Notícias
Mordida de formiga chega a 100 km/h
| Quinta, 22 de agosto de 2006 |
|
Formigas da espécie Odontomachus bauri , mais conhecidas como formigas-de estalo, mordem a uma velocidade de 100 km/h – ou 2,3 mil vezes mais rápido que um piscar de olho, revelaram imagens digitais em alta velocidade.
A nova medição deu a essas criaturas, nativas da América do Sul e Central, o recorde de rapidez com que um animal move suas partes do corpo. |
 |
As fotos mostraram ainda que as formigas usam a mandíbula para outros fins além de proferir mordidas com uma força 300 vezes maior que o peso do seu corpo.
Mordendo o chão, elas são capazes de arremessar a si mesmas para fugir de perigos iminentes.
Física
A pesquisadora Sheila Patek, da Universidade da Califórnia, Berkeley, disse que é tudo uma questão de "física simples".
"As mandíbulas destas formigas são relativamente curtas. Desferem mordidas poderosas porque conseguem acelerar muito rapidamente", disse a pesquisadora, que fez suas pesquisas de campo na Costa Rica e as publicou na revista Proceedings of the National Academy .
O co-autor do estudo, Andy Suárez, da Universidade de Illinois, explicou o mecanismo pelo qual as formigas se "auto-arremessam" para fugir de algum perigo.
"Se elas mordem alguma coisa muito dura para ser esmagada, o impacto as precipita para cima", disse o cientista.
Este efeito rebote projeta o inseto em um vôo breve e acidental, que termina em um pouso forçado alguns centímetros adiante.
A jornada pode parecer caótica e desconfortável, mas as formigas são leves demais para se ferirem nesta desventura.
Na verdade, a doutora Patek e sua equipe agora comprovaram que elas às vezes realizam vôos voluntariamente.
A manobra permite às formigas escapar de predadores como lagartos, que atacam rapidamente e não se intimidam com as ferroadas.
Além disso, o “efeito-pipoca” de várias formigas pulando ao mesmo tempo pode servir para confundir outros animais.
"Os resultados nos mostram maneiras surpreendentes e interessantes como um único sistema mecânico pode ser usado para comportamentos tão distintos", afirmou a pesquisadora.
Fonte: BBCBrasil.com
Voltar à página principal