Nome comum: Perereca do pacífico
Nome científico: Hyla regilla
Família:
Hylidae
Tamanho:
Entre 6 e 8 cm. Em cativeiro ficam menores.
Longevidade:
Aproximadamente 10 anos.
Distribuição
geográfica:
Oeste dos EUA, desde o sul da Colúmbia Britânica até a fronteira com o México.
Podem ser encontradas nas ilhas do litoral californiano.
Ambiente:
Vivem em áreas gramadas, com folhas e galhos sob os quais possam ocultar-se,
sempre perto da água.
Hábitos:
São noturnas e os machos, territorialistas, passam a noite cantando para
defender a sua parte da lagoa. Apesar da grande habilidade de escalar árvores,
passam maior parte do tempo no chão.
Terrário:
Terrário com capacidade de 100 litros acomoda entre 6 e 8 animais;
preferencialmente, deve haver apenas um macho, ou espaços suficiente, com
barreiras visuais, para cada um demarcar a sua área. Um tanque cobrindo cerca
de metade da superfície serve para os banhos e para manter a umidade do ar. A
água deve ser limpa e levemente alcalina (pH 7.1 a 7.4 já é o ideal). O
substrato pode ser cascalho de rio natural, barks, pó de xaxim, etc, coberto
com folhas secas, musgos, etc. Como decoração use troncos, galhos, pedras,
algumas plantas também podem ser usadas, etc.
Iluminação:
Fraca e indireta, só para manter as plantas. As pererecas só cantam no escuro.
Temperatura:
Em torno de 22°C. Estas pererecas são muito resistentes ao frio.
Umidade:
Alta, 80%.
Alimentação:
Insetos, grilos, larvas de tenébrios, baratas, moscas de frutas, etc, que devem
ser complementados com suplementos de vitaminas e de cálcio.
Dimorfismos
sexuais: Os
machos são menores e apresentam uma mancha escura na garganta. Apenas os machos
cantam em dois tons.
Maturidade
sexual: Alcançam
a maturidade com um ano de idade.
Reprodução:
Sem contato sexual direto, acontece no ambiente natural, ocorre no final do
inverno. Os ovos eclodem em 3 ou 4 semanas, dependendo da temperatura da água.
Alimentação
dos girinos: São
herbívoros, comendo algas e folhas verdes micropicadas, pode ser dado também
ração para peixes vegetarianos.
Metamorfose:
Pode levar entre 4 e 6 meses; tem início quando os girinos atingem cerca de 3
cm.
Informações
adicionais...
O nome
desta perereca, Hyla regilla, deriva de duas palavras latinas: rex
e ila, que significam, respectivamente, real e pequeno. Hyla é um
vocabulário grego que significa floresta. Apesar disso, essa ra pequena e nobre
não se interessa muito em explorar os segredos da mata. Mesmo com uma excelente
capacidade para escalar – as pontas dos dedos são dotadas de ventosas, o que
lhes permite, por exemplo, subir com facilidade mesmo em superfícies verticais
de vidro - ela prefere ficar na
grama, procurando insetos rasteiros
para comer.
As
pererecas do pacifico podem ser identificadas pelos dedos largos e,
especialmente, pelas listras pretas que cruzam os olhos e estende-se até os
ombros. Além dessas características principais, pintas e manchas escuras podem
ser vistas nas costas e pernas, contrastando com a cor brilhante da barriga. A
cor varia entre o marrom-escuro e o verde elas
tem a capacidade de mudar de tonalidade em poucos minutos – de um tom quase
preto para um verde mais brilhante e cheio de pintas e manchas – o que
aproveitam para se proteger dos agressores e para agarrar suas presas.
Aparentemente, essa alteração está relacionada à variação de temperatura.
Os
machos são territorialistas; cada um mantém o seu próprio trecho de margem da
lagoa, no qual passa a noite coaxando em dois tons, exceto quando outro macho
adulto se aproxima; nesse caso, o coaxo passa a ter apenas um tom, conhecido
como “canto de chuva” nos EUA (o namoro das pererecas do pacífico ocorre no
período de chuvas, quando um número maior de animais se reúne junto às
lagoas e tanques, o que implica “invasões de território” mais constantes,
determinando o canto de alerta). Apesar de ser uma perereca pequena, a “voz”
dos machos pode ser ouvida a quilômetros de distância.
As fêmeas
são atraídas por esses “tenores”, mais cabe a elas a aproximação. Uma
vez escolhido o parceiro, a perereca salta para perto dele e precisa
literalmente “colar” no pretendente para ser notada.
Entre
março e maio (um pouco mais tarde em regiões montanhosas), a fêmea põe até
50 ovos, protegidos por uma substância gelatinosa e presos a um galho sobre a
água. O macho os fecunda na medida em que vão sendo expelidos. Na há contato
direto. Depois da postura, os pais não dispensam outros cuidados.
Os
girinos nascem em 3 ou 4 semanas; são acinzentados e podem-se observar os órgãos
abdominais sob a pele. Desenvolvem-se rapidamente, devorando grande quantidade
de plantas aquáticas que encontram na “maternidade”. Com isso, também é
grande a quantidade de fezes produzida, que servem de adubo, favorecendo a
germinação de novos brotos.
Quando
atingem cerca de 3 cm, tem início a metamorfose, com o desenvolvimento das
patas. No final da transformação, as jovens pererecas deixam de se alimentar;
nessa fase, o sistema digestivo está se adaptando para processar insetos,
alimentos dos adultos. A boca, por exemplo se alarga a ponto de permitir agarrar
presas quase tão grandes quanto a própria perereca.
Em função
da sua suscetibilidade a alterações da qualidade da água, a população de rãs
de todos os gêneros vem decrescendo em todo o mundo, mesmo em regiões
preservadas, principalmente em função das chuvas ácidas, produzidas em locais
poluídos e carregadas pelo vento. Outro motivo é a introdução de espécies
maiores e mais resistentes como a rã touro, criadas para abate. A perereca do
pacífico desenvolveu ao menos duas estratégias para escapar da extinção: a
habilidade de produzir fotolíase, substância que reduz a morte de embriões e
girinos, bem como as deformações no desenvolvimento, provocadas pela radiação
ultravioleta excessiva. A outra adaptação é um truque para escapar de
besouros, salamandras e outros animais que predam os filhotes: em vez de
depositar os ovos em lagoas e braços de rios, estas rãs o fazem em depósitos
de água temporários, que ficam secos no verão (quando as novas pererecas já
atingiram a idade juvenil); isso reduz sensivelmente o ataque de predadores.
Fotos:





