Controle dos animais

  

 

 Os répteis são animais sensíveis. Os cuidados e observações devem ser diários, para prevenir situações irreversíveis. Saber diferenciar um réptil sadio de um doente é a distância entre o sucesso e o fracasso. Nos estágios iniciais, a possibilidade de cura de uma enfermidade é muito maior. Alguns sinais clínicos não são tão evidentes e devem ser observados por olhos atentos:

·        À perda de apetite (anorexia) – é fácil de ser percebida quando se conhece os hábitos e      freqüência alimentar da espécie. As causas para a perda do apetite são diversas e podem estar  relacionadas às condições inadequadas do cativeiro (temperatura, umidade, fotoperíodo), captura e  contenção excessivas, não adaptação alimentar e doenças. Em algumas situações recomenda-se variar  o cardápio para estimular o apetite. O metronidazol (Flagyl) é sugerido como estimulador do apetite  em cobras anoréticas, ainda que não tenha sido comprovado o mecanismo para esta ação.

·         À perda de peso – o emagrecimento é uma conseqüência natural de perda de apetite. Nas cobras, nota-se uma redução da massa muscular dorsal como resultado do catabolismo protéico. Não se deve deixar para iniciar o tratamento quando o estado de debilidade é tão intenso a ponto de torna-se irreversível. Para certifica-se do emagrecimento, recomenda-se pesar o animal doente periodicamente, cuidando para que o manejo intensivo e o estresse não venham agravar ainda mais o quadro clínico. A pesagem pode ser feita em caixas próprias , sem que haja necessidade de captura e contenção física do paciente.

·        À apatia – um réptil excessivamente quieto ou imóvel por longo tempo pode estar doente.

·        À diarréia – animais com fezes excessivamente amolecidas devem ser examinados quanto a possibilidade de infecção gastrointestinal. A diarréia prolongada leva à desidratação e à morte.

·        Ao vômito – poderá ocorrer vômito nas seguintes situações: cobras que são manejadas no período de 5 dias após alimentarem-se; quando a temperatura corpórea não estiver adequada para o processo de digestão; e em infecções por protozoários gastrointestinais (Entamoeba invadens e Cryptosporidium sp.) e bactérias; e, ainda, no caso de obstruções gastrointestinais.

·        À constipação – a freqüência com que os répteis defecam depende do tipo de alimento oferecido, da temperatura corpórea e do tempo da última refeição. Manter o controle destas informações pode ser bastante útil no pronto reconhecimento de um animal doente.

·        À sialorréia (salivação excessiva) – a sialorréia e a presença de muco na boca pode significar um processo infeccioso na cavidade oral.

·        À desidratação – o nível de hidratação do organismo pode ser determinado pela elasticidade da pele e pela posição do globo ocular. Um animal desidratado apresenta a pele flácida que, quando puxada, retorna lentamente à posição normal. Os olhos ficam fundos e perdem o brilho.

·        À olhos opacos – durante o processo de troca de pele nas cobras, os olhos tornam-se esbranquiçados.  Esta é a fase em que a pele do corpo começa a se desprender e igualmente nos olhos ocorre a substituição da “lente ocular”. Se a troca desta lente não ocorrer ou for incompleta, é necessário auxílio na remoção.  

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