Anole verde

 

Nome popular: Anole verde ou green anole

Nome científico: Anolis carolinensis

Família: Iguanidae

Distribuição geográfica: EUA (da Carolina do Norte à Florida e de Oklahoma ao Texas). Foram introduzidos pelo homem em vários outros ambientes, adaptando-se bem em regiões de temperaturas elevadas.

Tamanho: Entre 7 e 12 cm. O tamanho médio varia de acordo com a região em que vivem.

Longevidade: Em condições adequadas, estes lagartos atingem 4 anos de vida em cativeiro; no ambiente natural, não foi definido o período médio de vida, em função do alto nível de predação da espécie.

Ambiente: Bosques abertos, com árvores e arbustos em abundância.

Hábitos: São lagartos arborícolas, diurnos, normalmente observados em árvores, arbustos, plantas trepadeiras e, com o avanço das casas e fazendas no seu ambiente natural, também sobre cercas e telhados baixos. Os anoles passam várias horas imóveis, tomando sol trepados num galho ou na parede.

Temperamento: Os espécimes machos são territorialistas, mostrando-se bastante agressivos quando um outro indivíduo invade a sua área de coleta de alimento: comprimem o corpo, inflam a papada e agitam energicamente a cabeça. Se não conseguem afugentar os intrusos, entram em violentos combates com ele.

Terrário: Apesar de pequenos, em cativeiro, requerem espaços bastante grandes, para um grupo de 5  lagartos, a largura do terrário deve ter mais de 6 vezes o comprimento de um animal. Terrário com 60 x 40 x 50 cm comporta de 4 a 5 anoles (apenas 1 macho). O terrário deve ficar permanentemente fechado, pois esses lagartos escalam praticamente todas as superfícies, e o  terrário precisa ser alto o suficiente para permitir a instalação de algumas rochas e galhos. Na decoração deve ser colocados plantas e galhos, para os lagartos escalarem. O substrato pode ser folhas secas, pó de xaxim, litter, cascalho de rio natural, barks (casca de árvore), etc. Caso não haja galhos, os anoles vão ficar em posição vertical, grudados no vidro; nessa posição, morrem em pouco tempo. Forneça-lhes água borrifando-a no terrário, pois eles não costumam beber em potes ou em qualquer coisa do tipo.

Temperatura: Próxima dos 30ºC, reduzindo-se ligeiramente à noite.

Alimentação: Os anoles-verdes são insetívoros, alimentando-se na natureza de grilos, baratas, lagartas e mariposas etc, pequenas aranhas também fazem parte do seu cardápio. Em cativeiro podem ser alimentados com grilos, baratas, etc. As larvas de tenébrios não são recomendados, porque os anoles não conseguem digerí-los. Como complemento, pode ser oferecido purê de frutas (similar aos alimentos oferecidos para bebês), um bom substituto para o néctar ingerido na natureza. A dieta deve ser complementada com suplementos de vitaminas e cálcio.             

Iluminação: Forte, a iluminação adequada precisa emitir os raios UV-A e UV-B, pois os raios UV-B, que ajudam a fixar o cálcio no esqueleto dos animais. Uma boa opção são as lâmpada Reptile Day Light que emitem raios UV-A e UV-B, que devem ficar ligadas de 10 a 12 horas diárias.

Umidade: Cerca de 70 % à 85%. Borrife o terrário 2 vez ao dia, de preferência pela manhã e mais a tarde.

Dimorfismos sexuais: Os machos são bem maiores e apresentam uma grande “papada” rosada, utilizada para corte e defesa do território.

Reprodução: O acasalamento ocorre durante vários meses, a partir do fim da primavera até o inicio do outono. Os machos se exibem para as suas parceiras com os mesmos movimentos usados para afugentar invasores: agitam a cabeça e inflam a papada. É posto um ovo por vez, que é rapidamente oculto sob as folhas.

Incubação: Difícil em cativeiro, em função da fragilidade dos ovos.

Observações: Os anoles verdes trocam de pele várias vezes por ano, em intervalos irregulares, de acordo com a maior ou menor exposição ao calor.  
Freqüentemente confundidos com os famosos camaleões, os anoles-verdes são pequenos lagartos arborícolas nativos do sudoeste dos EUA e de algumas ilhas do Caribe. Bastante resistentes, podem ser encontrados em diversas regiões d clima quente das América do Norte e Central, nas quais foram introduzidos posteriormente. Sua capacidade de escalar determinou a sua perfeita adaptação a áreas suburbanas, onde são vistos em muros, cercas, quintais e até mesmo dentro das casas; a salvo de predadores, como as aves e gatos, e também dos simplesmente e curiosos cães.  
Estes animais se distinguem pelo corpo fino e a longa cauda que apresentam. Da mesma maneira que os camaleões verdadeiros, os anoles- verdes conseguem mudar de cor, mas limitam-se aos tons de verde, amarelo, cinza e marrom. Os anoles- verdes não conseguem imitar a cor do ambiente; a tonalidade da pele se altera de acordo com a quantidade de luz e calor a que estão expostos e, no caso dos machos, na presença de um invasor. Os espécimes saudáveis, quando não estão assustados, exibem a cor verde brilhante em todo o corpo, com exceção da garganta, que é rosada. Os machos exibem uma bolsa na garganta, formando uma papada, que é utilizada tanto para o namoro, quanto para as disputas por território.  
Animais ágeis e muito ativos, a natureza desenvolveu, nos anoles-verdes, almofadas plantares especiais, que lhes permitem escalar, correr ou grudar-se em praticamente qualquer superfície. Outra adaptação evolutiva é a cauda extremamente frágil, que se desprende do corpo quando o lagarto está sendo perseguido por um predador, permanecendo com movimentos por alguns minutos, tempo suficiente para o anole escapar; uma nova cauda cresce em pouco tempo, geralmente mais curta do que a original.    
Ao contrário de outros lagartos criados em cativeiro, não devem ser manuseados, amenos que tenham sido acostumados desde filhotes. Mesmo que aparentemente eles estejam contentes em passear pela mão de uma ser humano, na verdade, estão em alerta; o calor e a textura é muito agradável para eles, mas os movimentos, mesmos mínimos, são identificados pelas suas patas sensíveis. Uma vez que é caçado por diversas espécies (inclusive outros lagartos), o anole é assustadiço é um animal para ser visto a admirado nos seus movimentos e trocas de cor, e não para serem tocados.  
Outra providência na criação é permitir que o animal descanse por 12 a 14 horas diárias, com as luzes apagadas.  
Dois machos não devem ser reunidos num mesmo terrário, porque certamente vão disputar o território até a morte de um dos combatentes. As fêmeas, ao contrário, podem ser reunidas em grupos, do qual um macho pode também fazer parte.  
Estes lagartos são um dos animais mais baratos nos EUA chegado a custar até mesmo 2 dólares, o preço deles é baixo pois dois motivos básicos: um porque eles são muito comuns e são encontrados facilmente em quase todos os locais e outra é que muitas das pessoas usam estes lagartos para alimentar filhotes de milksnakes e kingsnakes (cobras do gênero Lampropeltis sp.) pois estas obras quando são filhotes preferem se alimentar ou de lagartos ou de outras cobras, e a medida que elas crescem elas começam a pegar camundongos, por estes dois motivos que estes lagartos são baratos nos EUA.

Fotos:

 

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