Transgênicos no Brasil

 


Falar sobre transgênico é discutir sobre as questões econômicas, políticas, jurídico-legais e ambientais. O Brasil está crescendo no mercado de exportações devido ao cultivo da soja orgânica, considerando que nos dias de hoje o Brasil é um dos maiores exportadores desta no mundo. Segundo a Folha, isso acontece porque os outros países não aderiram totalmente aos alimentos transgênicos. Os países alegam que a disseminação dos transgênicos pode vir a se mostrar predatória em certo sentido. Porém, o biólogo Adilson Leite, da Unicamp, diz que “a agricultura é, em si, uma atividade predatória” e que “os transgênicos nos permitem aumentar a produtividade sem aumentar a área cultivada, o que é bom para o ambiente”.

                                                         

Alguns alimentos, como o milho transgênico, por exemplo, não foram liberados no Brasil para produção e consumo. Segundo Flávio Finardi, professor e pesquisador da USP em entrevista ao site Terra, o queijo também pode ser transgênico; nos lacticínios são utilizados uma enzima produzida por uma bactéria que fica isolada e depois é colocada no leite para coagulá-lo e produzir queijo. óleo, leite, chocolate e outros, são produtos que podem ser derivados de soja transgênica, já que atualmente metade da soja do mundo assim é. Porém, os consumidores de soja brasileira rejeitam os alimentos que se utilizam da transgenia. Em seu governo, Lula cedeu às pressões da Monsanto (uma empresa agrônoma, que também está nos negócios de agrotóxicos) e dos agricultores de soja transgênica, autorizando temporariamente o plantio e a comercialização da soja transgênica, aprovando uma legislação que retira a exigência de estudos de impacto ambiental e sobre a saúde humana antes da liberação de qualquer variedade transgênica.

 

                                                                                                                        

Hoje em dia a área plantada com culturas geneticamente modificadas aumentou muito, sendo no Brasil, 11,4 milhões de hectares plantados com soja e algodão transgênicos segundo o relatório anual da ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia). De acordo com o diretor da organização, Anderson Galvão, nosso pais lidera o crescimento da biotecnologia com a terceira maior área plantada de transgênicos, perdendo apenas para os Estados Unidos e Argentina. “Hoje, a soja transgênica tem 11,4 milhões de hectares e 120 mil hectares de algodão Bt, resistente a inseto. O crescimento que se espera para os próximos dez anos será impulsionado pelo milho transgênico, que está para ser aprovado pela CTNBio, e também pelo algodão e pela cana-de-açúcar modificada, cujas pesquisas estão avançando muito”, analisou o diretor do ISAAA, organização voltada para a difusão do conhecimento e das aplicações da biotecnologia no mundo. Observa-se que os produtos citados para o avanço da produção de transgênicos são alimentos a serem plantados em larga escala e que não favoreceriam os pequenos agricultores.


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