O ESCRAVO

+ por Cledson Bauhaus+

 

 

Seu grito é mudo. Nessa angústia e desespero ele chora, mas não derrama lágrimas.

São nessas paredes frias, que seus pensamentos ocultos se manifestam. Neste inconformismo e solidão, que a alma humana se submete.

Tão bela é a filosofia de Platão, a complexidade do Ser e da religião. A posse da verdade (ou verdades) incondicionada.

A arte, a poesia e a divina harmonia dos sons, desperdiçadas e entregue, como chave de ouro, nas mãos desta prole cemiterial. A sombra da decadente civilização.

Vê seu corpo se decompor. Alimento ao faminto tempo, que é seu estigma mais dolorido.

Quão duro é o martírio do escravo. Aprisionado na corrente social, a coerção ideal, que aborta o desabrochar da arte mais bela: A arte de ser feliz...


"Escrito dentro do ”carro de boi” metropolitano que leva e traz o bicho-homem para os campos de concentração trabalhista."

 

 


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