Por Leona-EBM
Capitulo 2
O Preço
Shibushi estava na cozinha
preparando algo, Ruk estava deitado no quarto, desde a visita de Suka ele ficou
muito abalado. Shibushi tentou conversar com ele, mas foi em vão já que o moreno
não lhe revelava nada.
Deitado sobre a cama estava Ruk vagando nos seus pensamentos. A vida havia lhe
dado uma nova chance, mas agora parece que as coisas haviam virado de cabeça
para baixo novamente. Soltou um longo suspiro ao sentir seu cachorro lambendo a
sua mão, olhou para ele e sorriu.
-
É amiguinho... Acho que eu preciso voltar! – falou para Nero.
-
Au! Au! – soltou um forte latido como se sentisse a dor do seu dono.
-
Eu quero viver em paz, mas antes preciso cuidar de alguns assuntos!
*
Os azuis escuros do loiro focalizavam a bandeja na sua mão, iria levar alguma
coisa para Ruk comer, já que o moreno havia se trancado no quarto logo depois
que Suka saiu. Com passos lentos vai até o quarto encontrando a porta fechada,
sabia que ele não queria falar com ninguém, mas mesmo assim não podia deixá-lo
sozinho num momento delicado como esse. Estava arrependido por ter batido nele,
mas na hora estava muito nervoso e curioso para saber um pouco mais sobre o seu
passado que nem mediu as conseqüências dos seus atos.
-
Ruk? – o chama dando um chute de leve na porta.
Vendo que não teve resposta ele coloca a bandeja no chão e abre a porta, deu um
passo à frente adentrando no quarto, que não tinha ninguém a não ser Nero que
estava sentando na frente da janela.
O
vento frio da noite batia no leve tecido da cortina fazendo o pano se levantar
de acordo com a força do vento, Shibushi correu até a janela olhando para todos
os lados.
-
Eu não acredito! – ficou nervoso.
O
loiro da alguns passos para trás meio desnorteado. Ele olha para cama e vê um
bilhete em cima do travesseiro. Foi correndo até o bilhete o lendo com atenção.
“Shibushi,
eu sinto muito por ter envolvido você nos meus assuntos. Prometo que vou
resolver tudo e voltar para você. Te amo... Ruk.”.
-
Mas o que você esconde?
O
loiro cai na cama deixando suas costas baterem contra ela, seus olhos se
fecharam focalizando a imagem do moreno. Estava preocupado, apesar de não amá-lo
gostava muito dele, gostava tanto que até forçava um sentimento a respeito dele,
gostaria que seu coração pertencesse a ele, mas isso não era possível, não
enquanto Ryori ainda ocupasse o seu coração.
Ficou deitado por um longo tempo imaginando onde ele poderia estar, mas nada lhe
veio à mente, não tinha idéia de como era o seu passado, por isso mesmo não
poderia sugerir nada. Sempre que tocava no passado o moreno fugia, mudava de
assunto ou dizia que não queria relembrar águas passadas.
*
O
céu escuro e acinzentado dava um tom mais sombrio para as ruas desertas do
bairro, um vento frio e barulhento fazia os papeis jogados no chão voarem para
longe, o barulho de garrafas quebradas era o que mais se ouvia dos becos escuros
dali. Todas as casas eram bem velhas e mal cuidadas, tendo suas portas trancadas
e luzes apagadas. Quase todos os postes de luzes estavam quebrados, fazendo
alguns pontos ficarem tão escuros que nem dava para se ver o que tinha ali.
Todos os muros tinham pichações e papeis de propagandas colados.
Com passos rápidos e determinados Ruk andava pelo meio da rua, ali não passava
carros há essa hora, e andar na calçada era muito perigoso, já que tinha muitos
bandidos atrás dos muros prontos para lhe atacarem, não que tivesse medo deles,
pois tinha capacidade suficiente para enfrentar qualquer pessoa que viesse
atacá-lo, entretanto não queria arranjar encrenca com ninguém.
Parou de repente, virou seu pescoço levemente para trás dando um olhar sinistro
para a figura que segurava um grande canivete nas suas mãos, seus cinzas ficaram
mais claros mostrando toda sua frieza e maldade para o agressor. Vendo que o
rapaz não ia embora até ter o que queria foi obrigado a se virar para olhá-lo de
frente, quando fez isso notou que mais três homens o cercaram pelas costas, um
sorriso discreto se desenhou nos seus lábios.
-
Que cara mais bem vestido... – disse um deles.
-
Deve ter grana!! – disse o outro que chacoalhou as correntes que tinha nas mãos.
O
cara com o canivete deveria ser o líder, já que não dissera nada, e tinha uma
regra entre os bandidos daquela região. O chefe sempre aparecia primeiro,
mostrando sua força e coragem, para depois o seus subordinados entrarem em ação
sabendo que estava sendo protegidos por seu líder.
-
“Aqui não mudou nada...” – Ruk pensou.
-
Passa a grana ô mauricinho, se não quiser ter os ossos quebrados!! – um rapaz
diz.
-
E... se eu recusar? – Ruk pergunta sorrindo.
-
ORA!! – O cara ergue sua correndo na direção de Ruk a fim de arrancar sua cabeça
fora com o ataque, para sua surpresa Ruk não se moveu. Num movimento rápido Ruk
segura a corrente com uma mão antes que ela tocasse na sua cabeça.
-
Co... como? – o bandido arregalou os olhos, estava abobado com a velocidade do
moreno.
-
Deixa ele comigo... – uma voz grossa e autoritária faz o três rapazes se
afastarem de Ruk com um sorriso de “agora você vai ver espertalhão”. – Você tem
fibra! – o cara que estava com o canivete se aproximou dele mostrando como ele
era grande e musculoso, já que seu corpo estava escondido pelas trevas daquele
lugar.
-
Você vai cuidar de mim então? – Ruk perguntou cruzando os braços
desafiadoramente.
-
Você vai pagar espertinho... esse é o meu pedaço e eu mando aqui... se quiser
passar por ele passe à grana ou...
-
Ou o que? – provocou.
-
OU VOCÊ MORRE!!
-
Ó! – fez uma cara assustada proposital fazendo o sangue do bandido ferver de
raiva.
Soltando um longo suspiro o bandido sorri para Ruk, então ele abre seu canivete
num único movimento mostrando sua agilidade com o objeto. Ele dá um passo longo
para frente se aproximando mais do moreno, que ainda estava com os braços
cruzados só a observá-lo.
Um forte vento surgiu fazendo os cabelos de Ruk saírem do seu rosto revelando
sua face fria para o inimigo, seus olhos estavam bem claros, mas claros do que
nunca, sempre que estava irritado ou ia lutar com alguém seus olhos ficavam mais
claros. Ruk fecha seus punhos e flexiona um pouco as suas pernas, caso ele
precisasse se esquivar por algum motivo, mas isso não seria necessário, já que o
bandido a frente não apresentava um perigo maior.
Quando o vento se foi o bandido sentiu-se pronto para atacar Ruk, ele segurou
com força seu canivete e partiu para cima do moreno, seus olhos se estreitaram
mostrando toda sua fúria e seu desejo por sangue, mas Ruk não se impressionou,
com uma única mão ele seguro o pulso do agressor e depois torce seu braço
fazendo seu osso sair e provocando um grito de dor por parte do agressor, que
agora estava caído no asfalto frio da rua.
Os bandidos que estavam atrás de Ruk jogaram suas armas no chão de tão abobados
que ficaram com as habilidades do moreno, quando Ruk deu uma olhada para trás os
bandidos gaguejaram algo e saíram correndo em disparada abandonando o seu líder,
que agora chorava como se fosse uma criancinha que acabara de ter se machucado.
Dando de ombro o moreno continua seu percurso passando por cima do braço
machucado do bandido fazendo ele soltar outro grito escandaloso que provocou um
grande eco naquela rua deserta, mas ninguém que ouviu esse grito se importou, já
que naquele bairro era comum ouvir isso a essa hora da noite, mesmo de dia era
assim.
Após passar por incontáveis ruas, Ruk havia chegado aonde queria, estava parado
na frente de um grande prédio de tijolos. Era um prédio igual a todos os outros,
era velho e mal cuidado. O moreno se aproxima de um grande portão de ferro dando
algumas batidas na porta. Segundos depois alguém abre uma portinha, que servia
para ver quem era e analisa Ruk com o olhar.
-
Quem é? – a voz por trás da porta pergunta.
-
Águia!
-
O que?
-
Cavalo!
-
Está maluco??
-
Cachorro!
-
Saia daqui se não quiser morrer idiota!
-
Dragão.
Ouviu-se um barulho de fechadura e segundos depois a porta estava aberta, Ruk
entrou no prédio dando uma olhada para o grandalhão que tomava conta da porta.
-
Com quem quer falar? – o porteiro pergunta.
-
Rayzen!
-
Quem gostaria?
-
Ruk!
-
Ruk? – o porteiro arregalou os olhos – Venha comigo... – disse indo até um
corredor pequeno e estreito feito de madeira, todo o local era assim. As
madeiras estavam tão podres que uma ou outra hora iriam cair.
O
porteiro pára na frente de uma grande porta de madeira que estava num estado
lastimável, ele abre a porta com uma chave revelando outra porta de ferro, ele
abre a porta de ferro com outra chave revelando outro corredor. O corredor de
agora era todo revestido de ferro, tinha um grande tapete vermelho no chão e
tinha muitas câmeras nas paredes, no final do corredor tinha outra porta. O
porteiro a abriu com uma chave diferente, depois ele digitou uma senha.
-
Pronto! – o porteiro da um passo para o lado pedindo com a mão para que Ruk
entrasse.
-
Hum... – Ruk entrou num outro corredor, virou-se para trás a tempo de ver a
porta se fechando.
Com passos cautelosos ele vai até o fim do corredor onde uma grande luz o
chamava, chegando ao final dele vê um grande salão de metal, que era muito limpo
e luxuoso. Tinha uma grande mesa de metal no meio com algumas pessoas muito bem
vestidas sentadas nela, nos cantos tinha bares, e as paredes eram revestidas de
obras de artes e de muitas câmeras de vídeo.
-
Sabia que viria...
Ruk vira-se para trás vendo um antigo conhecido seu, pela sua cara não gostava
muito daquele individuo.
-
Onde está Rayzen?
-
Rayzen? Olha o respeito... é mestre Rayzen! – disse o rapaz.
-
Esse cassino subterrâneo é ridículo! – Ruk diz chamando a atenção de muitas
pessoas ali, sem contar que todos ali eram homens.
-
Mas é um ótimo disfarce, e, além disso... é muito gostoso jogar! – o rapaz se
aproxima – estava com saudades – sussurrou em seus ouvidos.
Ruk se afasta abruptamente ao sentir a mão do rapaz tocar na sua coxa, ele o
fuzila com seu olhar, mas o rapaz não pareceu se intimidar com isso.
-
Ruk!! Há quanto tempo... parece que Shell já veio lhe dar boas vindas – outro
rapaz surge atrás de Ruk dando uma piscada para ele.
-
Hum... você... – Ruk o olha com desprezo.
-
O que? Não me diga que não estava com saudades do seu amigo aqui? – diz abrindo
os braços.
-
Você nem sabe como... – disse o moreno.
-
Aizu... o leve até o mestre Rayzen! – diz Shell.
-
Hum... ele disse que era para eu aconchegar Ruk em um quarto primeiro, e que
depois ele falaria com ele! – Aizu diz sorridente.
-
Quando falarei com ele?
-
Uau! Está ansioso, mas tenha calma tigre... ele falará com você pela manhã, e
por enquanto é para você desfrutar da minha companhia! – Aizu diz já se virando
de costas – siga-me.
Ruk seguiu Aizu até um quarto que ficava no piso superior. Foi hospedado em um
pequeno quarto para os empregados, tinha uma cama de casal simples, uma cômoda,
e um pequeno banheiro.
Aizu fecha a porta atrás de si quando entra no quarto, o rapaz era muito bonito
como todos os outros, parecia que haviam escolhido os homens mais bonitos para
trabalharem naquele cassino. Ele tinha os olhos vermelhos bem escuros, sua pele
era ligeiramente pálida, seus lábios eram finos, e seu sorriso muito sinistro,
tinha o cabelo preto e curto, porém sua franja chegava até o seu queixo cobrindo
parte do seu belo rosto; era um pouco mais alto que Ruk, era mais magro que ele,
e usava roupas exóticas, agora estava usando uma bermuda jeans que chegava até
os joelhos, por baixo usava uma calça de lycra preta, usava uma regata vermelha
toda rasgada, por cima usava uma jaqueta toda desfiada da cor preta, seus pulsos
estavam cheios de faixas pretas escrito coisas como “sangue”, “morte”, “sexo”,
“dor” etc. suas orelhas eram cheias de brincos, usava anéis e colares grandes
grossos.
-
Soube que está vivendo com um cara... – comentou.
-
O que isso tem a ver? – Ruk se senta na cama o encarando-o.
-
Já me esqueceu? – perguntou seriamente dessa vez deixando aquele sorriso de
lado.
-
Não tenho nada para esquecer! – disse.
-
Mesmo? – se afastou da parede indo até a cama com passos lentos, parecia um
felino, não tirava seus olhos de Ruk o tendo como sua presa – esqueceu das
nossas noites?
-
Não me enche... eu não acredito que continua trabalhando para Rayzen!! –
aumentou seu tom de voz.
-
Ele me paga muito bem... – Aizu se sentou na beira da cama sem tirar os olhos de
Ruk.
-
Por isso que ainda está aqui?
-
Você me levaria embora? – sorriu – me tiraria daqui?
-
Eu tentei te levar comigo... mas você não quis vir! – fechou os olhos virando o
rosto para o outro lado.
-
Eu não quis ir?? Eu não QUIS IR??!!! – levantou-se irritado – VOCÊ ME ABANDONOU
AQUI!! – cerrou os punhos com força.
Os olhos de Aizu ficaram com uma cor mais forte e intensa mostrando toda sua
ira.
-
Pare com essa gritaria! – Ruk gritou.
-
Tem medo de mim? – perguntou se acalmando.
-
Não... eu não tenho, e vá embora!
-
Suka me disse que você está tentando fugir do seu passado, mas você não pode...
nós cinco não podemos!
-
Não quero falar disso!
-
Hum... Ruk.... volte para nós! – Aizu abaixou-se na sua frente fazendo Ruk
olhá-lo.
-
Eu tenho outra vida agora! – o moreno diz tentando desviar daquele olhar
penetrante.
-
Fomos criados para isso Ruk... – toca em seu rosto.
-
Vá embora... – vira o seu rosto para o outro lado fazendo Aizu tirar as mãos
dele.
-
Vou... mas você não escapa – puxou seu rosto com força na sua direção – ouviu? –
ao dizer isso arrancou um beijo violento do moreno, Ruk o empurrou com todas as
suas forças jogando-o no chão, depois limpou sua boca com as costas da mão.
-
Não se atreva a fazer mais isso... – disse com uma voz baixa e mortal.
-
Hum... não espere por isso... – se levanta e sai do quarto sem tirar os olhos
dele.
Quando Aizu deixou o quarto se jogou no colchão soltando um longo suspiro, ao
fechar os olhos lembrou-se do seu loiro.
*
O
quarto antes limpo e arrumado agora estava a maior zona, Shibushi havia revirado
todas as coisas de Ruk a procura de alguma pista, mas não havia achado nada que
o levasse ao paradeiro do moreno.
Cansado de tanto procurar senta-se no chão limpando o suor que escorria por seu
rosto com uma das mãos. Fecha os olhos soltando sua respiração, Ruk não saia dos
seus pensamentos, queria saber mais sobre ele, queria saber se ele estava bem,
queria vê-lo mais do que nunca agora.
- “Eu sou um idiota... um dia me disseram que eu só dava valor para uma
pessoa quando eu a perdia... na hora eu me irritei, mas agora vejo que é
verdade! Fui muito cruel com ele, sem querer eu agi muito errado... eu o tratei
pior do que Nako me tratava quando eu corria atrás dele”.
*
Então a noite se passou lentamente para o sofrimento de Shibushi que não tinha
idéia de onde estaria Ruk, havia derrubado algumas lágrimas, havia soluçado,
havia chamado-o, mas só a solidão lhe respondeu e a realidade lhe veio à tona.
Seu corpo delicado e frágil estava jogado no chão do quarto, seus fios loiros
caiam por seu rosto grudando nas suas bochechas molhadas de tanto chorar.
Nero estava sentado ao seu lado lambendo a sua pata, parecia que sentia a dor do
loiro, sabia que Ruk estava ausente e também sabia que ele era o motivo das suas
lagrimas.
O
dia já ia raiando, estava quente e bonito, mas os olhos vermelhos e sem brilho
de Shibushi nem ligaram, o que mais queria ver no momento não aparecera para
ele. Após ficar horas deitado no chão frio e duro resolveu se levantar fazendo
sua coluna estralar, soltou um longo bocejo e ficou de pé olhando para toda zona
que fizera pelo quarto.
-
“São oito horas... onde você está?”.
*
Ruk já estava de pé usando as mesmas roupas que dormira, estava com uma cara de
poucos amigos. Ele arruma sua cama rapidamente e vai até o banheiro se lavar e
fazer suas necessidades, depois de se aprontar o que não demorava muito, já que
não era nada vaidoso e não estava com saco para se arrumar para ninguém ali.
Ao sair do quarto dá de cara com Aizu que estava encostado na parede que dava de
frente para o seu quarto.
-
Bom dia! – o rapaz cumprimenta.
-
Hum... – Ruk fecha a porta do quarto e olha para o corredor vendo que não tinha
ninguém além deles ali.
-
Que educação... – sorriu – vamos! – desencostou-se da parede e colocou-se a
caminhar pelo corredor, Ruk andava ao seu lado com a cabeça erguida e com os
olhos atentos.
-
Para que ficar assim aqui? – Aizu riu.
-
Hum?
-
Se quiserem fazer algo contra você, você não terá como se defender... está
cercado, mas eu não deixaria que lhe fizessem mal! – piscou.
Ruk o ignorou e continuou a seguí-lo até uma grande sala que ficava no corredor
principal do prédio. Esse corredor já tinha vários guardas os observando com
cautela.
Abrindo a grande porta podia-se ver um escritório, nele tinham varias poltronas
e em cada uma delas estava Shell e Suka, na mesa principal estava um senhor
muito elegante que tinha mais ou menos 40 anos, com longos cabelos brancos até
os ombros; tinha pequenos olhos azuis, usava um elegante terno branco e fumava
um charuto com sua mão recheada de jóias.
-
Entrem... – Rayzen diz
-
Bom dia mestre! – Aizu diz se sentando numa das poltronas.
-
Sente-se Ruk! – Rayzen pede.
Ruk se senta ao lado de Aizu, tinha vários outros lugares onde poderia se
sentar, mas a única pessoa que ele podia ter um pouco de confiança ali dentro
era em Aizu.
-
Então você veio me pagar o que deve... que bom! – Rayzen sorriu.
-
Aquele loiro iria pagar para você, mas acho que ele desistiu, não é? – Suka
provoca.
-
Isso não lhe diz respeito... – Ruk diz controlando toda sua raiva.
-
Eu treinei vocês para que trabalhassem pra mim no futuro... seus pais eram
empregados meus, que ficaram me devendo uma alta quantia em dinheiro e como eles
não podiam pagar eles deram seus filhos em troca... mas como não assinaram
nenhum contrato nem nada... a divida não foi paga, então como seus pais não
estão mais vivos, a divida cai automaticamente em cima de vocês! – Rayzen sorriu
– então não tentem fugir, pois todas as pessoas que se envolverem com você vão
acabar tendo um destino triste!
Os rapazes que estavam na sala ficaram incomodados com as palavras de Rayzen,
mas não podiam fazer nada além de ouvir e aceitar tudo aquilo com a cabeça baixa
mostrando todo o seu respeito. Duvidava se alguém ali respeitava realmente
Rayzen, pois do jeito que eles os tratavam era de deixar qualquer um com raiva.
-
Essa divida nunca vai acabar! Nunca! – Ruk diz.
-
Claro que vai... fazendo trabalhos!
-
Eu trabalho para você desde pequeno, e essa divida nunca acabou!
-
Correção... eu cuidava de você, lhe dando teto e comida, eu treinei você para
ser um soldado perfeito, eu não... – riu – meus homens... mas continuando, em
momento algum você disse que queria trabalhar em troco de dinheiro!
-
Eu não sabia dessa divida... você me enganou! Quando eu quis ir embora você
falou dessa divida!! – se irritou.
-
Eu não tenho culpa se você não é curioso e não perguntou! – sorriu.
-
Você nem deixava nenhum de nós falar com você! – disse apontando para todos da
sala.
-
Eu não tenho culpa se sou muito ocupado! Olha... você já tem 18 anos, é um rapaz
crescido e agora entende a situação... cada missão que você fizer vale 50 mil
reais!
Dessa vez não só Ruk se pronunciou, mas Aizu também.
-
Como assim? – Aizu ficou indignado.
-
Cada um de vocês vai ter um preço! – riu.
-
Qual será? – Shell perguntou.
-
Shell... cada missão sua valerá vinte mil reais, pois as suas sãos as mais
difíceis! – disse olhando para o rapaz. Shell tinha longos cabelos alaranjados
presos num alto rabo de cavalo, tinha os olhos verdes, usava roupas simples e
comuns, mas seu cabelo para o alto chamava muita a atenção dos outros, tinha o
braço todo tatuado por umas tiras pretas, e usava um piercing no queixo.
-
Tudo bem... – se animou um pouco ao saber que seria uma quantia alta.
-
Ruk... suas missões valeram 50 mil reais cada, pois vai ser preciso muita força
e sangue frio para completá-las.
-
Ok! – Ruk fazia as contas na sua cabeça vendo que não seria muito difícil acabar
com a sua divida. 20 missões seriam o certo para acabar com tudo aquilo.
-
Aizu – olhou para o moreno – Suas missões requer muita agilidade e velocidade,
você ganhará 50 mil por cada missão!
-
Tudo bem... – sorriu para Ruk que resolveu ignorá-lo.
-
E Suka... – sorriu - ...suas missões precisam de muita lábia e frieza, preciso
muito disso... você ganhará 5 mil por cada missão!
Suka ficou pasmo, ele só não caiu porque estava sentado, fechou os olhos se
conformando com o preço das suas missões, por dentro amaldiçoou Rayzen até a sua
5° geração.
-
E só receberão se a missão for completada... vocês receberam o dinheiro quando
voltarem, vocês decidem se me dão o dinheiro ou se querem gastar! – sorriu –
estão dispensados!
Todos se levantaram, Aizu havia se agarrado nos braços de Ruk enquanto esperavam
a porta do escritório se abrir, os quatro estavam saindo quando Rayzen chama um
deles.
-
Suka... eu já tenho uma missão para você... então fique! – ordenou.
-
Sim, senhor! – deu meia volta e se sentou onde estava.
Quando a porta se fechou atrás deles, Ruk empurrou Aizu para o outro lado
fazendo o garoto soltá-lo.
-
Onde está Xyen? – perguntou pelo outro rapaz que também era que nem eles.
-
Foi morto! – disse baixinho parecendo bastante triste.
-
Morto? – se assustou.
-
Como você... ele também fugiu, ele foi avisado semana retrasada que precisava
pagar Rayzen, mas ele ignorou... e... – fechou os olhos – e... ele acabou morto!
-
Xyen era muito esperto, como foi pego? – Ruk perguntou.
-
Suka foi mandado! – Shell entrou na conversa – para matar um de nós é necessário
um de nós! – riu – por isso que Suka foi... parece que ele ganhou muito dinheiro
para fazer isso!
-
Maldito! – Ruk irritou-se, gostava de Xyen, era uma das poucas pessoas que
conseguia conversar numa boa.
-
Agora é só completar 20 missões e pronto! – Aizu disse sorrindo.
-
Eu tenho que fazer um monte! – Shell foi andando na frente com a cabeça baixa.
-
Antes de pagar o Rayzen eu vou fazer ele assinar um contrato! – Ruk disse.
-
Também! – Shell e Aizu dizem em uníssono.
-
“Me espere Shibushi... logo voltarei para casa!”. – pensou.
Continua...
Hello!!!
Essa fanfic não terá muitos capítulos, duvido muito se passar dos 5!! Está tendo
muita ação e pouco romance, mas vamos deixar o romance para depois, agora eu
preciso mostrar o porquê das coisas!
Espero que a leitura esteja agradável, eu gostaria de comentário... não recebi
nenhum até agora!!
Dedico esse capitulo a minha amiga Giselle!!! Menina... você escreve muitoooo!!
^_~
Bom, é isso.
Ah! E obrigada por lerem.
29/07/2004
00:18h.
Por Leona-EBM