Seu
grito é mudo. Nessa angústia e desespero ele
chora, mas não derrama lágrimas.
São
nessas paredes frias, que seus pensamentos ocultos se manifestam.
Neste inconformismo e solidão, que a alma humana se
submete.
Tão
bela é a filosofia de Platão, a complexidade
do Ser e da religião. A posse da verdade (ou verdades)
incondicionada.
A
arte, a poesia e a divina harmonia dos sons, desperdiçadas
e entregue, como chave de ouro, nas mãos desta prole
cemiterial. A sombra da decadente civilização.
Vê
seu corpo se decompor. Alimento ao faminto tempo, que é
seu estigma mais dolorido.
Quão
duro é o martírio do escravo. Aprisionado na
corrente social, a coerção ideal, que aborta
o desabrochar da arte mais bela: A arte de ser feliz...
"Escrito dentro do ”carro de boi” metropolitano que leva
e traz o bicho-homem para os campos de concentração
trabalhista."

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