Engano Fatal
- MALDITOS!!!! ELES
ME PAGAM!!! - Doko falava consigo mesmo.
Doko estava quebrando todo seu quarto, jogava tudo pro alto, estava
irritadíssimo com Ryori e Shibushi. Já havia pensado em tudo quanto é plano de
vingança, mas tinha que se apressar, pois suas presas poderiam fugir por suas
mãos.
- Shibushi... Você vai... Deixa eu ver o qque vou fazer contigo, JÁ SEI!!
Háháháhá... Será um puto de luxo... Háháhaháhá... E Ryori... Hummm... Deixa-me
ver!! Já SEI!! Vou fazê-lo sofrer muitoooo e acho que devo fazer uma visitinha
para o seu namoradinho... Como ele se chama mesmo...? Hummm... Ah!
Lembrei...YUY!!
- Já são dez horas!! - Yuy comenta com o rruivo, os dois estavam abraçados na
cama.
- Escureceu rápido. - Ryori olha pro céu eescuro.
- É... Amanha meu pai vem!
- Eu nem sei o que fazer... Você disse quee eu era um apreciador de obras de
artes?
- Eu nem me lembro direito, eu disse que vvocê trabalhava com obras de artes!!
- Droga!!! Eu não sei nada de arte...
- Ai meu Deus!!
- Foi você que inventou, poderia dizer quee eu era professor de artes marciais,
cozinheiro, cantor, até poderia dizer que eu vendia roupas... Mas dizer que eu
trabalho com artes foi realmente idiota!! - Riu.
- Eu sei, eu sei!!! Droga, mas não força vvai... Imagina você cantando...
- O que? Eu canto muito bem, sabia?
- É? Então canta pra mim!!
- Não.
- Por que? - Yuy sentou-se em cima do abdôômen do ruivo.
- Porque não! Agora sai de cima!! - Se remmexeu.
- Não gosta quando fico assim com você? - Sussurrou em seu ouvido.
- Hummm... Adoro! - Puxou os cabelos negroos para lhe dar um beijo.
Ryori muda as posições, ficando por cima do moreno e começando a beijar todo seu
pescoço.
- Canta vai!
- Você ainda tá pensando nisso?
- Tô!!!!
- Nãooo!!
- Ahhhh... Canta vai! - Yuy faz um biquinhho pro ruivo, que não resiste.
- Tá bom!!! Mas se você rir de mim, eu te mato!!!
- Me mata? Duvido!
- De prazer... - O corpo inteiro de Yuy see arrepiou.
Ryori aproxima seus lábios do ouvido de Yuy, respira fundo e começa a cantar.
“Quando eu te vejo paro logo em seu olhar
O meu desejo é que eu possa te beijar
Sentir seu corpo, me abrigar no teu calor
Hoje o que eu quero é ganhar o seu amor
E vivo assim, querendo seu prazer
Eu não consigo, um minuto sem te ver
Sua presença alegra meu coração
E é pra você que eu canto essa canção".
Yuy não sabia se chorava ou aplaudia o ruivo por essa linda canção, como sempre
resolveu opinar pela 1° questão.
- BUÁÁÁÁÁÁ!!!!!! É TÃO LINDO!!! EU TAMBÉM TE AMO RYORI!!! - Abraçou o ruivo com
os olhos cheios d’ água.
- Eu sempre disse que você era esquisito!!! - Ryori o abraça lhe dando um beijo.
Os dois ficam se beijando por um longo tempo, ora rolavam pela cama, ora se
agarravam, ora caiam no chão, ora se amavam.
Shibushi estava deitado em suas almofadas descansando, quando ouve a campainha
tocar, olha pro relógio de teto vendo que eram 23:00 horas.
- Quem será a essa hora? - Olhou pelo olhoo mágico da porta e avistou uma
garotinha com um cesto de rosas na mão.
- Flores senhor! Apenas R$2,00 !! Flores ssenhor! - A garotinha tinha uma
aparência muito cansada e machucada. Lembrou-se de si próprio quando criança,
como ele havia mudado...
- Oi! - Shibushi abre a porta estranhando a garota, geralmente os apartamentos
não deixam vendedores subirem, ainda mais o seu que era um apartamento de alta
classe.
- Quer rosas? - Uma voz muito familiar saii de trás do corredor.
- VOCÊ?!!!
- Sim! Acha que poderia fugir de mim? - Dooko se aproximou com três homens atrás
dele.
Shibushi tentou correr para dentro do seu apartamento, mas foi dominado pelos
três capangas do velho, agora ele se encontrava amarrado e amordaçado em uma
caixa que estava sendo levada pro carro.
- Agora é sua vez Ryori... - O velho joga seu charuto na guia do esgoto e entra
no seu carro.
Na cinza e sombria manhã do dia seguinte.
Yuy acorda com os sons estranhos que vinham da sala, levantou-se da cama ainda
desnudo e com uma cara de cansaço.
- O que é tudo isso? - Yuy vê um monte de caixas de papelão jogadas pelo
apartamento.
- Você não disse que eu sou um... Admiradoor da arte? - Ryori estava colocando
uns quatros na parede.
- Nossa! Mas quanta coisa, deve ter custaddo uma nota preta! - Pega uma pequena
estátua de um cachorrinho.
- Nada de mais...
- Claro, é tudo pirataria mesmo! - Riu.
- Claro que não!! Acha que eu vou comprar coisas baratas?
- Não... Não é falso? - Yuy mostrou a estáátua em sua mão.
- Não!
- Ai meu Deus!!- Yuy coloca a estátua em ccima da mesinha da sala com o maior
cuidado.
- Agora vai colocar alguma roupa!! - Ryorii aponta pro corpo desnudo do moreno.
Yuy ficou um pouco vermelho do comentário, mas não era tão tímido como antes,
não era o mesmo garoto que tinha medo de tudo e de todos. Aprendera que a vida
não se resumia apenas a ele, aprendeu a ver tudo com outros olhos, aprendeu não
julgar mais as pessoas. Enfim, havia aprendido e conhecido um mundo totalmente
diferente do seu, um mundo frio e sem regras, onde os mais fortes sobrevivem,
onde o amor tentou passar, mas foi assassinado.
Foi correndo para seu quarto, Ryori apreciava todo corpo do moreno até ele sumir
da sua vista.
Yuy estava na rodoviária junto de Ryori, este por sua vez preferiu ficar no
carro, enquanto Yuy foi ao local marcado.
- Yuy!!
- Pai!!
Os dois se abraçam com muita alegria, ficaram assim por um tempo. As pessoas que
passavam pelo local até achavam aquilo normal, pois estavam em uma rodoviária e
o que mais tinha ali eram viajantes recém chegados de viajem. Os dois caminhavam
para fora da rodoviária abraçados, Yuy acena pro ruivo com um largo sorriso no
rosto.
- Então esse é Ryori...Mas que tipinhoo! - O pai de Yuy força um sorriso
amarelo pra Ryori, que veio cumprimentá-lo.
- Pai!! Esse é o Ryori!
Os dois apertam suas mãos com força num cumprimento muito simples, mas havia
algo mais naquele toque, algo por parte do senhor Okan, que incomodou Ryori. Os
três entraram no carro e foram direto para o apartamento do casal.
- Que lindo! - Okan sorri maravilhado.
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- É sim! - Ryori tenta puxar assunto, mas Okan ficou calado.
Yuy estava pegando as malas do pai no carro, por isso não havia percebido a
frieza do pai com seu amado.
- O QUE VOCÊ VAI FAZER?!!! - Shibushi estaava amarrado em uma cama de casal.
Não sabia onde estava exatamente, pois tinham vendado seus olhos. Quando acordou
deu de cara com o velho sentado ao seu lado e uma enorme cama de casal, que era
toda feita de pele de animais. Suas roupas foram tiradas do seu corpo, estava
totalmente nu aos olhos daquele velho depravado.
- Relaxe... Não irei fazer nada... Que voccê não “goste”! - Disse com um sorriso
muito estranho no rosto a última palavra, fazendo um calafrio estranho percorrer
pelo corpo do loiro.
- ONDE ESTOU? O QUE VOCÊ QUER? POR QUE NÃOO ME DEIXA EM PAZ?!!!!
- Quantas perguntas, mas vamos responder uuma de cada vez... - Sorriu - Você está
na minha ilha secreta, não se preocupe que ninguém vai te achar... Eu quero que
você seja meu, já disse isso antes! E eu não te deixo em paz porque eu te quero
e... - Se aproximou dos lábios do loiro - Consigo tudo que quero!!
Os azuis escuros de Shibushi se arregalaram, estava em pânico, mas não fazia
nenhum gesto não fazia nenhuma reação, estava num estado de choque. O ruivo
apareceu em sua mente, seus olhos azuis claros... Os olhos que o fazia se sentir
seguro... Mas eles estavam se afastando e a figura de Yuy estava aparecendo. Ele
puxou o ruivo pela mão, o levando para um caminho muito iluminado. Então ele
volta a realidade.
- Shhh!! Não chore! - Doko colhe com seu ddedo uma lágrima solitária que escorreu
pela face esquerda do loiro.
Shibushi não disse nada, apenas sentiu as mãos asquerosas daquele velho em suas
coxas, elas iam subindo cada vez mais até chegar no seu membro.
- Eu vou cuidar muito bem de você... Meu.... - Se aproximou do seu ouvido -
Bichinho de estimação!
- Não... Por favor...- Mais lágrimas rolarram por seu rosto pálido, lágrimas de
dor, humilhação, tristeza e desilusão. - Ryori... - Shibushi disse tão baixinho
que Doko não entendeu.
O velho tira toda sua roupa e fica por cima do loiro, que estava com as mãos
amarradas na cabeceira da cama por uma algema de metal. O velho acaricia o rosto
de Shibushi com a língua, provando o gosto salgado das suas lágrimas. Depois foi
descendo sua língua até seus mamilos os provando com a língua.
Sua outra mão descia até seu membro o estimulando, apesar de Shibushi estar
odiando tudo aquilo seu corpo começou a reagir contra sua vontade. Doko
gargalhou com muito gosto ao ver que o loiro tentava fugir das sensações que ele
lhe proporcionava. Seu corpo estava traindo-o no momento, o máximo que podia
fazer era tentar fingir que quem estava com ele era o ruivo. Doko começou a
estocar o membro do loiro até que ele gozasse em sua mão.
- Ahhhhh... - Soltou um grito abafado ao ggozar nas mãos daquele velho asqueroso,
com o suor seus cabelos estavam grudando em seu rosto impedindo que ele visse o
que acontecia com nitidez.
- Assim que eu gosto... Sabia que você ia adorar! - Doko lambe sua mão lambuzada
pela semente do loiro e depois o beija.
Shibushi sentiu que aquele beijo estava com um gosto diferente, sabia exatamente
o motivo disso, sentiu suas bochechas se avermelharem. Não tinha uma humilhação
pior que essa.
Doko tirou as algemas do loiro fazendo ele soltar um suspiro de alívio, pois
seus braços estavam começando a sangrar.
- Se você não se comportar, eu te prendo dde novo! - Avisou antes de virar o
loiro de bruços no chão.
- Não se sente humilhado por me obrigar a fazer isso? - Shibushi vira para trás
para encará-lo.
- ... Não! - Doko sorri da cara de desespeero do loiro - ... Gosto de selvageria!
Doko estocava seu próprio membro atrás do loiro, Shibushi deu uma espiada para
ver o que estava acontecendo e se assustou com cena, ver aquele velho se
masturbando era uma cena horrível.
- Gosta... Disso? - Doko mostra seu membroo pro loiro de um modo pervertido.
Shibushi se remexeu na cama tentando sair dali, mas Doko segurou com força pela
cintura, era incrível, como um velho daquele tinha tanta força? Conseguia
dominar o loiro que era muito mais alto e jovem que ele.
Shibushi estava olhando para os lados desesperado, não acreditava que ia ser
estuprado daquele jeito, da outra vez ele estava drogado e nem se lembra direito
o que tinha acontecido.
A linha de raciocínio de Shibushi sumiu ao sentir o membro do velho entrar por
inteiro no seu corpo.
- AHHHH!!! - Soltou um grito desesperado, cerrou seus dentes com tanta força que
pensou que ia quebrá-los. Tentou fugir daquela dor indo pra frente, mas Doko não
permitiu puxando sua cintura de encontro a ele.
Foi iniciado aquele vai e vem por parte do velho, ele enterrava cada vez mais
forte dentro do loiro, sorriu ao ver gotas de sangue escorrer pelas coxas do
loiro, o seu pênis deslizava melhor pelo interior do loiro, por causa do sangue.
Shibushi não sentia nada além de dor, podia sentir seu corpo ser rasgado com
cada investida por parte daquele velho.
- Es... Está gostando... Meu bi.. Chinho? - Doko começou a masturbar seu membro,
para ouvi-lo gemer cada vez mais alto. - Isso... Grita, fala o nome do seu
dono!!! Fala!!!
Shibushi se recusava a dizer uma coisa daquelas pro velho, seria humilhação
demais. Doko começou a estocar cada vez mais forte e fundo, conseguindo mais
gritos do loiro, estava irritado, detestava ser contrariado.
- DIGA!! - Agarrou os cabelos loiros com uuma mão puxando sua cabeça para trás
com violência.
- AHHHH!!! - Sentia seu couro cabeludo ardder, por causa do puxão.
- Diga!!! Quem é seu dono?
- Você... - Sussurrou.
- Quem? Eu não ouvi!!! - Puxou mais seu caabelo.
- Você Doko.... É meu dono, eu sou seu!!
Shibushi sentiu o a força do jato bater na parede do seu ânus, deitou sua cabeça
no travesseiro totalmente exausto, havia gozado um segundo depois do velho,
agora estava totalmente acabado.
- Vejo... Que gostou! - Doko deita em sua costa pesadamente.
Shibushi percebeu que o velho havia dormido em cima dele, saiu debaixo dele
virando pro outro lado da cama. Deitou-se bem longe dele para que pudesse chorar
a vontade.
A única coisa que podia fazer era chorar e sonhar, ter esperança que alguém o
salve. Ser perseverante, como era na sua infância, como foi na morte dos seus
pais biológicos, como foi em sua vida escrava, como havia sido por todo seu
caminho até aqui. Sempre sonhando, sempre tendo esperança de um amanhã descente
para ele, tendo sonhos podia ter um futuro.
“Você aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse
nisso”.
O senhor Okan estava se ajeitando no quarto de hospedes do apartamento. Havia
tirado suas duvidas, o traficante que ele tinha visto na reportagem era
realmente o namorado do seu filho.
Seu coração estava pela boca, não sabia como ia reagir, não sabia se ele era
violento, tinha que ser cauteloso.
- Eu vou fugir com você Yuy, quando essse monstro não estiver em casa...
- Okan não havia colocado suas coisas no aarmário, pois pretendia fugir dali o
mais rápido possível com seu filho.
Ryori havia sentindo os sentimentos negativos do pai de Yuy para com ele, mas
achou melhor não comentar nada. Talvez seja apenas ciúme de pai ou algo
parecido. Yuy estava fazendo algo para eles comerem, estava cantando a música
que Ryori havia cantado para ele, quando a energia acaba.
Doko levantou-se da cama com um sorriso maravilhoso no rosto, encarou o loiro
que estava na outra ponta da cama, sorriu, achava aquele loiro a coisa mais
linda que já viu. Mas ele era do tipo que gosta de conseguir o que não pode e
quando consegue não liga mais para sua conquista e a joga fora.
Esse era o sentimento que estava no coração negro daquele velho, mas sentia que
podia conseguir realizar seu sonho pelo Shibushi. Queria o ruivo, isso era algo
impossível, pois Ryori não era igual a Shibushi, que precisava de proteção, ele
era a “proteção”, era tão forte que Doko não conseguiria dominá-lo tão fácil.
Mas o ruivo havia aberto um buraco em sua defesa, ele finalmente estava
apaixonado, essa era sua maior fraqueza no momento. Havia feito um buraco em sua
muralha e Doko estava atento e iria entrar por esse buraco e se infiltrar no seu
território. Faria uma visita ao ponto fraco de Ryori Nako.
- Yuy!! - Ryori apareceu na cozinha.
- Oi? - Virou-se com um lindo sorriso no rrosto pro ruivo.
- Vou comprar um fuzil... Pois os inúteis desse apartamento não têm!!
Havia acabado a força na região e já era de tarde, por isso o apartamento ficou
muito escuro e o sol não havia saído da sua toca hoje, para iluminá-los com sua
luz quente.
- Ok! Mas volta logo!
- Tá! - Ryori foi até ele lhe dando um beiijo rápido.
Ryori quase cai em cima da mesinha da sala, pois estava muito escuro, não
conseguia ver nada.
- Droga! - Foi caminhando com cuidado até que conseguiu sair do apartamento.
Ao sair com seu porche preto, uns dos capangas de Doko informam o velho que Yuy
estava sozinho no apartamento. Bom, isso é o que eles achavam, pois não sabiam
que o pai do moreno estava com ele.
Doko pegou seu helicóptero e chegou em 15 minutos em Rondon, depois ia de carro
até o apartamento do ruivo.
- Finalmente...Você me pagará caro... E como pagará! - Doko só tinha
pensamentos perversos em seu rosto.
Já eram cinco da tarde, o dia estava muito escuro e feio perfeito para um
seqüestro, pensava Doko.
Senhor Okan sai correndo do quarto ao ver que o ruivo saíra, seria o momento
perfeito para fugir com seu filho.
- Pai? - Yuy sentiu seu braço ser puxado ccom força para fora da cozinha.
- Vamos embora!! - Okan começou a puxar seeu filho para sala.
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO?!! - Yuy começavaa a lutar contra seu pai, estava muito
confuso no momento.
- NÃO MINTA PARA MIM!! ESSE RYORI É UM TRAAFICANTE, NÃO É?!!!
Yuy ficou sem falas, não sabia como seu pai descobrira isso, estava muito
surpreso e com medo da sua reação.
- Co... Como sou... Soube?
- Como você pode se envolver com alguém asssim? Você sabia que ele é um
assassino? SABIA?!!!!! - Apertou mais sua mão envolta do braço de Yuy.
- Es... Está me machucando!!
- Vamos embora!!! - Começou a arrastar Yuyy para fora, pois este estava se
jogando no chão para tentar impedir de ser levado.
Yuy conseguiu escapar das mãos do seu pai e saiu correndo, Okan foi atrás dele,
pelo visto teria que usar a força contra seu próprio filho.
Ryori já estava voltando para casa, quando vê alguns homens muito suspeitos
parados na esquina da sua rua. Reconheceu o carro deles, eram os capangas de
Doko.
- YUY!!!! - Ryori estacionou seu carro de qualquer jeito na rua e correu para
seu apartamento.
Os homens de Doko perceberam a chegada do ruivo, então ligaram novamente pro seu
chefe.
- Chefe...
- O que houve?
- Nako voltou.
- Já?!!!
- Sim, senhor.
- Seus inúteis!! Droga!! Saiam daí,
mudança de planos.
- Sim, senhor!
Doko joga seu celular no chão da sua limusine, o aparelho se espatifou em mil
pedacinhos.
- SORTUDO MALDITO!!!
Ryori saca sua arma antes de entrar no seu apartamento, abriu a porta
silenciosamente, pode ouvir algumas vozes vindo do quarto. Escondeu-se atrás do
sofá, esperava Doko aparecer para pegá-lo de surpresa, devia ter sido mais
cuidadoso. Quando dissera a Yuy que era muito perigoso ficar em apenas uma
residência, ele não estava mentindo.
- ME SOLTA!!
- ME LARGA!!
- EU NÃO QUERO IR!!
- POR FAVOR, ME DEIXA EM PAZ...
Ryori ficava cada vez com mais ódio ao ouvir os gritos desesperados de Yuy, logo
pode ver alguém caído no chão da sala, devia ser Yuy, pois Ryori não estava
enxergando quase nada.
O vulto do agressor se aproximou de Yuy, mas Ryori foi mais rápido, deu dois
tiros no vulto.
- NÃOOO!!! - Quem gritou foi Yuy ao sentirr o corpo do seu pai cair em cima do
seu.
Ryori não entendeu nada, foi até Yuy tirando o corpo de cima dele. Não conseguia
ver o rosto do garoto direito, mas parecia que ele estava chorando.
- AAHHHHH!!!! NÃOOO PAI!!!!
Ryori deixou sua arma cair no chão ao perceber que acabara atirando no pai de
Yuy.
- Meu Deus!! - Ryori colocou sua mão no coorpo de Okan, mas ele já estava morto,
infelizmente Ryori havia atirado com perfeição em sua vítima.
Yuy se jogou em cima do corpo do seu pai, não conseguia falar nada, apenas
chorava sem parar. Ryori estava muito desesperado, arrependido e perdido. Não
sabia se consolava o seu amor ou se trocava o fuzil para ver o estrago que fez.
- Yuy!! - Ryori toca nos ombros do moreno,, mas este se afasta com violência.
- Não me toque! - Yuy disse com tanto ódioo que Ryori até sentiu medo.
- Eu vi os homens de Doko lá em baixo, aí eu pensei que era ele... Eu não sabia
que era seu pai... Pois você estava gritando, eu pensei que ele quisesse te
raptar... Eu não sabia que era seu pai, eu nunca faria isso... Você sabe que eu
te amo, eu nunca faria isso, Yuy você sabe que...
- CALA A BOCA!!!! - Yuy vira um soco na caara do ruivo.
Ryori podia sentir lágrimas formando nos cantos dos seus olhos, suas mãos
tremiam violentamente, sentia uma dor muito aguda em seu peito. O ruivo abraçou
Yuy com força, mas este não queria seus abraços, ele se debatia inutilmente,
pois Ryori não o soltava de jeito nenhum.
Ficaram por um longo e doloroso tempo abraçados, mas Yuy não parava de se
debater, não falava nada não conseguia ser racional no momento. Não tinha nada
em mente, só queria fugir, acabara de perder seu pai pelas mãos do seu amor, do
seu único amor.
Yuy finalmente consegue se soltar dos braços de Ryori e sai correndo do
apartamento como um louco, Ryori vai atrás dele, mas pára ao chegar na porta do
apartamento. Olhou pro corpo caído no chão com muito pesar, tinha que arrumar
toda aquele “sujeira” o quanto antes.
Continua...