Rebeca havia saído para comprar pipoca.
- A crítica disse que esse filme é muito bbom! - Shin comenta.
- Sério? É bom mesmo, pois senão eu acabo com você! - Liz o olha ameaçadoramente.
- Por quê?
- Eu gastei oito reais nisso! É melhor quee seja bom o filme!!!
- Mas é!! - Shin abriu um largo sorriso, nnão via a hora de o filme começar.
Yuy estava se sentindo estranho, sentia que não devia estar ali. Não sabia o porquê, mas estava sentindo falta de ar e uma ansiedade anormal.
- Eu já volto! - O moreno se levantou com uma cara pálida.
- Aonde vai? - Liz preocupa-se com a expreessão do seu amigo.
- Ao banheiro! - Saiu rapidamente da sala..
Encontrou-se com Rebeca no meio do caminho, a garota trazia um grande saco de pipoca e um refrigerante.
- Aonde vai?
- Ao banheiro! - Correu até o banheiro, quue estava vazio.
Apoiou suas duas mãos na pia tentando respirar direito, levantou seu olhar para o espelho, percebeu como estava pálido e ofegante. Abriu a torneira da pia começando a lavar seu rosto, a água fria parecia ter relaxado um pouco sua tensão, mas ainda sentia um frio na barriga.

- O filme já vai começar! - Comenta Shin entusiasmado.
- Nós sabemos idiota, não precisa ficar faalando! - Liz estava irritada.
- O Yuy vai perder o começo! - Rebeca olhaa para porta procurando o moreno, mas nem um sinal dele.
- Deixa ele! - Liz bufa irritada.

Ryori pára o carro em um ponto da estrada, havia marcado com sua gangue esse encontro. Ao chegar no ponto de encontro, seus parceiros vão apressadamente socorrê-lo ao ver que seu chefe estava ferido.
- Preciso de uma pinça!! - Gritou um rapazz ao ver o local do tiro.
- Aqui Nero!! - Uma garota se aproxima comm um material de primeiro socorros.
- Peguem panos limpos, eu preciso de um loocal para tratá-lo!!
Todos ajudavam do modo que podiam, podia-se ver a lealdade que tinham para com Ryori. Poderiam matar seu líder e pegar todo as vantagens e dinheiro dele, mas não, seguiam ao seu chefe como fiéis cães ao seu dono.
Ryori foi colocado em cima do pára-choque de um carro, não existia nenhum local mais apropriado e o chão só serviria para infeccionar seu ferimento. Ryori por outro lado, ao contrário dos seus parceiros estava calmo, a dor não era tão insuportável assim e em sua mente só a imagem do moreno lhe vinha.
Nero, o rapaz que comandava todo o socorro para cima de Ryori começou seu serviço, rasgou as roupas do ruivo com um estilete, pois não seria apropriado tentar retirar suas roupas. Nero pega um pouco de álcool e joga no buraco feito pela bala, Ryori solta um grito agonizante, suas mãos grudaram no metal abaixo dele com tanta força que parecia que ia arrancá-los de baixo dele.
- Ryori... - Shibushi sussurra o nome do rruivo com muita angustia. Virou seus olhos pro lado contrário de Ryori, não agüentava vê-lo sofrendo daquele jeito.
Nero pediu para que dois rapazes segurassem Ryori e lhe dessem bebida para distrai-lo, mas o ruivo não queria beber e começou a se debater em cima do carro.
- Segurem ele!! - Nero não conseguia retirrar a bala com todo esse movimento por parte do ruivo.
- AHHH!!!! ME SOLTEM!!!!! É UMA ORDEM!!!! - Ryori começou a gritar cada vez mais alto, parecia que seu corpo todo ardia em chamas.
- Din!! - Nero olhou atentamente para um ddos rapazes que segurava Ryori.
- O que.... Foi?!! - Fazia muita força tenntando segurar o ruivo.
- Deixe-o em um estado... - Nero não termiinou de falar e encarou Ryori que estava assustado com suas meias palavras.
- Si... Sim! - Deu uma olhada pros azuis cclaros do seu chefe com um pouco de receio.
- NÃO SE ATREVA!!! - Ryori cuspiu saliva jjunto com seu grito de tão desesperado que estava.
- Sin... Sinto muito chefe! - Din o golpeiia três vezes no rosto deixando Ryori meio tonto.
Nero sorriu ao ver que Ryori parou de se debater, aproximou sua pinça do buraco a introduzindo lentamente, pegou um espelho com a outra mão para poder localizar melhor à bala. Ryori balbucia algumas palavras desconexas, mas que davam pra entender que o ruivo mataria todos mais tarde.
- ACHEI!!! - Nero sorri ao sentir o metal bater em sua pinça, como suspeitava, o buraco era bem fundo não daria tempo para levá-lo ao hospital. E mesmo se conseguisse, poderia ser muito perigoso para eles.
- Aêêêêêêêêêê!!!!! - O pessoal que estava em volta do carro comemora.
Nero começa a arrancar a bala delicadamente para não estragar mais o local atingido, deu um pouco de trabalho, mas o rapaz retirou a intrusa bala do corpo de seu chefe.
- Preciso de esparadrapos e mais álcool!! - Gritou.
- Aqui!! - A mesma garota lhe trouxe tudo que pedira.
Nero derrama um pouco de álcool no local perfurado, pode sentir as costas de Ryori arquearem. Depois de limpar o ferimento, Nero o estancou com os esparadrapos

Yuy havia saído do shopping fazia algum tempo, não agüentaria ficar preso naquela sala escura no estado que estava.
- O que está acontecendo comigo?- YYuy corria para casa. - Ryori... Ryori... Eu quero muito... Ficar com você!
Viu seu apartamento totalmente vazio, o ruivo não havia voltado para casa, pois tudo estava como haviam saído. Foi até o banheiro para tomar um banho, despiu-se e entrou no Box, não estava com saco para esperar a banheira se encher. Apoiou suas mãos na parede e se curvou para frente, deixando a água morna bater diretamente em suas costas. Sentia seu corpo relaxar com a água caindo sobre ele, parecia que ela lavava todos os males que seu corpo apresentava minutos atrás.

Ryori estava totalmente irritado com a atitude de Din, havia levado três socos consideravelmente fortes no rosto. Não havia humilhação pior que essa, agora mesmo estava tirando satisfações com o garoto que se mostrava imensamente arrependido.
- Mas... Senhor... Eu...
- Eu nada!!! Quem você pensa que é para mee golpear daquele jeito!!!!? - Daria um soco na cara do rapaz se estivesse em condições, mas se deteve ao ver o loiro se aproximar deles.
- Cai fora!! - Ryori dispensou o garoto. - Tudo bem? - Shibushi aproximasse com passso vacilantes, sabia que ia levar uma bronca daquelas e para piorar Ryori estava de mau humor.
- Viu?
- O quê?
- Eu tinha razão! Eu disse para você não iir com aquele velho... Mas o que você fez? - Segurou o braço de Shibushi com sua mão direita deixando marcas vermelhas naquela pele branca.
- Desculpe... - Abaixou o olhar.
- Isso não basta!!!!
- O que quer que eu faça?!! - Irritou-se ttambém.
- O quê? Eu quero que você suma!!!
Shibushi sentiu uma facada em seu peito com essas palavras, olhou com magoa pro ruivo que continuava com a mesma cara. O loiro se virou indo para o lado oposto do ruivo, caminharia até chegar a cidade.
- Onde você pensa que vai?!!!! - Ryori se irritou, havia salvado aquele loiro correndo perigo de vida e agora não podia deixá-lo ir desse jeito, primeiro o deixaria em casa para que depois o loiro fizesse o que quiser da vida dele.
Mas Ryori sabia muito bem que não deixaria o loiro fazer o que quisesse da vida dele, sentia um ciúme desgraçado por ele e algo mais que ainda não conseguia identificar. Mas sabia que era bem diferente pelo que sentia por Yuy, não sabia como o moreno havia roubado seu coração daquela maneira tão... Certa!
Ryori deu um sinal para sua gangue, pedindo para que fossem embora. Todos os carros partiram rapidamente, estavam cansados de ficarem parados naquele deserto, apesar do dever deles era ter paciência, ainda mais no ramo que eles seguiam, essa era a virtude que mais lhe faltavam. Sobraram apenas os dois naquele deserto, um véu de areia havia sido levantado com a partida dos carros, Shibushi estava se sentindo muito mal, começou a caminhar pela estrada a pé.
- ONDE PENSA QUE VAI?!!! - Ryori correu atté ele o agarrando pelo braço.
- Você disse para eu sumir, lembra? - O looiro estava com os olhos rasos d' água.
Ryori soltou se braço e massageou sua testa demoradamente para aliviar toda sua irritação, olhou pro loiro que estava começando a caminhar novamente e o agarra.
- Des... Des... Culpa! - Ryori aproximou mmais seus corpos.
- O... O que... Você... - Shibushi estava corado com as sensações do seu corpo, apenas um toque do ruivo o enlouquecia.
- Desculpe... Vamos, eu não posso dirigir!! - Sussurrou em seu ouvido.
- ... Tá! - Shibushi caminho até o carro, de lá foram direto para casa do ruivo.

Yuy ouve a campainha tocar, seu coração disparou, devia ser Ryori. Foi correndo até a porta, mas não viu quem desejava, pelo contrário, era alguém totalmente desconhecido para ele.
- Oi? - Yuy olhava atentamente para o senhhor a sua frente. Era um homem usando um terno azul marinho, com elegantes sapatos feitos de couro, sua gravata era de cor mostarda. Seus olhos eram de um azul bem escuro, eram um tanto misteriosos, seus cabelos curtos tinham a mesma cor do fogo e em suas mãos carregava uma pequena mala de couro da mesma cor do seu terno.
- Posso falar com Ryori.
- Ele... Não está, quem é você? - Perguntoou meio desconfiado, sabia que seu amado tinha muitos inimigos.
- Eu... Sou o pai dele!

 

Continua...

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