As
correntes. Era o que o impedia de correr. Já chegavam
a machucar os pulsos, sangrando e doendo cada vez mais.
Em
sua mente passavam as imagens de sua vida. Momentos que ele
desperdiçou em coisas fúteis e vãs. Sempre
rindo das pessoas que ele achava que não fossem dignas
de terem sua amizade, esnobando a todos, fazendo com que o
seu ego prevalecesse não importava a situação.
E
agora ele estava ali. Preso...Com medo...E tinha sua vida
no controle de outras pessoas que ele mal sabia quem eram.
Ele
estava vivendo o seu pior pesadelo.
Tentando
achar algo que pudesse dar pelo menos uma pista de quem o
colocara ali, mas é tudo em vão.
Uma
porta se abre. As correntes se quebram. Ele sai em busca da
sua liberdade, porém, ao sair daquele quarto escuro,
ele vê uma multidão de pessoas doentes, agonizantes
e pedindo, com a pouca força que lhe restavam nos pulmões,
pedindo pela vida.
O
homem olha em sua volta e pensa que preferia ter ficado acorrentado
no quarto escuro do que se misturar com aquelas pessoas tão
doentes, sujas e nojentas...Ele afirma em sua mente que não
há esperança para aqueles doentes e nem para
ele... Estavam condenados.

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