O Bom Senso Chegou
Tinha já ficado demonstrado, em entrevista televisiva de 22 de Abril de 2003 , que o novo Ministro da República (Dr. Laborinho Lúcio) não veio à procura dum tacho político. Em excelente estilo (por vezes até em tom didáctico) Laborinho Lúcio respondeu aos mais escabrosos comentários e ataques feitos ao governo da república, aos constitucionalistas e ao cargo que assumiu.
Na verdade ao enviar hoje, o regulamento de concursos de professores para o tribunal constitucional, pedindo a sua fiscalização preventiva, o novo Ministro da República vem demonstrar não só a sua importância, mas também a sua total isenção. Não lhe terá sido difícil entender , que :
a) Autonomia não é sinónimo de discriminação.
b) Não se melhora a estabilidade dum corpo docente privilegiando uns e preterindo outros.
c) Não se melhora a fixação dum corpo docente discriminando professores, alguns deles da própria região.
d) Não se melhora a qualidade de ensino da região recrutando professores com base em critérios de preferência regional, em detrimento da sua graduação profissional.
Não existirá nenhum Açoriano (que ame realmente a sua terra) que não queira ver esta polémica sanada. E não deve haver nenhum professor (independentemente da sua origem , raça ou credo) que queira entrar na profissão à custa dum regulamento discriminatório e inconstitucional. O bom senso de Laborinho, vem colocar um ponto final na polémica e esclarecer duma vez por todas quem tem razão. O envio do regulamento de concursos para fiscalização preventiva, é um acto de enorme importância para a construção de uma autonomia democrática e salutar. Não será concerteza à custa de medidas xenófobas, e duma sistemática desconfiança do governo e gentes da república, que esta região conseguirá evoluir. Este passo agora dado pelo novo Ministro da República, será meio caminho andado para que se acabem com os abusos por parte do governo de Carlos César e para que páginas web como estas não tenham de existir. Acreditem, que a denúncia destas situações não nos dá prazer nenhum.
M.A.