A Reunião Se Aproxima
Num dos becos mais
escuros de Rondon viviam pessoas excluídas da sociedade, pessoas que não tinham
condições e chances para viver no mundo social. Mas uma pessoa ali era
diferente, estava lá por outros motivos, tentando conter toda sua fúria e magoa.
Yuy estava sentado atrás de um barril de ferro, estava todo encolhido no chão
com os olhos vermelhos de tanto chorar.
- HEI!!! Garoto!!! - Grita um dos mendigoss.
Yuy não respondeu, também nem percebeu que era com ele, estava tão entretido em
seu “mundinho” que não percebia nada a sua volta.
- FEDELHO!!! VOCÊ ESTÁ SENTADO NO MEU LUGAAR!!! SAIA DAÍ AGORA!! - O velho
começou a ficar vermelho de raiva, não gostava de ser contrariado e aquele
pedaço do beco era dele.
Yuy levantou sua cabeça para ver quem gritava daquele jeito.
- Saía daí!! - O velho puxa Yuy pelo braçoo bruscamente e o joga longe.
- Ahhhh!!! - Gemeu timidamente de dor, tenntou se levantar mas o velho o chutou
com força nas costelas.
- PARE JOHN!!! - Um rapaz segura o velho ppelo braço.
- ESSE FEDELHO TÁ QUERENDO ROUBAR MEU LUGAAR!!! E EU NÃO VOU PARAR PORRA
NENHUMA!!!!
- Calma, eu vou levar ele para minha casa!!!
O velho concordou com o jovem e deixou Yuy em paz.
- Tudo bem? - O rapaz se abaixa ao lado dee Yuy.
- Hum... - Yuy não estava com vontade de sse levantar, nem tinha forças para
isso, na verdade sentia vontade de morrer.
- Meu nome é Kim, como se chama?
Yuy olhou com mais atenção o garoto, eram bem parecidos, olhos azuis, cabelos
pretos, mas sua pele era mais escura que a sua por causa da poluição das ruas.
Suas roupas estavam rasgadas e sujas, seus dentes eram amarelados e alguns
faltavam em sua boca. Seus dedos eram todos cortados e suas mãos eram cheias de
calos.
- Não quer falar? Olha que eu salvei sua vvida! Você está me devendo sabia? - Kim
sorriu.
Algo pareceu ter despertado em Yuy, essa frase “Você está me devendo”, foi
exatamente o que Ryori lhe disse quando o salvou de Shibushi.
Então se lembrou novamente do corpo do seu pai estirado no tapete da sala,
lembrou-se do motivo de estar ali, pois havia perdido toda a noção do tempo
desde que saíra de correndo de casa.
- Hei!!! Eu só queria te ajudar... Será quue você é mudo? - Kim deus uns cutucões
em Yuy.
- Yuy...
- Hum? Yuy? Então... Onde estão seus pais?? O que faz aqui? Onde você mora?
- Eu... Meu pai...?
- Hummm... Tô vendo que você tá confuso, vvamos para minha casa! - Kim começa a
puxar os braços de Yuy, este se levanta muito desmotivado.
Os dois caminham a uma cabana feita de madeira velha que ficava no fim do beco,
dentro da cabana não havia muita coisa, era bem pequena, tinha apenas um colchão
velho jogado no chão e umas caixas de papelão.
- Senta aí, cara!
Yuy sentou na beirada do colchão, o cheiro do local não era nenhum pouco
agradável, mas não tinha cabeça para isso no momento.
- Então, onde mora?
- Sul... De Rondon!
- Perto! Mas o que aconteceu? Você se perddeu dos seus pais? - Kim sentou-se ao
seu lado.
- Não...
- Fugiu de casa? - Kim soltou uma risada.<
- Não...
- Hum... Então você brigou com seus pais?<
- Não...
- Assim não dá!! Será que dá pra você falaar o que aconteceu? Pois eu não sou
adivinha!!
- Eu... Não tenho pais... - Yuy abaixou seeu olhar tristemente.
- Eu também não! Há quanto tempo tá sozinhho? - Kim estava começando a
simpatizar-se com o moreno.
- Tempo?
- É tempo, você é surdo?
- Há algumas horas...
Kim calou-se, finalmente havia percebido a tristeza nos azuis do garoto.
- Er... Quer me contar?
Yuy encarou o garoto que acabara de conhecer, não sabia se podia confiar nele,
mas em quem podia confiar? Quem mais ele tinha nesse mundo? Ryori? Não! Esse
havia traído sua confiança.
- Eu vi meu pai morto, por minha culpa!
- Ele foi morto, por que queria meu bem.... E... Eu não quis ir com ele, aí ele
morreu, aí eu fugi e...
- Calma!!! Calma!!!!! Conte com calma, commo ele morreu?
- Tiro...
- Quem fez isso? - Kim mostrou-se mais intteressado.
- Meu... Meu...- Fez uma longa pausa - .... Namorado.
- COMO?!!
Kim se aproximou mais de Yuy, estava muito curioso, agora queria saber tudo
daquele garoto.
- Ele matou meu pai, por que não queria deeixar meu pai me levar embora...
- Por isso? Cara! E o que você fez?
- Fugi...
- Mas... E agora?
- EU NÃO SEI!!!! - Yuy começou a chorar noovamente, escondeu seu rosto no colchão
e começou a soluçar.
Kim ficou sem reação, até que teve uma idéia, foi até uma das caixas e pegou uma
garrafa de bebida.
- Toma! - Deu para Yuy.
- O que é?
- Vinho... Ajuda a esquecer... Beba um pouuco!
Yuy estava meio inseguro, mas a palavra “esquecer” era muito convidativa. Pegou
a garrafa e bebeu o líquido vermelho, assim sentiu sua garganta queimar, mas
mesmo assim continuou a beber.
- Eu não conheci meus pais... Eles me deixxaram numa lata de lixo, aí eu fui
encontrado por uma senhora e ela me criou... - Kim sorriu amargamente - ...
Depois que ela morreu eu não tinha ninguém, pois como eu, ela era muito só... Eu
não fiquei com nada.
- Por que não? - Yuy já se sentia um poucoo tonto.
- Quando ela morreu de câncer, sua famíliaa veio pegar seus bens... Família
maldita, todos brigaram pelos bens dela... Ninguém nunca havia feito uma visita
para ela!! Como eu não era registrado... Eu não fiquei com nada.
- Isso é triste, minha mãe morreu em um accidente de carro...
Ryori havia pedido
para seus homens cuidarem do corpo do senhor Okan, havia feito um enterro digno
para o seu suposto “sogro”, mas Yuy não havia aparecido. No fundo sabia que ele
não ia aparecer. O ruivo estava deitado no sofá da sala, cobria seu rosto
inchado de tanto chorar com os braços. Nunca havia sentido tanto remorso em toda
sua vida. Olhou pra mesinha da sala, tinha um pacote de Ninfeto.
- Não Ryori... Isso não, de novo não.... Você não precisa disso...Você vai
achar o Yuy, vai explicar tudo a ele... Eu não preciso, eu não quero, eu não
posso, eu não posso... Eu... Eu... Eu... Só mais uma, só para aliviar a tensão!!
Ryori pega uma seringa e um elástico no armário. Senta no chão e prepara a
droga, como Ninfeto era uma droga líquida, não era necessário misturá-la com
nada. Prendeu o elástico no seu braço, logo depois aplicou a injeção na veia.
- OH!!! AI... MARAVILHA!!!
Essa droga fazia um efeito muito rápido em qualquer pessoa, Ryori já estava
caído no chão da sala com os braços entendidos. Seus olhos semicerrados viam
algumas ilusões, mas nada que o deixasse maluco, pelo contrário, estava
adorando. Assim... Podia esquecer.
Yuy não parava de rir na cabana do seu mais novo camarada, estava caído no chão de terra, pois Kim não tinha condições de cimentar ou colocar um carpete em sua casa. Os dois não paravam de falar, mas nada do que diziam era construtivo, eram apenas piadas bobas ou histórias desinteressantes, mas que faziam os dois rirem feito hienas, fazia.
Algumas horas mais
tarde.
Ryori não estava mais tão alucinado como antes, agora estava deitado em sua cama
abraçando o coelhinho de pelúcia do seu amado. Estava tão distraído que não
percebeu a chegada de alguém em seu quarto.
- Ryori...
- Você?!!! O que faz aqui? - Ryori sentou--se bruscamente na cama.
- Você está com os olhos... Ai meu deus!!!! Não me diga que você se drogou? Será
que a morte de Nien não foi o suficiente? Como você pode ir pelo mesmo caminho
que ele? Onde está seu... Er... O Yuy?
- Vai embora Pai!! Minha vida não lhe inteeressa...
- CLARO QUE SIM!!
Ryori arregalou os olhos surpreso, resolveu não mais argumentar.
- Por que me trata tão mal? O que eu te fiiz? Eu só queria viver em paz com
você... - Mafuri se aproximou lentamente de Ryori, subiu na cama e abraçou seu
filho, mas como o esperado Ryori não abraçou seu pai.
- O que quer?
- Queria conversar com você...
- Eu não estou numa hora boa...
- Mentira. Agora, onde está aquele garoto??
- Ele... Me... Deixou...
Mafuri sentiu as lágrimas do seu filho escorrendo por sua roupa, nunca o havia
visto tão abatido desde da morte de sua mãe Nadesico. Resolveu não perguntar
mais nada, respeitaria esse momento delicado que seu filho estava passando. Mas
iria descobrir por que Yuy havia ido embora.
Olhou para o lado
enojando, mais um dia assim ele morreria. Ter que agüentar os toques nojentos
daquele velho era algo impossível. Ainda sentia o gosto nojento dele em sua
boca, sua pele estava cheia de arranhões, pois além de ser nojento era violento.
Olhou para janela, para os pássaros que pousavam na árvore, como sentia inveja
deles, eram tão livres e felizes. Seu único consolo naquele lugar era observar o
dia passar pela pequena janela do seu quarto.
- Já acordado?
Uma voz asquerosa o tirou do seu mundo atrás de janela.
- Hum!
- Ora, não seja tão malcriado com seu donoo... - Doko abraçou suas costas nuas
com força.
- O que vai fazer comigo?
- Humm... Deixa-me ver... Não sei, o que vvocê gostaria? - Doko aspirava o
perfume dos seus longos cabelos loiros.
Shibushi apontou para os pássaros que pousavam na árvore, Doko sorriu ao ver o
ninho de passarinho no topo da mesma.
- Quer comer ovos?!! - Riu.
Shibushi estremeceu, só faltava essa agora, aquele velho iria tirar sua único
consolo naquele quarto. Doko se levantou, vestiu seu roupão de pele animal, mas
antes de sair do quarto virou seu rosto mandando um beijinho para o loiro.
Percebendo que o velho se foi Shibushi desatou-se a chorar, correu para o
banheiro desesperadamente, tinha que se lavar, tirar aquele cheiro nojento de
todo o seu corpo.
No dia Seguinte.
Ryori dormia abraçado ao seu pai, que não havia saído do seu lado em momento
algum.
O telefone toca acordando Ryori, ele observa o rosto sereno de seu pai, se
afasta dele delicadamente para que não o acordasse.
Correu até seu celular que estava na mesinha da sala.
- Alô?
- Senhor Nako.
- Fala.
- A reunião entre os líderes será amanhã.
- Amanhã?!!!
- Amanhã às 16:00h. no porto das galinhas em Houro.
- Quando recebeu essa informação?
- Hoje de manhã?
Ryori olha para o relógio de teto da sala, viu que marcava 10:00h.
- Quem lhe deu essa informação?
- Nereida.
- Com quem ela pegou?
- Com o senhor Jinta.
- Ok! Tchau.
Ryori tinha que ser muito cauteloso nesses assuntos, poderia ser uma emboscada.
Resolveu ligar para seus homens, para que investigasse o local da reunião.
Kim já havia
levantado para trabalhar, deixou um bilhete para Yuy que ainda estava dormindo
no chão da cabana. O moreno abre os olhos lentamente, foi se levantando devagar,
sentia incontáveis dores por toda sua cabeça, levantou-se meio cambaleante.
- O que é isso? - Viu um pequeno bilhete eem cima da cama.
Custou muito entender o que estava escrito, Kim não sabia escrever direito.
10 minutos depois, Yuy conseguiu “decifrar” a carta.
“Bom dia Yuy, eu vou trabalhar agora cara, eu só volto à tarde, tem água no
balde. Comida eu não tenho, espero que você não vá embora. Até mais tarde”.
Yuy nem sentia fome, do jeito que estava se desse mais um passo cairia no
chão.
- Eu preciso... Eu quero falar com o Ryorii... Mas o que eu estou dizendo? Ele
matou meu pai a sangue frio!!! Mas eu preciso fazer algo, eu não posso ficar
aqui, apesar de ter... Medo. Ahhhh!!! Eu quero MORRER!!! - Yuy sentia medo de
fazer qualquer coisa, sentia que tinha que falar com o ruivo, mas estava com
medo dele, pela primeira vez estava com medo dele. Será que ele havia se
enganado a respeito de Ryori Nako? Será que ele era realmente mal? Perguntas que
não saiam da cabeça do moreno. Mas ele tinha muitas coisas para fazer, tinha
muitas decisões a tomar, mas não tinha vontade para fazê-las.
“Aceite os desafios.
E não se esqueça: Existem momentos na vida em que precisamos mais da coragem que
da prudência. Certas decisões devem ser tomadas no calor da emoção. Contudo,
estamos acostumados a dizer: ‘Deve-se ter calma. Tenha de estar preparado para
isto.’ Ninguém consegue se preparar adequadamente para nada.
Há muitas coisas que podem ser planejadas, mas nem sempre saem da melhor
maneira.
Uma aventura mágica - onde tudo conspira para nos ajudar a dar um grande salto
sobre o abismo - sempre aparece de improviso e desaparece com rapidez. Sua
presença foi resultado de um trabalho invisível que realizamos sem nos darmos
conta. É tomá-la ou deixá-la para sempre.
Claro que podemos cair no abismo.
Mas, que decisão, nesta vida, não implica riscos?”.
Mas diferente de
Yuy, Ryori sabia dar passos, sabia tomar decisões, mesmo com as pernas quebradas
ele andava, pois ele tinha coragem, esperança ele tinha um ideal. Colocou sua
roupa habitual, tinha negócios a resolver, não podia parecer frágil, logo se
encontraria com as pessoas mais importantes do tráfico, seria ridículo aparecer
com os olhos inchados de choro na reunião. Apesar de ser amanhã, tinha que se
preparar, reunir seus homens lhes dando instruções para o encontro.
- RYORI!!
- Ah!!! Não grite!! - Ryori estava indo emmbora quando seu pai acorda.
- Aonde vai?
- Não lhe interessa... - Bateu a porta do apartamento com força, deixando um pai
aborrecido para trás.
Pegou seu porche e caiu pelas ruas. Primeiro foi até seu forte secreto, havia
pedido para seus homens se reunirem. Chegando no local que aparentemente parecia
vazio, desce do carro e segue até um enorme galpão.
- Senhor Nako! - Nero se aproximou do seu chefe com uns papéis na mão.
- Notícias?
- Muitas...
Nako entrou num escritório, onde estavam seus braços direitos. Nero, Nereida e
Ume.
- Descobrimos que Thaís Felippe não está sse dando bem com Eduardo Freicione. -
Ume informa.
Ume, uma mulher muito bonita, com os olhos e cabelos negros até a cintura. Era
muito fina, pela suas roupas e pelo seu comportamento.
- Por que isso? - Ryori analisava alguns ppapéis.
- Dizem que eles tiveram um caso...
Ryori não se agüentou e começou a rir, imaginar aqueles dois juntos era mesmo
hilariante.
- Aqueles dois são algo engraçado de se veer, mas dizem que os opostos se atraem,
não é mesmo? - Nero comenta com Nereida.
Ryori pára de rir, “os opostos se atraem”, realmente, essa era a frase que
perseguia seu relacionamento com Yuy. Os dois eram o oposto, mas se davam
terrivelmente bem. Mas não tinha tempo para isso no momento, começou a trabalhar
nas informações conseguidas por seus homens.
O dia não estava
muito animador em uma certa ilha ao norte de Rondon, o céu estava acinzentado e
um vento frio incomodava as pessoas desse pedaço de terra. Mesmo com esse frio
incômodo, muitas pessoas já trabalham nos jardins da enorme mansão, que habitava
essa ilha.
Mas uma pessoa não podia sentir o vento gélido desse local, Shibushi nunca havia
saído do seu quarto desde que foi seqüestrado, já estava ficando meio neurótico
com aquele quarto. Shibushi estava sentado em uma cadeira de balanço olhando
para janela, estranhou a falta dos passarinhos, mas deveria ser o frio.
- Huuu... Huuu... - Arrepiou-se todo ao ouuvir a voz daquele velho gagá.
Doko entra no quarto com um lindo sorriso no rosto, carregava um prato nas mãos,
deveria ser o café da manhã de Shibushi.
- Bom dia!! - Doko colocou o prato em cimaa de uma mesa de metal e foi até o
loiro.
Shibushi não o encarava, sentia tanto nojo daquele velho que sentia vontade de
vomitar ao vê-lo.
Doko dá um beijo bem molhado em sua boca, depois se afasta dele com um sorriso
orgulhoso no rosto, acaricia seus cabelos com as mãos e diz:
- Trouxe algo para você... - Se afasta comm um sorriso estranho no rosto, pega o
prato em cima da mesa e entrega ao loiro.
Shibushi olhou o conteúdo do prato sem interesse algum e olhou para a janela
novamente. Não sentia fome, não sentia nada, apenas queria morrer.
- Você me pediu isso ontem... Lembra?
Shibushi arregalou os olhos, abriu a boca para falar mas nenhum som saiu, olhou
para árvore mais atento procurando o ninho de passarinhos, mas não estava mais
ali.
- Ovos fritos... - Doko sorri.
- SEU ANIMAL, COMO VOCÊ PÔDE?!!!!!!! - Shiibushi ficou com tanta raiva, mas com
tanta raiva que deu um soco no rosto do velho fazendo-o cair no chão.
Shibushi saiu correndo para fora do quarto, viu um monte de corredores, não
sabia qual deles lhe levaria para saída, sendo assim resolveu seguir seus
instintos. Não era a primeira vez que se encontra em um local estranho, sua
infância inteira havia sido assim, correr por ruas frias atrás de algum alimento
e agasalhos para que não morresse de frio.
Mais uma vez seus instintos estavam certos, conseguiu achar uma saída, mas tinha
que tomar cuidado com os seguranças. Felizmente conseguiu sair da mansão, sentia
muito frio com os pés descalços, também não estava muito agasalhado, usava uma
calça de moletom cinza e uma camiseta branca.
Correu desesperadamente para floresta, por sorte essa ilha era um local perfeito
para se esconder, mas isso não bastava, tinha que fugir dali o mais rápido
possível.
Doko levantou-se meio cambaleante, limpou o sangue que escorria por seu lábio
cortado, olhou ao seu redor, mas não viu quem procurava.
- MAX!! MAX!!! - Chamava um dos seus homenns.
- Algum problema?! - Um rapaz meio ofegantte aparece na porta do quarto.
- O garoto fugiu!!! Pego-o!!!!
O rapaz que tinha um olhar assassino e pela sua fisionomia parecia ser bem cruel
escutou as ordens atentamente. Doko não percebeu um sorriso maldoso aparecer
discretamente nos rosto do seu subordinado.
Frio, isso o que Yuy
sentia no momento, se arrependia amargamente por ter saído da cabana.
Começou a sair do beco que o protegeu durante a noite, olhou ao redor tentando
reconhecer o local, não lhe era muito familiar, mas sabia mais ou menos como
sair dali. Havia deixado um bilhete para Kim, explicando que não podia ficar
parado.
- Ryori... Ryori, onde você está? - Yuy anndava apressadamente até o apartamento
que dividia com o ruivo.
Duas horas foram o suficiente para que chegasse ao local, aos seus olhos parecia
tudo normal, pensou em ir a polícia, mas o que diria? Ryori era respeitado pelo
país inteiro, coisa que ele nunca havia parado para pensar, nenhum policial
seria louco de enfrentá-lo e era só passar uma graninha para esses “justiceiros”
que qualquer bandido era solto. Chegou até seu quarto, olhou para fechadura
inseguro, o que teria atrás daquela porta? Será que encontraria seu pai morto?
Mafuri estava
colocando seus sapatos, estava pronto para ir embora, não iria conseguir nada
ali. Primeiramente queria encontrar Yuy e descobrir o que aconteceu e dependendo
da resposta iria falar com seu filho.
- Mas... Ryori já voltou? - Mafuri ouviu uum barulho na sala, foi correndo até
lá.
- SENHOR MAFURI?
- YUY?
Os dois ficaram se olhando assustados, Yuy não encontrou quem esperava, mas
conversar com o senhor Mafuri seria algo reconfortante. E mafuri estava muito
contente ao ver o moreno, agora iria descobrir o sofrimento de seu filho e pela
aparência de Yuy percebeu que este estava no mesmo estado.
Continua...