Outubro de 2004
sexta-feira, 01 de outubro de 2004
Continuo de mal-humor... um pouco menos porque fui lá ver o Eros e fiquei lá chorando no ombro dele... talvez eu devesse voltar pra casa, estou realmente cansada daqui... mas não psso, o Eros e o Hades ficariam realmente decepcionados comigo.
SEMANA EROS
Eros por ele mesmo
Dessa vez ele estava apressado, mas mesmo assim parou para me abraçar, daquele jeito bom, firme e amoroso que só ele tem de abraçar os outros... O próprio abraço do Amor. Deu-me um beijo rosto e me disse, já se afastando:
- Prometo que da próxima vez vou passar mais tempo com com você.
Mas, eu segurei sua mão com força e perguntei:
- Eros me diz, rapidinho o que você pensa de você mesmo?
Ele sorriu, o mais belo sorriso entre todos do Universo, e respondeu:
- Eu sou os meus atos, minha amada, sou os meus atos...
E lá foi ele, espalhar seu ser entre os humanos...
(ELE É MUITO FOOOODAAAA!!!!!! Agora eu coloco um outro poeminha que eu escrevi pra ele. Hehehehe)
Anjo Pagão
Anjo pagão de asas invisíveis
voa ao meu redor fazendo vento
fazendo bagunça no meu cabelo
desorganizando meu pensamento.
Anjo pagão de asas invisíveis
constrói a estrada que ando
entregando a Deus minha carta sem selo
enlouquecendo-me cantando.
Anjo pagão de asas invisíveis
de maneira premeditada
morde minhas coxas
força sua entrada
se fazendo presente nas partes inomináveis.
Eros, anjo pagão de asas onipresentes
passeia em meus sonhos inconfessados
poderoso e incansável
reajustando meus pedaços desencontrados
levando alívio aos corpos descontentes.
Eros alivia-me agora.

Essa imagem eu surrupiei do Fotolog na Nandinha (a anterior também é de lá), é um fotolog lindo, ela só coloca imagem Classe A e de vez em quando eu passo a mão em umas... hehehe, de novo, o Aioros de Sagitário, que é igualzinho o meu Eros, é claro que a armadura com asas e arco-e-flecha ajuda bastante nessa minha comparação... XD
Persephone
segunda-feira, 04 de outubro de 2004
AÊ valeu pelo apoio meninas! XD
Essa semana é dedicada ao Hades, meu Ruivo... ai... só de pensar nele já dá vontade de sair correndo e ir dormir de novo!!!
Como sempre, vou colocar o mito primeiro... (tenho uma raiva da versão mitológica dos fatos... *Níke morrendo de ciúmes*)
SEMANA HADES
Hades segundo a mitologia grega
As escassas referências a Hades nas lendas gregas, em comparação com os outros grandes deuses, revelam o temor que essa divindade infundia ao povo. Hades era filho de Cronos e de Réia, irmão de Zeus e de Poseidon. Destronado Cronos, coube a Hades o mundo subterrâneo, na partilha que os três irmãos fizeram entre si. Reinava, em companhia de sua esposa Perséfone, sobre as forças infernais e sobre os mortos, no que freqüentemente se denominava "a morada de Hades" ou apenas Hades. Embora supervisionasse o julgamento e a punição dos condenados após a morte, Hades não era um dos juízes nem torturava pessoalmente os culpados, tarefa que cabia às Erínias. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos). Seu nome significa, em grego, "o invisível", e era geralmente representado com o capacete que lhe dava essa faculdade. O nome Plutão ("o rico" ou "o distribuidor de riqueza"), que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos.
Ficha técnica: Hades
Altura (proporções humanas): 2,15m.
Estrutura do Corpo: muito forte mesmo!
Olhos: verde esmeralda.
Cabelo: vermelho sangue-fresco, liso e longo.
Pele: Absolutamente pálida (alva).
O que mais chama atenção: o olhar, profundo e enigmático.
Voz: entre barítono e baixo.
Persephone
terça-feira, 05 de outubro de 2004
SEMANA HADES
Hades segundo essa maluca que vos escreve
O que mais posso escrever sobre o Ruivo? Tenho exposto meu amor, quase obsessivo, durante esses últimos meses... talvez eu devesse explicar os motivos que me fazem amar tanto esse cara. Mas o amor é algo inexplicável, a gente sente e pronto, não tem mais o que fazer a não ser amar! No entanto, lembro, como se fosse ontem, que na primeira vez que o avistei já senti que algo estranho estava acontecendo comigo. E isso foi há muito, muito, mas muito tempo mesmo! Depois, quando começamos a nos conhecer melhor, eu sentia que não suportaria se tanto amor não fosse correspondido. Mas é (ufa!).
Ah! Pelo verde límpido daqueles olhos, como eu o amo! E ele é tão sério! Tão forte! Qualquer outro não suportaria a barra de administrar o Reino dos Infelizes. Ele está sempre trabalhando, seja controlando a tensão do reino (para que os sofredores não se intrometam demais na vida dos vivos-*se é vida é dos vivos, né sua pamonha?!*), seja resolvendo guerras distritais (o Tártaro é literalmente um inferno!),seja comparecendo às reuniões com os chefes dos distritos ou com os lideres humanos dos planos elevados ou com os chefes dos postos de socorro ou com os grandes do nosso panteão... realmente, é um deus muito ocupado.
O Ruivo é o mais enigmático do nosso panteão, sempre caladão, observador. São poucos aqueles que tiveram oportunidade de vê-lo sorrir, mas ele sempre sorri pra mim (he-he-he): um sorriso tímido de quem não está acostumado com a felicidade... Ele é um senhor respeitador, nunca ouvi nenhuma reclamação sobre ele vinda dos servos. Mas é extremamente dominador, com seu jeito calmo e sombrio, quando pede não pede, mas ordena. É muito difícil vê-lo irritado, e feliz daquele não conheceu sua fúria... Mas Hades, ao contrário de Zeus e Poseidon, é justo. Justo e implacável: o que é certo deve ser feito, sempre.
Há quem diga que lê não tem sensibilidade, o que é uma mentira sem tamanho! Ele é sensível, eu sei, sua paixão pela música comprova isso, mas acontece que ele é um deus firme em seus propósitos...
Aliás, tudo nele é firmeza. Desde sua aparência (ah, meu deus de traços retos e másculos!) até seus pensamentos e atos.
Eu ano consigo acreditar que eu perdi tanto tempo (bota tanto nisso!)! Passei todos esse séculos sabendo da sua infelicidade e mesmo assim eu insistia em respeitar os sentimentos de Core... fico feliz que a convivência com os humanos me fez endurecer alguns sentimentos... afinal, um casamento começado na mentira nunca daria certo e isso já estava óbvio há séculos (literais!) e só nós duas não admitíamos isso. Ambas por orgulho. Mas isso também já passado! Agora me sinto feliz e honrada por Hades nunca ter desistido de dizer a verdade e lutar por nós dois! Eu fui uma idiota, egoísta, achando que eu estava fazendo o melhor quando, na verdade, estava prolongando a infelicidade dele, a minha e a da Core também... como eu já escrevi, isso é passado e tudo que eu quero agora é passar a eternidade ao lado do meu Ruivo...
(tá, eu não estou de zueira não. amusica é brega mas eu gosto... até porque eu já coloquei as "musicas temas Hades" por aí...e tenho dito!)
Sonho de Amor- Patrícia Marx
Se uma estrela cadente o céu cruzar
E uma chama no corpo me acender
Vou fazer um pedido e te chamar
Pro começo do sonho acontecer
Quando os dedos tocarem lá no céu
O universo vai todo estremecer
E as estrelas rodando em carrossel
Testemunhas do amor, eu e você
As batidas do nosso coração
Se acalmando depois da explosão
Quando o sol se prepara pra nascer
Oh, oh, sonho de amor
As noites sabem como eu te esperei
Não conto pra ninguém
A lua sabe que eu me apaixonei
Se você é real porque você não vem
Oh, oh, sonho de amor
Sonho de amor
Persephone
quarta-feira, 06 de outubro de 2004
Preciso de algum motivo para me manter viva. Não há fé que me faça deixar de pensar e contestar. Minhas crenças já não são suficientes para me manter quieta. Preciso de um sentido para existir. Tenho achado tudo vazio, me sinto vazia. Não vejo mais razão no estudo/na faculdade, em nada da minha vida. Eu poderia morrer sem fazer falta nenhuma nesse mundo. Tenho vontade de largar tudo, de não existir, de sumir. Eu sei que estou piorando. Estou chegando na fase de virar as costas e sair andando, de me isolar, de não querer contato com ninguém... se estou chegando nisso é porque a coisa ta feia mesmo, prefiro enquanto estou tendo acessos de fúria. Minha fúria é uma tentativa desesperada de viver, de reagir, porque não quero me perder nessa dor de vazio. Começo a achar que isso não depende da minha vontade...
SEMANA HADES
Hades por dois dos filhos: Abel e Dharma
- Meus filhos, que caras são essas?
- Cansaço, mãe.- Abel me abraçou.
- Nem sono resolve...- Dharma também me abraçou e respondeu a frase que nem precisei formular.
- Então...
- Quem sabe um cafuné de mãe não resolva...-Dharma sorriu e piscou pro irmão que me pegou em seus braços.
- Abel!!!- ralhei rindo, mas ele só me soltou quando chegamos em uma das salas de estar onde há um sofá muito extenso.
Sentei no sofá e os dois deitaram, cada um de um lado, as cabeças apoiadas em minhas pernas.
- Ô mãezinha, o pai ainda nos deixa loucos.- Abel reclamou.
- Nossa por quê?
- Trabalho e mais trabalho, eu acho que preciso de férias... – Dharma respondeu pelo irmão.
- Tá doido? Aí vai sobrecarregar todo mundo! –Abel chamou a atenção do outro.
- Verdade, né? Se a gente que cuida de umas poucas áreas já tem muito trabalho, imagina o pai?!- Dharma
- É mesmo, coitado do pai... e do Lú também, que é assessor direto dele. Abel
- Tenho certeza de que nenhum dos dois gostaria de ouvir vocês falando assim.
- Eu sei. – responderam juntos. Mas tá foda!!!
- Você nunca ouviu o pai reclamar? – Dharma
- Eu não. Hades nunca reclama. No Maximo comenta que está cansado, mas reclamar ele não reclama. Ele sabe que ninguém mais agüentaria o tranco.
- É verdade, se ele for embora isso iria virar o caos. – Dharma.
- O Lú não iria se virar sozinho. – Abel.
- Putz, o pai é muito foda, não acha irmão? – Dharma.
- Tenho certeza. – Abel.
- Dos três reinos esse é o mais difícil de se cuidar... – Dharma.
- E ele sempre pensa em tudo, resolve tudo...- Abel.
- Ah, mãe! Você sabe que segundo a última pesquisa topográfica, o Tártaro expandiu ainda mais?
- Não, o Hades não disse nada... – eu.
- Pois é, e a população também está maior... – Dharma.
- E o que ele vai fazer, vocês sabem? – eu.
- Não. Ele marcou uma reunião conosco (isto é, eu, o Dharma, a Sophia, o Uther, o Gwydion e o Ícaro) pra essa semana. Claro que o Lú está ajudando... – Abel.
- Estamos de cabelo em pé!- Dharma.
- Só nosso pai está tranqüilo, como sempre. Ele é um exemplo para nós, de calma e responsabilidade, se não fosse ele eu já teria largado tudo! – Abel.
- Eu também. – Dharma.- Às vezes penso se ele não dorme nunca...
- Um pouco filho. O pai de vocês é um deus forte, mas não é o Grande Espírito! Tem limitações como qualquer outro deus...
- Eu não acredito...- Abel respondeu com firmeza. - Ele nos criou sozinho e nunca houve nada que ele não pudesse fazer, ou em que falhasse, nem como pai ou como rei... desculpa mãe, não estou acusando você de nada...
- Eu sei, não precisa se preocupar. Admiro o respeito e o carinho que sentem pelo pai de vocês...
- Sim, nós o respeitamos porque ele sempre se mostrou respeitável. – Dharma.- sua conduta rígida é o que faz tudo funcionar aqui. Não há nada de condenável nele.
- Mesmo quando lhe armaram uma cilada ele se portou com honra. – Abel. – eu teria socado o Zeus se fosse comigo...
- O pai nunca socaria o irmão dele, e você sabe disso Abel.- Dharma.
- Eu sei. O pai é complacente de mais com o Zeus... Eu sei que ele só não contou que eu estava vivo pra você porque sabia o que o que você faria...
- Verdade. – Concordei. – Se o Zeus tivesse me deixado ver você eu saberia que você não era um natimorto, mas ele entregou você ao seu pai e disse que eu não o queria...
- E me tirou a oportunidade de ter sido criado com você... mas o pai teve culpa nisso também... Abel respondeu chateado.
- O nosso pai fez o que achou que era certo na hora. – Dharma.
- Eu sei, ele sempre faz o que julga ser melhor pra todo mundo... Além disso, se fosse hoje ele faria melhor. Seu senso de justiça se desenvolveu ainda mais com os séculos. – Abel.
- Precisamos nos espelhar mais neles e não deixar a preguiça e o desânimo nos vencer. – Dharma.- Mas sabe de uma coisa, mãe? Estou com inveja dos nossos irmãos que puderam ser criados você...
- Ah é? Por quê? – perguntei.
- Porque seu cafuné é tão bom... – os dois responderam juntos.
Tiveram que voltar a trabalhar pouco depois, pois o Lú foi buscá-los. E não sabem que estou usando essa conversa como depoimento.
Persephone
quinta-feira, 07 de outubro de 2004
Esse é o melhor post da semana, explica muita coisa...
SEMANA HADES
Hades segundo Core (a ex-Persephone)
- Core?!
Olhamos-nos nos olhos . Aquele corredor parecendo pequeno de mais para nós duas. Ela não me respondeu, mesmo tendo esbarrado em mim. E saiu pelo corredor como se minha presença no palácio de seu pai lhe fosse prejudicial. Tive vontade de chorar, mas não chorei: também tive culpa de muita coisa.
No entanto, eu estava na minha sala, com alguns de meus filhos.
- Core?!
Sophia e Dharma se retiraram sem a costumeira educação ensinada pelo pai. O próprio Krishmene, que ia entrando (e tinha acabado de chegar do mundo hindu) teve que voltar pra trás, arrastado pela irmã. Core, com os olhos fixos em mim, sem se dar conta da saída de seus ex-enteados.
- Você andou perguntando sobre os deuses que teve às mulheres deles... será que também não deveria perguntar coisas a mim?- ela perguntou.
- Não acho, afinal não fui amante de Apolo...
- Mas eu fui casada com Hades.
- Eu sei. Não se esqueça que eu tive culpa nisso...
- Principalmente do fim.
- Acha mesmo?
Core fechou os punhos com força e olhou para as paredes do castelo que um dia fora dela. E agora é meu.
- Às vezes tenho dúvidas, Core, se você ama o Hades ou esse reino. Eu odeio esse reino...
- Você é cruel... e eu que um dia te chamei de mãe...
- Bons tempos aqueles...- sorri ironicamente. – Mas você não disse o que realmente quer...
- Quero dar a minha versão da história, ou pelo menos o que Hades significa para mim...
- À vontade... – “a casa é sua”, pensei, mas achei que seria maldade dizer.
- Talvez você não saiba o que eu senti...- ela começou.- naquele dia em que me perdi, minha mãe nunca perdoou você por ter deixado que eu me perdesse... fiquei desesperada, principalmente quando caí e quebrei o tornozelo... chorei de dor e de medo, mas ele apareceu, prestativo e gentil, e me inspirou uma segurança que eu nunca tinha sentido e nunca mais senti. E imediatamente ele mandou chamar meu pai... durante muito tempo agradeci ao destino por meu pai não ter a responsabilidade dele, mas hoje... também não me arrependo de tudo que fiz, porque minha convivência com Hades foi muito proveitosa... infelizmente conheço muito mais sua sabedoria do que sua libido... Durante séculos eu o vi trabalhando incansavelmente, resolvendo problemas que eu nunca imaginaria. Eu gostaria de ter passado mais tempo do lado dele, era bom ouvir o que ele tinha a dizer ou quando sua voz ressoava pelos cômodos desse castelo. Eu ainda o amo, Níke. E por isso sofro quando a vejo, tão feliz ao lado dele, até porque eu sempre soube que minha batalha era em vão, mas eu nunca quis admitir...
Silêncio. Eu procurava palavras que não vinham.
- Mas Hades foi tolerante como um pai para você...- eu disse finalmente.
- Eu sei disso. Quando me envolvi com Adônis, era uma forma de tentar feri-lo... mas ele aceitou, apesar de ter me banido de seu leito definitivamente. Ele não sabe que sua paternalidade me machucava muito mais do que qualquer outra coisa. Ele disse: “você escolheu seu caminho. Não posso bani-la do meu reino, pois prometi cuidar de você. Você manchou minha honra uma vez e tive que casar com você para provar minha inocência e dignidade, e agora você me desonra de novo, jogando meu nome na lama provocando a chacota dos meus irmãos e dos outros deuses. Mas eu a perdôo, pois apartir de agora terei muitas companheiras em minha cama.”E continuou me tratando com carinho, mas nunca como esposa, apesar de ter assumido o filho que tive com Adônis. Você sabe que dele mesmo nunca concebi... – Core escondeu o rosto com as mãos e chorou copiosamente. Eu não quis dizer nada. – Ele é o melhor deus que conheci, mesmo tendo te dado nove filhos enquanto a mim ele não deu nenhum...
- Não o culpe Core.
- Sim, talvez eu não deva culpá-lo... ele me ensinou o sentido de tantas coisas... aceitou tantas coisas... Hades... – fechou os olhos por alguns instantes. – o melhor entre os reis, o mais sábio e justo... talvez não tenha sido justo quando anulou nosso casamento, pelo menos não comigo...
- Ou o contrário, Core.- O próprio Hades, entrando no aposento, respondeu. – Bem sabe que tentei amá-la, mas nenhum casamento pode durar eternamente na mentira. – Ele não parecia estar surpreso ou incomodado com a situação. – Nunca fui tão justo quanto quando dei um ponto final em nosso casamento fracassado... ou não mereço uma chance de ser feliz? – Hades encostou a cabeça de Core em seu peito, com carinho. – Volta para sua casa, criança, não fica remoendo o passado. Eu dei a você outra chance de encontrar a felicidade, por que não faz o mesmo?- Beijou sua cabeça e se afastou dela. Se aproximou de mim e passou seus braços sobre o meus ombros.
- Talvez você tenha razão. Vou voltar para minha casa, para junto de minha mãe e de Apolo. Mas quero que não se esqueça de eu o amo, Hades...
E ela saiu sem mesmo se despedir de mim.
Persephone
sexta-feira, 08 de outubro de 2004
continuo achando que o post de ontem é o melhor da semana...
SEMANA HADES
Hades segundo ele mesmo: o atarefado.
Primeira tentativa: “Hades, como você se vê?” Ele: “Ah, Níke! Não sei e não gosto de me descrever”.Eu: “Por que não?” Ele: “Não gosto e é isso. Bom, caríssima, estou muito ocupado hoje, desculpa”. Me deu um beijo e foi pro escritório.
Segunda tentativa: outro dia, entrei no escritório. “Hades, eu queria te perguntar uma coisa...” Ele: “ai, minha teimosinha...” “então?” “estou tão ocupado que não estou tendo tempo nem para pensar, muito menos em mim mesmo...”
Terceira e última tentativa; no corredor, indo para o quarto. “Hades, eu queria que...” Níke...” “é a última vez que tento, não custa nada!” “Ah, está bem! Mas eu não sei como me definir... tudo que sei é que estou muito ocupado, trabalhando feito um condenado, embora eu tenha me esforçado para ter um pouco mais de tempo livre para estar junto de você. Eu tento cumprir o meu dever, ser justo, ser um pai, um bom esposo e um bom rei, e não sei se estou conseguindo...” “Está conseguindo sim!” Ele me abraçou e disse: “Preciso descansar um pouco e queria dormir abraçado com você... você pode?” “É evidente que sim!” Entramos no quarto porque ele realmente precisava descansar, afinal trabalhador também é filho de Deus...
(Essa é outra música pro Hades, mas essa sou quem canta pra ele... hehehe)
Come Cover Me-Nightwish
Come wet a widow`s eye
Cover the night with your love
Dry the rain from my beaten face
Drink the wine the red sweet taste of mine
Come cover me with you
For the thrill
Till you will take me in
Come comfort me in you
Young love must
Live twice only for us
For me
For you
Time devours passion`s beauty
With me
With you
In war for the love of you
(Tonight any dream will do)
Not a world but your fine grace
Seduction in sleepwalker`s land
November dressed in May on your face
Holding us now the lovecropper`s hand
Come cover me with you...
Persephone
quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Mais um textinho meu, para o Hades, é claro...
No escuro
No escuro, pouco ou nada vejo. Nada além de sua forma gigantesca, um vulto se movendo no nada. Não preciso vê-lo. Minhas mãos (re)conhecem seu rosto, seus cabelos, seus ombros. Eu o procuro com os dedos e através deles sei exatamente onde acho cada pedaço seu. Mas você me conhece muito mais: memória tátil. Recebo com prazer seu toque de fogo; mãos quentes e grandes. Pesadas. E me aninho em seu peito extenso. Protetor. Sua mão esquerda em minha cabeça e a direita no seu ombro. Protetor. Mas eu busco mais. Suas mãos conhecem meus caminhos tão bem quanto as minhas conhecem os seus. Continuo me deixando levar sentindo o que há de melhor entre os deuses. Devastador.
Persephone
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
“Há trezentos anos, pelo menos, a ditadura da utilidade é unha e carne com o lucrocentrismo de toda essa nossa civilização. E o princípio da utilidade corrompe todos os setores da vida, nos fazendo crer que a própria vida tem que dar lucro. Vida é o dom dos deuses, para ser saboreada intensamente até que a bomba de nêutrons ou o vazamento da usina nuclear nos separe deste pedaço de carne pulsante, único bem de que temos certeza”.
Paulo Leminski
Persephone
segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Prece ao deus Hades
Oh deus taciturno de marmórea face, contempla agora aquela que te serve e adora mais do que a si mesma. Toma-a em teus braços e a possua sem futuros arrependimentos. Entrega teu amor, pois este não poderá pertencer a nenhuma outra... Oh, deus de olhar profundo, descansa de todos os teus tormentos naquela que senta aos teus pés. Sirva-a também, como escravo ou cão, sendo fiel assim como esta tua serva te é submissa. Oh deus, de seda e fogo, saiba que sou esta tua serva e que por ti ardo.
Persephone
quinta-feira, 21 de outubro de 2004
Em ritmo de Reading Greek seção 5... Um texto sobre o Popô... hehehe. Agora vou continuar estudando. :P
Poseidon eqüino, não hípico
Ele não usa rédeas, a crina ele enrola entre os dedos. Monta sem frescura e dá um tapa na coxa da montaria, se não ela não se mexe. Puxa um pouco a crina quando quer que o galope diminua. Dá outros tapinhas quando deseja um galope mais acelerado. Antes e depois de montar, sussurra qualquer coisa no ouvido da montaria.
Ele ainda diz que fui sua melhor égua.
Persephone
segunda-feira, 25 de outubro de 2004
Descrição
As pilastras escuras e chão de mármore: tudo simples e escuro, a sombra impera no palácio. As armas antigas e as rosas mais vermelhas de todos os tempos. Corredores e mais corredores com tochas nas paredes nesse mundo onde o fogo é eterno. E os quartos! Que quartos! De janelas altas e cortinas vermelhas. Vermelho e negro, sempre! A colcha em cima da grande cama, vermelha e trabalhada na madeira ébano. E na sala um grande piano, uma grande harpa, um grande órgão. Paixão pelos instrumentos de cordas bem afinados e sempre usados.
Uma habitação sempre reflete seu habitante.
Persephone
sexta-feira, 29 de outubro de 2004
Chegou-se a porta e encostou-se. Via-os. A ambos. O mais ativo dos dois dormia. O outro, acordado, mas alheio a tudo que estava ao redor, exceto ao jovem adormecido. O menino observava como uma mãe... que ironia! Tão perto estava a mãe do que dormia, observando a ambos, quieta e culpada. Culpada porque os amava.
O garoto virou-se abruptamente para a mulher na porta. E sorriu. Ela aproximou-se deles e sentou na cama ao lado do que estava acordado.
- Não.- sussurrou.- Não o acorde.
- Mas ele vai gostar de vê-la. Veio só para ver você, já que é...
- Shiiiiu...- colocou o indicador nos lábios do garoto.- Não gosto de lembrar disso.
- Ele muito menos.
- Tenho vontade enforcar o pai dele quando penso nisso... por isso não quero pensar. – e segurou a mão do menino. Ele sorriu encabulado.
- O que seu esposo dirá se nos vir, os três aqui?
- Nada.- Ela virou-se para o jovem adormecido e acariciou seus cabelos, tão claros e macios, mas suados -Ele é meu filho, não é? E você agora é...- interrompeu-se e beijou os lábios do jovem que ainda dormia, suavemente, estalado. Depois deu um beijo igual no garoto acordado. – Se puderem esperar, esperem-me. - debruçou sobre o filho e murmurou no ouvido: - Eu o amo Karl.- levantou-se.- E a você também Ágnis.
Foi-se e abandonou-os. Novamente. E o Tártaro era quente...

Hehehe... Shunzinho e Hyoguinha, porque eles se parecem muito com o Ágnis e com o Karl...
Persephone
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