Jabuti de pata amarela 

Nome popular: Jabutitinga, jabuti sul-americano, jabuti da amazônia. 

Nome científico: Geochelone denticulata 

Ordem: Chelonia

Família: Testudinidae

Origem: Noroeste da América do sul a leste dos Andes.

Tamanho: A carapaça mede de 50 a 60 cm.

Velocidade: Estes animais levam cinco horas para percorrer 1,5 quilômetro. 

Longevidade: Em media, vive 80 anos, alguns espécimes ultrapassam um século de vida. Depois de adultos, é praticamente impossível identificar a idade de um jabuti pela a aparência.

Temperamento: Manso e dócil, aceita ser afagado. Quando sente a aproximação de um predador ou pressente algum perigo, põe as patas, cabeça e cauda dentro do casco, permanecendo inerte como se estivesse morta.

Hábitos: De hábitos diurnos e gregário, passa o tempo em busca de alimento. Provavelmente, é o mais lendo animal entre os vertebrados.

Acomodações: Para os filhotes basta um caixote com no mínimo 10 vezes o tamanho da carapaça. O substrato pode ser de praticamente qualquer coisa, como de terra, areia, grama, mas nunca de cimento, porque machuca os pés e o casco dos animais. Os adultos podem ser criados recintos aberto, tomando muito cuidado com animais como cães e gatos, a baixa temperatura e desníveis do terreno, para que eles não virem de cabeça para baixo, o que poderia ser fatal se ninguém ver a tempo. Deve ter um tanque raso para que eles entrem dentro para se refrescarem.

Temperatura: Abaixo de 15 °C, o metabolismo dos jabutis se reduz suficientes e eles se tornam mais suscetíveis a doenças, portanto, em regiões mais frias estes animais precisam ficar protegidos durante o inverno.

Alimentação: O seu prato predileto são as frutas, legumes, verduras e são especialmente atraídos por alimentos vermelhos e amarelos. Não são extremamente herbívoros, mas a sua lentidão impede a perseguição de presas, só comem animais mortos que encontram no caminho, ou carne e neonatos de camundongo em cativeiro. Alimentação inadequada, especialmente sem fontes de cálcio, é responsável por cascos moles e deformações. Pulverizar a comida com cascas de ovos em pó corrige esse problema. O mais indicado para esses animais é ração feita própria para ele, (hoje em dia encontrado em algumas lojas especializadas) ela já vem com todas as vitaminas necessárias para os jabutis, e tem para filhotes e adultos. 

Iluminação: Os jabutis passam longas horas tomando banho de sol, mas em seu viveiro deve Ter partes com sombras, para eles controlarem a temperatura corporal.

Maturidade sexual: Por volta dos 4 anos.

Dimorfismos sexuais: Uma das principais características é o plastrão (escudo ventral), que nos machos é côncavo e nas fêmeas é convexo. Isso facilita o procedimento da cópula, de modo que o macho possa encaixar-se sobre a fêmea. A cauda dos machos é maior que a das fêmeas. O orifício cloacal nos machos esta situado mais afastado do plastrão que nasF6emeas. Em função das fêmeas porem ovos, suas placas anais formam um ângulo mais pronunciado que nos machos, facilitando assim a saída dos ovos, no momento da postura.

Reprodução: É importante que os machos sejam bem maiores do que as fêmeas, para que no momento da cópula consigam conter a fêmea pressionando-a contra o solo e procedendo efetivamente a cópula, pois se os machos forem do mesmo tamanho ou menores, o que geralmente acontece é a fêmea começar a andar obrigando o macho a fazer o mesmo, o que dificulta ou mesmo inviabiliza a cópula.
A fêmea bota os ovos cerca de 2 meses depois da cópula. Têm-se observado posturas pouco numerosas, compostas por aproximadamente 6 ou 7 ovos, mas alguns criadores mencionam posturas de 15 a 20 ovos. Os ovos devem ser incubado em uma incubadora( veja parte como faze-la, na parte de incubadoras), a uma temperatura de 28°C. Os ovos devem ser transportado para as incubadoras na mesma posição que foram botados. A eclosão ocorre entre 6 e 9 meses.

Cuidados com os filhotes: Os novos jabutis devem permanecer isolados num ambiente fechado, com temperatura em torno de 26°C. Água fresca é fundamental, mas não é necessário oferecer alimentos. Até completarem um mês de idade, eles se nutrem do violeto que fica reservado. Depois disso, já podem ser reunidos aos animais adultos.

Doenças: Os principais problemas que afetam a saúde dos jabutis estão relacionados à falta de raios UVA e UVB (que pode podem ser ministrado colocando-os no sol, ou Lâmpadas do tipo Reptile Day Light ) e muito frio e muita umidade eles podem contrair pneumonia, doença fatal em muitos casos. Animais doentes recusam alimentos, ficam quase imóveis, têm dificuldade de respirar e seus olhos e nariz se enchem de secreção.

Observação: Esta espécie caracteriza-se por uma coloração em geral mais clara que a precedente. A denominação denticulata provém dos dentículos que os filhotes apresentam nas bordas das escamas marginais da carapaça. A designação "Jabuti" é utilizada para designar todos os répteis da Ordem Quelônios que se adaptaram à vida terrestre. Para tanto, desenvolveram patas redondas e sólidas, o que lhes permitem caminhar em terra firme, apesar de com extrema lentidão. À medida que os animais vão se desenvolvendo, perdem os dentículos, mas conservam o colorido amarelo.
É nitidamente maior e mais robusto que Gechelone carbonario. É na verdade a maior espécie de jabuti da América do sul e habita florestas densas. Sua manutenção também requer grandes espaços, observando-se todos os cuidados com o tipo de piso e temperatura, uma vez que também são animais usualmente mantidos em recintos abertos. Estes jabutis adaptam-se com facilidade a hábitos de rotina. Se os alimentos forem oferecidos sempre na mesma hora, eles deixarão os esconderijos no momento exato das refeições.
Os jabutis não possuem dentes. No lugar deles, há uma placa óssea que funciona como uma lâmina. 
Não existe restrições legais para manter um jabuti, para a criação extensiva entretanto é necessária a autorização do ibama.

Fotos:


Jabuti de pata amarela filhote


Jabuti de pata amarela recém nascida

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