Domingo.
Ryori estava cuidando dos seus negócios em umas das maiores bocas de fumo da
cidade.
- Senhor Nako... - Um senhor com um grandee charuto na boca o cumprimenta.
- Como vai, senhor Doko?
- Os dois estavam em uma grande sala que eeram bem vigiadas por vários guardas
armados.
- Sente-se, por favor! - Doko se senta em uma enorme poltrona vermelha.
Ryori se senta cuidadosamente, observava tudo ao seu redor. Já tinha feito
negócios com o senhor Doko antes, mas precaução nunca era demais, ainda mais
quando você vive no meio de bandidos.
Havia trazido consigo metade de sua gangue, ainda não havia falado sobre ela com
Yuy, mas achou que deveria falar disso com mais calma. O moreno achava que ele
só vendia um rolinho de maconha por trás da escola, muito hilário, pois na
verdade, ele traficava drogas que vinham de Norton, um forte país do continente
Arrarrio, para Rondon.
Ryori tinha jeito para lidar com esse tipo de gente e além disso, ele havia
aprendido com o melhor, havia aprendido tudo que sabe com um homem chamado Sirie.
Mas ele morrera a 2 anos de uma doença totalmente nova e rara.
Sempre usava as mesmas roupas para negócios ou mesmo para sair, adorava usar
botas, sobretudos e óculos escuros preto.
- Soube que você está fazendo negócios comm Yashin...
- Sim, mas não viemos para falar sobre issso.
- Sempre muito serio senhor Nako... – Sorrriu - ... Mas o senhor tem razão.
Ryori faz um gesto com a mão e um garoto da sua gangue entra com uma mala
prateada, devia pesar uns 10 quilos pelo seu tamanho.
- Deixe-me ver... - Doko apaga seu charutoo em seu cinzeiro de ouro e manda um
dos seus capangas pegar a mala.
- E o seu? - Ryori não deixaria ele chegarr perto da mala, se não visse o
dinheiro.
- Háháhá... Claro é claro! - Riu divertidoo.
Outro rapaz trás uma mochila verde de pano a abre mostrando pro ruivo todo o
dinheiro.
- Tudo em notas de 1.000 como o planejado!! - Doko informa, enquanto abria a mala
prateada.
- Sim, está tudo certo! - Ryori se levantaa.
- Já vai? Por que não toma um drink comigoo?
- Estou sem tempo.
- Eu gostaria de conversar com você senhorr Nako, algo que vai lhe interessar...
E muito! - Sorriu.
Ryori detestava aquele velho, ele sempre jogava um monte de indiretas para ele.
Só fazia negócios com ele, porque tinha muita grana.
- Tudo bem.
- Mas vamos para outro lugar... - Doko olhhou em volta com uma cara de desgosto.
- Aqui não é muito confortável.
- Ok! - Faz um sinal para sua gangue que aabre caminho para eles passarem, sempre
ficava um clima pesado quando trocavam mercadorias, com quem quer que fosse.
Qualquer deslize é fatal nessa hora, Ryori era muito calmo, mas tinham
negociantes que eram esquentados e intolerantes, se falasse ou fizesse algo
errado não existiria conversa, apenas um derramamento de sangue inútil entre as
gangues.
- Vamos a um restaurante italiano, é bem pperto.
- Estou sem fome... - Ryori não estava messmo a fim de ficar trancado no carro
com aquele velho que possuía um bafo horrendo.
- Bebemos algo... - Doko entra em sua limuusine e fica olhando pro ruivo ansioso.
Ryori faz um sinal para seu pessoal, para que os seguisse. Havia treinado
diversos tipos de sinais para sua gangue, pois havia situações em que não dava
para falar nada ou você levaria um tiro no meio da testa.
Doko sorri ao ver o ruivo entrando, o achava maravilhoso, já havia dito que
adoraria dormir com ele, mas este apenas o fuzilou com os olhos. Ofereceria cem
milhões de libras, mas com certeza o ruivo iria matá-lo pela ousadia.
Foram muito bem recebidos no restaurante, as gangues ficaram do lado de fora,
cercaram todo o restaurante para se prevenirem de tudo.
- O que os senhores vão querer? - Uma garççonete muito bonita lhes entrega o
cardápio.
- Como vamos escolher algo se você acabou de nos dar o cardápio, sua idiota
incompetente!! - Doko abre seu cardápio muito contrariado, detestava lidar com
pessoas idiotas.
- Desculpem-me! - A garota saiu correndo ccom os olhos cheios d' água.
Ryori olhou com desprezo para o velho a sua frente, tudo nele o irritava, ele
era gordo, feio, porco, nojento, seus dentes eram amarelos e sempre usava roupas
de pele de animais e em seus dedos tinham vários anéis de ouro.
- O que acha de um vinho branco de San Marrquesim?
- Tudo bem.
Doko chamou o garçom pedindo o vinho e alguns petiscos.
- O que quer tratar comigo? - Ryori já se mostrava impaciente na mesa.
- Sabe aquele seu amigo Shibushi?
- O que tem? - Franziu o cenho.
- Você tem algo com ele?
- Como assim? - A conversa estava ficando interessante, mas também preocupante.
Lembrara que levara Shibushi em uma reunião de negócios, pois não sabia falar
nada de francês e o loiro falava muito bem. Muitos dos seus negociantes ficaram
babando em cima do loiro, principalmente Doko. Mesmo tendo terminado com ele,
não iria permitir que aquele velho depravado ficasse, olhasse ou falasse com
ele.
- Eu gostaria de conhecê-lo.
- Não!! - Irritou-se.
- Vocês têm algo?
- Não, mas eu não quero que você se envolvva com ele! E ele não vai querer nada
com você e além do mais, ele tá saindo da cidade.
- Eu sei.
- Sabe? Então o que quer comigo?
- Tentei falar com ele, mas não consegui, queria que você me apresentasse a ele,
assim ele conversaria comigo. - Doko sorriu meio pervertido.
- Nunca!! Não chegue perto dele.
- Você gosta dele pelo jeito.
- Isso não é da sua conta!
- Pensei que estivesse com um garoto chamaado... Hum... Como é mesmo? Ah!
Lembrei... – Sorriu - ...Yuy.
- Não se aproxime de nenhuns deles.
- Bom, senhor Nako, quanto ao Yuy... Eu nãão quero me envolver com crianças...
Estou falando daquele loiro!
Ryori quase pula em cima daquele velho depravado, mas resolveu se segurar.
- Calma, calma... Acho que estou sendo rudde demais, perdoe a minha indelicadeza!
- Sorriu mostrando seus dentes amarelados..
- Hunf! - Bufou contrariado.
O garçom chega com os pedidos.
- Com licença! - O rapaz os serve. Depois vai embora, havia ficado no lugar da
infeliz garçonete que os haviam atendido.
Doko levanta sua taça para fazer um brinde, Ryori também levanta a sua meio
indeciso.
- Um brinde aos nossos negócios! E que elees sempre dêem bem!
- Um brinde! - Ryori saboreia o vinho com os olhos fechados.
Quando abre os olhos vê Doko o olhando fixamente, estava com um sorriso mais
depravado ainda. Será que aquele velho não se manca?
- Continuando senhor Nako, eu acho que nãoo tem problema nenhum em conhecer
Shibushi... - Recebeu um olhar fatal de Ryori, mas continuou falando. - ... Eu
gostaria que ele me ajudasse em viagens internacionais, acho que ele fala muito
bem francês...
- Só para as viagens? Sei! Te conheço muitto bem Doko. - Sorveu mais um gole de
sua bebida. - Você tem quantos anos?
- Hum... Então é isso? Como você é antiquaado Ryori!! - Riu divertido - Me
desculpe, mas não deu para segurar!!
- Não dá para responder? - Sorriu provocannte.
- Hum! Tenho 55 anos, não sou tão velho e shibushi tem quantos?
- Você quer conhecê-lo e nem sabe?
- Como conhecê-lo se você não me apresentaa!?
- Tente.
- Ok!
- Ok? - Assustou-se.
- Eu irei falar com ele! Mas ele tem quanttos anos?
- 19!
- Não é tão jovem assim para mim!!! - Riu divertido.
Deu um gole no seu vinho com muito gosto, depois colocou uma azeitona na boca a
chupando de um modo muito sexy pro ruivo, que apenas ignorou. Ryori não ficou
muito tempo em sua companhia, logo foi embora junto com sua gangue.
Yuy nadava em um riacho totalmente nu, não tinha medo ou vergonha de nada, pois
quase ninguém ia ali. Era um lugar muito fechado e perigoso. Boiava pela água
morna, seus músculos estavam todos relaxados e de vez em quando batia uma brisa
quente.
- YUI!!!!
Yuy quase se afoga de susto ao ouvir esse berro vindo de Aoshi que estava na
beira do riacho.
- Pelo amor de Deus!!! Não faça mais isso!!! - Levantou-se meio ofegante, havia
bebido um pouco de água.
- HAHAHAHA... A água está boa? - Aoshi esttava completamente nu.
Yuy não conseguia tirar os olhos do seu corpo, parecia que estava mais malhado,
mais moreno, mais forte, mais alto, mais bonito... Mais, mais... Sexy!
- Gosta do que vê? - Aoshi passa suas mãoss por seus cabelos sedutoramente.
- Hum! - Fingiu não ter ouvido e continuouu nadando.
- Você não muda... - Sorri.
Aoshi sobe em cima de uma pedra bem alta e pula com tudo, esparramando água por
todos os lados. Os dois brincavam de pega-pega, de lutinha, de jogar água um no
outro. Como nas suas infâncias, como aquele tempo era bom, não existia malícia,
pudor, regras, nada.
Yuy senta-se na beira do lago todo ofegante, Aoshi se senta ao seu lado, sempre
lhe dando olhares pervertidos que eram totalmente ignorados pelo moreno.
- Seus cabelos estão maiores... - Aoshi seegura uma mecha do seu cabelo.
- É verdade... - Yuy se levanta, fazendo-oo soltar seu cabelo.
Antes de Yuy sequer pensar em andar, recebeu uma rasteira de Aoshi, o fazendo
cair com tudo no chão. Ainda bem que a terra era fofa, por que senão ele teria
quebrado algo.
- SEU IDIOTA!!! O QUE DEU EM VOC... - Yuy calou-se com o beijo de Aoshi. Ele
havia sentado em seu abdômen e segurado seus pulsos.
- Não me resista... - Aoshi passeou suas mmãos por seu próprio corpo para
provocá-lo.
- Eu... Eu... Pára, por favor! - Estava coomeçando a sentir sensações por todo
seu corpo, Aoshi o estava seduzindo e estava fazendo isso muito bem.
- Eu vou parar... Depois! - Desceu sua línngua por todo o pescoço de Yuy, lambia
as gotas em seu pescoço para deixar um rastro de saliva.
Yuy soltou um pequeno gemido ao sentir Aoshi encosta seu joelho em seu membro,
que já ganhara vida com esses ataques. Aoshi sorri, sentindo-se estimulado a
continuar, foi descendo seu rastro de saliva até seus mamilos que já estavam
durinhos de excitação.
- RYORI!!!! - Yuy chama seu amante ao senttir ser tocado em seu sexo.
- Ryori...? - Aoshi ficou meio decepcionaddo, mas continuou com as investidas.
Desceu seus lábios até seu membro o abocanhando direto, não estava a fim de
joguinhos ou de lengalenga. Queria logo possuir o corpo abaixo dele. Yuy agarrou
em seus cabelos o fazendo engolir mais seu membro, jogara a cabeça para trás com
os olhos cerrados, de sua boca semi-aberta só saia gemidos.
Aoshi introduziu um dedo em seu interior, fazendo Yuy arquear suas costas e
gozar na sua boca faminta. Após sorver todas as gotas de seu sêmen, Aoshi vai
beijá-lo demoradamente. Após retirar seu dedo de seu interior, Aoshi se prepara
para penetrá-lo, entra com facilidade.
- Pelo visto... Você... Faz isso... Bastannte!! - Estocava com força, chegava até
a machucar Yuy.
Aoshi estava magoado, enciumado e irritado, puxou Yuy pela cintura o erguendo um
pouco.
Yuy sente seu sexo ser espremido no abdômen de Aoshi, goza novamente soltando um
forte grito que ecoou por toda a mata. Aoshi goza após duas estocadas, vai
estocando-o até que a última gota saísse do seu corpo. Aoshi em cima de Yuy,
seus olhos estavam cheios d' água, tocou seu pênis levemente e viu um líquido
vermelho.
- Desculpe... - Pede Aoshi ao ver que tinhha machucado-o com sua selvageria.
- Tudo bem... - Estava meio aborrecido, maas não podia negar que também queria
isso.
- Não, não está! - Dai de cima de Yuy se ssentando ao seu lado.
- Está sim... - Yuy finalmente abre os olhhos, se surpreende ao ver lágrimas
caindo dos seus olhos.
- Eu sinto muito... Eu sei que fiz por queerer... Quis te machucar!!
- Tudo bem... - Yuy sorri meio sem graça, tenta se sentar, mas sente uma forte
dor vindo do local recém penetrado.
- Tudo?
- Sim! - Sorriu.
- Ah! Yuy como senti sua falta!! - Aoshi sse joga em seus braços chorando.
Yuy alisava seus cabelos castanhos, fazia um carinho bem gostoso, fazendo Aoshi
dormir em seus braços. Yuy o deita delicadamente na terra, fica olhando para seu
rosto infantil, secou uma lágrima que estava preste a rolar.
Shibushi estava saindo do banho, foi até seu quarto se trocar. Colocou uma calça
branca de um pano bem leve e fino, uma camisa do mesmo tecido e cor, deixou
todos os botões abertos. Estava fazendo um calor dos infernos, nem o ar
condicionado estava conseguindo refrescar seu quarto.
Seu apartamento não era muito grande, possuía dois quartos, uma cozinha, dois
banheiros e duas sala de tamanho médio, não gosta de lugares grandes; preferia
tudo pequeno e aconchegante. Era revestido por um carpete de madeira branco, as
paredes eram brancas, sua sala não possuía um sofá, existiam varias almofadas
jogadas pelo chão. Também não tinha uma mesa, fazia suas refeições sentado nas
almofadas. Sua casa era cheia de mensageiros do vendo e essências de ervas, nada
muito forte, mas dava uma sensação agradável a casa.
Possuía muitas plantas e muitos passarinhos que pousavam em sua pequena varanda
por vontade própria, Shibushi odiava prender essas aves maravilhosas.
Estava sentado em umas das almofadas com as pernas cruzadas, penteava seus
longos cabelos sem pressa alguma. Ouve a campainha tocando, até a campainha
tinha um som agradável, era um toque de sino bem delicado, mas que dava para
ouvir muito bem.
- Ryori? - O loiro sorri feliz.
- Como vai? - Ryori estava bem sério.
- Bem e você? - Deu passagem para o ruivo entrar.
Ryori se senta em uma das almofadas jogadas no chão, estava acostumado com o
jeito do loiro. No começo havia se surpreendido com o seu gosto exótico, mas
depois se acostumou e até começou a gostar.
- Que beber algo? - Shibushi ficou em pé oolhando-o.
- Não! Quero falar com você, senta aí!
>
- Hum! - Shibushi já espera alguma bronca,, sentou-se meio contrariado. - O que
eu fiz agora?
- Tudo!
- Tudo?
- Você falou com velho chamado Doko?
- Doko, Doko... Doko... - Shibushi puxa peela memória, até que se lembrou de um
velho gagá de dentes amarelos. - Um senhor meio gordo, com os cabelos arrepiados
castanhos claros e que tem uma...
- ESSE MESMO!
- O que tem?
- Você aceitou trabalhar com ele?
- Sim, por quê?
- Você é louco!!? Shibushi, você está usanndo drogas demais esses dias ou bateu
com a cabeça! - Ryori estava nervoso.
- Isso não lhe interessa! Se veio aqui parra me criticar pode ir embora, você não
tem mais nada comigo, lembra? Você me mandou embora!
- Tínhamos algo Shibu...
- Tínhamos!!? HAHAHAHA... NÃO ME FAÇA RIR,, VOCÊ ME DISSE QUE NÃO TINHAMOS
NADA!!! Lembra? Na escola! - O loiro se levantou das almofadas.
- Er... - Ryori estava sem palavras, encarrou o loiro que estava um pouco
vermelho por ser tão branco.
- Acho melhor você me deixar em paz... Porr favor! - Shibushi pediu mais calmo -
... Não vou te expulsar da minha casa, como você faz comigo, mas eu não quero
mais falar com você, eu vou pro meu quarto... Faça o que quiser! - Vai embora
deixando Ryori na sala.
Joga-se em sua cama com as mãos no rosto, estava loucamente apaixonado pelo
ruivo, não agüentava vê-lo e não poder beijá-lo. Seu ciúme sempre estragara tudo
em sua vida, sempre destruía as coisas boas de sua vida com seu jeito. Havia
sido estúpido demais em atacar aquele garoto, mas estava louco de ciúme e ainda
sentia um ódio mortal pelo garoto. Ele não era disso, era muito irritado, mas
não atacava ninguém, Yuy havia sido um deslize de seu controle emocional.
Ryori estava meio atordoado, ver o loiro daquele jeito havia sido demais, ele
parecia tão sensível. Tinha sido muito duro com ele, mas não se arrepende de ter
se separado, não que o loiro não fosse bom, mas é que já estava apaixonado por
outro.
Só se arrependia de uma coisa, de ter batido nele na frente de Yuy no banheiro
masculino na escola, depois de conversar com Yuy sobre esse episódio, este lhe
revelara que ele não havia feito nada, ele que se apavorou e quis sair correndo.
Devia saber, Shibushi só atacaria alguém se estivesse drogado e era como estava
naquele dia em que atacou o moreno. A droga destruía todo o ser maravilhoso que
ele era.
Ryori vai andando até seu quarto e o encontra deitado na cama com as mãos no
rosto, parecia estar chorando. Sentiu seu coração bater mais forte, não sabia
porque ficava assim na frente dele, amava Yuy, mas não sabia o que era aquilo
que sentia com relação ao loiro. Sentia ciúmes dele, isso era tão evidente que
um dia Nereida pediu para ele ter calma, se surpreendeu com essa observação e
isso aconteceu enquanto estava com Yuy.
Shibushi percebe o ruivo no seu quarto, ótimo, ele estava ali e agora? Teve
vontade de se trancar no banheiro até que ele resolvesse ir embora, mas se
fizesse isso teria que mostrar seu rosto cheio de lágrimas. Já tinha se
humilhado demais perante ele, havia procurado-o na escola, bares, ruas pedindo
para ele voltar, mas sempre levava patadas.
Não podia culpá-lo mesmo que quisesse, pois ele amava outro e ficava cansado com
as suas investidas. Por que ele fazia isso? Por que não ia embora? Por que não
falava nada? Por que não se aproximava? Por quê...?
-
Eu... Só queria lhe pedir pra que não fosse trabalhar com Doko, pois ele só quer
seu corpo... E ele não é do tipo que desiste... - Falava pausadamente - ... Ele
só desistiu de mim porque tem medo de mim, mas você é indefeso...
- Acha-me idiota?
- Não, eu não disse isso! - Deu um passo mmeio vacilante em sua direção, mas
Shibushi não o olhava, ainda tinha suas mãos tampando seu rosto.
- Realmente... Não desiste.
Ryori se sentou ao seu lado, levantou sua mão para tocar seus braços, mas parou
receoso.
Shibushi estava ficando nervoso, seus olhos já estavam doendo, sua garganta
estava doendo por causa do choro que retinha. Ryori toca nos fios loiros
delicadamente, puxa uma mexa até suas narinas aspirando o cheiro de flores que
ele tinha, ainda estava meio úmido.
- Shibushi... - Ryori tenta tirar suas mãoos de seu rosto, mas este não deixou.
- Deixe-me... - Virou o rosto de lado.
>
- Não consigo... - Finalmente desabafou. <
Shibushi tira as mãos do seu rosto, estava impressionado com que ouvira. Ryori
sentiu um aperto no peito ao ver seu rosto todo úmido, por culpa das lágrimas,
na verdade era por sua culpa.
- Como? Pare de brincar comigo... Vai emboora! - Pega um lenço que estava em cima
da sua mobília ao lado da cama e enxuga seu rosto.
- Me deixe fazer... - Ryori puxa o lenço dde sua mão e começa a secar suas
lágrimas delicadamente, vai se aproximando cada vez mais dele.
Após secar todas as lágrimas, Shibushi derrama mais, fazendo Ryori sorrir.
- Isso não vai parar... Só desse jeito! - Leva sua mão por trás de sua nuca,
puxou sua cabeça em sua direção, beija seus olhos.
Ryori lambe as lágrimas que caíam por seu rosto, foi deslizando sua língua até
que chegasse em sua boca, com a língua para fora a empurra para dentro de sua
boca que abria delicadamente. Adorava o jeito delicado do loiro, isso era muito
diferente, ele aparentava ser brigão, mas não passava de uma doce rosa, mas que
tinha seus espinhos.
Mexeu em sua língua adormecida, incentivando-a se mexer também, para que as duas
dançassem por suas bocas grudadas. Ryori afundava cada vez mais sua língua para
dentro de sua boca, queria devorá-la, sentia vontade de entrar totalmente dentro
dele. Sua mão descia para suas calças, os pano fino chegava a ser um pouco
transparente, nada muito ousado, mas muito sedutor.
Ryori retirava sua calça devagar, enquanto Shibushi fazia o mesmo com seu
sobretudo, que foi jogado longe quando retirado. Depois começou a retirar sua
camiseta preta a jogando em cima do sobretudo no chão.
- Vai lavar depois... - Brincou Ryori ao vver suas roupas serem jogadas no chão.
- Máquina de lavar serve para isso... - Dáá uma mordida na sua orelha e depois
passa sua língua no lugar preso, causando arrepios no corpo do ruivo. Seu ponto
mais sensível era a orelha, era meio estranho, mas ele se excitava quando lhe
mordiam ali.
- Vai ter... Que.... Ser nas mãos!
- E estragar minhas unhas? Não mesmo! - Coomeçou a desabotoar a calça jeans do
ruivo e a retirou com a ajuda do mesmo.
Ryori retira a camisa do loiro e ataca seus ombros com sua boca faminta, sua
língua passeava por todo seu tórax deixando o rastro de saliva nele. Mordeu um
de seus mamilos e com a outra mão acariciava as coxas do loiro.
Shibushi não fica parado, também acariciava todo o corpo de Ryori, toques
ousados que faziam os dois ficarem mais excitados. O loiro inverte as posições
ficando por cima de Ryori que sorria, adorava a iniciativa do loiro. Este foi
descendo até chegar no sexo pulsante do ruivo, deu um beijo em sua ponta e foi
introduzindo o órgão em sua boca calmamente, deixando Ryori cada vez mais louco.
- Quer me... Enlou...Quecer? - Arfava.
>
O loiro não disse nada e foi continuando com sua tortura, foi chupando cada vez
mais forte e mais rápido, sua mãos acariciavam suas bolas delicadamente dando
uma sensação mais gostosa ao ruivo que gemia baixinho, se agarrando aos lençóis.
- Ahhhhh... - Grita ao gozar na boca do looiro.
Shibushi fica de joelhos olhando pro ruivo jogado na cama. Ryori o encara e o
puxa pelos braços para lamber um pouco de sêmen que escorria de seus lábios.
Inverteram novamente as posições, Ryori virou o loiro de bruços e começou a
beijar sua nuca, enquanto suas mãos afastavam suas pernas lhe dando o acesso que
tanto ansiava. O penetrou de uma vez, estava excitado demais para prepará-lo,
pode ouvir o grito de dor saindo do corpo abaixo dele. Puxou sua cintura para
cima o fazendo ficar de quatro para ele, estocava cada vez mais forte e mais
profundo, agora podia ouvir os gemidos prazerosos do loiro. Após ficarem nessa
frenética dança entre seus corpos, os dois sentem a aproximação do orgasmo os
tirando da realidade, logo gozaram juntos os fazendo caírem pela imensa cama.
Os
dois se acomodam melhor na cama, Ryori deita um pouco longe de Shibushi,
mostrando que apenas transaram e nada mais, pois o amor deles acabara para dar
lugar para um outro mais intenso. Shibushi ficou um pouco magoado, mas não disse
nada, sabia que seria assim desde o começo. Sentia-se mau por ter se entregado
tão facilmente a ele, mas tinha saudades do seu corpo.
- Eu... Vou indo... - Ryori se senta na caama ficando de costas pro loiro.
- ...!
- Quando partir... Me avise!
- ...!
- Ok?
- ...!
Ryori não disse mais nada, levantou-se indo até suas roupas, vestiu sua calça,
sua camiseta, colocou seus sapatos e pegou seu sobretudo, mas não o vestiu.
Quando ia sair do quarto da uma última olhada pro loiro que estava com os olhos
fechados.
- Eu acho... - Cala-se ao ouvir o telefonee tocar.
- Não vai atender?
- ...!
- Pára com isso...!!!
O telefone cai na caixa postal.
- Boa noite, senhor Shibushi! Quem está falando é o Doko, eu gostaria que
você viesse a um jantar na minha mansão... Espero que me de uma resposta logo.
Até mais!
Ryori sente seu sangue ferver ao ouvir aquela voz asquerosa ao telefone, olha
para Shibushi que havia sentado na cama e aberto os olhos.
- Você não vai, né?
- Hum...
- Shibushi!! Esse velho só quer usar você....
- Como você?
Ryori se calou, olhou assustado pro loiro que se levantara, ele estava indo até
seu armário. O loiro colocou um roupão de seda azul e foi até o telefone.
- Isso não vem ao caso, não é Ryori? - Riuu sarcasticamente.
- Er...
- Não precisa dizer nada... - Shibushi peggou o telefone e começou a discar.
- Não faça isso...
- Faço o que quiser!
- Vai se arrepender!!!!!!!
- Quem vai se arrepender? Eu ou você?
>
- Você!
- Então não me torre a paciência, volte paara sua criança e não venha mais me
ver!
- Como quiser! - Sentiu-se muito mal com qque ouvira, mas não podia fazer mais
nada, havia sido um erro transar com ele novamente. Mas estava tão carente que
não pensava em mais nada.
continua...