Rã-alerquim
Nome comum: Rã-alerquim
Nome
científico:
Atelopus varius spp., Atelopus zeteki
Família:
Bufonidae
Tamanho:
Atingem entre 3 e
5 cm.
Distribuição
geográfica: América
Central e América do Sul, principalmente na Costa Rica, Panamá, Equador e Colômbia.
Ambientes:
Vivem em altitudes entre 1.100 a 1.800 metros, em regiões com alto índice de
precipitação pluviométrica.
Hábitos:
Terrestres e noturnas. As rãs-alerquins aproveitam a água represada em plantas
e ocos de árvores. Estudioso verificaram a ocorrência de grandes bandos de fêmeas
vivendo reunidas; normalmente, os macho são solitários.
Longevidade:
Aproximadamente 6
anos.
Terrário:
Terrário com 80
cm x 40 cm x 60 cm (comprimento, altura, largura) é suficiente para manter 5 ou
6 animais. O substrato pode ser cascalho de rio, barks, litter, pó de xaxim,
musgo, etc, cascalho de rio coberto com musgo é uma boa opção. Na decoração
deve-se dispor pedras, galhos, troncos e plantas como bromélias outras epífitas,
trepadeiras em abundância etc, de modo que cada espécime possa se ocultar e
delimitar sua área de caça. A água é fundamental no terrário das rãs-alerquins,
é necessário um tanque com água relativamente profundo (cerca de 5 cm), com
rochas que se projetem para cima da superfície.Além de um tanque com pedras
que se projetem acima da superfície da água (para os animais descansem nos
intervalos entre os mergulhos), é preciso formar um canal de correnteza
moderada, com agitação leve e constante (impulsionado por uma bomba de aquário).
Além disso, é necessário borrifar o substrato regularmente, para garantir
alta umidade relativa do ar em todo o ambiente.
Temperatura:
Entre 18° e 22°C
(ar e água), baixando para cerca de 15°C (à noite).
Umidade:
Entre 80% e 100%.
Iluminação:
Fraca, apenas para manter as plantas. À noite as lâmpadas devem ser apagadas.
Alimentação:
Podem-se oferecer
vermes e insetos como moscas de frutas, pequenos grilos, Tenebrio molitor,
baratinhas, etc. Suplementos de vitaminas e cálcio são necessários. A
quantidade de alimento varia de colônia para colônia, e também em função
das condições do terrário (quando as temperaturas estão baixas, as rãs
comem menos). Os animais em fase de aclimatação podem recusar alimento; se
isto continuar acontecendo por mais de 2 ou 3 dias, convêm elevar um pouco a
temperatura; com isso, é praticamente certo que as novas rãs vão sair à
procura de presas. Antes de serem oferecidas, as presas podem ficar por alguns
dias num recipiente com grãos e suplementos de cálcio e vitaminas; assim, ao
serem devoradas, vão oferecendo os nutrientes necessários para a saúde e
vitalidade das rãs-alerquins.
Subespécies:
Atelopus
varius varius
(amarelo brilhante e preto), Atelopus varius loomisi (amarelo, laranja e
marcas dorsais pretas), Atelopus varius ambulatorius (creme e
preto), Atelopus varius subornatus (laranja e preto), Atelopus varius
bibroni (verde e preto) e Atelopus varius glyphus (amarelo, laranja,
azul e preto). Alguns biólogos não concordam com a classificação das subespécies,
entendendo a diversidade de cores apenas como variações regionais, definidas
em função da temperatura e umidade relativa do ar.
Dimorfismos
sexuais: Os
machos são menores que as fêmeas.
Reprodução:
Ocorre através
do amplexo sexual. No período reprodutivo, a fêmea recusa alimento e põe
centenas de ovos. Um tanque mais agitado e de maior profundidade (cerca d 15 cm)
parece estimular o acasalamento.
A
manutenção dos girinos é difícil (não há registro, no Brasil, de sucesso
na criação); na reprodução em cativeiro, vêm-se obtendo sucesso parcial
apenas com a Atelopus varius varius. As demais só acasalam no próprio
rio em que nasceram.
Mesmo
assim, as rãs-alerquins devem ser estimuladas a acasalar. Na natureza, os
casais se reúnem no fim da estação seca e podem passar até 3 semanas
“namorando”; ao final desse período, a fêmea terá botado centenas de
ovos. em cativeiro, baixa-se a temperatura em 2° ou 3°C por duas semanas, para
depois retornar à que os animais estão acostumados, reduzindo ligeiramente a
umidade do ar. Depois da fertilização dos últimos ovos, os machos precisam
ser novamente isolados.
Os
girinos nascem com cerca de 1 mm; com 7 mm, os jovens já exibem as manchas
coloridas. Entretanto, mesmo em alguns países em que há sucesso na reprodução,
é comum a morte da maioria dos filhotes.
Informações
adicionais...
Apesar
da semelhança de cores, tamanhos e formas, as rãs-alerquins não fazem parte
do grupo de rãs peçonhentas em que se enquadram os Dendrobates,
Minyobates, Epipedobates e Phyllobates,
as pequenas rãs que habitam as Américas Central e do Sul. As rãs-alerquins
copiaram as cores brilhantes das suas primas, numa tentativa de manter
predadores afastados, mas as toxinas presentes na sua pele não são suficientes
para matar ou neutralizar seus atacantes.
Ainda
se conhece muito pouco sobre essas rãs, classificadas apenas em 1940, mas sua
criação, cada vez mais popular nos EUA, México e alguns países europeus, vem
permitindo o aprofundamento dos estudos. Pro enquanto, ainda há muita confusão.
Apenas
as fêmeas mostram uniformidade de cores: os machos exibem tons e padrões que
variam de indivíduo para indivíduo.
Em
comum, sabe-se que as rãs-alerquins vivem em colônias “matriarcais”, que
reúnem somente fêmeas. Os machos, apesar de ficarem por perto, aproximam-se
apenas para o acasalamento. Nenhuma delas é muito hábil em escalar árvores,
preferindo, depois do ritual de acasalamento, botar os ovos na água de chuva
represada em plantas baixas ou na sua falta, em galhos à beira de rios.
Em
cativeiro, é preferível manter os animais separados por sexo, num grande e
largo terrário com uma divisória, para que todas as rãs estejam submetidas as
mesmas condições de ar e água, providência que pode facilitar
o acasalamento.
A luz
solar não pode incidir diretamente no terrário, porque provoca aquecimento
excessivo e estas rãs não toleram temperaturas elevadas, nem diferenças
grandes entre ar e água. O movimento constante em torno do terrário estressa
as rãs e causa diversas mortes.
Fotos:


