PERDEU-SE POR NÃO CONFIAR

São inúmeros os exemplos encontrados na Bíblia a respeito de pessoas que foram salvas porque confiaram nas promessas de Deus.

No Antigo Testamento, encontramos a história de Naamã, que foi salvo da praga da lepra que o acometera, por confiar na palavra do profeta Eliseu. Já nos dias de Cristo, Zaqueu foi salvo, abençoado e transformado em bênção por haver crido no Senhor Jesus e o aceitado. Ele o seguiu incondicionalmente e até hoje sua vida serve de exemplo. O malfeitor na cruz creu no Redentor e teve garantida a sua entrada no paraíso.

Quem crê no Filho de Deus tem a vida eterna; porém, essa crença, essa fé e essa confiança têm de ser reais e espontâneas. Sobretudo precisa haver uma decisão pessoal, inabalável, que conduza à obediência irrestrita.

No século 19, mais precisamente em janeiro de 1866, o vapor London seguiu para Melbourne, na Austrália. Lamentavelmente, logo no seu primeiro trajeto, aconteceu-lhe o naufrágio em virtude de uma violenta tempestade, que transformou a embarcação em um amontoado de destroços. Os barcos salva-vidas, segundo as ordens do destemido capitão Martin, foram lançados à água e ocupados gradativamente.

Havia entre os muitos passageiros, uma senhora cuja opulência enchera-lhe o coração de orgulho e vaidade. Acostumada ao luxo e à satisfação dos mínimos desejos e caprichos, acovardou-se naquele momento, quando teria de tomar uma decisão crucial - saltar para o interior do barco e ser salva, ou permanecer indecisa e se perder. Assim, cada vez que uma onda trazia o barco salva-vidas para junto do navio, faltava-lhe a coragem e a disposição para aquele salto decisivo. Várias vezes repetiu-se a operação e ela sempre se intimidava, recusando-se a saltar para dentro do barco.

A situação ia se tornando cada vez mais dramática, até que finalmente os marinheiros, para não perecerem e nem sacrificarem outras vidas expostas ao mesmo perigo, viram-se forçados a distanciarem-se do local, remando os barcos lotados com os outros passageiros para bem longe. Depois de alguns momentos, vendo os barcos ganharem distância e se sentindo então sozinha e perdida, a nobre dama pôs-se a gritar em desespero:

- "Ouçam: voltem para me buscar e lhes retribuirei, doando grande parte da minha imensa fortuna..."

Não se sabe se o seu apelo foi ouvido; nem se sabe nada sobre a reação dos marinheiros diante da proposta, mas sabe-se com certeza que sua decisão veio tarde demais. Ela poderia perfeitamente ter sido salva, porém, no tempo devido não aconteceu aquela tomada de posição necessária.

A Palavra de Deus continua advertindo aos passageiros que viajam na embarcação da vida, singrando os mares desse mundo em demanda à eternidade: "Se hoje ouvires a minha voz, não endureçais os vossos corações" (Sl 95,8). E ainda reforça dizendo: "Eis aqui agora o tempo aceitável..." (2Co 6,21).

"Quem crer(...) será salvo; mas quem não crer será condenado" (Mc 16,16).

Mensagem recebida através de:

Antônio Xisto Arruda

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