Capítulo 8
Momentos de Paz!!!
Ruk pegou o corpo do loiro, ficou
olhando para sua face que não expressa mais nada, ficou abalado com aquilo, mas
algo lhe dizia que ele ainda podia salvá-lo. O soldado olha para os lados
tentando pensar em alguma coisa, quando uma luz lhe vem a cabeça, sem demorar
muito ele corre pelos corredores que nem um louco.
*
Ryori e Xyen corriam por um corredor
escuro. Eles param e se jogam num corredor ao lado, quando uma chuva de balas
veio na suas direções.
- Ryori... Me dá cobertura! – Xyen
pede.
- Tudo bem!
O ruivo segura a arma com firmeza.
Os dois ficam se olhando esperando o momento certo. Quando os homens que
atiravam neles pararam para trocar seus cartuchos, Xyen saiu do corredor que os
escondia correndo até os guardas e Ryori ficou ajoelhado atrás dele atirando em
todos que tentavam atirar no outro.
Xyen bateu em um guarda arrancando a
sua arma e atirando em seu peito fazendo o sangue da sua vítima espirrar nele,
sujando sua roupa. Tudo após esse ato foi muito rápido. Nem Ryori, que estava na
retaguarda, conseguiu ver o que Xyen fazia direito.
Xyen deu uns saltos anormais para
frente pegando os guardas com suas mãos, para que assim quebrasse seus pescoços
com facilidade. Ele ia quebrando os pescoços dos guardas com facilidade e muito
agilidade, logo os tiros foram cessando e no chão só sobraram cadáveres
ensangüentados.
- Vamos! – Xyen chama Ryori com uma
voz extremamente rouca e assassina.
- Hum!
Ryori se levanta indo até Xyen, que
pegava algumas armas e explosivos nos bolsos dos cadáveres, depois disso
continuaram a correr.
*
- Por aqui!
Suka e Yuy estavam encostados na
esquina de um corredor. Os dois estavam se preparando para alguns guardas que
atiravam, eles não tinham por onde escapar e já se podia ouvir passos de outros
homens vindo pelo corredor de trás, teriam que passar por ali antes que eles
chegassem.
- O que faremos? – Yuy estava
ficando desesperado.
- Eu... – Não sabia o que fazer –
Vamos esperar eles cessarem fogo, eu jogarei um granada e... Teremos 30 segundos
para ficar dez metros de distância desse corredor, se não... Morreremos com a
explosão!
- Hum... – Yuy engoliu seco.
O moreno tentou acalmar a sua
respiração, mas isso estava ficando impossível. Ele olhou para Suka, invejando a
sua frieza e coragem. Ficou abatido com isso, ele era tão fraco! Olhou para
perna de Suka, vendo que estava toda manchada de sangue.
- “Será que ele está bem? Está
perdendo muito sangue!” – Pensou.
- Yuy!
A voz de Suka faz o moreno se
assustar, ele estava tão concentrado que nem percebeu que o outro já havia
pegado a granada.
- Sim?
- Me dê a sua mão! – Pede.
Yuy da sua mão para Suka. Sentiu
como ele a apertou com força. O moreno estreitou os olhos se concentrando para
que o plano desse certo... Sabia que poderia morrer ou se ferir gravemente com
aquilo, entretanto era necessário!
Suka ergueu a mão para jogar a
granada, mas parou ao ouvir os homens em que iria atirar a granada gritarem
feito uns condenados. Suka espiou para ver o que estava acontecendo, um sorriso
se desenhou nos lábios ao ver Xyen fuzilando todos aqueles guardas. Quando Xyen
acabou com tudo, Suka saiu do seu esconderijo.
Xyen quebrava o pescoço do último
infeliz que faltava, quando vê Suka no final do corredor. Ele deixa o homem que
acabou de quebrar o pescoço cair com tudo no chão, seus olhos encheram-se de
brilho, um sorriso se desenhou em seus lábios. Numa velocidade incrível ele vai
até o moreno que lhe sorria, quando se aproxima dele o abraça com força dizendo:
- Suka... Como queria te ver! Como!
- Eu também! Está tudo bem?
Os dois se afastam um pouco para
poder se olharem com calma, quando seus olhares se cruzam ambos sorriem mais
ainda. Seus lábios se aproximaram iniciando um longo e apaixonado beijo.
Yuy que ainda estava na esquina do
corredor sai de fininho encontrando o casal se beijando, viu como eles se
amassavam e ficou constrangido. Ele olhou para os lados procurando algum lugar
para desviar sua atenção, mas nada lhe chamou a atenção.
- Yuy!
O moreno vira-se para o corredor
onde Xyen e Suka se beijavam. Ele saiu de trás do casal para ver o ruivo, que
estava parado no final do corredor com uma arma na mão. Estava lindo como
sempre, seus cabelos estavam soltos, com toda essa agitação havia perdido o seu
prendedor. Seu sobretudo cobria todo seu belo corpo, sua expressão era
impassível como sempre!
- Ryori! – Os olhos de Yuy
encheram-se de lágrimas.
Yuy corre até o ruivo com a cabeça
baixa, ele se joga em cima dele abraçando a sua cintura e afundando sua cabeça
no seu peito.
Ryori acariciou os seus cabelos
delicadamente, então ele afasta Yuy pelos ombros para olhá-lo em seus olhos.
- Eu... Eu... Tive tanto medo! –
Revelou – Queria ser corajoso como você.
- Eu também tive medo! – Ryori diz.
- Hum? – Fica surpreso.
- Hoje foi o dia que eu mais senti
medo em toda minha vida – Sorriu – Pois eu tive medo de te perder!
Yuy abriu um lindo sorriso com
aquilo, mas seus lábios logo foram cobertos pelos de Ryori, iniciando um beijo
calmo e cálido.
- HEI VOCÊ!! – Xyen gritou.
Yuy e Ryori se separam olhando para
Xyen que acenava para eles.
- PAREM DE FICAR FAZENDO ESSAS
COISAS!! – Diz – Vamos logo, temos que pegar o cretino do Rayzen!!!
Yuy se encolheu ao ver como aquele
cara era estranho, o moreno se agarrou a Ryori mostrando que não queria mais
largar dele. O ruivo por sua vez, deixou que o braço de Yuy parasse na sua
cintura.
O ruivo começou a andar na direção
de Xyen e Suka, quando se aproximaram vieram às apresentações.
- Suka, esse ruivo mal humorado é o
Ryori Nako! – Apontou para Ryori.
- Eu já o conhecia por rosto! – Diz,
olhando diretamente nos seus olhos.
- Ah! Esse é o Yuy? – Xyen levou sua
mão até a bochecha do moreno a apertando – Que gracinha!! – Sorriu.
Xyen ficou olhou para Yuy depois
para Ryori, novamente para Yuy e depois para Ryori. Ficou nesse movimento por
alguns minutos até que Suka lhe dá um cutucão, fazendo-o rir e comentar:
- Ryori... Seu pedófilo!!!!! –
Acusou apontando o dedo na sua cara.
- Chega Xyen! – Suka puxou Xyen
pelos cabelos.
- Quem é ele? – Yuy indaga.
- Era um dos homens de Rayzen! Ele
que estava no tráfico de Pratania e parece ter um caso com o Suka! – diz.
- Líder do tráfico! Ele? –
Indignou-se.
- Para você ver!
- Bom, vamos indo!!! Sei onde Rayzen
deve estar! – Suka diz.
Eles iam começar a correr, quando
Xyen pára e olha para Suka.
- O QUE ACONTECEU COM A SUA PERNA? –
Ele ajoelha no chão tocando na perna do moreno.
- Um tiro – Diz, como se fosse a
coisa mais banal do mundo.
- Quem fez?
- Nem sei, um guarda qualquer!
- Se eu pego... – Cerrou seus punhos
com força.
- Tá. Agora vamos! – Suka diz.
- Mas... Mas...
- Nada de “mas”! Eu estou bem! –
Diz.
Xyen olhou para Suka mostrando sua
face séria, uma face que não havia mostrado até agora. Ele toca nos ombros do
moreno e diz:
- Isso está sangrando muito, deve
estar doendo também. Deixe que eu te carrego!
Suka nem teve tempo de protestar,
pois já estava no colo do seu namorado. O máximo que pôde fazer foi se segurar
no seu pescoço de Xyen.
*
Ruk entrou numa sala que ascendeu a
luz na hora que ele entrou revelando um laboratório. Tudo era feito de metal,
tinha câmaras cheias de água com corpos subdesenvolvidos mergulhados nelas,
tinha muitas máquinas de alta tecnologia.
Ruk fechou os olhos ao entrar
naquele lugar, logo imagens passadas lhe vieram a mente.
(flash back)
- Não! Papai, mamãe!!! – Gritava o
pequeno garoto de curtos cabelos azuis escuros.
Ruk segurava seu pai pelas pernas
com força, não queria se separar da sua família. Olhou para sua mãe que chorava
e para seu irmão gêmeo que estava agarrado a saia da sua mãe.
- Que criança mais chorona! Quantos
anos ele tem? – Perguntou um homem que puxava os braços de Ruk para o seu lado
tentando separá-lo dos seus pais.
- Tem apenas 6 anos, por favor, não
o machuquem! – Diz a mãe.
- E esse outro? – Apontou para o
irmão gêmeo agarrado a saia da mãe.
- Ele se chama Rayzu! – Diz o pai.
- Dê ele também!
- Não! O trato era apenas um dos
filhos! – Diz o pai.
O homem sorriu, sabia que o trato
era apenas um dos filhos do casal, mas queria apenas provocá-los. Ele olhou para
o pequeno garoto que estava segurando, viu como ele estava desesperado.
- Vai logo Firell! – Gritou um dos
homens que estava com eles.
Eles estavam num depósito abandonado
nos limites da cidade. Uryn, pai de Ruk e Rayzu era um empregado de Rayzen, mas
ele acabou pedindo dinheiro emprestado e assim uma dívida absurda começou a
crescer. Rayzen iria matar toda sua família, mas ele não o fez, ele apenas pediu
que lhe entregasse um dos seus filhos. Como Uryn não tinha muita escolha, acabou
por entregar Ruk.
Agora por que Ruk e não Rayzu?
Rayzen havia escolhido Ruk, ele apontou para o garoto dizendo: “Esse é
perfeito”. Entretanto não tinha diferenças físicas entre eles.
Agora os pais estavam entregando seu
filho com o coração na mão. Quando Ruk finalmente largou a perna do pai o homem
o puxou com força o imobilizando com seus fortes braços.
- Podem ir! – Diz o homem.
- O que vão fazer com ele? – A mãe
pergunta.
- Não é da sua conta vadia, agora
dêem o fora se não querem que eu pegue a outra criança!
Os pais saíram correndo do depósito
sob as gargalhadas dos mandantes de Rayzen.
(fim do flash back).
Ruk colocou shibushi em cima de uma
mesa de ferro. O soldado correu até uma das câmaras, a abrindo e deixando toda a
água e um corpo de um homem aos pedaços caírem no chão. Depois corre até uma das
máquinas preparando-a para receber Shibushi.
Após a máquina estar ativada para
curar as feridas do loiro, Ruk corre até a mesa onde estava Shibushi. O pegando
com delicadeza no colo, ele o coloca naquela câmara delicadamente. Logo uns
braços mecânicos agarram o corpo do loiro para manterem-no firme no lugar, dois
fios de plástico ficam nas narinas de Shibushi para que ele não se afogasse com
a água que iria entrar.
Ruk se afasta fechando a porta de
vidro. Logo a água cor de vinho começou a entrar pela câmara, fazendo os belos
fios dourados de Shibushi flutuarem.
Ruk sentou-se em cima da mesa de
ferro e ficou a olhar para o seu amado com atenção, isso lhe trouxe outras
lembranças, não sabia distinguir se eram tão ou mais desagradáveis que as
outras.
(flash back).
- ME SOLTEM!! – Ruk se debatia.
Ele era segurado por três cientistas
que o prendia numa mesa de ferro. Um dos cientistas começava a retirar a sua
roupa, não demorou muito para que ficasse nu perante eles. Outro cientista pegou
uma tesoura para contar todo o cabelo do moreno, não demorou muito que o
raspasse, fazendo-o ficar careca.
Ruk foi amarrado por cintas de
couro. Seus braços estavam presos no alto da sua cabeça bem separados, suas
pernas estavam esticadas e separadas também.
- Iniciar operação 01! – Diz um dos
cientistas.
Ruk viu aquele homem se aproximar
com uma injeção enorme, ele se debateu dificultando que o homem o espetasse, mas
quando os outros cientistas viram isso foram correndo ajudar o seu parceiro
segurando o garoto rebelde.
Acabou sentindo uma picada no seu
braço direito, não demorou para que suas pálpebras se fechassem num sono pesado.
Meses se passaram e Ruk foi abrindo
os olhos lentamente. Ele sentiu seu corpo leve e gelado, quando percebeu viu que
estava numa “caixa de água”, como ele mesmo classificara. Ele olha e sente um
monte de fios enfiados no seu corpo por finas agulhas, viu que usava uma máscara
de oxigênio.
- ELE ACORDOU!
Ouvia vozes do lado de fora, não
demorou para que toda a água dissipasse e a câmera se abrisse para que os
cientistas pegassem seu corpo e o colocasse numa mesa de ferro.
Ruk estava meio tonto, tudo estava
rodando e aquelas vozes o deixavam louco, todas aquelas vozes o deixavam
confuso, sentia seu corpo ser picado e cortado, isso doía, mas não conseguia
gritar ou falar.
Duas horas depois,Ruk estava sentado
numa cadeira. Estava numa sala toda branca onde tinha muitos brinquedos no chão,
seria normal, se esse brinquedos não fossem armas, facas, espadas, granadas,
etc.
Dois homens entraram na sala e
começaram a conversar com Ruk, brincaram um pouco com ele com aqueles
“brinquedos”, depois tentaram explicar o que estava acontecendo, estavam dizendo
que ele foi um sucesso, que ele voltaria para a câmera todas às noites,
entretanto Ruk não ouvia nada.
(fim do flash back).
- “Se recupere logo Shibushi! Sei
que essa câmara irá lhe salvar. Entretanto não me agrada lhe ver aí dentro, me
perdoe meu amor, mas é necessário que você se cure!” – Pensava – “Eu
passei parte da minha vida trancado nessa câmara. Eles usaram meu corpo, mexeram
nos meus órgãos, eles fizeram os meus 5 sentidos ficarem mais aguçados. Meu
faro, minha visão, minha audição, meu tato, meu paladar são mais avançados do
que de um lobo. Minha velocidade e força também são anormais, entretanto não me
sinto feliz com isso. Eu não me sinto humano, mas eu sou um, diferente talvez!
Fui treinado para matar, roubar, espionar, lutar, invadir, mas nunca para sorrir
ou chorar, sinto falta de braços cálidos na minha infância, mas agora tudo vai
acabar. Tenho marcas de toda essa violência no meu corpo, ainda tenho pesadelos
e ainda continuo a sangrar por dentro, mas agora, agora eu descobri que posso
ser feliz, ao seu lado eu posso fazer o que quiser... Então, por favor, não me
abandone meu anjo!”.
*
Ryori e os outros corriam até uma
sala, onde Rayzen poderia estar, quando entraram no grande salão encontraram
Rayzen sentado numa grande poltrona de couro fumando um grande e grosso charuto.
- Demoraram! – Sorriu.
Um monte de guardas os rodearam
apontando suas armas, entretanto nenhum deles além de Yuy se abalaram com
aquilo.
- Ryori Nako, há quanto tempo!
- Hum! – Ryori fechou a cara.
- Não queria que tudo fosse assim,
que tal se esquecermos tudo isso e nos aliarmos?
- Acha que me aliaria com você?
- Sabia que iria discordar, mas
pense bem! Você não tem muitas escolhas... – Levantou a mãos mostrando os seus
homens – Qualquer movimento eles atiram!
- O que quer de mim? – Ryori
pergunta.
- Hum... No começo queria aliança
pelo poder! Mas pensando bem, eu gostaria que você trabalhasse para mim, então
teria que passar por uns experimentos!
- Experimentos? – Indagou confuso.
- Então agora quer o Ryori? – Xyen
indaga, furioso.
- Como assim? – Yuy não estava
gostando daquela idéia de “querer” o seu ruivo.
- Ele quer lhe tornar um dos seus
homens, mas ele vai fazer experimentos no seu corpo para que fique como nós! –
Suka explica.
- Hum... Acho que vou ter que
recusar! – Ryori diz.
- Que pena, então será por mal! –
Rayzen se levanta jogando seu charuto no chão – Homens, atirem! Mas não matem
Ryori, apenas os outros!
*
Ruk estava distraído demais para
notar o ser que escalava as paredes ficando em cima dele com os braços e pernas
grudados no teto. Os fios laranjas caiam para baixo pela força da gravidade,
seus verdes assassinos miravam Ruk, que olhava atentamente para câmara onde o
loiro se recuperava.
Shell segurava um punhal na sua mão
direita, ele tinha um mira perfeita e não seria nada difícil acertar Ruk naquela
posição. Além disso, o seu punhal tinha um veneno fortíssimo que matava um homem
em menos de 5 minutos.
Com muito cuidado o ruivo fica
apenas com os pés grudados no teto, ele ficou como um morcego, seus cabelos
ficaram todos jogados para baixo, ele preparou o punhal, levantou o seu punho e
atirou.
Os sentidos de Ruk se agitaram, o
soldado olha para trás vendo Shell e um punhal preto vindo na sua direção, ele
tentou se afastar, mas não teria como fugir dali. O punhal se aproximou cada vez
mais indo na direção do seu peito, quando estava para chegar no seu corpo, Ruk
se viu caído no chão com o empurrão que levara.
O soldado abre os olhos vendo Aizu
parado ao lado dele com o punhal cravado no seu peito. Ruk se levanta olhando
para o teto, mas Shell não estava mais lá.
- AIZU! – Ruk segurou o corpo do
moreno que cambaleou para trás.
Aizu abriu os olhos lentamente
revelando aqueles vermelhos já sem brilho. Ruk retirou as mecha que caíam no seu
rosto que já suava em abundancia por causa do veneno.
- Por quê? Por quê? – Ruk o
chacoalhava.
- Eu... Vi ele e... Cof... Eu não
podia ver você morto! – Sorriu – Porque eu te amo, te amo mais que a mim
mesmo...
- Idiota! Não precisava! – Ruk
tremia de raiva, mas não raiva de Aizu, mas sim de Shell.
Ruk havia se esquecido na hora o que
o moreno havia feito com Shibushi, entretanto acabou por se lembrar quando Aizu
tocou no seu nome.
- Me perdoe por tê-lo ferido...
- Tudo bem!
- Estava... Com tanto ciúmes...
- Eu te entendo!
- Ruk...
- O que? – Ruk estava com uma
expressão serena, sabia que ele iria morrer, então conversaria com ele
tranqüilamente até que a maldita e impiedosa morte o levasse para as trevas que
ele tanto gostava.
- Me beija... – Pediu.
Ruk olhou para aquela face
avermelhada, não podia negar esse pedido. O soldado se aproximou dos seus
lábios, beijando-os. O beijo foi calmo e molhado, Aizu não conseguia fazer muita
coisa, nem se movimentava direito, apenas Ruk que fazia todo o movimento.
- Eu te amo, realize uma fantasia
minha...
- Qual?
- Diga que... – Tossiu cuspindo
sangue – Diga que... Que...
- Eu te amo! – Ruk diz.
- Eu... Tam... Bem...
Os belos vermelhos se fecharam
lentamente, seu corpo ficou mole nos braços de Ruk. O belo anjo da noite foi
levado para um mundo distante. Ruk colocou o corpo do moreno no chão
delicadamente. Tocou na sua face pálida, deixando algumas lágrimas caírem por
seus olhos.
Sua memória lhe veio, lembrou-se de
quando conheceu o moreno, lembrou-se do primeiro beijo deles, das primeiras
palavras e brincadeiras. Os dois eram amigos desde pequenos, eram companheiros
fiéis além de tudo!
Ruk deu um beijo na sua testa e
arrancou o punhal negro do seu peito fazendo jorrar sangue para fora, mas não
muito. Ele se levanta com a mão cheia de sangue olhando para todos os lados a
procura daquele assassino maldito.
- Irritado Ruk?
- Por que não aparece?
- Hum... Daqui a pouco eu apareço! –
Ouviu-se uma risada – Esse loiro é muito bonito, eu o observava desde que ele
foi atacado por Aizu. Sorte a dele, pois na hora que eu ia pegá-lo, Aizu
apareceu primeiro!
- O que ia fazer?
- Hum... Eu já beijei ele uma vez.
- O que?
- Quando seqüestrei Yuy Okan, me
desculpe!
- Cretino, o que mais você fez?
- Pena não poder transar com ele,
mas isso eu posso fazer depois que te matar!
- Tente!
- Da próxima vez que nos falarmos
você estará sangrando no chão!
Ruk ficou atento a qualquer
movimento, o moreno respirava bem devagar, olhava para todos os cantos com
atenção. Estava tentando se concentrar. Segurava o punhal com firmeza, ele seria
a sua arma!
O soldado abaixa seu tronco segundos
antes que duas adagas o acertassem, Ruk ficou abaixado esperando mais algum
movimento, olhou para o lado de onde havia ocorrido o ataque.
- “Agora eu sei onde você está,
idiota!” – Pensou.
Ruk se preparou para correr na
direção de onde veio às adagas, mas parou.
- “Espere um pouco, Shell não é
idiota, nunca foi. Ele é muito esperto por sinal, então por que fez um ataque
tão obvio?” – Pensou – “Já sei, esse maldito quer que eu saia de perto do
Shibushi”.
- Não vai vir me atacar, Ruk? – A
voz de Shell corta seus pensamentos.
- “Que blefe! Eu não vou cair!” –
Sorriu de canto.
- Ruk... Vem me pegar vem, sei que
você gosta disso! – Riu – Eu lembro de quando brincávamos, você sempre queria
mandar! Mas o que fez você mudar tanto, por acaso foi esse loiro?
- Não, você me mudou! – Diz.
- O que? Eu?
- Sim, quando vi como você era
podre... Eu senti nojo de mim, então desejei não ser igual a você, por isso
resolvi fugir e tentar uma nova vida!
- Que comovente! Pena que se tornou
fraco Ruk, agora irá pagar!
Shell aparece no salão, Ruk anda até
ele bem devagar, os dois ficam se olhando com atenção. Parecia que examinavam um
ao outro. Shell tinha uma espada de 30 centímetros nas mãos e Ruk tinha a adaga
que matou Aizu e ela media 30 centímetro também.
Os dois se posicionaram numa pose de
combate, Shell balançava a espada jogando numa mão e na outra rapidamente, Ruk
não fazia nenhuma graça, ele apenas não tirava os olhos do ruivo.
Um tempo se passou e nenhum deles se
moveu, até que Shell sentiu-se preparado e avança. O ruivo deu um salto para o
ar, pulou uns 10 metros de distância do chão para depois descer com velocidade
na direção de Ruk, que já firmou seus pés no chão se preparando para suportar o
ataque.
Ruk da um salto para trás quando
Shell se aproxima apontando a espada na sua direção, o ruivo começou a avançar
balançando a sua espada na direção de Ruk, tentando cortá-lo ou furá-lo e Ruk
defendia-se com o punhal negro com dificuldade.
Os dois moviam-se numa velocidade
anormal, uma pessoa normal não duraria mais de 20 segundos num combate corpo a
corpo contra qualquer um deles.
Num movimento rápido por parte dos
dois faz as lâminas se tocarem no ar, mas como o impacto foi tão forte e o
material não era muito bom, as duas espadas se quebram, então os dois a jogam no
chão e vão para um combate sem armas.
Shell acertava um soco e recebia
outro, a luta estava muito equilibrada e os dois já estavam ofegantes, mas nada
os fazia parar.
Shell pára de repente, ele olha para
Ruk mostrando seu sorriso carregado de deboche e diz:
- Acho que não vamos sair desse
impasse, tenho que admitir que temos a mesma força. Portanto eu irei melhorar
minhas técnicas para depois voltar e te matar! E aquele ali... Irei violar o seu
corpo na sua frente! – Disse.
- Acha que o deixarei escapar!?
- Não tem escolhas! Um beijo meu
amigo!
Shell joga uma bomba de fumaça no
chão e Ruk correu até ele, mas acabou parando ao não achá-lo e começou a tossir.
Quando a fumaça se dissipou, Ruk
correu até a câmara onde o loiro continuava a se recuperar, suspirou aliviado ao
ver que ele estava bem.
*
- “Como iremos fugir? O que será
que vai acontecer?” – Yuy pensava, aflito.
- “Maldito, se ele atirar não vai
dar para proteger o Yuy, mesmo que o eu o abrace não terei como me defender
depois! Se eu fizer um trato com Rayzen, talvez ele o libere” – Ryori
pensava.
- “Canalha, não acredito que
esperamos tanto para que isso aconteça, por favor! Ruk, sei que você vai se
lembrar da gente!” – Suka pensava.
- “Ruk, cara aparece logo ou
todos vamos morrer, menos o ruivo é claro, já que esse pervertido se interessou
nele... Hum... Pensando bem até que ele é interessante, mas se um dia ficássemos
juntos quem seria seme? Santo, no que eu estou pensando...Ai ai... É claro que
ele seria seme, será?” – Xyen pensava.
Rayzen se levanta soltando umas
altas gargalhadas que ecoou por toda aquela fortaleza.
- Vejamos, algum de vocês têm algo a
dizer?
- Eu... – Ryori começa a falar –
Faça o que quiser, apenas o deixe ir!
- Hum... Sabia que iria propor isso,
só estava esperando que pensasse um pouco! – Riu.
- Ryori... – Yuy agarra o seu braço
– Eu não vou te deixar!
- Quieto! – Diz rispidamente.
- Não adianta. Eu não vou deixá-lo
aqui, nunca!
- Cala a boca, não quero que se
intrometa.
- Acha que eu não tenho forças para
agüentar as coisas? Por que sempre tem que ficar me protegendo? Eu nunca pedi
isso para você, se você se sente na obrigação é problema seu, não tente me
proteger idealizando a família que você não conseguiu salvar!
Ryori ficou pasmo, os outros ficaram
de boca aberta também, eles ficaram olhando para Ryori, vendo se ele iria dizer
alguma coisa, mas este não fez nada.
- Estou vendo que o garotinho é bem
crescido! – Rayzen comenta – Que tal se ficar conosco também?
- Ele não se aliará com você! –
Ryori interfere.
- Por que não? – Yuy indaga.
- Yuy, pare... – Ryori abaixou a
cabeça.
Suka estava com pena do ruivo, ele
estava numa situação tão difícil. Xyen ficou entediado, então ele se sentou no
chão e ficou olhando para o casal que era o centro das atenções agora.
- “Será que sai briga?” –
Pensou, entusiasmado.
- Yuy, eu só quero lhe ver bem e...
- E você perguntou o que eu quero? –
Gritou.
- Eu vou te proteger mesmo que não
queira.
- Devia prestar mais atenção Ryori!
Não preciso que me proteja, aliais você é o único aqui que precisa de proteção!
- Uhhhhhh!!! Depois dessa eu dava
porrada!!! – Xyen provoca.
Ryori sentiu vontade de dar uns
tapas na cabeça de Yuy realmente, para ver se a peça que saiu do lugar voltava,
para que seu cérebro funcionasse direito, mas se segurou.
- Eu não preciso de proteção!
- Claro! Por que não? Por que não
posso me preocupar com você ou tentar te proteger?
- Porque não suportaria ver você
ferido!
- E você acha que eu suporto te ver
ferido? Eu fiquei com o coração na boca esse tempo todo, sempre pensando em
você! Agora você quer se entregar a esse velho?
- Eu... – Realmente não estava
entendendo o que o moreno queria.
*
Ruk levantou-se de repente, um som
parecido com um bip tocou da máquina que cuidava de Shibushi. O soldado corre
até ela apertando um botão para que toda a água fosse embora, depois a porta de
vidro foi se abrindo lentamente. Ruk retira os braços mecânicos que seguravam o
loiro, retira os dois canos de oxigênio que estavam nas suas narinas e começa a
retirar o seu corpo dali de dentro com delicadeza.
O soldado coloca o corpo menor na
fria mesa de metal, ele toca na face do loiro retirando os cabelos que caíam por
seu rosto, viu como suas roupas estavam molhadas, teria que trocá-las.
Ruk correu até um armário de ferro
que ficava numa sala dentro do laboratório, ele pega uma calça branca, uma
camiseta e um sobretudo branco, eram as roupas dos cientistas. Pegou uma toalha
também.
Correu até o laboratório, começou a
retirar a roupa de Shibushi e secá-lo com a toalha, tocou nas suas costas onde a
faca havia sido cravada, viu que não tinha nenhuma cicatriz no local. Sorriu
aliviado, ao sentir a respiração calma do loiro.
Ruk retirou a roupa de baixo de
Shibushi que estava molhada, então ele colocou a calça por cima direto, colocou
a camiseta e o sobretudo. Ele senta Shibushi, fazendo suas costas ficarem
apoiadas no seu peito, com uma mão ele o empurra seu tronco para frente para que
assim pudesse secar seus cabelos.
O moreno jogou a toalha no chão e
pegou Shibushi, fazendo suas cabeça ficar jogada no seu ombro esquerdo, suas
pernas estavam lado-a-lado com a sua cintura. Ruk segurava suas coxas com
firmeza, o loiro estava jogado nos seus braços, estava de frente para ele.
Ruk correu para fora do laboratório
numa velocidade incrível, nem as câmeras do local conseguiam captar a sua imagem
de tão rápido que ele atravessava os corredores. O soldado foi até o seu quarto,
onde embaixo da cama tinha uma passagem secreta que o levaria para rua.
O soldado pulou no buraco, levando
Ruk até uma porta de metal onde o levaria para fora da fortaleza, mas ele pára e
coloca o loiro encostado na porta.
- “Depois eu volto meu amor,
agora preciso ajudar os outros”.
Ruk dá um beijo na sua testa e corre
de volta para o seu quarto, ele fechou a passagem, colocou a cama no lugar, foi
até seu armário pegando mais armas e munições.
O soldado correu até uma sala onde
tinham apenas dois guardas, claro que morreram antes de saberem o que os
atingiu. Ruk vai até uma caixa onde tinha um monte de chaves que desligava a
energia do local, ele virou todas elas fazendo as luzes se apagarem na hora.
- “É hora de mudar o jogo!”.
*
Xyen ia começar a comer um chiclete
que estava no seu bolso, mas de repente as luzes se apagaram.
Suka e Xyen sorriem. Xyen agarrou
Ryori e Suka pegou Yuy, os levando para um canto mais seguro, entretanto não
saíram da sala, pois a porta estava fechada e tinha muitos homens ali. Suka e
Xyen podiam ver perfeitamente no escuro, ao contrário daqueles pobres homens que
estavam confusos e aflitos.
- ME PROTEJAM SEUS IDIOTAS!! –
Rayzen grita.
Os homens ficaram em volta de
Rayzen, alguns se esbarraram entre si fazendo as armas dispararem e pegar nos
próprios companheiros que começaram a atirar também matando os seus
companheiros, mas logo pararam.
Xyen e Suka conversavam baixinho.
- Então pega a direita.
- E vocês fiquem aqui! – Xyen diz.
Ryori estava sentado no chão, estava
encostado na parede e Yuy estava ao seu lado. Ryori sente alguém se aproximar,
pensou em dizer algo, mas silenciou-se. Sabia que era Suka ou Xyen. O ruivo
sentiu um beliscão nas suas nádegas, ele pensou em protestar, mas uma voz o
cala.
- Não faça barulho! – Xyen sussurra.
- “Maldito, deixa-me colocar
minhas mãos em você!” – Ryori pensou.
- Ryori! – Xyen o chama baixinho.
- O que é? – Falou tentando conter
sua vontade de pular no seu pescoço.
- Não fica com essa cara brava não?
Depois eu te dou um talento completo!
Ryori sentiu um beliscão na sua
nádega novamente, tentou socar Xyen, mas conseguiu apenas socar o ar e ouvir uma
risadinha bem baixa.
*
Ruk havia parado na frente da grande
porta de metal, sabia que Rayzen estaria ali com seus amigos. Ele olha para cima
vendo uma grade, iria pela tubulação de ar. Ruk da um salto arrancando a tampa e
a jogando no chão, depois se pendura nas beiradas da passagem e entra na
tubulação, ele foi engatinhando até o outro lado da sala.
Tudo estava escuro como planejara,
mas ele via perfeitamente as coisas, viu Ryori e Yuy num canto, Xyen e Suka
matando os guardas silenciosamente, então ele arranca a tampa que o impedia de
entrar naquele lugar com um chute.
Quando a grade caiu no chão, um
grande barulho se ouviu, os guardas atiraram naquela direção descarregando toda
as suas munições, entretanto Ruk não se encontrava mais lá, agora ele estava ao
lado de Ryori.
- Tudo bem?
- Ruk?
- Sim!
- O Shibushi está...
- Eu já cuidei dele!
- Ele está bem?
- Está sim, pegue esses óculos, ele
permite que você veja tudo! Eu vou pegar Rayzen!
- Tudo bem!
Ryori olha para a pessoa ao seu lado
vendo como ela estava quieta. Yuy estava com as pernas abertas e a cabeça
abaixada. O ruivo tocou em sua face com delicadeza, Yuy ergueu sua cabeça
olhando na sua direção, mas não via nada.
- Yuy... Por que está tão bravo
comigo?
- Eu... Não agüento mais ver você se
arriscando! Queria que visse que não sou uma boneca de porcelana!
- Eu não faço isso porque te acho
fraco, pelo contrário, você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço! Eu te
protejo e me arrisco por você, porque eu te amo!
- Me desculpe... – Abaixou o olhar.
Ryori puxa o moreno pela nuca, dando
um beijo em seus lábios, ele desliza seus lábios para sua bochecha dando vários
beijinhos ali.
- Não precisa se desculpa, depois
conversamos com mais calma, agora precisamos ficar atentos e em silêncio!
- Tá! – Yuy sorriu.
*
Rayzen estava desesperado, ele sai
correndo. Ele entra numa sala fechando uma grande porta de metal atrás dele, ele
sobe uma rodada de escadas indo para um cômodo, que parecia ser um escritório. O
velho corre até a porta do escritório onde teria saída para um dos corredores,
mas uma voz sinistra o faz parar.
- Há quanto tempo Rayzen!
- Q... Quem está aí? – Rayzen
pergunta, não via nada com toda aquela escuridão.
- Soube que você machucou o Suka, é
verdade?
- Xyen... Espere... Não foi bem isso
que aconteceu!
- Não? Nossa! Então o Suka mentiu
para mim?
- Sim, ele sempre aceitou tudo!
- Hum... Gostou do corpo dele?
- O que?
Rayzen sentiu uma mão forte empurrar
sua cabeça contra a porta de madeira com força, sentiu outra mão em cima do seu
membro.
- Gostou do corpo dele? Ele tem um
gosto bom? – Indagou.
- Eu... É... Tem...
- Hum... Eu também acho o gosto dele
maravilhoso! – Sorriu – Só que, só eu tenho permissão para tocá-lo.
- Per... Permissão?
- Isso, Suka dá permissão para quem
ele quiser... Ele deu permissão apenas para mim!
- Me... Me desculpe...
- Não é para mim que você tem que
pedir isso, porém não vou deixar você falar com o meu Suka novamente!
Xyen apertou o membro de Rayzen com
força fazendo gritar de dor, depois ele agarra os cabelos brancos de Rayzen e os
puxa para baixo fazendo seu corpo dobrar para frente. Xyen o empurra no chão,
depois começa a chutá-lo nas costelas com forças fazendo algumas delas quebrarem
com a violência.
- AHHHH!!! POR... POR FAVOR, PARE!!!
– Implorava.
- Hum... Eu ainda não terminei
coroa!
Xyen retira uma faca que estava
escondida na sua bota, ele abaixou-se ao lado de Rayzen. Depois cortou a sua
calça e arrancou-a do seu corpo, com a faca cortou a cueca de Rayzen, deixando
seu membro a mostra.
- Foi isso aqui que machucou o meu
Suka? – Perguntou. Agarrou seu membro, o estrangulando na mão.
- AHHHHH... POR FAVOR, O QUE VAI
FAZER?
- Nada demais!
Xyen ergueu o pênis para cima, ele
encostou a faca no final do seu membro depois do seu saco, iria cortar apenas a
o canudinho, como Xyen classificava. Ele deslizou a parte da cerra bem devagar
cortando superficialmente a pele, mas isso foi suficiente para Rayzen gritar de
dor.
- ME SOLTA!! – Rayzen começou a se
mover.
Xyen dá mais uns socos no seu
estômago, fazendo o homem de cabelos brancos gritar de dor. Rayzen parou de se
mover, pois nem tinha mais forças para fazer isso. Xyen era o homem mais forte
que foi criado a partir dos seus experimentos, em segundo lugar era Aizu, depois
Ruk e Shell, e por último Suka.
Xyen começou a passar a faca bem
devagar cortando o seu membro, fazendo Rayzen espernear de dor, entretanto Xyen
mostrava-se impassível a todo aquele sofrimento.
Quando parte do seu membro foi
cortado fora, muito sangue sujou as mãos de Xyen.
- Ainda não acabou! – Sussurrou.
- Aaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!
Xyen se levanta trazendo Rayzen
junto consigo, ele o segurava pelos cabelos o guiando até a mesa do escritório.
Xyen varreu a mesa com um único movimento fazendo as coisas que estavam ali
caírem no chão, depois ele joga Rayzen nela deixando de barriga para cima.
Xyen começou a retirar toda roupa de
Rayzen, não foi nada delicado, cortava suas roupas e às vezes sua pele. Quando o
seu ex-chefe se encontrou nu, um sorriso sádico se desenhou na sua face.
A faca arrancou os mamilos de Rayzen
num único movimento. Rayzen não conseguia mais gritar de tão rouca que estava
sua voz. Ele sentiu seu outro mamilo ser arrancado, ele tentou falar alguma
coisa, mas Xyen interveio.
- Cala a boca ou vai ser pior! –
Avisa.
Xyen ergue a faca olhando
diretamente nos olhos perdidos de Rayzen, depois mirou o umbigo do homem
descendo sua faca com tudo no local fazendo um jato de sangue espirrar na sua
cara. Rayzen contraiu todo seu corpo, ergueu suas costas afundando sua cabeça na
mesa de madeira fazendo um barulho abafado.
Xyen começou a descer a faca
cortando a sua barriga, seus tecidos e seus órgãos. Ele gira a faca fazendo mais
sangue jorrar para fora, depois ele a vira novamente para a posição inicial e
continua a descer a faca. Os gritos de dor de Rayzen eram música para o seu
ouvido.
- Você que sempre me ensinou
manter-me impassível à dor dos outros... Muito obrigado por isso! – Sorriu
sádico.
Rayzen fechou os dentes com tanta
força que um deles se quebrou com a força voando para o alto, quando o pedaço de
dente caiu na mesa a mão de Rayzen cai inerte em cima da mesa, finalmente havia
morrido.
Xyen deixa a faca no lugar e sai do
escritório sem olhar para o corpo daquele maldito, que até agora não havia
conseguido nada além de dor, vingança e tristeza para os outros.
*
Chegando ao salão onde estavam os
outros, Xyen não ouviu mais nenhum tiro, também não viu mais nenhum guarda de
pé.
- Finalmente! – Sorriu.
*
*
*
Todos estavam na casa de Ruk, haviam
feito uma ligação anônima para a polícia, revelando o esconderijo de Rayzen e dá
sua organização.
Agora todos estavam sentados nas
almofadas jogadas pelo chão da sala, eles conversavam seriamente sobre tudo o
que aconteceu, mas depois pararam e olharam para os seus amores, sorrindo
felizes por tudo ter acabado bem.
- Eu vou levá-lo para o quarto! –
Ruk se levanta com shibushi em seus braços.
- Quer ajuda? – Xyen pergunta.
- Não! – Sabia como o outro era
pervertido.
Ruk deixa-os na sala e vai até o
quarto. Quando entra fecha-a atrás dele e vai até a cama colocando seu anjo
adormecido nela, depois se senta ao seu lado e fica a olhá-lo.
Os azuis de Shibushi foram
aparecendo com o abrir das suas pálpebras, ele olha para cima vendo a imagem
embaçada de Ruk.
- Ruk... – Fala, mas sua voz saiu
muito baixa e rouca.
- Oi! – Sorriu – Que bom que
acordou!
- Onde eu estou?
- No nosso quarto.
- Mas... E quanto ao Ryori e o Xyen?
- Calma, está tudo bem agora!
Resgatamos o Yuy, acabamos com o Rayzen e todos estão bem!
- Que bom! – Sorriu – E eu só dormi?
- Você não se lembra? – Indagou,
surpreso.
- Não.
- Você foi lá deu uma surra no
Rayzen, depois resgatou o Yuy das masmorras! Depois me salvou!
- Seu bobo! – Riu – Mas eu não me
lembro mesmo, me ajuda a recordar.
Ruk ficou sério, havia se lembrado
de Aizu, nem havia voltado para pegar o seu corpo. Ficou arrependido, mas agora
não tinha mais volta.
- Você foi atacado, lembra?
- Hum... – Fechou os olhos tentando
se lembrar – Aqueles olhos vermelhos!
- Sim, eram de Aizu! Ele lhe deu uma
facada!
- Agora eu me lembro, mas depois
disso, o que aconteceu?
- Eu te levei ao laboratório,
onde... Er... Bom, onde nos recuperávamos! – Engasgou.
- Onde vocês se recuperavam?
- Sim, quando chegávamos das
missões.
- Hum, não precisa falar se não
quiser.
Ruk sorriu, ele segura a mão do
loiro a erguendo até seus lábios, para assim dar um beijo na palma da sua mão.
- O que foi?
- Hoje eu senti tanto medo...
- Medo?
- De lhe perder!
Shibushi sorriu, ele se senta na
cama ficando na mesma altura que Ruk. Os longos braços do loiro se fecham ao
redor do corpo de Ruk para um caloroso abraço e Ruk abraçou o corpo menor com
força.
Ruk sorria aliviado ao sentir o
corpo quente de Shibushi, podia sentir as batidas do seu coração, sua respiração
calma e quente no seu pescoço, estava sentindo-se no céu. As mãos do soldado
tocaram nas mechas loiras delicadamente, ficou brincando com elas até que
Shibushi empurrou-o delicadamente para trás se afastando um pouco dele.
Os seus olhos se cruzaram num
sorriso mudo, os seus rostos foram se aproximando lentamente até que ficassem
milímetros de distância, eles abrem suas bocas fazendo os seus hálitos se
chocarem. Sem esperar mais, Ruk leva sua mão até a face de Shibushi, a puxando
na sua direção fazendo seus lábios se tocarem. Seus lábios se abriam e se
fechavam lentamente, eles chupavam os lábios do outro sem pressa alguma, apenas
sentiam os lábios do outro com atenção.
As mãos de Shibushi deslizaram pelo
corpo de Ruk, indo até seus mamilos os apertando delicadamente por cima da
camiseta. Ruk se afastou um pouco desgrudando os seus lábios, para poder retirar
a camiseta, para que assim pudesse sentir as mãos do seu querido anjo.
Quando a peça de roupa foi ao chão,
Shibushi desceu seus lábios pelo pescoço de Ruk, sua língua deixava um rastro de
saliva por sua pele, seus dentes mordiscavam sua pele, mas não ficava parado num
lugar só. Sua boca descia por seu corpo indo até um dos seus convidativos
mamilos que se encontram tão solitários agora. Mas Shibushi não os deixou só por
muito tempo, sua boca tratou de cuidar deles bem devagar, primeiro o segurava
com seus dentes para depois passar a língua por ele, depois o soltava e o
chupava até ficar vermelho e bem durinho, repetia o mesmo movimento no outro
mamilo.
As mãos do soldado se fecharam nas
mechas loiras, sua cabeça jogada para trás mostrava como sentia prazer naquilo.
Entretanto queria tocar o loiro, sentir seu corpo quente na sua boca. Ruk
afastar a cabeça de Shibushi para trás, depois ele o empurra delicadamente para
trás fazendo suas costas baterem contra o colchão.
Ruk retira suas botas, sua calça e
sua roupa de baixo. Shibushi estava apoiado nos cotovelos, apenas observava
aquele showzinho de camarote. Quando o soldado se despe por inteiro sobe na cama
e vai engatinhando até o loiro como se fosse um felino.
Shibushi se senta na cama com a
ajuda de Ruk que o puxou pelos ombros. Ruk ajuda Shibushi a se despir, quando
retirar a calça do loiro este comenta:
- Cadê minha cueca?
- Eu tirei!
- Tirou enquanto eu estava
inconsciente?
- Foi!
- E o que mais você fez?
- Eu... Sequei seu corpo todinho! –
Sorriu maliciosamente – Cada pedacinho!
- Só isso? – Sorriu.
- Hum... Quer mesmo saber?
- Quero!
- Toquei nas suas mechas! – Diz,
segurando uma mecha dos seus cabelos as cheirando – Depois passei a mão por seu
rosto – Diz, passando a mão por sua face – Depois eu... Não fiz nada! – Riu.
- Hum! Não confio! – Diz, fingindo
estar bravo.
- Não? Então... O que posso fazer
para te provar? – Perguntou, aproximando-se dos seus lábios.
- O que? – Estava ficando
desnorteado com aquele olhar acinzentado que o consumia a cada olhada.
- É! O que?
Shibushi não sabia o que dizer,
quando abriu a boca para falar, a língua quente e ligeira de Ruk invade sua boca
fazendo todas suas tentativas de dialogar irem para o espaço, mas Shibushi nem
estava com vontade de conversar também, faria isso outra hora.
Ruk foi empurrando o loiro para trás
enquanto o beijava, suas mãos deslizaram por seu corpo indo até suas coxas as
apertando sem nenhuma delicadeza, fazendo sua pele branca ficar com marcas
vermelhas. A boca de Ruk deslizou para fora da de Shibushi indo para o seu
pescoço, ia descendo fazendo um rastro de fogo por sua pele clara. Quando chega
até um dos mamilos pára e começa a chupá-lo e mordê-lo, conseguindo arrancar
alguns leves gemidos por parte do loiro. Sorrindo satisfeito, ele vai para o
outro mamilo dando um tratamento mais forte, sentindo como o loiro se remexia
com aquela carícia.
Ruk continuou a descer quando viu
que os mamilos do loiro já estavam bem vermelhos, molhados e durinhos. Sua
língua não resistiu e acabou entrando naquele buraquinho tão adorável fazendo
Shibushi curvar suas costas, sabia que ele sentia agonia quando mexiam ali e é
claro que não perderia a oportunidade de cutucar o seu umbigo.
Shibushi levou sua mão até a cabeça
de Ruk, agarrando seus fios azulados e os puxando para trás. Ruk riu, estava
demorando pra que Shibushi o tirasse dali.
- Ahhhhh... Aí não! – Reclamou.
O soldado sorriu, quando viu que não
conseguiria provocá-lo por mais tempo, desceu para sua virilha dando lambidas
rápidas nela, suas mãos abriram mais as pernas de Shibushi para ter um melhor
acesso ao local. Lambia com calma a parte interna da sua coxa, foi descendo até
seus joelhos, depois subia com a língua para fora deixando um rastro de saliva
por sua perna. Fazia esse movimento repetidamente, descia e subia, parecia que
estava pintando as pernas do loiro com alguma tinta invisível. Todavia, Ruk não
conseguiu continuar com aquele movimento, toda vez que subia via o membro
solitário de Shibushi ali na cara dele, então ele pára com que estava fazendo e
agarra seu membro com a mão.
- Ahhhhhhhhhhh... – Um gemido
carregado de prazer se fez ouvir.
Ruk ergueu sua cabeça vendo como
Shibushi havia se deliciado com esse toque, não podia culpá-lo, sua ereção já
estava implorando por alívio. Com uma mão apertou seu membro, apertava e
soltava, apertava e soltava, recebendo gemidos quão saborosos quando o apertava.
A outra mão de Ruk começou a
massagear o saco de Shibushi, sentia que ele começava a se contorcer com seus
toques, podia ver como seu peito subia e descia rapidamente por causa da
respiração acelerada. Ruk abraçou as coxas de Shibushi, com a mão ele segurou
seu membro, foi inclinando o seu corpo para frente fazendo sua boca ficar perto
do seu membro. Colocou sua língua para fora dando uma lambida na sua ponta,
começou a chupar a cabecinha do seu membro, ora dava algumas mordidinhas, ora
chupava, ora lambia, até que finalmente coloca aquele grosso e pulsante pedaço
de carne na boca recebendo um grito de prazer do seu amado loiro.
Ruk olhava cada expressão facial de
Shibushi, via como ele abria a boca e fechava soltando seus longos gemidos de
prazer, via quando ele cerrava os olhos com força e depois abria rapidamente
para depois fechar novamente, via como ele afundava sua cabeça no chão, via suas
mãos agarrarem-se ao lençol, via e se excitava a cada olhada.
O soldado sentiu como Shibushi se
movimentava, viu que ele levantou seu corpo procurando mais contato, sentiu
também quando ele se afastou um pouco para trás, mas Ruk não deixou, ele puxou o
corpo do loiro pelas coxas fazendo voltar para posição inicial, para continuar a
torturá-lo. Sorriu ao sentir a mão de Shibushi empurrar sua cabeça para frente
pedindo para que ele intensificasse os movimentos e como pedido foi feito. Ruk
aumentou o ritmo das chupadas.
Shibushi sentia aquela boca quente
em volta do seu membro, sentia a língua de Ruk deslizar por toda sua extensão
rapidamente, tudo aquilo estava deixando-o louco. Sentia um calorão por todo seu
corpo, um frio na barriga, sua respiração estava cada vez mais agitada, seu
coração batia com mais força, suava e uma corrente elétrica passava por seu
corpo fazendo-o gritar de prazer. Todas essas sensações estavam deixando cada
vez mais louco, seu corpo todo ficou tenso ao sentir a aproximação do orgasmo,
sua boca se abriu deixando um grito de prazer ecoar por todo o quarto. Havia
gozado na boca do seu amante, sentia-se aliviado, abriu os olhos vendo tudo meio
embaçado, aquele torpor tomava conta dele no momento, sua mente estava em
brumas.
Ruk fica ajoelhado na cama, ele
lambeu sua mão que estava molhada pelo sêmen de Shibushi, depois vai até ele
colocando seus corpos novamente e o puxando para um beijo. Shibushi ainda estava
meio tonto, mas mesmo assim tentou corresponder aquele beijo tão esmagador.
Ruk puxou Shibushi pelos braços
fazendo ficar ajoelhado junto com ele na cama, o soldado abraçou a cintura do
loiro e afundou sua cabeça na curva do seu pescoço. Shibushi fechou suas unhas
nos braços de Ruk deixando suas marcas, ele estava sentindo seu pescoço arder um
pouco, sabia que Ruk iria deixar marcas por seu corpo.
Os lábios de Ruk sugavam a pele de
Shibushi com força tentando deixar um grande chupão naquele lugar tão delicado.
Momentos depois, Ruk se afasta olhando para o pescoço de Shibushi vendo a sua
“obra de arte”. Como a pele de Shibushi era muito fina e clara, o chupão ficou
bem chamativo.
- Vou ter que esconder isso depois!
– Diz, colocando a mão no lugar do chupão.
- Hum... Vai sim, pois só eu posso
ver! – Sorriu.
Ruk beijou-o novamente nos lábios
para depois ir até as costas de Shibushi, o loiro olha para trás vendo como Ruk
olhava para todo seu corpo. Shibushi retira seus cabelos os jogando para frente
e agora Ruk poderia ver melhor sua parte traseira.
O soldado levou três dedos até sua
boca os chupando sensualmente, fazia isso sob o olhar atencioso de Shibushi,
quando molhou seus dedos os deslizou por sua espinha lentamente deixando um
rastro de saliva, quando chegou no meio das suas nádegas, sorriu.
Com uma mão ele aperta uma das
nádegas, depois ele a separa para colocar o primeiro dedo naquele buraco quente
e apertado, quando fez isso sentiu o loiro se contrair todo esmagando seu dedo.
Ruk movimentou o dedo por alguns segundos no seu interior e depois somou mais um
sentindo uma resistência maior por conta do anel, quando viu que Shibushi estava
mais relaxado com sua massagem íntima, retirou os dois dedos, somando três dedos
para penetrá-lo.
Ruk passa um braço pela cintura de
Shibushi, o segurando para que ele não encurvasse seu corpo para frente. O
soldado começou a retirar e colocar os dedos do seu ânus rapidamente, fazendo
Shibushi se acostumar com sua investida.
Ruk retirou os dedos do seu interior
recebendo um gemido de reprovação por parte do seu amor, ele deu uns beijinhos
na sua nuca e sussurrou:
- Calma, eu vou te pegar bem mais
gostoso agora!
Shibushi ficou vermelho. Desde
quando Ruk falava aquelas coisas para ele? Devia ser os dias que estavam
afastados, ele deveria ter se influenciado com outra pessoa.
- Vou te pegar agora de jeito, te
comer todinho e...
- Ruk! – Não agüentava mais aquele
linguajar todo, entretanto aquilo o excitava de alguma forma.
- Meu anjo puro! Não fica bravo não,
vou dar um jeito em você agora! – Riu.
Shibushi sentiu algo maior na sua
entrada, olhou para trás recebendo um sorriso malicioso de Ruk.
Ruk foi empurrando o seu membro
naquele buraco quente e apertado, sentia toda a resistência daquele anel, mas
seu membro logo entrou sentindo aquele lugar aceitá-lo muito bem. Deu uns beijos
nas costas de Shibushi quando entrou todo nele, havia ouvido seus gemidos de
dor, não gostava deles, mas tinha que admitir que se excitava.
Começou a se movimentar dentro de
Shibushi, saia pela metade e depois entrava, mas fazia tudo muito lento e fraco.
Mas aos poucos seu desejo ia aumentando, ele abraçou a cintura de Shibushi com
mais força e começou a entrar nele mais rápido. Os gemidos do loiro se
confundiam com os de Ruk, os dois se movimentavam uniformemente como numa dança.
Seus corpos brilhavam por causa do
suor, seus corações pareciam bater no mesmo ritmo, eram um só, não havia
dúvidas. Seus sentimentos se misturavam com o do outro, as sensações, os
gemidos, tudo era sincronizado.
Shibushi jogou sua cabeça para trás
fazendo-a cair no seu ombro esquerdo, ele abriu os olhos vendo aquele olhar
penetrante por parte de Ruk, seus azuis sorriram para ele. Shibushi abriu a boca
fazendo um grito sair por ela. Ruk havia agarrado o seu membro, agora ele o
masturbava rapidamente, mas rápido do que as estocadas que investia contra o seu
corpo.
Ruk sentiu a cabeça de Shibushi
afundar no seu ombro, ele desacelerou as investidas para abrir um pouco mais as
pernas para se equilibrar, pois Shibushi estava jogando todo o seu corpo para
cima dele. Quando se arrumou melhor na cama, voltou a investir com tudo contra o
loiro que gritava de prazer, ele também gemia e bem alto por sinal.
Os movimentos foram aumentados
quando um calorão passa pelo corpo de Ruk, ele agarrou-se ainda mais ao loiro
fazendo seu membro bater mais fundo contra seu corpo. Não demorou pra que um
jato quente de esperma batesse contra a parede do ânus de Shibushi e depois
escorresse por suas coxas.
Shibushi ainda não havia gozado, mas
não tardou muito para que a mão de Ruk ficasse lambuzada com o seu sêmen.
Ruk cai para trás trazendo Shibushi
consigo, quando os dois se chocaram contra o colchão um gemido abafado deixa os
lábios dos dois. Shibushi sai de cima de Ruk, ficando deitado ao seu lado
esperando sua respiração normalizar, quando vê estava com a cabeça encostada no
peito de Ruk, já que este havia lhe puxado.
- Te amo! – Ruk diz.
- Eu... – Fechou os olhos.
- Não diga nada, eu sei que você não
vive sem mim!
- Metido.
- Gostoso!
- Onde você aprendeu essas palavras,
mocinho?
- Eu já as conhecia, só que nunca as
usei com você, meu pedaço de carne.
- Isso não é romântico, sabia?
- Mas é excitante, não é?
- Hum... – Silenciou-se.
- Sabia que ia gostar! O que quer
que eu o chame agora? – Indagou.
- De Shibushi! – Diz.
- Hum... Que tal potranca?
Shibushi sentou-se na cama olhando
nos olhos de Ruk.
- Tá bom, tá bom... Que tal de
Machine man?
Shibushi estreitou ainda mais o seu
olhar.
- Hum... Como você é fresco! Que
tal... De meu anjo? – Sorriu.
Shibushi suavizou sua expressão, ele
até sorriu de canto. Havia gostado daquilo, mas não gostava muito de apelidos.
- Bobo, acha mesmo que o chamaria
daquilo? – Ruk sentou-se também – Você é muito belo para essas baixarias! – Deu
um selo em seus lábios.
Shibushi abriu um sorriso lindo, Ruk
não agüentou e o beijou novamente. Quando se separou viu como Shibushi estava
com um olhar cansado.
Aquelas câmaras ajudavam na
recuperação, mas não recompensava o cansaço. Portanto, Shibushi ainda precisava
descansar e depois de tanto exercício, suas forças deveriam ter ido para o
espaço.
- Durma agora, meu anjo! –
Empurrou-o para trás fazendo sua cabeça cair no travesseiro – Eu velarei o seu
sono!
Shibushi foi fechando os olhos, nem
ele mesmo sabia o motivo de estar tão cansado. Suas pálpebras fecharam-se
completamente, sua cabeça virou para o lado mostrando que havia adormecido.
Ruk pegou um lençol que havia caído
no chão e cobriu o corpo do loiro, depois se sentou ao seu lado e ficou a
olhá-lo.
*
Yuy estava andando pela casa quando
encontra Xyen sentado no chão do corredor, o moreno ficou confuso, ele olhou ao
redor vendo o que tinha de interessante ali, até que Xyen o encara.
- Fala moleque! – Sorriu.
- O... O que tá fazendo aqui?
Yuy foi se aproximando dele.
- Shhhhh! Não faz barulho! – Xyen
coloca o dedo indicador na frente dos seus lábios – Vem! – Sussurrou.
Yuy foi até ele na pontinha dos pés
para não fazer barulho, quando ele se aproximou Xyen, postou-se atrás ele e
apontou para a porta entreaberta do quarto.
- Os dois tiveram uma madrugada
ótima! – Sorriu maliciosamente.
- Você... Você viu tudo? – Ficou
abismado.
- Eu não resisti, esse loiro é um
belo pedaço de carne, não é mesmo? Até o Ryori olha para ele, toma cuidado viu!
– Sorriu – Não me diga que aquela cabeleira loira não te excita também?
O moreno estava sem palavras, já
havia percebido como Shibushi era bonito e sedutor, mas nunca pensou nele dessa
forma. Yuy abaixou a cabeça envergonhado, percebendo o constrangimento do
moreno, Xyen aproxima-se do seu ouvido e diz:
- Ele tem uns gemidos fabulosos...
Queria eu estar entrando nele! – Sorriu.
- Mas... Mas e o Suka? – Ficou
confuso.
- Eu e o Suka temos um trato,
podemos ficar com quem quisermos! Sem ciúmes, sem nada! Pois nos amamos demais
para isso, entretanto... Eu não resisto a uma carne de primeira como essa!
- E o Ruk?
- O Ruk é ciumento, isso é problema,
mas quem sabe eles topem um joguinho a 4! Se quiserem entrar também, adoraria
ter aquele ruivo debaixo ou em cima de mim, onde você acha que ele fica melhor?
- O... O Ryori... – Gaguejou.
- Ah! Com certeza ele é seme com
você! Você não gostaria de ver alguém fazendo aquele ruivo gemer? – Sorriu –
Pensa bem! Eu montando nele... Pois o Ryori tem que ser domado por alguém mais
forte, assim como eu!
Yuy fechou os olhos engolindo em
seco, mas não pôde deixar de imaginar Xyen em cima do seu Ryori, aquilo havia
lhe excitado.
- Não... Não diga isso! Chega! – Yuy
se afastou dele – Não se aproxime do Ryori! – Disse sério.
- Tô vendo que o bebê tem garras! –
Riu.
- O que está acontecendo aqui?
Xyen pára de rir imediatamente
ficando bem sério, ele vai até Yuy que ficou parado não entendo o que ele
queria, depois ele segura a orelha do moreno com força e diz:
- ESSE PERVERTIDO ESTAVA VENDO VOCÊ
COM O SHIBUSHI!!
- O QUE????? – Yuy ficou indignado.
- Yuy... Você deveria ser mais...
Maturo! – Ruk diz, estava irritado, mas como era Yuy iria dar um desconto – Por
acaso gostaria que alguém visse você com o Ryori?
- Mas eu...
- NÃO DIGA NADA YUY!! – Xyen grita –
Pode deixar, eu cuido dele! – Diz olhando para Ruk.
- Hum! – Ruk fecha a cara.
O soldado entra no seu quarto
fechando a porta com força, Yuy e Xyen ouviram o som da chave rodando. Quando
ouvem os passos de Ruk indo até a cama, Xyen destampa a boca de Yuy que começou
a xingá-lo.
- Seu mentiroso!!!!
- Calma, ele te perdoa logo!
- Eu vou contar tudo!
- Vai deixá-lo mais bravo ainda!
- Eu vou...
- O que está acontecendo aqui? –
Ryori aparece.
- Na... nada! – Xyen sorriu nervoso.
- Ele estava espiando o Shibushi! –
Acusou.
- O que? – Havia ficado enciumado.
Ryori ainda sentia ciúmes do loiro,
não tinha jeito. Shibushi representava algo na vida dele, era uma peça
fundamental da sua pirâmide, sem ele sua vida não teria base alguma. Foi
Shibushi que lhe ensinou sobre a paz e o respeito à vida, se não fosse ele agora
estaria no tráfico matando um monte de gente com sua estupidez.
- Eu estava aqui passando e esse
garoto achou que eu estava espiando, é mole? – Diz indignado.
Ryori olhou para Yuy, sabia que seu
amado era muito inocente, mas não era burro ou tapado, depois ele olhou feio
para Xyen.
- Não se aproxime! – Diz – Vamos Yuy
– Encara o moreno.
- Eu hein! Que gente estressada! –
Xyen fala consigo mesmo quando vê os dois partindo para o quarto de hospedes – E
pelo jeito vou ter que dormir na sala, mas vou estar com o meu Suka... nada é
ruim com ele! – Sorriu.
*
Entrando no quarto Yuy se joga na
grande cama de casal, Ryori ficou em pé do lado de um poltrona, ele estava
tirando o seu sobretudo e suas botas.
- Ryori eu...
- Precisamos conversar! – O ruivo
interfere.
- Eu sei! – Abaixou a cabeça.
O ruivo foi até a cama onde Yuy
estava sentado, ele sentou-se ao seu lado e com uma mão puxou seu rosto para
cima, para que assim pudesse ver aquele belo rosto, que a cada dia se parecia
mais com um homem.
Yuy ergueu a cabeça encarando
aqueles azuis claros que o olhavam com atenção, abriu a boca para falar alguma
coisa, mas Ryori falou primeiro.
- Não consigo viver nesse tédio!
- Eu sinto muito...
- Não, o problema não é você... É
que eu não consigo viver como uma pessoa normal, entenda isso! Eu me afastei do
tráfico por você, mas eu não consigo mais fingir que não ligo!
- Ryori, por que não me falou antes?
- Não queria te magoar!
- Me magoa saber que você não confia
em mim!
- Eu confio em você, só não queria
envolvê-lo!
- Ryori... – Tocou na sua face – Eu
já estou envolvido!
- Ahh! Yuy eu...
- Volte Ryori Nako, volte a ser como
eu o conheci... Volte a sorrir como antes, sei que não está feliz assim! Eu te
amo, onde quer que vá quero estar com você! Mesmo que seja no inferno!
Ryori sorriu, seu sorriso foi tão
largo e sincero que Yuy acabou sorrindo também. Finalmente parecia que estavam
se entendendo.
- Quando eu percebi que poderia
voltar ao tráfico... Quando entrava nas boates, quando pisei em Rondon
novamente... Eu...
- Você sentiu saudades! Eu sei! –
Sorriu – Eu quero que você volte ao seu posto, eu deveria ter sido menos egoísta
com você! Você lutou bravamente com Sirie para mantê-lo, aí vem um idiota que
pede para você sair e...
- Você não é idiota! – Diz, sério –
Não diga mais isso!
- Hum...
- Yuy, o que vamos fazer?
- Você me pergunta isso? Faça o que
tem vontade Ryori, vamos viver em Rondon! Eu vou voltar a estudar, você vai
voltar para o seu trabalho, viveremos felizes assim!
- Sabe que tem riscos? Tenho muitos
inimigos.
Yuy soltou uma gostosa gargalhada.
- Já corro perigo com você fora do
tráfico! Mas eu sei que você vai me proteger, não é?
- Pensei que não queria proteção! –
Diz, se aproximando mais dele.
- Hum... Às vezes eu me sinto fraco,
então quero que você venha e me abrace!
Ryori abraçou o corpo do moreno
delicadamente, Yuy afundou sua cabeça na curva do seu pescoço. Agora seus corpos
sentiam o calor do outro, ambos respiravam em sincronia. Eles se afastam um
pouco para se olharem e depois se beijarem carinhosamente.
Quando terminaram o beijo, Yuy diz:
- Estou cansado!
- Vamos dormir! – Sorriu.
Ryori retira o tênis de Yuy os
jogando no chão, depois ele retira a calça jeans do garoto o deixando apenas de
cueca. Yuy foi até um lado da cama, deitou-se e olhou para Ryori que também
retirava sua calça. Quando Ryori deitou-se ao seu lado, Yuy foi até ele o
abraçando para que dormissem juntinhos.
*
*
No dia seguinte.
Já eram 18:00 horas da tarde e
ninguém havia levantado ainda, alguns acordavam e viam que ninguém havia
acordado então acabavam dormindo novamente.
Nero que até agora estava verde de
fome, pois todo mundo havia esquecido do pobre bichinho que foi obrigado a ficar
sozinho esse tempo todo e ninguém lhe deu uma recompensa por ele ter mordido o
pé de um dos capangas que haviam entrado na casa.
Cansado de ver todo aquele pessoal
dormindo, Nero vai até a porta dos seus donos, ele começou a raspar as patas na
porta fazendo um monte de riscos nela. Entretanto ninguém veio brigar com ele.
Nero corre até o quarto de hóspedes fazendo o mesmo movimento, mas ninguém veio
até ele. Então ele corre até a sala onde tinha um colchão estendido no meio da
sala, viu que tinha duas pessoas abraçadas.
Nero sumiu em cima da mesinha da
sala olhando de cima para o casal adormecido, ele abana o rabo feliz, estava
planejando uma travessura daquelas. Ele dá uns passos para trás e depois pula na
direção do casal, entretanto Nero não caiu em cima dele, pois Xyen havia se
levantado e usando sua super velocidade, pegando o Nero no colo e o colocado no
chão sem fazer barulho algum.
- Safadinho!! – Xyen diz, fazendo um
não com o dedo – Queria acordar o meu Suka, não é?
Xyen levantou seus braços para cima
esticando todo seu corpo, depois ele fez carinho na cabeça de Nero.
- Me fala onde é o banheiro,
amiguinho!
Nero ficou sentado abanando o rabo
feliz por alguém estar com ele, não tirava os olhos de Xyen.
- Hum... Será que se eu falar na sua
língua, você me mostra? – Indagou, coçando a cabeça – Au, au, au au au... au!
Aaau! Auuuu!
Nero ficou confuso, então sem saber
o que fazer ele pula em cima de Xyen que o abraçou fazendo aquele monte de pêlos
ficar no seu colo.
- Cof, cof, cof! Ahhh... Quanto
pêlo! – Reclamou, começou a andar com ele para fora da sala indo para um dos
corredores vendo que ali tinha um banheiro.
- Daqui a pouco eu volto amiguinho!
– Xyen diz, ele se vira para entrar no banheiro, mas Nero correu atrás dele –
Hum... Quer vir também? Mas já vou avisando que o meu negócio é seres humanos,
ouviu bem?
Xyen deixou Nero entrar no banheiro,
ele fecha a porta e olha para os lados vendo um roupão branco pendurado num
gancho de metal, depois olhou para o Box.
- “Um banho seria bom, ainda
estou com o cheiro daquele velho gagá!” – Pensou.
Xyen joga toda sua roupa no chão,
ele abre a torneira fazendo a água cair e molhá-lo, mas ela estava fria, então
Xyen começou a pular para trás reclamando da água. Quando a água ficou mais
quente ele entrou soltando um suspiro.
Os longos fios roxos de Xyen são
jogados para trás, a água passava por seu corpo branco, sua tatuagem em seu
braço destacava. Seus olhos se fecharam para que a água caísse diretamente em
seu rosto. Ele pega o xampu e passa em seus cabelos.
- Deve ser o do Shibushi, já que tem
o mesmo cheiro de ervas do seu corpo! – Sorriu, passou o xampu no cabelo.
Xyen terminou seu banho depois de 30
minutos, ele secou todo seu corpo com uma tolha que estava estendida no vidro do
Box, depois ele colocou uma toalha em volta da sua cintura, penteou seus cabelos
os dividindo no meio e depois saiu do banheiro junto com Nero.
Quando chegou na sala encontrou Suka
arrumando a cama, então ele foi até ele bem devagarzinho para lhe dar um susto,
quando ia dar um empurrão no seu amante, Suka vira-se pra trás e diz:
- Eu já te vi!
- Ahhhhh! Sem graça! – Fez biquinho.
- Cadê suas roupas? – Indaga.
- Hum... Não gosta de ver eu assim?
– Diz. Abriu os braços mostrando seu tórax desnudo.
- Hum... Sabe que eu gosto! – Sorriu
– Agora larga de ser depravado e põe esse colchão naquele armário ali! – Diz,
apontando para um armário vazio.
- Sim, senhor! – Sorriu, foi até o
colchão pegando com facilidade e jogando dentro do armário de qualquer jeito,
depois pegou as cobertas e os travesseiros e jogou também, depois empurrou a
porta do armário com força para que fechasse, quando o fez saiu de perto com
medo que tudo aquilo caísse em cima dele, mas isso não aconteceu.
- Bagunceiro, arruma isso agora! –
Suka diz – Agora eu vou ao banheiro!
- Tá bom, eu arrumo tudo antes de
você voltar!
Suka saiu da sala indo para o
banheiro. Xyen olhou para Nero que o olhava, depois olhou para o armário, depois
olhou para o Nero e depois olhou para a cozinha.
- Eu vou comer algo, isso sim! –
Diz, indo até a cozinha.
*
Shibushi abre os olhos lentamente,
ele olhou para a janela vendo que estava escuro, depois ele se senta
rapidamente, estava assustado com alguma coisa, lembrou-se daquele olhar cor de
sangue. Mas quando viu Ruk deitado ao seu lado se acalmou.
O loiro levantou-se da cama indo até
a janela, ele a abriu sentindo a brisa quente da noite bater contra o seu rosto
fazendo seus cabelos voarem para trás, Shibushi olhou para trás assustado quando
sentiu braços fortes envolverem a sua cintura. O loiro sorriu ao ver que era seu
amado Ruk que havia despertado, os dois ficam na frente da janela sentindo
aquela brisa.
A luz do luar banhava seus corpos
nus, seu brilho deixava os azuis de Shibushi mais claros e com um brilho
carregado de paz, Ruk nem olhava para lua ou para rua, ele estava no momento
enchendo a nuca de Shibushi de beijinhos.
- Estou com fome! – Diz.
Shibushi olha para trás com uma
expressão intrigada.
- Não estou falando coisas imorais
não, estou com fome de comida mesmo! – Riu.
- Ahhh! Bom!
- Mas se você quiser...
- Ruk!
- Tá bom, tá bom! – Riu mais alto –
Vamos comer alguma coisa!
- Vamos nos trocar primeiro!
- Claro, não vou deixar aquele
pervertido do Xyen atrás de você!
- Hum?
- Ele é tarado, toma cuidado! Ele
não tem pudor algum...
- É mesmo! – Concordou.
- Como assim “é mesmo”? – Indagou –
Ele fez algo com você? – Ruk vira o corpo do loiro fazendo ficar de frente para
ele.
- Ele... Me beijou! – Diz, meio
hesitante.
- Droga! Ele sempre faz isso! – Diz,
fazendo um não com a cabeça.
- Sempre faz isso?
- Sim, ele tem mania de beijar os
outros!
- Mas... Mas... Como assim?
- Ele é o maior beijoqueiro que já
vi, toma cuidado! E se ele fizer algo com você me fala e mais uma coisa, não
fica num lugar sozinho com ele!
- Nossa, ele é um perigo então!
- Orra! É mesmo, agora toma cuidado,
meu anjo! – Diz, dando um selo nos seus lábios.
Shibushi ficou pensativo, depois
teve que concordar, lembrou-se de como Xyen devorou a sua boca naquele beijo.
- Vamos nos trocar, meu amor?
- Ruk...
- Fala!
- Eu... Te amo... Muito! – Diz.
- Hum, não sabe como fico feliz em
ouvir isso!
- Me desculpe por tudo, eu estava
confuso.
- Eu sei, você é uma pessoa confusa!
– Sorriu – Eu te amo, eu sei que você também me ama!
- Metido!
- Sou mesmo, tenho o cara mais lindo
do mundo nos meus braços! – Diz, dando um beijo na sua testa.
- Assim você me deixar com a bola lá
em cima.
- Você não tem consciência da sua
beleza, não tem mesmo!
- Tá bom, o que você está querendo?
– Sorriu.
- Um suco de maçã!
- Sabia!!! – Riu.
*
Ryori abriu os olhos, já havia
acordado há um tempo atrás, mas não sentiu vontade de se levantar, olhou para o
lado vendo Yuy esparramado na cama.
O ruivo se senta na cama, ele
parecia estar concentrado nos seus pensamentos.
- “Será mesmo que devo envolvê-lo
nesse mundo Yuy? Eu não estou me sentindo bem com isso, que droga! Por que tudo
tem que ser tão difícil?!?!?!” – Pensou.
- Ryori!
O ruivo se vira para o lado vendo
que Yuy já acordara, o moreno vai até ele puxando sua cabeça na sua direção.
- Bom dia! – Sorriu, dando um selo
nos seus lábios.
- Yuy eu estava pensando...
- E quando você vai parar de pensar
tanto? Chega, já decidimos, eu tenho que revelar que estava achando tudo aquilo
estranho, não da para vivermos viajando... Eu tenho que estudar, tenho que ter
um lar e Rondon é perfeito para isso! Eu amo essa cidade, pois foi nela que eu
conheci você!
Ryori sorriu, finalmente todo o lado
negro que o impedia de ser feliz se foi. Agora ele olhava para aquele moreno que
lhe sorria sinceramente, era um cara realmente sortudo, tinha que agradecer
todos os dias aos céus por ter aquele anjo na sua cama.
- Vamos comprar uma casa, um
cachorro, viver num bairro calmo e perto da escola!
- Hum... Com um grande jardim! –
Diz.
- Claro, com um grande jardim!
Piscina também!
- Adorei! – Sorriu.
- Perto do Ruk e do Shibushi também!
- Sim, podemos morar nesse bairro –
Diz o ruivo.
- Eu vou voltar para escola, vou ter
que fazer o 1° ano novamente e mês que vem eu já faço 16 anos!
- Verdade! – Sorriu – Você está
crescendo!
- Hum... Vou ficar maior que você!
- Não sonhe tão alto.
- É verdade... Olha, eu tenho 16
anos e já bato nos seus ombros... E eu estou em fase de crescimento e você não
cresce mais!
- Nem sonhando moleque!
- Moleque? Hum... Daqui uns anos
esse moleque vai de pegar de jeito! – Brincou.
- Você não vai ficar maior que eu!
Eu sou muito alto... Ruk é um pouco menor que eu!
- Então vou ser maior que vocês
dois... Que legal... Eu já estou passando o Shibushi.
- Está vendo, você ainda nem passou
o Shibushi!
- Mas meu corpo é mais forte que o
dele.
- Verdade, Shibushi parece uma rosa
de tão delicado.
- Com espinhos! – Diz, enciumado.
- E com aquele doce... Er... Cheiro!
– Sorriu.
- Pára de me provocar!
- Tá bom, agora vamos comer algo,
pois a criança aqui – Apontou para Yuy – Precisa se alimentar.
- Hum... Seu chato!
Ryori riu, segurou aquele rosto
invocado com as duas mãos e o beijou.
*
Todos estavam na cozinha comendo um
bolo de frutas, salada de fruta, pão natura e lanches naturais. Tomavam um suco
de frutas e leite com cereais, tudo feito por Shibushi.
- Meu Santo, você cozinha muito bem!
– Xyen diz, devorando tudo que via a frente.
- Obrigado! – Sorriu.
- E o que vão fazer agora? – Ruk
pergunta.
- Vamos ir para o Norte! – Suka diz.
- Por que? – Yuy indaga – O que tem
lá?
- Tem muitas praias lá e Xyen quer
ir! – Diz, dando um gole no seu suco.
- Hum... Que legal! – Yuy sorri.
- Querem ir também? – Xyen pergunta.
- Não, queremos descanso! – Diz
Shibushi.
- Eu entendo! – Diz, sério – Agora o
melhor é poder sentir a liberdade! – Xyen falou tão sério que todos pararam para
olhá-lo, era raro ver ele com essa expressão, mas logo ele começa a rir de
alguma coisa e todos voltam a comer.
- Vão de avião? – Yuy pergunta.
- Claro, depois da grana que eu
roubei do tráfico de Pratania... Tô milionário agora! – Riu.
- Hum... – Ryori não gostou do que
ouviu.
- Ryori, como você consegue, cara? É
super difícil liderar aqueles caras, todo mundo quer te derrubar e puxar o seu
saco! É uma merda mesmo, eu hein! Desisto! – Diz, levantando as mãos para o alto
– É todo seu!
- Eu sei que é meu! – Diz.
- Calma, não me mate ruivo! – Riu,
depois olhou para Shibushi – E você, poderia me fazer um lanche de viajem?
- Claro!
Após ficarem conversando por um bom
tempo, já era madrugada e nenhum deles estava com sono.
- O que faremos? – Suka pergunta.
- Vamos brincar de... – Xyen ficou
pensando.
Todos estavam na sala sentando nas
almofadas. Ruk e Suka reviraram os olhos, sabiam que dali não ia sair algo muito
bom.
- De... Pergunta ou desafio! – Diz,
sorridente.
- Não! – Ruk diz.
- Por que não? – Faz biquinho.
- Porque você é muito chato nesse
jogo.
- Vamos! – Yuy diz.
- Ele concorda comigo! – Xyen sorriu
– Valeu Yuy!
Shibushi estava quieto num canto,
quando Xyen corre até ele segurando sua mão, Ruk ficou esperto se ele se
atrevesse a beijar o seu anjo, ele iria voar para fora daquela casa com um
pontapé na bunda.
- Vamos Shibushi? – Pergunta.
- Er... Eu não gosto muito desse jog...
- Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos,
vamos!! Vamos vai, vai, vai, vai, vai, vai, va...
- TÁ BOM!!! – Shibushi ficou
irritado.
Ruk fez um não com a cabeça, Xyen
sempre fazia aquilo quando queria alguma coisa. Agora Xyen olhou para Suka que
acenou com a cabeça.
- Ganhamos! Só você e o ruivo que
não concordam, e Ryori... Você vai deixar o Yuy brincar sozinho? – Indagou.
- Tô dentro! – Ryori se levanta de
onde estava com uma garrafa de cerveja na mão, e se senta ao lado de Yuy.
- Eu começo! – Xyen diz, pegando a
caneta e rodando na mesa.
Todos ficaram em silêncio, eles
estavam bebendo e comendo alguns salgadinhos.
A caneta tinha duas pontas
diferentes, a ponta que tinha a tampa era a pergunta, e a sem tampa era a
resposta.
- Eu pergunto para o Ryori! – Xyen
diz – Pergunta ou Desafio?
- Hum... – Pensou um pouco e
respondeu – Pergunta.
Xyen abriu um sorriso tão sacana que
Ryori se arrependeu.
- Qual é à parte do seu corpo que
você mais gosta de ser mordido? – Sorriu, malicioso.
- Hum... – Ficou irritado, mas
respondeu sem se deixar abalar – Orelha!
- Orelha?? – Ficou surpreso.
Os outros riram.
- Sua vez Ryori! – Suka avisa.
Ryori vira a caneta, que parou entre
Shibushi e Yuy. Yuy perguntava para o loiro.
- Pergunta ou desafio? – Indagou.
- Pergunta! – Responde o loiro.
Todos ficaram aflitos, Yuy e
Shibushi eram os únicos que poderiam brigar nesse jogo.
- Er... Vejamos... – Queria
perguntar um monte de coisas, mas sabia que iria constranger Ryori com isso, mas
não resistiu – Como se conheceram?
- Hum... – Shibushi sorriu, olhou
para Ryori e depois para Yuy – Quando nos vimos a primeira vez ou quando nos
falamos?
- Se falaram!
- Hum... Foi na boate Gaia, eu pedi
para nereida me vender drogas e o Ryori veio pessoalmente – Diz.
- Ouxi! Seu pilantra!! – Xyen diz –
Fica dando coisas para o Shibushi, Ruk... Eu batia nele se fosse você!
- Cala a boca Xyen! – Ruk sorriu.
- Agora é sua vez Shibushi! – Suka
diz.
Girou a caneta que caiu entre
Shibushi e Ryori. Shibushi perguntava.
- Pergunta ou desafio?
- Desafio! – Reponde, sabia que
Shibushi não teria que perguntar, pois ele já sabia tudo sobre ele, não queria
arriscar uma pergunta pessoal feita por ele, talvez Yuy sinta-se chateado com
isso.
- Desafio você... – Ficou sem saber,
olhou para os lados, depois para Yuy e diz – Dar um beijo no Yuy!
Ryori sorriu de canto, Yuy não
entendeu. Será que Shibushi não se importava mais com o ruivo? Não teve tempo de
pensar, pois a boca do ruivo cobriu a sua num beijo apaixonado.
- Uhuuu! Até quem fim um desafio
legal, mas bem que você poderia pedir para que o ruivo beijasse outro! – Xyen
diz.
- Ele iria brigar comigo! – Shibushi
diz.
- Ia nada, ele não pára de olhar
para você e...
Suka dá uma cotovelada no estômago
de Xyen fazendo-se se calar. Sorte Yuy e Ryori estarem concentrados demais no
beijo para notarem qualquer comentário feito pelo outro.
- Pronto, é a sua vez Ryori! – Ruk
diz, dando um gole da sua cerveja.
Ryori gira a caneta caindo entre
Xyen e Suka. Xyen perguntava.
- Pergunta ou desafio?
- Desafio!
- Eu desafio você a... A... Er...
Dar um beijo no... No Yuy vai! – Diz.
- O que? – Ryori ficou pasmo.
- Ahhh! Xyen! –
Suka reclama.
Yuy sorriu. Suka se aproximou dele
lhe dando um selo nos lábios.
- Assim não vale, tem que demorar
mais... De língua! – Diz.
- Você não especificou! – Ryori diz.
Eles ficaram brincando durantes
horas, Xyen conseguiu um beijo do Ryori na testa, uma mordida de Shibushi na
orelha, um chupão do Ruk, um selo de Yuy, um beijo de língua no Nero e um tapa
de Suka.
Todos acabaram se divertindo, claro
que quando a caneta caia na direção de Xyen, todos sabiam que era perigo, mas
ele se conteve e não pediu coisas muito fortes. Ele havia pedido que o Shibushi
fizesse sexo oral no Ryori, mas ninguém concordou, então o loiro apenas deu um
beijo na testa do ruivo.
Eles pediram pizza que vinha junto
alguns filmes, então todos ficaram na sala juntinho dos seus amantes. Todos riam
com os comentários de Xyen com relação ao filme, aos poucos cada um foi para o
quarto descansar.
*
Dois dias se passaram. Xyen e Suka
estavam se despedindo, eles estavam na frente da casa de Shibushi colocando as
malas num táxi.
- Venha nos visitar! – Ruk diz,
dando um abraço em Suka.
- Pode deixar!
- Vamos vir mesmo! Muito obrigado
pela hospitalidade Shibushi! – Xyen foi na direção do loiro lhe dando um longo
abraço, deslizou sua mão por suas costas indo até suas nádegas dando um beliscão
– Cuida do ruk, tá bom?
- Tá... Tá bom! – Ficou
envergonhado.
- Xyen? – Ruk o chama.
- Fala?
- Solta o Shibushi!
- Tá bom, tá bom! – Se afasta do
loiro contra gosto.
Xyen olha para o ruivo e para o
moreno que se despediam de Suka, ele foi até Yuy lhe dando um beijo no rosto,
depois foi até o ruivo lhe dando um abraço.
- Sei que nosso amor é impossível
Ryori, mas não me esqueça! – Gritou.
Todos riram, aquele ali não tinha
jeito mesmo. Quando Ryori se distraiu, Xyen deu uma mordidinha na sua orelha bem
de leve fazendo Ryori se arrepiar todinho.
- Tchau ruivo! – Sorriu.
Eles entraram no táxi sorrindo,
depois partiram.
- E lá se vão eles! – Diz ruk.
- Seus amigos, não é? – Shibushi se
aproxima dele.
- Suka não era, mas acabou se
tornando, agora eu sempre fiquei junto do Xyen! – Diz – Ele me animava quando eu
devia chorar!
- Eu imagino!
- Tomara que eles fiquem bem! –
Sorriu – Xyen ama Suka demais!
- Ama?
- Pode não parecer, mas eu o
conheço... Ele é louco pelo Suka! E o Suka por ele, vão se dar muito bem!
*
*
*
No avião.
- Suka?
- O que foi?
- Eu estou com vontade de transar!
- O que?
- Vamos ao banheiro! – Diz, tocando
na mão do moreno.
- Tá louco? Vão perceber...
- Não vão não, eu vou fingir que sou
um retardado mental... E vou pedir para ir no banheiro com você!
- Pára de brincar!
Xyen começa fazer umas caras
estranhas, ele se levanta e começa pular chamando a atenção de todos os
passageiros, algumas moças vieram até Xyen para pedir que ele se sentasse, mas
Xyen começou a gritar fazer umas caretas.
Suka coloca a mão no seu rosto que
já estava ficando vermelho, então Suka se levanta e diz:
- Meu... Primo tem problemas... Ele
quer ir ao banheiro!
- Ele precisa de algum médico?
- Não senhorita, apenas deixe-me
levá-lo até o banheiro! – Diz, tocando na mão de Xyen.
Xyen abraçou Suka gritando:
- MIM QUER COELHINHO! MIM QUER
ÁGUA.... BUÁÁÁÁÁ!! EU, EU AHHHH!!
- Pára Xyen...
– Suka sussurrou.
Eles foram até o banheiro, quando
Suka trancou a porta e se virou para falar com Xyen, quase caiu para trás. Xyen
estava com aquele olhar sedutor para cima dele, ficou sem saber o que fazer, viu
que ele se aproximou dele.
Xyen abraçou a cintura do moreno com
força fazendo ele gemer com o movimento, depois deslizou sua língua para dentro
da sua boca do moreno. Ficou saboreando sua boca por um bom tempo até que viu a
necessidade do outro respirar, se afastou um pouco e olhou para os lados.
Suka é puxado pela cintura até o
vazo sanitário, Xyen abaixou sua tampa e se sentou nele e depois fez Suka se
sentar no seu corpo.
- Você é louco! – Suka diz.
- Sou mesmo, louco por você!
- Sei, não pára de olhar e mexer com
os outros!
- Sabe que gosto de brincar,
entretanto nunca transaria com outra pessoa... Eu te amo, só você pode me tocar,
me violar, me beijar, me agarrar e me amar... Só permito que você faça isso! –
Sorriu – Eu te amo demais!
- Eu sei, eu sei... Eu também te
amo... Só tinha forças para viver por sua causa.
- Maldito Rayzen!
- Esquece... Ele não existe mais,
não quero lembrar dele!
- Vou recompensar todos os dias que
você sofreu, vou te dar carinho todos os dias!
- Você já me dá em todos os momentos
Xyen!
- Obrigado Suka, obrigado por
existir!
Suka sorriu, seus lábios foram
cobertos pelos de Xyen novamente. Podia sentia o membro duro de Xyen roçar
contra o seu.
A boca de Xyen desceu para o seu
pescoço, começou a dar fortes lambidas na sua pele deixando várias marcas, já
que sua pele era muito clara. Suas mãos foram no seu cabelo os desamarrando,
fazendo seus fios negros de soltarem. Suka levou suas mãos até o alto rabo de
cavalo de Xyen e o desamarrou também.
Os dois se levantaram e abaixaram
suas calças, não iriam tirar tudo, pois aquele banheiro é um cubículo de tamanho
e não poderiam demorar muito ou iriam pensar que Xyen teve um ataque dentro do
banheiro.
Xyen abraça as costas de Suka, fica
dando vários beijinhos na sua nuca, suas mãos estavam nos seus mamilos, já que
Suka abriu todos os botões da sua camisa azul clara. Xyen foi empurrando o
moreno até a pia do banheiro, Suka segurou na borda e abaixou a cabeça sentindo
todas aquelas sensações.
Xyen abaixou suas calças e a roupa
de baixo até os joelhos, ele retirou a cueca de Suka, a abaixando até seus
joelhos também. Xyen se ajoelhou no chão e puxou as coxas de Suka para trás
fazendo ele ficar mais inclinando para frente, depois ele abriu ainda mais as
pernas do moreno para ter espaço para o que queria.
- Agora você é todo meu! – Riu.
- Hum... Sou sim! – Diz, perdido nas
suas sensações.
Xyen sorriu, mas parou quando viu
aquela bunda maravilhosa na sua frente, ele se aproxima passando a língua
naquele buraquinho, sentiu Suka se contrair um pouco.
- Hum... Calma, eu vou cuidar
direitinho de você, vou te pegar todinho... Você vai adorar, meu amor!
Suka gemeu, estava demorando pra
Xyen começar a falar, até que ele estava menos imoral, pois da última vez Suka
teve que colocar uma fita na sua boca, pois ele não parava de falar coisas
imorais no seu ouvido.
A língua de Xyen passava por aquele
buraco deixando uma poça de saliva ali, ele puxa o corpo do moreno mais ainda
para afundar sua cara naquele lugar tão apertado. Começou a penetrar naquele
buraquinho com a sua língua, ficou um bom tempo assim até que achou que já
estava ficando bom.
Xyen se levantou, ele agarrou o seu
próprio membro que já estava duro e começou a se masturbar. Apertava a cabeça do
seu membro, depois deslizava sua mão por toda sua extensão com força, para
depois amenizar um pouco, quando viu que já estava bastante excitado pára tudo e
diz:
- Ai que tesão!
- Eu mereço!
- Você merece um Deus como eu?
Hum... Seu metido!
- Não... Será mesmo que eu mereço
isso? – Suka indaga, olhando para cima.
- Hum... Merece!
Xyen abraçou seu corpo dando um
beijo na sua nuca, ele segurou a cintura do moreno o segurando com firmeza, sua
outra mão segurou seu próprio membro e começou a guiá-lo para o meio das pernas
de Suka. Quando a cabeça do seu membro entrou, Suka soltou um gritinho meio
abafado por sua própria mão.
O moreno mordia a própria mão para
não gritar, pois algum funcionário do avião poderia perguntar o que estava
acontecendo e depois do espetáculo que Xyen fez, não duvidaria que alguém
arrombasse a porta.
Xyen soltou seu membro quando ele
entrou pela metade, depois levou sua mão até o membro de Suka para dar mais
prazer ao seu amado. Ele começa um lento vai-e-vem no membro do moreno, fazendo
mais gemidos abafados escaparem.
Os seus corpos começaram a balançar,
lento a princípio, mas aos poucos as investidas foram ficando cada vez mais
fortes. Xyen fechou os olhos se concentrando naquele buraco tão pequeno que
estrangulava seu membro, sentia também aquele pedaço de carne na sua mão.
Seus corpos estavam quentes, parecia
um vulcão entrando em erupção, uma eletricidade passava por suas veias os
fazendo sentir uma vontade louca de acabar logo com aquela tortura. Então
aumentavam o ritmo das investidas para que tudo aquilo fosse ao limite, para que
pudessem gozar de toda aquela dança ritmada.
Não agüentando mais todas aquelas
sensações que corriam por seu corpo, o moreno explode nas mãos de Xyen fazendo
seu sêmen escorregar por sua coxa lentamente. Quando gozou contraiu todo seu
corpo, com isso estrangulou ainda mais o membro de Xyen, que acabou gozando
alguns minutinhos depois. Os dois gritaram de prazer, não deu para segurar
daquela vez.
Suka foi dobrando seus joelhos indo
ao chão, Xyen foi junto com ele, eles ficaram um tempinho parado esperando que
todo aquele torpor passasse, mas não tiveram muito tempo, pois ouviram três
batidas na porta.
- Senhor, está tudo bem aí? – Uma
moça chama.
- E agora? – Suka sussurra.
- Deixa comigo! – Xyen sorriu, deu
um selo nos seus lábios – EU TÔ BEM... EU QUERO BRINCAR MAIS DE GIRA-GIRA!! –
Falou com uma voz fina e infantil.
- Está tudo bem com o rapaz, senhor?
– A moça se preocupa.
- Ele começou a rodar e caímos no
chão... Está tudo bem! – Suka diz.
- Querem ajuda?
- Já estamos indo!
- EEEE... URSINHO! QUERO UM URSINHO!
– Xyen bateu palma.
- Depois eu te dou um, agora fica
quieto! – Suka falou alto, queria que a moça fosse embora logo.
- Qualquer coisa me chame, tudo bem?
- Tudo bem! Obrigado!
Suka não agüentou e caiu na
gargalhado junto com Xyen quando viram que a moça foi embora. Xyen engatinhou
até Suka o virando de barriga para cima para que assim tomasse seus lábios para
ele num beijo cheio de volúpia.
Um tempo depois, eles se arrumaram e
saíram do banheiro sobre o olhar de duas aeromoças que os fitavam com
curiosidade.
Todos do avião ficaram olhando para
Xyen, que fazia caretas e mexia com o pessoal do banco. Xyen passou dos limites
quando apertou a bunda de uma das aeromoças gritando:
- SILICONE, SILICONE!!!!
*
*
*
Um mês depois.
Num salão escuro e abafado, numa
mesa central estavam cinco homens jogando carta, todos eles fumavam. O ar
daquele lugar era impossível de respirar, eles pareciam uns porcos rindo e
bebendo.
- Traga outra rodada de cerveja,
vadia! – Gritou um velho.
- Sim, senhor!
Uma moça correu até um barzinho onde
um homem já enchia os copos com cerveja, quando a moça trouxe os copos, ela os
colocou em cima da mesa e foi embora, mas antes recebeu um tapa na bunda de um
dos jogadores.
Tudo estava numa boa, o silêncio
reinava naquela atmosfera sinistra. Entretanto não durou muito, as três portas
de ferro que rodeavam o local explodiram fazendo pedaço da parede voar pelo ares
e nelas entram um monte de homens armados.
Os homens sentados na mesa jogam-na
para o alto para confundir os invasores, eles pegam suas armas, mas quando viram
de quem se tratava às jogaram no chão imediatamente.
- Pensaram que podiam me enganar? –
Uma voz fria e assassina cruza seus ouvidos.
- Na... Na... Ko? – Indagou um deles
tenebroso.
- Acham que sou burro? Agora pagarão
por terem tentado brincar com Ryori Nako! – Sorriu, Ryori apontou sua
metralhadora na direção deles – Vamos lavar essa Terra de ratos! – Diz, olhando
para os seus homens que apontaram suas armas para as suas futuras vítimas.
Ryori disparou primeiro acertando as
pernas de um homem gordo que caiu no chão gritando de dor, depois apontou para
um velho narigudo que implorava por sua vida, quando Ryori atirou nele, seus
homens começaram a atirar também fazendo uma chuva de sangue manchar o salão.
Os corpos das vítimas ficaram tão
cheios de buracos que eles quase se partiram ao meio, agora uma carnificina
estava aos olhos de Ryori e seus homens. Quem mandou tentar enganá-lo? A regra é
a seguinte: Você pega e você paga!
O ruivo sai daquele salão deixando
apenas a mulher e o barman vivos.
Quando sai para rua seus homens
avisam que voltariam para os seus postos, Ryori concordou com um aceno, os
deixando ir. O ruivo andou pelo terreno vazio fazendo seu sobretudo voar ao
vento, ele pega seu maço de cigarros dentro do bolso, pega seu isqueiro ascendo
seu cigarro, quando o fez o guarda no bolso.
O ruivo deu uma longa tragada no seu
cigarro e depois soltou lentamente fazendo o vento levar aquela fumaça embora,
depois ele olhou para o seu relógio de pulso pensando:
- “Agora tenho que buscar o Yuy
na escola!”.
O ruivo começou a andar lentamente
pelo extenso terreno, quando chegou no seu belíssimo porsche preto jogou o seu
cigarro no chão e entrou nele. Deu a partida saindo a 100 Km/h daquele lugar,
queria pegar o seu moreno e levá-lo para jantar.
*
4 horas depois.
Yuy abriu os olhos, virou para o
lado vendo aquele par de olhos o encararem com paixão. O moreno sorriu,
sentou-se na cama revelando seu tórax desnudo.
- Hum... Que motel hein! – Sorriu –
Vamos tomar banho!
- O que você quiser! – Diz o ruivo.
- Você está muito dócil! Como foi o
trabalho? – Indagou.
- Matei aqueles caras...
- Sabia! Você fica de bom humor
quando faz isso! – Diz, já estava se acostumando com aquele tipo de conversa.
- Não, eu fico de bom humor com
você!
- Que romântico! Agora pare de me
olhar como uma cadela no cio e vamos tomar banho!
- Seu... Seu moleque!
Yuy pulou da cama antes que Ryori o
agarrasse, o moreno corre até banheiro seguido de Ryori que logo o agarrou-lhe,
dando um forte abraço. Os dois ficaram se beijando apaixonadamente até que foram
caindo lentamente no chão, Ryori ficou por cima do corpo de Yuy, suas mãos
passeavam pelo corpo do menor tranqüilamente sentindo suas curvas.
Os dois separam suas bocas
respirando ofegante. Seus lábios se curvam num doce e apaixonado sorriso e
voltam a se beijar novamente.
*
*
*
Era tarde da noite, era exatamente
23:00 horas. As grandes portas de vidro se abriram deixando aquele monte de
pessoas saírem correndo por elas, mas um casal ali não tinha pressa alguma para
sair do cinema, eles estavam abraçados e conversando sobre o filme.
- Acha que ela deveria morrer mesmo?
– Shibushi indaga.
- Claro, se não filme não teria
graça! – Ruk diz.
Os dois caminhavam até seu carro que
estava no estacionamento do shopping, que no momento encontrava-se fechado.
Apenas os cinemas estavam abertos, e eles tinham pegado a última sessão.
Shibushi fica parando na frente da
porta, Ruk foi para o seu lado do carro, já que ele dirigia, quando ele ia abrir
a porta ouviu:
- Viados!!!
Três rapazes com os cabelos
raspados, com uma cara de idiotas, usando roupas tipo militares aparecem atrás
do loiro.
- Vamos arrebentar vocês! – Diz, um
deles.
Ruk ficou sério, eles estavam atrás
do seu Shibushi, se algum deles se atrevesse a levantar sequer a mão para
tocá-lo, ele iria matá-los.
Um dos homens pegou um taco de golfe
que estava escondido no seu casado, ele ergue o taco para o alto, para depois
descer com velocidade na direção de Shibushi que nem se moveu. O taco nem havia
chegado sequer perto do loiro, pois o agressor já se encontrava no chão,
gritando de dor por ter seu braço decepado por um golpe de Ruk.
- Co... Como fez isso? – Um deles
pergunta.
Ruk foi tão rápido que nenhum deles
sequer viu como ele apareceu. Shibushi nem olhou para trás, pela mancha se
sangue que podia ver na calçada já tinha idéia do que o seu amor havia feito.
O soldado não deu nenhum desconto
para os caras, nem os deixou fugir. Odiava gente preconceituosa e violenta, e só
de imaginar que eles iriam acertar aquele taco na cabeça o seu Shibushi o deixou
irado.
- Se acham machos por transar com
mulheres? – Ruk, riu – Quando eu arrancar um braço de cada um de vocês... Quero
ver se vão ser homens para não chorarem! – Diz – Pois homem para mim não é
gostar de mulher! Mas já que vocês acham isso... Então eu vou lançar essa
teoria, homem não chora...
Ruk apontou para o garoto que
gritava de dor no chão e disse:
- Ele não é homem, já que está
chorando! – Sorriu, sádico – E quanto a vocês?
Os agressores fecharam a cara, eles
pegam suas facas que tinham 15 centímetros. Ruk se aproximou de Shibushi
dizendo:
- Meu anjo, se afasta um pouco, tudo
bem?
- Claro! – Shibushi foi andando até
o porta-malas do carro, ele encostou-se ao carro e ficou olhando Ruk.
Quando Shibushi olha para o garoto
que gritava de dor no chão sentiu tontura, aquilo era muito horrível, mas
pensando bem, aqueles caras iam fazer isso com ele. Vendo todo esse preconceito
deixou Shibushi enojado, então ele fecha os olhos deixando algumas lágrimas
escaparem.
Ruk começou a arrebentar aqueles
preconceituosos, ele socava, chutava, cortava, e quando eles foram ao chão o
soldado pega a faca que estava no chão e se aproxima deles.
- E agora, vou arrancar uma mão de
vocês, para que não segurem esse taco de golfe novamente com as duas! – Diz –
Quais vocês escolhem, direitas ou esquerdas?
- Por favor... Nos perdoe... – Pede,
choroso.
- Desculpa a gente cara... – Pede.
Ruk sorriu, ele estava se divertindo
com aquilo. Ele olha para trás sorridente tentando ver Shibushi, mas o loiro
estava com a cabeça baixa.
- Shibushi... – Sussurra – Você
está... – Ficou pasmo.
Ruk ficou furioso, ele encara
aqueles rapazes que disseram:
- Ele está chorando, porque está com
dó de nós... É isso!
- É cara... Achamos você super
macho! – Diz o outro.
- Mesmo? – Seus olhos ficaram frios.
Ruk não esperou mais, se aproximou
de um deles o agarrando com força, num movimento rápido arrancou sua mão fora,
depois fez o mesmo com o outro que tentou correr. Agora tinha três caras
esperneando de dor no chão daquela rua solitária.
O moreno vai até Shibushi o
abraçando pela cintura, Shibushi ergueu seus olhos rasos d’água.
- O que foi? – Ruk indaga.
- Esse pensamento fechado me
chateia.
- É isso? Pensei que tivesse ficado
com medo ou algo assim...
- Não, sabia que você me protegeria!
– Sorriu amarelo.
Ruk sorriu, deu um selo nos seus
lábios e disse:
- Vamos para o nosso lar!
- Vamos!
Os dois entram no carro e vão
embora, não demorou muito para que um casal qualquer entrasse naquela rua
encontrando aqueles homens para socorrê-los.
Chegando em casa, Ruk estaciona o
carro enquanto Shibushi já entrava em casa, quando o loiro abriu a porta, Nero
correu até ele lhe pulando na sua direção quase o derrubando para trás. O loiro
faz uma carícia no cachorro fazendo-o se acalmar, depois vai até o quarto
soltando se jogando na sua cama.
- Shibushi! – Ruk aparece na porta
do quarto.
- Hum?
- Não íamos pedir algo para comer?
- Tô sem fome.
- Hum... – Ficou irritado. Shibushi
era tão sensível, aquilo lhe irritava às vezes.
- Não fica irritado.
- Eu não estou.
- Está sim.
- Não estou.
- Eu sei que está!
- Você se importa com aqueles
vermes? Você fica triste por que eles são idiotas? Você não devia ficar assim...
Eu te amo, vivemos bem... Deixa essa gente de lado.
- Não é isso, fico triste com essa
sociedade... Sou um idiota mesmo, pede pizza.
- Hum... Não, você só é humano
demais!
Ruk foi até ele sentando-se ao seu
lado, tocou no seu rosto olhando-o nos olhos.
- E é por isso que eu lhe amo tanto!
- Eu também te amo! – Sorriu.
Os dois se aproximam e se beijam
carinhosamente.
- Pizza do que? – Ruk indaga,
sorridente.
- Rúcula! – Diz.
- Ergh! Tudo bem... Meia rúcula e
meia mussarela! – Diz.
Shibushi senta-se na cama mudando
seu humor, acabou sorrindo com a cara que Ruk fez, então o puxou mais uma vez na
sua direção lhe dando um beijo, que dessa vez demorou mais tempo para terminar.
Fim
Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!
*Se recuperando*
Finalmente, finalmente!!!!! *Feliz*
O QUE ACHARAM? Eu vou ficar muitoooo
triste se não receber um comentário final, em “Mundos” as pessoas que comentaram
a minha fanfic, nem fizeram um comentário final, fiquei chateada com isso! Eu me
dedico para escrever, quero comentários! (Será que é um pedido muito caro? Se
for... Então eu não peço mais). ;__;
Dedico esse último e sofrido
capitulo para todos que me ajudaram: Yume, Raíssa, Aya, Mey, Aika, Yuki, Bruna,
Bra, Sanae, Dark_Wolf, Natalia, Mild-Chan, Ana Felícia, Shinigami, Renata
Satsuki, Designer J, Jessy, Lila, Catarina, Litha, Patrícya, Luna, Yaleska,
Carolzinh@, Ritinha, e muitos outros. (Memória fraca é fogo >.<).
Não teve lemon entre Yuy e Ryori,
achei que o capítulo iria ficar muito forçado, pois já tem dois lemons! Acho que
ninguém iria agüentar!
Depois de muitos altos e baixos eu
terminei!!! Estou muito contente com isso! “Mundos” foi a melhor história que eu
criei.
Eu agradeço a Sanae, a Giselle e a
Bra Brief que desenhou os personagens de “Mundos”, eu adorei! Muito obrigada!!!!
O que acharam do Xyen? O que acharam
do Suka? O que acharam da morte do Rayzen? O que aconteceu com o Shell? Como
Ryori vai conseguir manter a paz voltando ser o líder do tráfico? Como Yuy vai
dividir seu amor com o seu trabalho? Ruk e Shibushi vão continuar nesse mar de
rosas? Nero vai continuar feliz e bonitinho?
Bom, pensem o que quiserem! Dêem
sugestões! Manifestem-se. Como esse é o comentário final da escritora posso
pedir isso, né?
Estava pensando em fazer um
especial, eles de férias numa casa de praia junto com o xyen? Não ia prestar...
o que acham? Ou acham melhor eu acabar logo com essa fanfic?
Valeu Yume por corrigir esse
capitulo.
Bom, é isso.
Ah! E obrigada por lerem.
19/10/2004
19:18 horas.
Por Leona-EBM