Distribui��o geogr�fica: Ilha de Madagascar (sudeste africano).
Ambiente: Florestas tropicais.
H�bitos: S�o animais terrestres e diurnos, usando as folhas ca�das
para se ocultarem. S�o bastante �geis, mas muito t�midos.
Terr�rio: Terr�rio com capacidade de 30 litros � suficiente, para
abrigar 6 r�zinhas.Como decora��o
use muitas plantas, peda�os de c�rtex de �rvores e um tanque para banhos, com
�gua sem cloro. Alguns galhos devem ser colocados no tanque de modo a formar
esconderijos sob a �gua. O substrato pode ser cascalho de rio, barks (casca de
�rvore), litter, p� de xaxim, cobertos com musgos ou folhas secas.
Ilumina��o: Moderada, com l�mpadas ultravioleta.
Temperatura: Entre 20�C e 25�C. s�o bastante resistentes ao frio,
dispensando por isso a instala��o de aquecedores.
Umidade: Alta, 80%.
Alimenta��o: Pequenos insetos, como grilos rec�m-nascidos, moscas de
frutas (Dros�filas), mosquitos, larvas de ten�brios, cupins, etc, que devem
ser oferecidos vivos. Deve-se suplementar a dieta com complementos vitam�nicos
e minerais. Sob baixas temperaturas, as mantellas requerem uma quantidade menor
de alimento. Em casas especializadas, pode-se comprar col�nias de insetos, mas
existe uma forma mais pr�tica e econ�mica para conseguir alimentos: basta
deixar um peda�o de fruta, como banana ou ma��, exposto e que em pouco tempo
ser� poss�vel coletar um bom n�mero de dros�filas. Para os esp�cimes
jovens, pode-se oferecer as larvas das dros�filas, depositadas nas frutas.
Dimorfismos sexuais: Os machos gritam alto, para atrair as suas parceiras. A
diferencia��o � mais f�cil na �poca do acasalamento, quando as f�meas,
carregadas de �vulos, apresentam-se mais encorpadas.
Reprodu��o: As mantellas s�o ov�paras. A fecunda��o � externa e
ocorre depois do amplexo nupcial. O tempo de incuba��o � de 10 dias. Os ovos,
ocultados em esconderijos subaqu�ticos ou � tona d� �gua, s�o protegidos
por um cord�o gelatinoso. E a quantidade de filhotes fica entre cerca de 20
girinos, que devem ser retirados do terr�rio. A quantidade de ovos varia de
acordo com a idade da f�mea.
Alimenta��o dos girinos: A dieta � vegetariana. Algas ou musgo no tanque suprem as
necessidades nutricionais. Pode-se oferecer alimentos floculados para peixes
herb�voros.
Observa��es: De acordo com a regi�o em que vivem, as mantellas douradas
podem apresentar tonalidades mais avermelhadas, sempre muito brilhantes.
Entretanto, trata-se apenas de diferen�a de pigmenta��o: as temperaturas
elevadas estimulam a produ��o de melanina, tornando os animais mais vermelhos,
o que pode ser comprovado inclusive em cativeiro. Durante o inverno, as
mantellas douradas tornam-se manos �geis e podem recusar alimento; por�m
quando chega a primavera, mostram-se bastante vorazes e demandam grande
quantidade de alimento, necess�ria para a produ��o de �vulos e espermatoz�ides.
As mantellas douradas s�o
muito resistentes ao frio, s� necessitando de fontes de calor em regi�es de
temperaturas muito baixas; entretanto, o calor excessivo pode desidrat�-las com
facilidade. Os animais doentes recusam alimentos e passam muito tempo imersos na
�gua. N�o se recomenda o
manuseio freq�ente de qualquer anf�bio e as mantellas douradas, devido ao seu
tamanho reduzido, requerem ainda mais cuidado, porque podem ser feridas com
qualquer movimento mais brusco. Esses animais tem a pele muito sens�vel e
qualquer toque pode contamin�-la com fungos ou v�rus. Sempre que for necess�rio,
pegue-as comas m�os �midas. Grupo de 4 a 6 esp�cimes
podem ser mantidos num terr�rio pequeno, com substrato de cascalho de rio
decorado com plantas e folhas largas, para que os animais possam se ocultar
sempre que se sentirem amea�ados. Alguns criadores sugerem que o tanque para
banhos seja relativamente profundo (cerca de 5 cm de altura), com agita��o
leve. Na �poca do
acasalamento, deve-se oferecer uma quantidade maior de alimentos e, caso seja
necess�rio, aumentar ligeiramente a temperatura ambiente. O macho come�a a
emitir gritos agudos e se a f�mea mostrar disposta, caber� a ela a aproxima��o.
Em seguida, o casal vai se ocultar, procurando um esconderijo para os ovos, que
geralmente s�o depositados dentro da �gua ou na margem do tanque; ao nascerem,
10 a 12 dias depois, os filhotes v�o mergulhar e iniciar o seu desenvolvimento. Sugere-se a separa��o
dos girinos, para evitar que sejam devorados pelos adultos. Os filhotes devem
ser colocados num recipiente de vidro ou pl�stico, com cerca de 2 cm de altura
de �gua e repleto de musgos ou algas, fonte de alimento. Ra��o para peixes
herb�voros tamb�m podem ser oferecida. A metamorfose tem in�cio
com 4 semanas de vida a partir da�, o n�vel de �guadeve ser progressivamente reduzido. Quando os esp�cimes come�am a
atingir a superf�cie da �gua, deve-se inclinar o recipiente para que eles
possam ter acesso ao solo seco. As mantellas jovens (que
ainda n�o completaram a sua metamorfose) s�o muito pequenas, mas, apesar
disso, requerem uma grande quantidade de larvas e ovos de dros�filas. Com cerca
de 8 meses de idade, as r�s podem come�ar a receber insetos maiores (como
cupins, por exemplo). Quando completam 1 ano de idade, as mantellas atingem o
seu amadurecimento sexual. Um arranjo alternativo
para a cria��o das mantellas � a utiliza��o de um tanque maior, que
comporte entre 15 e 20 animais. Os ovos ocultados pelos pais, podem ser deixados
no pr�prio terr�rio, sem quaisquer cuidados. Alguns girinos conseguir�o
encontrar alimento suficiente e atingida a maturidade, v�o se espalhar pelo
ambiente e reunir-se � col�nias j� formadas. Diversas novas esp�cies
do g�nero Mantella v�m sendo coletadas nos �ltimos anos, o que pode
determinar uma revis�o completa da classifica��o taxon�mica das mesmas. Estas
r�s foram recentemente inclu�da no CITES.