CLONAGEM ANIMAL

 

 

Em 1894, o zoólogo alemão Hans Dreich realizou a primeira clonagem animal com ouriços-do-mar. Mais de um século depois (1997), o instituto Roslin divulgou o primeiro mamífero adulto, a famosa ovelha Dolly, dando inicio então a uma grande euforia em torno da clonagem, um projeto que nos permite conhecer “a receita que a natureza desenvolveu e aperfeiçoou durante milhares de anos e que ela segue para criar uma pessoa.”.

Seguindo os passos que nos levam à clonagem humana, ainda não realizada, passamos pela clonagem animal, onde já temos muitas observações de benefícios e malefícios.

A clonagem animal pode ser vista com a reprodução geneticamente idêntica à de um indivíduo. Ou seja, “gêmeos uni vitelinos são clones naturais”. Numa fecundação natural, um espermatozóide n se junta com o óvulo n, formando o 2n, onde em uma clonagem este é exatamente copiado, resultando em um idêntico.

Para se realizar a clonagem (em animais ou humanos) são conhecidas hoje duas técnicas: a transferência nuclear; e a divisão embrionária.

Na divisão embrionária, separam-se as células de um embrião em seu estágio inicial de multiplicação celular, produzindo simultaneamente novos indivíduos geneticamente idênticos, porém diferentes de qualquer outro existente. Isso ocorre na natureza, durante a geração de gêmeos uni vitelinos. Na transferência nuclear são usadas informações (genoma) de algum ser vivo para a produção de outro idêntico a ele. Essa técnica foi utilizada para se criar a ovelha Dolly. Neste último caso, há possibilidade de o genoma mitocondrial sofrer interferência de quem doou o óvulo para a reprodução clônica, o que poderá resultar em pequenas diferenças genéticas entre o sujeito clonado e o clone.

Porém: “os genes sozinhos não determinam todos os caracteres físicos e comportamentos de um organismo e sim um constante diálogo com o ambiente, interagindo com o mesmo”, por isso não são idênticos.

Vale pensar sobre as finalidades de clonar um animal, que pode ser tanto usado para preservar espécies de animais ameaçados de extinção, até a produção de determinados animais para determinado trabalho ou função ou até mesmo para fins lucrativos.

Até então não existem provas concretas de que animais clonados sejam totalmente normais. Diversas alterações podem ocorrer na gestante do clone, já que os orgãos do clone como rins, pulmões e o coração, podem crescer de tamanho exagerado, resultando em fortes dores para, dificultando a respiração e a metabolização de alimentos, chegando ao ponto de 82% dos bovinos clonados, não chegarem aos noventa dias de prenhês. A explicação deste problema, é que os “núcleos de células diferenciadas não são corretamente reconduzidas á um estágio embrionário dos embriões clonados, levando a expressão errada dos genes, prejudicando ou impedindo o desenvolvimento do animal”.

Isto tudo nos mostra como dito no início, que com essas clonagens avançamos muito, porém devemos ter os pés ao chão, sabendo que temos muito mais a avançar, tomando muito cuidado para não pular etapas do nosso avanço, já que em todos os simples atos que promovemos, teremos muitas conseqüências logo atrás.

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