Campos de
Concentrações Japoneses
O médico japonês Ken Yuasa, cirurgião do Exército Imperial durante a Segunda Guerra, fez em 1994 denúncias que as autoridades de seu país evitaram comentar. Ele trabalhou na Unidade 731, a que se dedicava aos estudos da guerra bacteriológica e química que tentou aprimorar a medicina militar através de experiências em seres humanos vivos, realizando testes no norte da China, principalmente em Ping Fang, perto da cidade de Harbirt, na Mandchúria. Os americanos que ocuparam o país teriam concordado em não processar os chefes da unidade em troca de dados sobre as experiências. Os japoneses, por sua vez, nunca abriram investigações a respeito do polêmico "Auschwitz japonês", como a unidade 731 é chamada nas denúncias de Yuasa. Segundo Yuasa, o fundador da unidade 731, Shiro Ishii, expôs prisioneiros a doenças, ao gás mostarda, ao calor escaldante e a temperaturas bem abaixo de zero enquanto fazia anotações sobre suas reações até a morte. Um livro lançado pelo historiador americano Sheldon Harris estima que pelo menos 12 mil pessoas foram levadas à morte nesses laboratórios clandestinos. Em Unit 731, livro publicado em 1989, dois autores britânicos apresentaram novas provas de que prisioneiros de guerra ingleses e americanos na Mandchúria também receberam injeções de vírus mortíferos.