Monstro de Gila

 

Nome popular: Monstro de Gila, Gila monster

Nome científico: Heloderma suspectum sp.

Família: Helodermatidae

Tamanho: 50 cm. É o maior lagarto norte americano.

Distribuição geográfica: Sudoeste da América do Norte (EUA e México).

Ambiente: Regiões desérticas.

Hábitos: Principalmente noturnos e terrestres. Move-se lentamente, usando a língua para sentir cheiros deixados na areia e capturar as suas presas.

Longevidade: Chega aos 20 anos.

Terrário: Um terrário com no mínimo 1 m de comprimento, por 50 de largura por 50 de altura, acomoda um espécime. Deve ficar sempre fechada, pois apesar de lentos, eles podem escapar. Como decoração devem ser providenciados vários esconderijos, porque, na natureza, o monstro de gila passa o dia oculto em tocas subterrâneas. O substrato pode ser arreia grossa, barks, litter, jornal, folhas secas, cascalho etc. Na decoração pode-se usar galhos secos, troncos, rochas, cavernas etc. Não há necessidade de plantas.

Temperatura: 25°C. Uma lâmpada quente (incandescente, infravermelha, ou de cerâmica), pode-se usar também, rochas aquecidas, ou placas de aquecimento também, que deve ser instalados num dos cantos do terrário, para proporcionar áreas mais aquecidas. No inverno, a temperatura deve ser reduzida. Banhos de luz ultravioleta são necessários.

Alimentação: Eles comem aves, outros lagartos e todos os ovos que conseguirem encontrar no seu caminho. Também aceitam camundongos e outro roedores, para variar o cardápio. Em cativeiro pode ser dados camundongos, ratos, vivos ou previamente abatidos, ovos, pedaços de carnes etc, a dieta deve ser enriquecida com suplemento de vitaminas e cálcio. Animais coletados em seu habitat podem recusar alimento.

Dimorfismos sexuais: Inexistentes visualmente. A determinação do sexo pode ser feita em grandes viveiros, observando-se o comportamento doa animais na estação de acasalamento (que ocorre no verão); mesmo assim, não são todas as fêmeas que cruzam anualmente. Pode-se também usar sexadores para descobrir o sexo do animal.

Reprodução: Machos e fêmeas tornam-se mais ativos com a elevação da temperatura, e passam a investigar todo o movimento ao seu redor. Uma vez formado, o par vai se ocultar e realizar o coito.

Postura: Depois do acasalamento, o macho deve ser retirado antes que a fêmea ponha os ovos (o que pode levar uma ou duas semanas), para impedir ataques. A mãe oculta os ovos sob a areia.

Incubação: Por volta de 1 mês depois da postura, nascem os novos lagartos. A cada ninhada, nascem de 3 a 15 filhotes.

Observações: Embora os monstros de gila vivam no deserto, eles não apreciam muito o calor: a cor predominante que apresenta - o preto, apesar de combinada com o amarelo, rosa ou laranja - resplandece ao sol, o que provoca o aquecimento excessivo do corpo. Na natureza, durante os meses mais frios, eles ficam hibernando; nos meses mais quentes, exibem hábitos noturnos e , no restante do ano, ficam ativos durante o dia.
 Durante os meses de inverno, quando se mostram monos ativos e as presas e ninhos escasseiam, utilizam a gordura que acumulam na cauda larga e alongada (correspondente a um terço do comprimento total).
 Os monstros de gila, os maiores lagartos que habitam o território norte americano, são venenosos. Além deles, os únicos lagartos da terra capazes de matar seres humanos são os seus primos da espécie Heloderma horridum sp. Esses são alguns dos fatores que chamaram a atenção de zoólogos e criadores.
 Ao contrário das cobras, os monstros de gila inoculam a sua peçonha com os dentes da mandíbula. São dois grandes incisivos muito afiados. Eles não são capazes de dar mordidas secas: sempre que mordem, inoculam veneno. Os efeitos são imediatos e bastantes dolorosos, apesar de não necessariamente fatais. Um monstro de gila morde para se defender a afastar possíveis invasores; só ataca animais maiores do que ele quando se sente acuado ou quando está ferido. Os monstros de gila são animais gregários; vivem em bandos organizados hierarquicamente (existe sempre um macho dominante). Dificilmente verificam-se brigas por território, porque estes animais não são caçadores por excelência; antes, identificam uma "refeição" com sensível olfato e ficam à espera de que a presa indefesa se aproxime.
 Os animais nascidos no ambiente natural podem apresentar dificuldades para se adaptar ao cativeiro,por vezes recusando-se a comer. os que já nasceram em cativeiro, por outro lado aclimatam-se rapidamente em novos ambientes,podendo ser mantidos sozinhos ou em grupos. Nesse caso, a única providencia a ser tomada é separar as fêmeas chocas, para evitar ataques de outros animais: os monstros de gila adoram ovos, e alguns animais coletados em seu habitat não aceitam outro alimento.
 O ciclo reprodutivo das fêmeas parece estar relacionado com a quantidade de alimentos e minerais armazenados em seu organismo; quando as reservas estão baixas, elas não atraem os machos para acasalar, o que ocorre, em condições normais, uma vez por ano. Depois da cruza, as fêmeas demoram de 3 semanas a 2 meses para botar os ovos; no terrário, uma quantidade maior de areia umedecida, parcialmente escondida por pedras, certamente será o local escolhido para a desova. Dependendo da idade da mãe e das suas reservas energéticas, podem ser postos entre 3 e 15 ovos, que são protegidos por uma membrana firme. Os filhotes nascem por volta de 4 semanas depois da postura, medindo cerca de 10 cm.
 Dois fatores vem prejudicando a sobrevivência dos monstros de gila: a ampliação das áreas irrigadas para a lavoura - o que determina a redução do seu território - e o consumo de sua carne (que teria efeitos afrodisíacos). No estado do Arizona (EUA), onde se encontram as maiores populações, a coleta é proibida por lei. Somente podem ser comercializados animais nascidos em cativeiro.
 A família Helodermatidae a que pertence o monstro de gila, há somente duas espécies que compõem esta família e mais as subespécies.
 É um dos lagarto mais raros e caros também e o seu preço pode alcançar até 6500 dólares.

Fotos: 1



Heloderma suspectum suspectum


Heloderma suspectum cinctum 



Heloderma horridum



Heloderma horridum alvarezi

 

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