Clonagem Terapêutica

A clonagem reprodutiva tem como objetivo a geração de um individuo completo a partir de uma célula somática - a reprodução assexuada. De vez em quando aparecem por ai alguns pseudocientista defensor da clonagem de seres humanos. No entanto, por enquanto, a clonagem como forma de reprodução é comprovadamente um fracasso, e é consenso na comunidade cientista mundial que ainda não se deve realizar em seres humanos.
A clonagem terapêutica consiste em todas as aplicações das técnicas e da ciência da clonagem para fins não-reprodutivos; que tragam reais melhorias à qualidade da vida humana.
O mecanismo de reprogramação do genoma que ocorre na clonagem leva à reversão da diferenciação de uma célula e a torna capaz de se diferenciar de novo em qualquer tipo celular. Se entendermos e pudermos controlar essa reprogramação da identidade de uma célula, poderemos um dia regenerar órgãos e tecidos danificados. Afinal, as células de um fígado danificado ainda têm a receita de fazer um fígado completo; da mesma forma quando uma pessoa perde um membro, as células de que restou do membro também contem toda a receita, todos os genes necessários para fazer aquele membro. Poderíamos utilizar-nos como a lagartixa que regenera a ponta de seu rabo cortado.
Câncer e envelhecimento:
Em algumas ocasiões ao invés de reiniciar o processo de divisão celular para a regeneração de órgãos, desejaríamos o contrario: que as células parassem de se dividir. Algumas células de repente passam a não obedecer à sua programação original e começam a se proliferar de forma desorganizada, dando origem a cânceres. Ou ainda, quando gradativamente nossas células param de se renovar e funcionar, causando o envelhecimento.
Estudos permitirão compreender quanto certas características são influenciadas pelo meio ambientes e quanto pela genética. Clones submetidos a diferentes condições de vida poderão exibir diferentes níveis de inteligência, problemas cardíacos, tendência a obesidade, diabetes etc. Como serão geneticamente idênticos, as diferenças entre eles serão resultado exclusivamente das diferentes condições às quais tiverem sido submetidas. Descobriríamos, por exemplo, quais as conseqüências de uma mãe que bebe ou fuma no desenvolvimento da criança.
Embriões geneticamente idênticos podem ser implantados em fêmeas submetidas as diferentes condições de gravidez. Pode-se observar o efeito dessas condições nos clones recém-nascidos e durante toda a vida.
Assim, o clone pode ajudar a resolver o dilema: genética x meio ambiente.