DO NORTE AO SUL, TERRIT�RIO DOS COLEIROS. A carinha pode ser s�ria, mas ele � um bom sujeito. N�o tira o terno nem quando fica � vontade em sua casa, ao lado da companheira que, por sinal, � daquelas bem ciumentas. VESTIMENTA S�BRIA N�o se pode dizer que o forte do Coleirinha seja seu colorido. Sua plumagem � praticamente branca e preta com leves tons de cinza esverdeado no dorso, cauda e em algumas penas das asas. A carinha, fronte, nuca e abaixo da gola aparecem em preto, assim como os p�s e a �ris. O bico contrasta com a sobriedade de tons, destacando o amarelo esverdeado. As f�meas, por sua vez, possuem uma colora��o mais morti�a, num cinza azeitonado e com o ventre branco. Os filhotes, at� atingirem a idade adulta, s�o muito parecidos com elas. Foi aqui que nasceu a express�o "coleiro virado": � o Coleirinha macho cuja plumagem est� se modificando, adquirindo o colar preto. Para um filhote macho virar Coleiro definitivamente � preciso um ano de idade. O curioso desta esp�cie � que, apesar de bastante popular, ainda h� d�vidas quanto � sua classifica��o. Al�m do caerulescens, tamb�m s�o considerados Coleiros o Sporophila c. hellmayr, com peito amarelo ao inv�s de branco e cinzento esverdeado nas partes superiores. Esta variedade � mais comum no Brasil Central. Outros passeriformes que n�o apresentam coleira est�o enquadrados no grupo, como o Sporophila ardesiaca, cujo peito � branco e a cabe�a e o pesco�o cinzento-escuros, o que lhe confere o formato de uma carapu�a. Ele � mais comum na regi�o de Minas Gerais, S�o Paulo e Esp�rito Santo. Outro que integra o bando � o Sporophila nigricolis, de um cinza-esverdeado nas costas e na carapu�a e amarelo no peito, um filho leg�timo do Brasil Central, Norte e Nordeste. Por fim, o Sporophila albogulars, de origem nordestina e com a garganta toda branca e pequeno espelho (manchas brancas) nas asas. LINHA DURA COM OS COLEGAS Um bom macho de Coleirinha � conhecido pelo canto, bastante agrad�vel aos ouvidos humanos. Esse canto s� n�o � bem-vindo por outro macho na �poca da reprodu��o. Nesta �poca eles deixam de andar em bandos e marcam seu territ�rio com a precis�o de um bom latifundi�rio deixando ficar no peda�o apenas a patroa. Quando outro macho adentra seus dom�nios, o Coleirinha sai para enfrent�-lo e expuls�-lo. Algumas vezes acontecem brigas, mas n�o � comum que um dos p�ssaros saia machucado, pois eles se respeitam. A mesma regra vale para uma f�mea. S� que com uma diferen�a: se uma f�mea invade o territ�rio de um macho, a sua companheira � que se encarregar� de expuls�-la. Ser� que esta cena n�o lembra um pouco o civilizado cotidiano dos humanos? Sendo um animal de �ndole pac�fica, o Coleirinha adapta-se bem � vida em gaiolas e viveiros. N�o fica agitado voando de um lado para outro, n�o se bate contra as grades e nem se machuca. Ele se limita a cantar, como o Curi� e o Azul�o, o que faz dele uma isca perfeita para os passarinheiros - ca�adores inescrupulosos que o utilizam para atrair outros p�ssaros e vender no mercado negro. CARACTER�STICAS E CUIDADOS M�dia de vida: de 10 a 12 anos, em boas condi��es. Gaiola: as ideais s�o o n�mero 3, com 70x40x30cm e onde se acomoda um casal. Como esta esp�cie costuma fazer seu ninho em arbustos e �rvores baixas, aconselha-se usar viveiros arborizados ou colocar areia nas gaiolas comuns e, se poss�vel, algumas folhagens artificiais. O ninho em forma de ta�a pode ser substitu�do por um ninho para can�rio, � venda nas lojas especializadas. Alimenta��o: sendo um passeriforme gran�voro, ou seja, um comedor de sementes, o Coleirinha deve receber alpiste e pain�o. Na �poca da reprodu��o, � bom acrescentar um ovo cozido � sua dieta, al�m de larvas de Ten�brio. Reprodu��o: Apesar de ser uma esp�cie popular, n�o se conhecem casos de criadores que obtiveram sucesso na reprodu��o em cativeiro. As f�meas p�em de 2 a 3 ovos, que s�o chocados durante 13 dias. Ap�s esse per�odo, os filhotes nascem e permanecem no ninho por mais 13 dias. Com 30 a 35 dias, j� est�o aptos para comer sozinhos.