Gente sem vergonha !!!
A 10/4/03
foi discutido e aprovado, em assembleia legislativa regional (na Horta)
mais um regulamento de concursos de professores na R.A A
, votaram a favor PS e PP , votaram contra PSD e PC. Diga-se que este
regulamento não é mais do que um decalque do regulamento anterior, com os
mesmos critérios discriminatórios na ordenação dos candidatos.
É
impressionante ver o nível de xenofobia a que chega alguma classe política
desta região, e é ainda mais impressionante, verificar que não se envergonham
de assumir tais posições publicamente.
Da reportagem
transmitida pela RTP Açores
sobre a discussão parlamentar viu-se Álamo Meneses (Secretário Regional da
Educação e Cultura) lamentar que :
“não
existem sistemas perfeitos e é verdade que alguns Açoreanos são preteridos
com este sistema de recrutamento, mas tal não é grave porque são pouco mais
de dez”
Ou seja, afinal o poder político já constatou que o regulamento é discriminatório, mas parece que os discriminados são poucos , tirando madeirenses e continentais (obviamente que esses não contam) os discriminados "são pouco mais de dez". Para além do elevado teor xenófobo que estas palavras encerram, não deixa de ser hilariante a forma como este mentiroso compulsivo inventa números. Também não deixa de ser caricato, no meio de mais esta infeliz afirmação, o facto de “poucos mais de dez” não ser um número significativo para Álamo Meneses... podemos desde já assumir que nesses “poucos mais de dez” não se encontram a sua mulher ou os seus filhos...
Da da bancada parlamentar do PP (por Paulo Gusmão) veio a seguinte afirmação, num contexto de referência ao sistema de recrutamento :
“é
preciso distinguir o trigo do joio”
Dado que a posição deste político foi de total apoio a este regulamento, não é necessário nenhum malabarismo intelectual para entender nesta afirmação, a ideia de que trabalham nos Açores dois tipos de professores: os professores Açoreanos e a ralé.
É caso para
dizer : ainda bem que a RTP Açores passou apenas um pequeno excerto sobre esta
discussão, porque pela a amostra destes dois intervenientes não se perdeu
grande coisa.
Posto isto,
resta-nos o apelo ao bom senso do actual Ministro da República para os
Açores, a quem caberá vetar ou aprovar mais esta diarreia legislativa com
origem na cabecinha do Meneses.
M.A.