No Corredor

 

Não havia sido uma boa idéia contar toda a verdade para Rebeca, a garota se achava agora a dona da situação, achava-se capaz para entender os sentimentos do moreno e poder opinar por suas decisões.
- Você deve ir a polícia!!! Tem que prendeer esse bandido. - Rebeca nem prestava atenção no que Yuy dizia, ela apenas dizia o que foi posto na cabeça dela desde criança.
- Mas...
- Mas? Mas nada, o que você acha que seu ppai faria?
Yuy estava se sentindo desconfortável, estava na sala de visitas da casa de Rebeca, não via a hora de bater asas e fugir de todo aquele circo.
- Não coloque meu pai nisso... Agora me deeixe!! - Yuy se levanta do sofá pronto para partir.
- Não!! Você não pode ficar com o pai do bbandido, ele com certeza deve ser um também, fique aqui comigo!! - Rebeca entra na sua frente tentando impedi-lo de partir.
- Rebeca... - Yuy coloca suas mãos sobre oos ombros da garota - Eu agradeço toda sua preocupação, acho legal você querer me proteger, mas você não está entendendo os meus sentimentos... Eu... Pode parecer um absurdo para você, mas eu me apaixonei por um bandido... Que matou meu pai.
- Eu não acredito!!! Se matassem meu pai eeu não iria ficar na boa como você, não!!! -
Yuy sentiu aquelas palavras o rasgarem por dentro, mas não queria discutir, não mais, não queria mais arranjar briga. Agora o que o moreno mais queria era compreensão e conselhos dignos de serem aceitos.
- Tenha um bom dia... - Yuy se afasta indoo direto para a porta.
- E a escola? Como vai ser seu futuro?!! - Escola, futuro... Essas palavras nunca ssoaram tão confusas aos meus ouvidos... - Responde sem olhar para trás.
Minutos depois só Rebeca permanecia na sala com um olhar muito apreensivo, não havia movido um milímetro do seu corpo. Conhecia Yuy há pouco tempo, mas o suficiente para poder reconhecer que se apaixonara pelo garoto, esse sim era um amor impossível e não correspondido.

O vento quente batendo no seu rosto, as pessoas passando alegremente pelas ruas, os pássaros cantando, o cheiro de diesel entrando em suas narinas, nunca havia notado isso em toda sua existência.
Desde que conhecera Ryori, um novo mundo se abriu ao seu redor, um mundo totalmente novo, onde pessoas e sentimentos novos se cruzavam criando um espaço novo, uma energia nova.
Cada pessoa tinha uma energia diferente, cada um tinha um gesto ou uma palavra para definir todos seus atos, Yuy achou tudo isso incrível. Não havia reparado muito nisso, parece que tudo que acontece na vida são lições para que você passe pela prova final, com certeza a morte de seu pai havia sido um teste muito difícil, havia passado na prova, mas ainda sentia-se fraco para se levantar novamente.
Suas pernas não tinham rumo algum e sua mente beirava as margens dos seus sonhos mais ocultos. Inconscientemente foi levado a sua escola, não sabia por que estava lá, mas sentia-se bem naquele lugar, onde tudo começou.
Aquele prédio representava seu ódio e seu amor, como poderia mudar radicalmente seu estilo de vida ao receber uma pequena informação de um belo garoto com os cabelos cor de sangue?
Parece engraçado agora, mas tudo tem um sentido, tudo tem uma razão para acontecer.
Yuy pulou o portão da escola indo diretamente para o corredor do 1° ano, ao chegar no falecido corredor sentiu seu coração palpitar de ansiedade, parecia que encontraria algo na próxima esquina. Parou no mesmo local onde falara com Ryori daquela vez, lembrou-se daquele dia atípico com um sorriso entristecido.

- Posso ajudar?

- Er... Bem, onde é a sala 10 do 1° ano?
- Novato, hein? Hum... Siga aquele corredor e vire a primeira esquerda.
- Obrigado!

Yuy sentou-se no chão do corredor ainda recordando de todas as sensações, todos os toques, olhares, palavras e gestos do ruivo.

- Posso ajudar?
Um turbilhão de sentimentos passou pela mente do moreno, para ele o chão havia sido rachado, os mares secado e o vento parado. Ficou olhando em estado de choque para o ruivo que estava em pé o olhando dentro dos seus olhos como se pudessem ler toda a mente em um milésimo de segundo.
- Ry... O... Ri?
O ruivo se abaixou ao seu lado sem tirar seus olhos dos seus, parecia que havia uma corrente que os prendiam, pois seus azuis não se desviaram nem por um segundo sequer. A pele pálida de Yuy é tocada gentilmente pelas mãos do ruivo, um leve tremor corre por seu corpo fazendo Ryori recuar sua mão, para logo em seguida lhe dar um abraço.
Parecia que algo havia sido completado naquele instante, o contato entre os dois corpos foi mais forte que qualquer tempestade já criada pela natureza. E assim permaneceram por um longo tempo, cada um com medo de se soltarem daquele abraço.
- Senti... Que devia vir aqui. Eu senti voocê... - Ryori se afasta um pouco do corpo menor sem deixar de abraçá-lo, para encará-lo.
- Eu... Eu... Eu te amo! - Yuy abre seus llábios e olha para Ryori pedindo um beijo.
Ryori atendeu seu pedido como uma ordem, abriu seus lábios lentamente fazendo seu hálito adocicado entrar pelas narinas de Yuy. Seus rostos foram se aproximando lentamente, um olhando nos olhos do outro e assim uniram seus lábios novamente.
O ruivo podia sentir a maciez dos lábios do moreno, sentir seu hálito quente bater no seu lábio inferior lhe causando arrepios pelo corpo. Seus lábios ficaram unidos por um tempo, apenas se tocando ternamente, para depois iniciarem um beijo apaixonado.
Yuy sentiu a língua quente de Ryori adentrar na sua boca, vasculhando todos os cantos, provando cada pedacinho dela. Abriu mais sua boca para facilitar o acesso da língua do belo ruivo que parecia que ia devorá-lo, mas não se importava, poderia ser devorado por ele, assim seu coração ficaria para sempre junto ao dele.
Um beijo não era suficiente para acalmar toda a saudade de seus corpos, Ryori já havia jogado seu sobretudo no chão junto da camiseta de Yuy. As mãos do ruivo passeavam pelo tórax do moreno como se tivesse sentindo a mais pura seda. Yuy apenas suspirava entre outro beijo, sentia o desejo crescer cada vez mais por todo seu corpo.
Seus lábios se separam após sentirem que não agüentavam mais respirar, logo os toques ficaram mais exigentes tornando as roupas em obstáculos para os seus desejos, sendo assim elas foram expulsas dos seus corpos pelas mãos dos amantes.
Nus no deserto corredor do colégio... Uma cena atípica, mas nenhum deles estava ligando para o local, queriam apenas se amar. Ryori começa beijar todo o corpo de Yuy, começando pelo pescoço, dando várias lambidas e chupões até deixar o lugar vermelho, satisfeito ele vai descendo para seu peito onde tinha como alvo seus mamilos. Yuy gemia baixinho a cada toque, as mãos de Ryori eram como brasas quentes, mas não o feriam.
- Senti... Tanta... Falta... - Ryori diz, dando vários beijos estalados no peito do moreno.
- Hum hum... - Yuy não queria pensar no moomento, depois conversariam, agora queria apenas amá-lo como sempre fizeram.
Os dentes brancos de Ryori abriram-se para um tímido sorriso, entendeu que não era hora para conversarem, olhou para seu membro umedecido pelas gotículas que saiam da ponta do seu pênis. Yuy se encontrava no mesmo estado com o corpo quente, dando vários espasmos involuntários.
Yuy grita ao sentir seu membro ser sugado pelos lábios do ruivo, suas mãos ficaram brancas pela força que fazia ao se segurar no piso. Podia sentir uma onda de calor emanando por todo seu corpo, finalmente o orgasmo chega à tona inundando toda a boca do ruivo, que engoliu todo o líquido como se fosse o mais apreciado vinho.
Lambeu seus lábios com um sorriso no rosto, olhou para o corpo mole de Yuy no chão. Ele estava muito bonito, com seus cabelos grudados na testa e seus olhos semicerrados mostrando um pouco do seu brilho azul. Puxou-o pela cintura fazendo-o se sentar no seu colo, Yuy recebeu mais um beijo ardente antes de ser penetrado por dois dedos do ruivo.
Soltou um gemido particularmente forte ao sentir os dedos se movendo dentro de si, agarrou-se ao pescoço dele ao sentir os dedos saírem para dar lugar a algo muito maior. Ryori começou penetrá-lo com todo o cuidado, olhando a cada expressão de Yuy, vendo que ele gemia de dor e prazer cada vez que entrava mais.
Após entrar por inteiro no seu interior se sentiu satisfeito, sentiu-se completo, em paz consigo mesmo. Ryori sorri para Yuy que lhe devolve o mesmo sorriso e assim começa entrar e sair de dentro dele, fazendo o moreno cavalgar em cima de dele. O ruivo começa a estimular o membro de Yuy no mesmo ritmo das estocadas fazendo o moreno gritar de prazer em seus braços.
Yuy não agüenta mais e parte para o seu segundo orgasmo, contraindo todo o seu corpo, estrangulando o membro de Ryori, fazendo este soltar um forte gemido e ejacular no seu interior. O líquido branco e viscoso escorria pelas pernas de Yuy e pelo abdômen de Ryori, o cheiro de sexo estava por todos os lados.
Os dois se olham apaixonados e se beijam novamente com mais calma desta vez. Os dois se assustam ao ouvir um estrondo cortando todo o espaço, havia sido um forte relâmpago que cortara o céu. Logo se pode ouvir o som da chuva caindo pelo telhado, estava chovendo muito forte, mas os dois amantes estavam protegidos dentro da escola, mas teriam que sair logo dali, pois poderia aparecer alguém a qualquer instante.
- Temos que ir! - Ryori se levanta preguiççosamente, foi pegando as suas roupas pelo chão.
- É! - Yuy fez o mesmo, logo estavam pronttamente vestidos.
Os dois saíram correndo para o porsche branco parado no fundo da escola.
- Que chuva! - Ryori torce seus cabelos tiirando o excesso de água.
- É... Está chovendo muito esses dias. - DDiz olhando para o céu acinzentado.
- Onde está... Morando? - Ryori pergunta mmeio tenebroso, sabia que essa conversa ia levar a outros rumos, mas não podia evitá-la.
- Com o seu pai. - Yuy sorriu ao ver a carra de espanto do ruivo.
- Meu pai? Por que?
- De quem você acha que é essa camiseta? -- Yuy segura o pano úmido o sacudindo.
- Mas...
- Eu havia me encontrado com seu pai no appartamento, depois de contar tudo a ele sobre... - Calou-se.
Os dois ficaram calados, o clima estava ficando cada vez mais tenso, principalmente para Ryori.
- Deixe-me contar o que você não me permittiu... - Ryori olhou nos olhos de Yuy.
- Eu... Naquele dia eu havia visto os homeens de Doko do lado de fora do prédio, pensei que o velho tentaria algo contra você... Mas eu não sabia que... Seu... Bom, seu... Pai começou a brigar com você, mas eu não sabia que era ele, pois ele não falava nada apenas te batia. Eu pensei que era Doko ou qualquer um dos seus capangas, então eu me escondi atrás do sofá para dar o bote... Mas no final... - Ryori desvia seu olhar, Yuy podia ver as finas lágrimas caírem por seu rosto, parecia bem ressentido.
- Ryori... Eu te odiei... - Ryori olhou paara ele assustado - ... Com todas as minhas forças, desejei que o inferno caísse sobre você... Amaldiçoei você e toda sua geração... Chorei, chorei muito e... Sozinho.
- Eu... Eu... Não tenho o que dizer, indeppendente do que aconteceu eu fui o culpado. - Abaixou o olhar.
- Sim... É o culpado, mas não é também... - Ryori levantou o olhar novamente, encarando yuy confuso.
- Hum?
- Eu... Você não sabia, eu sei que você nãão sabia... Sempre soube. - Disse a última frase mais para si mesmo do que para Ryori - Mas eu... Não consigo odiá-lo mais. Eu quis isso, mas não pude... Porque te amo acima de qualquer coisa.
Yuy começou a chorar fortemente deixando Ryori meio desesperado, sem nenhuma reação.
- Eu... Não chore!! - Ryori o puxa pelos bbraços para se sentar no seu colo.
Abraça o corpo menor com força tentando transmitir todos os seus sentimentos, pois não era fácil lidar com essa conversa. O sofrimento de Yuy era o seu sofrimento.
- Sabe... É difícil você não odiar a pessooa que matou seu pai. É difícil você continuar a amar essa pessoa. É difícil saber que seu pai morreu por um erro. É difícil não ter ninguém para culpar sua morte...
Yuy agarrou-se ao pescoço do ruivo. Ryori podia sentir que o moreno tremia fortemente em seus braços enquanto soluçava sem parar. Sem agüentar mais a situação, Ryori foi tomado por uma onda de culpa e começou a chorar junto de Yuy, pedindo perdão em seu ouvido.
- No... No final vocês dois queriam me prooteger... Mas acabaram me prejudicando!! Mas eu não os culpo... Meu Deus... Eu te amo, Ryori! Tinha medo de que meu pai me odiasse por não odiá-lo... Mas agora, eu não vejo as coisas por esse lado!! Seu pai... Me ajudou muito, muito mesmo. Ele me deu bons conselhos e é graças a eles que eu posso estar aqui com você.
- Aquele velho... - Ryori fechou os olhos,, lembrando do rosto do seu pai. - Não me odeie, por favor, não me odeie! Me ame como eu te amo e vamos viver em paz... Vamos construir algo que faça todas nossas mágoas voarem para longe.
- Eu quero, eu quero... - Yuy lhe deu um bbeijo.
Os dois ficaram mais um tempo parados naquela posição, o tempo não representava nada para eles, queriam apenas desfrutar daquele momento de paz e amor que estavam tendo. Com essa conversa um peso havia sido tirado das costas de cada um, parecia que eles tinham chances de voltarem a viver juntos novamente.

“Eu quero dizer a você com todo meu corpo
esses pensamentos apaixonados
incansáveis apesar da chuva de hoje!
Eu abraço seus ombros molhados
como se quisesse alertá-los.
O que aqueles dedos trêmulos procuram?
Eu quero salvar seu olhar
acreditando no amor que pode
transformar sofrimento em força.
Eu quero dizer a você com todo meu corpo.
Esses pensamentos apaixonados
incansáveis apesar da chuva de hoje!”

Continua...

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