EFEITOS NOCIVOS DAS
DROGAS NO ORNANISMO

 

MACONHA

Possui efeito altamente nocivo, principalmente sobre a memória, a coordenação motora, o humor, o equilíbrio, a capacidade de aprendizagem, a sensação de tempo, distância e visão, a autopercepção e o sono. O uso crescente, pode causar grande ansiedade, perda de apetite, insônia, desorientação, exaustão e depressão e causa danos aos sistemas reprodutor e glandular, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial.

O usuário da maconha se caracteriza por mudanças de humor, torna-se instável, esquecido, sonolento, negligente, e apresenta baixa produtividade.

 

COCAÍNA

Esta droga estimulante causa euforia, aumento aparente de energia, com consequente diminuição de fadiga, fome, sono e após o seu efeito ocorre uma depressão profunda, que pode levar até a suicídios, além de agressividade, desconfiança, alucinação e perda de controle.

A utilização da cocaína produz sinais externos como coriza, lacrimejamento, espirros, fungados, respiração difícil, tremores nas mãos, inquietação, convulsões e perda de consciência.

No trabalho, há baixa produtividade, mudança de personalidade, como humor instável, tornando-se difícil de tolerar, por ser temperamental, especialmente quando não tem a droga para usar.

O uso de cocaína pode causar a morte por ataque cardíaco, crise respiratória ou convulsões.

Há uma desintegração familiar, pessoal e social, especialmente dado o alto custo do vício, o que leva o usuário à prática de atos ilícitos para obtenção de quantidades cada vez maiores da droga.

 

MERLA

Merla é o processo de destilação da folha da coca. Geralmente realizado em laboratórios localizados na selva boliviana, resulta na obtenção da pasta base, a principal substância para o refino da cocaína. A transformação da pasta base em merla é um processo razoavelmente simples e ultra rendoso. Com alguns conhecimentos repassados pelos próprios vendedores da pasta, um bom "cozinheiro", como é chamado, o processador pode transformar um quilo de pasta em quatro de merla. Como se não bastasse os malefícios da coca, o processo de transformação inclui substância como solução de bateria, ácido sulfúrico, querosene, barrilha e outros.

A droga e repassada em latinhas de 225g, o que dá mais ou menos 30 doses. Cada dose é adicionada ao cigarro. A inalação da fumaça tem os mesmos efeitos da cocaína.

 

CRACK

É o nome dado a cocaína transformada com o uso de soda cáustica ou bicarbonato de sódio, para se tornar própria para fumar. Pode atingir um grau de pureza de ate 90%, e é cinco vezes mais potente que a própria cocaína e produz dependência com muita facilidade e quase que imediatamente após seu primeiro ou segundo uso.

O nome deriva do próprio verbo "to crack", em inglês, que significa dar pequenos estalidos, quando o calor atinge o bicarbonato de sódio, ao ser fumado.

Ao ser usado, o crack produz vapores que atingem a corrente sangüínea, após cruzarem os pulmões, rapidamente e de forma concentrada.

Inicialmente dá ao usuário uma sensação de confiança em si mesmo, de poder e excitação.

Após seu uso regular, segue-se um período de depressão ou queda, com depressão extrema, paranóia, irritabilidade e outros sintomas. Podem se tornar violentos com todos e suicidas potenciais.

 

VOLÁTEIS

Infelizmente há grande quantidade de inalantes e solventes nesta categoria, seja como anestésicos-clorofórmicos, éter, etc., ou uma série de produtos industriais - cola de sapateiro, de aeromodelismo, para carpetes, soluções para limpeza, fluídos para isqueiros, tintas, aerosóis e derivados de petróleo. todos são depressores do Sistema Nervoso Central.

Por serem lícitos, são adquiridos por baixo preço e com facilidade e são fáceis de dissimular, dado o seu uso comum e são preferidos por crianças e adolescentes de baixa renda.

Produzem euforia, desinibição das percepções, alterações cardíacas e depressão respiratória que podem culminar com a morte.

Trazem insensibilidade à dor, fome e cansaço.

 

OPIÁCEOS

Estas drogas são poderosíssimas e muitos de seus derivados são utilizados para fins médicos, por serem analgésicos com aplicação em pessoas cancerígenas, queimadas, ou para sofrerem intervenção cirúrgica. Eles servem para diminuir, enfraquecer e deprimir a atividade geral do cérebro e por isso são chamadas drogas depressoras. O seu uso deixa as pessoas sedadas, relaxadas, moles e se desligam dos problemas, sentindo-se mais à vontade em situações difíceis.

Os opiáceos, em razão de produzirem dependência física e psíquica, aliada à tolerância, que faz o usuário aumentar as doses continuamente, têm potencial de produzir o efeito de super-dosagem, ou seja, a "overdose", a qual provoca náuseas, vômitos, respiração alterada, convulsões, estado de coma e até morte.

 

MEDICAMENTOS

Muitas substâncias utilizadas na medicina contêm excipientes que podem causar dependência física e psíquica, além de poderem causar a morte, além de outros efeitos colaterais diversos. Os calmantes, por exemplo, são oriundos do diazepan e este e seus derivados (os benzodiazepínicos) são usados para controlar a ansiedade, sendo assim, chamados ansiolícitos.

O uso ocasional, por recomendação médica, pode ser útil, mas torna-se perigoso recorrer a essas drogas por qualquer problema, seja emocional ou social. O uso prolongado leva a dependência física e psíquica, especialmente sem acompanhamento médico.

 

ANABOLIZANTES

Estes medicamentos contêm testosterona, um hormônio masculino, e são utilizados para obter-se um crescimento falso dos músculos. O corpo humano tem limite de absorção de hormônios e essa ingestão irregular alheia à prescrição médica, prejudica renal e diabetes e prejudica ainda os órgão reprodutores, podendo causar impotência.

O uso indiscriminado dessas drogas pode causar anafilático, quando o organismo da pessoa apresentar reação negativa ao seu uso.

 

ANFETAMINAS

Estas são substâncias normalmente utilizadas para fins médicos e servem para ativar o funcionamento do Sistema Nervoso Central. São conhecidas como "diabos vermelhos", bolinhas ou arrebites. São vendidas para reduzir o apetite, diminuir ou suprimir o sono, combater a fadiga e resolver problemas de asma. São usadas em forma de pílulas ou injetadas na corrente sangüínea.

Essas drogas aceleram a atividade mental e física, produzem estado de euforia, excitação, bem estar e aumentam a atividade motora. Ao causarem dependência, causam insônia, ansiedade, inquietação motora, taquicardia, problemas de pele, dente e gengiva, além de sensação de pânico, alucinações, paranóia, comportamento violento e desconfiança.

 

TRANQUILIZANTES

Ao contrário das anfetaminas, essas drogas são depressoras do sistema nervoso central e são inicialmente utilizadas mediante prescrição médica para dormir. Elas acalmam os nervos, dão sono e aliviam a tensão mental.

Com o aumento do uso, levam à dependência. Elas causam entorpecimento da fala, memória e razão, diminuem os reflexos e causam sonolência constante.

A sua associação com bebidas alcoólicas potencializa a sua ação e isto pode causar um coma irreversível e até a morte.

 

ARTANE

Outro medicamento que está em evidência é o Artane, o qual pertence ao grupo do tipo atropina e da escopolamina, que podem provocar alucinações e mudanças de comportamento.

É indicado para o tratamento do mal de Parkinson. Esse medicamente portanto é proscrito, não se adimitindo sua utilização exceto nos casos médicos recomendados.

 

ICE

O "ice" ou gelo em português, é derivado de um entorpecente sintético, conhecido na Europa por "speed" (rápido, veloz). É branco, transparente e inodoro. É de efeito prolongado, atingindo até 24 horas, dependendo do clima, estado psicológico e orgânico do indivíduo.

Provoca rápida perda de peso, dificuldade na respiração e facilmente leva ao óbito.

Os seus usuários, na maioria, são mulheres, 60%, e essa droga é muito cara, cerca de R$ 200,00.

É mais devastador que o "crack" e dura no organismo de 30 minutos à 24 horas. Originou-se no Pacífico, sendo introduzido nos Estados Unidos via Coréia, Japão e Filipinas.

 

LSD

O LSD é uma substância alucinógena de alta potência, que altera a forma de ver, ouvir e sentir as coisas. O principal efeito causado pelo LSD é a intensificação ou a alteração das percepções sensoriais - as coisas têm forma, tamanho, cor, distância, cheiro, gosto e toque diferentes do normal.

Quem usa LSD pode vir a ter tremores, convulsões, reações psicóticas, turvamento da visão e dilatação das pupilas, além de correr o risco de causar danos permanentes às células do cérebro. Em altas doses, os usuários de LSD tem alucinações e imagina coisas que não existem. A essa impressão dá-se o nome de "viagem".

Frequentemente, além do mais, podem levar a comas irreversíveis e causam "flashbacks", que é o retorno do efeito da droga muito tempo depois do seu uso, sem tê-la ao menus usado novamente. Isto ocorre mais ou menos dentro de um período de seis meses à um ano.

 

COGUMELOS

Há alguns tipos de cogumelos que apresentam propriedades alucinógenas e são usados principalmente entre os indígenas de alguns países da América Latina.

No México, os índios usam o cogumelo alucinógeno "Psylocibe mexicana eim", que contém os alcalóides psilocibina, que é inferior ao LSD, mas superior à da mescalina, alcalóide extraído de um cactus mexicano, o peyote ou mescal.

O uso de cogumelo já atingiu o sexto nível no Brasil e alguns deles são venenosos e provocam grave intoxicação que exige tratamento de pronto socorro.

O uso excessivo provoca casos de desintegração mental que exigem internamento psiquiátrico.

 

ECSTASY

Os comprimidos de ecstasy são produzidos principalmente na Alemanha e Holanda. São chamados de pílula do amor. Seu nome nasceu devido aos efeitos que provoca nos usuários: uma euforia intensa e compulsiva que pode durar até 12 horas e a necessidade imediata de contato físico com outras pessoas.

Ao mesmo tempo em que causa uma forte sensação de bem-estar, a droga eleva a temperatura do corpo humano, que pode chegar até 42 graus, provocando desidratação. Por isso, seus usuários costumam beber muita água.

Ao contrário do crack, o ecstasy não provoca a perda da consciência nem depressão após o efeito, mas possui um alto poder viciante, tanto físico quanto psicológico.

 

TABACO

O tabaco é uma droga psicoativa que tem o poder de causar dependência rapidamente e, após instalada a tolerância, o corpo se adapta para a utilização de nicotina, e de muitas substâncias prejudiciais e mesmo após o usuário conseguir o vício, permanece a necessidade de nicotina no organismo.

A nicotina rompe o equilíbrio neuro-transmissor, estimulando algumas substâncias químicas, interrompendo a transmissão de outros e aumentando a atividade elétrica do cérebro de forma idêntica, porém inferior, a cocaína e as anfetaminas.

O uso do tabaco comprime os vasos sangüíneos, eleva o ritmo cardíaco e a pressão arterial, diminui o apetite e amortece parcialmente os sentidos de gosto e do olfato e irrita os pulmões; causa ainda tonturas e náuseas no início do uso e por isso o corpo precisa se adaptar ao novo veneno em seu interior. Há também no início entorpecimento e embriaguez e depois ocorre uma tosse inoportuna e a produção de salivação grossa e desagradável, que dificulta a respiração, principalmente pelos danos causados aos pulmões e coração, sem contar a possibilidade crescente do surgimento de câncer, o qual provoca um grande número de óbitos.

O mascar tabaco é outra forma da utilização da nicotina muito prejudicial, pois não só favorece a ingestão dessa substância, mas também causa câncer oral e ainda provoca hálito desagradável e deixa os dentes impregnados dessa substância, com aparência ruim.

Mesmo o rapé (tabaco torrado) que é posto na boca, sob a língua, ou aspirado pelo nariz, provoca doenças nas gengivas e câncer de boca.

 

A DEVASTAÇÃO QUE AS DROGAS FAZEM NO CÉREBRO

 As drogas agem na parte mais delicada do cérebro humano, o mecanismo de transmissão os impulsos nervosos. O cérebro tem por bilhões de células, o neurônio, que comunicando-se entre si geram sensações, o pensamento ou a ação. Essa comunicação só acontece graças a substâncias químicas conhecidas por neurotransmissores. É aí que as drogas chegam para atrapalhar.

Interagindo com os neurotransmissores, tornam imprecisas as mensagens entre os neurônios. É o fim dos impulsos nervosos. Elas podem estimular o sistema nervoso central, como a cocaína, a cafeína e a nicotina. Deprimi-lo como o álcool ou a heroína. Perturbá-lo, como é o caso da maconha e do ácido lisérgico. Fica-se eufórico e insone. Vêem-se coisas e ouvem-se sons.

Dependendo do tipo de droga, da quantidade usada e do tempo de uso, variam os malefícios. A cocaína é a droga que mais rapidamente devasta o usuário. Bastam alguns meses ou mesmo semanas para que ela cause um emagrecimento profundo, insônia, lesão da mucosa nasal e maior suscetibilidade a convulsões. Ao longo dos anos, porém, os efeitos destrutivos do álcool são mais graves e numerosos. Entre eles estão gastrite, hipertensão, pancreatite, miocardite, hepatite e cerrose.

Curiosamente, a heroína é o entorpecente que apresenta o menor risco de doenças decorrentes do uso crônico. No máximo, contam-se a constipação intestinal e alguns espasmos das vias biliares. A ressalva é que a heroína vicia muito rapidamente, gera uma grave síndrome de abstinência e é a droga que relativamente mais mata por overdose, seguida de perto pela cocaína. A dose letal da maconha, em contrapartida, é absurda. Para morrer, o sujeito teria de fumar 50 quilos de maconha por minuto, durante 15 minutos. O principal problema da maconha é que causa câncer, como o tabaco, e afeta a memória.

 

 

 

 

 

 

 

 

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