IRMÃOS E IRMÃS DE
JESUS?
(Visão
Católica e Ortodoxa)
Os
Evangelhos de Mateus (13, 55) e Marcos (6, 3) nomeiam as seguintes pessoas como
irmãos de Jesus: Tiago, José (ou Josés - os
manuscritos variam na forma) Simão e Judas. Mas, Mt. 27, 56 diz que, junto à
cruz estava Maria, a mãe de Tiago e José. Mc. 15, 40
diz que ali estava Maria, a mãe de Tiago, o menor, e José. Logo, embora a prova
não seja conclusiva, parece que os dois primeiros, Tiago e José, (ou Joses), - excepto se supormos que estes eram outras pessoas com os
mesmíssimos nomes - eram filhos de outra mãe, e não da Mãe
de Jesus.
Vemos
aqui que o termo "irmão" foi usado para indicar aqueles que não eram
filhos de Maria, a Mãe de Jesus. Do mesmo modo, facilmente poderia ter ocorrido
o mesmo com os outros dois "irmãos", Simão e Judas. Além disso, se
Maria tivesse outros filhos e filhas naturais no tempo da crucifixão, seria
estranho Jesus ter pedido a João para que cuidasse dela. Especialmente porque
Tiago, o "irmão do Senhor" ainda estava vivo em 49 d.C. (cf. Gl. 1, 19); certamente ele
poderia ter cuidado dela... Lot, que era sobrinho de
Abraão (cf. Gn. 11, 27-31), é chamado de "seu irmão" em Gn. 13, 8 e
14, 14-16. O termo hebraico e aramaico «ah» era usado para expressar vários
tipos de graus de parentesco (v. Michael Sokoloff, A Dictionary of Jewish Palestinian
Aramaic", Bar Ilan University Press, Ramat-Gan, Israel, 1990, p.45). O hebraico não tem palavra
para «parentes». Eles poderiam dizer «ben-dod» para
expressar filho de um tio por parte de pai, mas para outros graus de parentesco
eles precisavam construir uma frase complexa, tal como "filho do irmão de
sua mãe" ou "filho da irmã de sua mãe" (para consultar
expressões complexas do aramaico, v. Sokoloff, pp.
111 e 139).
Objecção 1: não deveríamos usar o
hebraico, já que o grego possui um termo para designar primo e outros tipos de
parentes, também os Evangelhos não se utilizam de outras palavras específicas
para designar os parentes de Jesus. Eles usam somente o termo grego «adelphos», o que significa irmão real.
Resposta: A «Septuaginta» (tradução grega do Antigo
Testamento hebraico, (cuja abreviatura padrão é LXX), usa o grego «adelphos» para Lot que, como
vimos acima, era, na verdade, sobrinho. Além disso, os escritores dos
Evangelhos e Epístolas sempre tinham em mente as palavras hebraicas, mesmo
quando escreviam
Como
isso aconteceu? O hebraico e o aramaico carecia dos graus de comparação (tais
como: bom, melhor, o melhor; claro, mais claro, claríssimo) e, então,
precisava-se encontrar outra forma de expressar as ideias. Enquanto nós
poderíamos dizer: "Amo mais a um que a outro", o hebreu diria:
"Amo a um e detesto o outro". Em Lc. 14,
26, Nosso Senhor nos diz que devemos "odiar nossos pais" é óbvio,
porém, que quer dizer que devemos amar mais a Cristo do que a nossos pais. De
forma semelhante, em 1 Cr. 1, 17, Paulo afirma:
"Cristo não me enviou para baptizar, mas para pregar"; só que o
próprio Paulo já havia declarado ter baptizado algumas pessoas; logo, o que
realmente queria dizer é: "Minha missão mais importante é pregar; baptizar
é menos importante". São Paulo, em 1 Tes. 4, 5
diz que os gentios "não conhecem a Deus". Ele usa o termo
"conhecer" no sentido do hebraico «yada», um termo amplo que
significa conhecer e amar. De facto, não são raras as vezes em que podemos
afirmar que certa palavra hebraica encontrava-se na mente de São Paulo, que se
expressava em grego.
Todos os estudiosos admitem que o Evangelho de São
Lucas possui mais semitismos que os livros escritos por outros semitas (Lucas
não era semita, mas médico de origem grega). Por quê? A princípio, parece que
Lucas escrevia assim para imitar o estilo da LXX, mas, em um estudo que fiz (v.
meu artigo "São Lucas imitava a Septuaginta?", publicado no Jornal
[Internacional] de Estudos do Novo Testamento, jul. /1982, pp. 30-41, editado
pela Universidade de Sheffied, Inglaterra), mostrei,
estatisticamente, que Lucas não tentava imitar a Septuaginta. Eu fiz um estudo
de um semitismo bem estranho em Lucas: o aditivo «kai», que reflecte o aditivo
hebraico «wau». Eis um exemplo tirado de Lc. 5, 1:
"E isto aconteceu quando as multidões se apertavam para ouvir dele a
palavra de Deus e ele se encontrava de pé junto ao Lago [de Genesaré]".
A palavra "e", grifada em itálico, poderia existir no hebraico, mas não
no grego, nem mesmo no aramaico. Pela contagem real, São Lucas usa este
"e" somente de
Então por que ele a empregou assim? Em linhas
gerais, São Lucas nos diz que tomou grande cuidado, conversou com testemunhas
oculares e checou relatos escritos sobre Jesus. Estes
relatos escritos poderiam estar em grego (alguns judeus sabiam se comunicar em
grego), hebraico ou aramaico. Logo, seria possível que São Lucas tivesse usado
relatos escritos nessas linguagens. O problema não seria perceptível no grego
se fossem usadas fontes gregas, é lógico; mas se ele usou, em certos momentos,
documentos hebraicos, e se ele os traduziu com extremo cuidado - tão extremo a ponto de manter a estrutura hebraica no
texto grego, onde não existiria - então poderíamos afirmar que foi dessa forma
que ele resolveu fazer. As estranhas estruturas que encontramos – também
anormais no aramaico - usadas por São Lucas em alguns
pontos, mas não em outros, parecem demonstrar a existência de documentos
hebraicos, traduzidos com extremo cuidado. Lucas sabia como escrever em grego
culto, como demonstra certas passagens. Mas por que escreveu assim? Certamente
por causa de seu extremo cuidado, para ser fiel aos textos originais que usava.
Portanto, precisamos conhecer o hebraico fundamental para compreendermos a
questão correctamente (o "e" é omitido nas traduções das
linguagens modernas, como o inglês; o problema só é verificável quando lemos
São Lucas na língua grega original). Há uma palavra importante em Rm. 5, 19,
que diz que "muitos" se tornaram pecadores (= pecado original). É
óbvio, porém, que São Paulo se referia a "todos". De facto, o grego
usa «polloi»; no grego comum, sempre significa «muitos», mas não todos.
Entretanto, se conhecermos o hebraico que estava na mente de Paulo, tudo
torna-se claro. Havia uma estranha palavra, «rabbim», que aparece pela primeira
vez em Is. 53, na profecia da Paixão. Pelo contexto,
percebemos claramente que significa «todos», ainda que também signifique
«muitos», para ser mais exacto ela significa «todos» dos que são «muitos». Por
exemplo, se eu estiver em uma sala com outras três pessoas, eu poderia dizer
todos, mas não poderia dizer muitos; agora, se usarmos uma concordância grega
para encontrarmos todas as citações
Em
outras partes, São Paulo frequentemente faz uso do termo grego «dikaiosyne» não
na forma estrita utilizada pelo sentido grego, mas na forma ampla do sentido
hebraico de «sedaqah». Há muitos outros lugares no Novo Testamento onde devemos
considerar o fundamento hebraico para obter o sentido correcto do grego. Demos
apenas alguns exemplos que são suficientes para mostrar como os escritores do
Novo Testamento trabalharam e a necessidade de se evitar que entendamos somente
o que diz o grego (que insiste que devemos ignorar o fundamento hebraico,
afirmando que o grego possui palavras próprias para designar primos e outros
parentes, ao contrário do hebraico).
Objecção 2: J. P. Meier, em "A
Marginal Jew" (Doubleday,
1991, pp. 325-326) afirma que "o novo Testamento não é uma tradução
grega"; assim, o termo hebraico usado para referir-se a «irmão» não pode
ter gerado uma "desastrosa" tradução.
Resposta: Muitos estudiosos crêem que parte ou até mesmo todos
os Evangelhos são traduções gregas. A evidência citada acima, no "Jornal
de Estudo do Novo Testamento" contribui para demonstrar isso. Em adição,
temos evidências extensivas mostrando que, apesar dos autores não terem feito
uma tradução, eles muitas vezes usavam palavras gregas com o significado do
pensamento hebraico fundamental. Isto é especialmente notável em Paulo, ainda
que Meier afirme que Paulo não estava fazendo uma tradução, bem como conhecia
"Tiago, o irmão do Senhor", em pessoa.
Meier
também assegura (pp. 327-328) que Josefo, um judeu que escreveu em grego,
várias vezes utiliza a palavra correcta para designar primo, mas usa a palavra
irmão para indicar os "irmãos de Jesus". Concordamos que Josefo assim
se expressa. No entanto, será que Josefo possuía informação directa acerca da
real natureza dos "irmãos" de Jesus? É óbvio que não. Meier também
não analisa a questão sob este ponto de vista...
Objecção 3: Meier afirma (p. 323) que
se quisermos que «ah» signifique primo, então deveríamos ler Mt. 12, 50 assim:
"Todo aquele que faz o desejo de meu Pai que está nos céus é meu primo,
prima e mãe". De maneira similar (p. 357), ele diz que Mc.
3, 35 deveria então ser lido: "Nem seus primos acreditavam nele".
Resposta: Meier parece ser deliberadamente cego nestes
pontos. Ora, se «ah» possui um significado amplo, poderíamos então mantê-lo na
tradução, não apenas limitando-o a primo; poderia ser primo, mas também
qualquer outra espécie de parente.
Objecção 4: Em Mt. 1, 25, os teólogos
protestantes apontam para duas palavras: «até que» e «primogénito».
Resposta: "Até que": muitas palavras antigas têm
diversos significados possíveis. Às vezes a palavra "até que" abrange
o tempo posterior ao indicado mas nem sempre isso acontece. Em Dt. 34, 6, Moisés foi enterrado "e até hoje ninguém
sabe onde se encontra sua sepultura". Isto era verdade no dia em que o
autor do Deuteronómio relatou o facto; e continua sendo verdade ainda hoje. No Sl. 110, 1, conforme interpretado pelo próprio Jesus,
"o Senhor disse ao meu Senhor (= de David): 'Senta à minha mão
direita até que eu coloque os teus inimigos sob os teus pés'".
Obviamente, Jesus sempre estará à direita do Pai; logo, a palavra «até que»
jamais significará uma mudança de estado. O Sl. 72,
7, um salmo messiânico, diz que em seus dias "a paz abundará até a lua não
mais existir". Aqui novamente, o poder do Messias jamais deixará de
existir ainda que a lua deixe de brilhar (Mt. 24, 29). Em 2 Sm.
6, 23, diz-se que "Mical, esposa de David, não terá mais filhos até o dia
de sua morte". Logicamente, ela não os terá mesmo após sua morte! Em Mt.
11, 3, Nosso Senhor diz que se os milagres feitos em Cafarnaúm tivessem sido
feitos em Sodoma, "ela teria durado até o presente dia". Isso não
significa que Jesus a destruiria logo a seguir. Em Mt. 28, 20, Jesus promete
que permanecerá com sua Igreja e seus seguidores "até o fim do
mundo". Será que deserdará depois, na eternidade? Em Rm. 8, 22, São Paulo
diz que toda a Criação suspira, esperando pela revelação dos filhos de Deus até
os seus dias (de Paulo). Nem por isso ele irá para sua missão, mas continuará
até a restauração final. Em 1 Tm. 4, 13, o apóstolo
pede para que Timóteo se devote à leitura, exortação e ensinamento "até eu
(Paulo) chegar". Isso não quer dizer que Timóteo deveria parar de fazer
tais coisas após a chegada de Paulo. E existe muitos outros exemplos, embora
estas poucas citações sejam suficientes para demonstrar que a expressão
"até que", no Antigo e no Novo Testamento, significa uma mudança de
coisas que está para acontecer segundo o ponto a que se refere.
Até
mesmo J. P. Meier, que trabalha estressantemente para tentar provar que Jesus
tinha irmãos naturais, admite que o argumento baseado na expressão "até
que" nada prova (em CBQ - jan. /1992, pp. 9-11).
Primogénito: Jesus é assim chamado em Lc. 2, 7 (e também em Mt. 1, 25, se considerarmos a adição
ao texto grego encontrada na Vulgata Latina). Este termo se refere ao hebraico
«bekor», que expressa principalmente a posição privilegiada do primeiro filho
com relação aos demais filhos. Não implica, porém, na existência real de outros
irmãos. Podemos ler numa inscrição grega encontrada numa sepultura em «Tel el Yaoudieh» (cf. Biblical
11, 1930, pp. 369-390) que uma mãe faleceu ao dar à luz ao seu filho: "Nas
dores do parto de meu filho primogénito, o destino me trouxe o fim da
vida". No mesmo sentido, existe outro epitáfio em Leontópolis (v.
"Biblical Archaeology Review," Set. - Out. /1992, p. 56).
Objecção 5: Alguns escritores cristãos
primitivos dizem que os irmãos do Senhor eram irmãos reais.
Resposta: Meier, que tão diligentemente colecta todos os
dados que possam servir para contestar a virgindade de Maria após o nascimento
de Jesus, menciona apenas quatro: Hegésipo, no séc. II -
Mas Meier admite (p. 329): "...tal testemunho não está livre de problemas
e possíveis auto-contradições";
Tertuliano - Contudo, Meier
reconhece que isto ocorria porque queria "reforçar sua posição ao ponto de
vista docético sobre a humanidade de Cristo"; tal desejo fez com que
fizesse tal afirmação.
De
facto, Tertuliano, com a mesma predisposição, afirmou que a aparência do corpo
de Cristo era horrível! Realmente ele era um extremista, como se comprova pelo
facto de que não sendo os montanistas tão severos quanto à moralidade, acabou
por fundar sua própria sub-seita;
Meier
também sugere que duas passagens de Santo Ireneu (séc. II) podem implicar na
negação da virgindade pós-parto: na primeira Ireneu faz um paralelo entre Adão
e Cristo, para segurança de sua "teologia da recapitulação"; na
segunda, Ireneu desenvolve o tema da nova Eva. É difícil, porém, encontrar
nessas passagens qualquer dica que negue a virgindade pós-parto. O próprio
Meier admite que a interpretação desses textos são improváveis;
Helvídio,
no séc. IV [totalmente refutado por São Jerónimo]. Estes textos, contudo, são
desprezíveis se comparados com o extenso suporte patrístico que favorecem a
tese da virgindade perpétua (cf. "Marian Studies," VIII, 1956, pp. 47-93).
Por isso, em seu sumário de conclusões (pp.
331-332), Meier não faz qualquer menção a estes escritores da Igreja primitiva.
Objecção 6: Meier (p. 331) diz que
devemos seguir o critério do múltiplo atestado: Paulo, Marcos, João, Josefo e
talvez Lucas atestam a existência dos irmãos de Jesus.
Resposta: Isto nada mais é que o retorno ao início da questão.
Méier não provou que qualquer um destes "irmãos" seja, de facto, um
irmão real de Jesus. Meier acrescenta que o sentido natural de «irmão» é o que
indica «irmão» real, mas já vimos na segunda resposta (acima), que tal sentido
não é absolutamente obrigatório. Ele também afirma que não existe outro caso
claro no Novo Testamento que possa admitir outro significado, a não ser irmão
real ou meio-irmão. Novamente ele acaba retornando ao início do problema pois
não consegue provar que algum desses textos possa significar «irmão» real.
O
próprio Meier reconhece (p. 331) que "todos estes argumentos em conjunto
não podem produzir uma certeza absoluta". Nós acrescentamos: em Mc 3, 20-21, os parentes de Jesus vão até ele para
prendê-lo – os irmãos mais novos não poderiam tomar tal atitude na cultura
semita, pois Jesus era o primogénito. E, quando Jesus contava com 12 anos ao
visitar o Templo de Jerusalém, seus irmãos mais novos deveriam acompanhá-lo
(excepto as irmãs), se de facto existissem, de outra forma Maria teria ficado
em casa cuidando dos filhos mais novos. Vemos, assim, que não há evidências
sólidas na Escritura que nos permitam supor que Nossa Senhora tenha tido outros
filhos. Há, por outro lado, respostas lógicas para todas as objecções
formuladas. Porém, a razão decisiva é o ensino da Igreja; os credos mais
antigos chamam Maria de «aei-parthenos», ou seja,
"sempre Virgem".
Meier
parece querer usar um machado para cavar... Em seu longo artigo publicado na
CQP (1992, pp. 1-28), ele diz, na última página, que deveríamos perguntar se a
hierarquia das verdades não nos deixaria aceitar protestantes dentro da Igreja
Católica sem que pedíssemos a eles para que acreditassem na virgindade perpétua
de Nossa Senhora. De facto, existe uma hierarquia de verdades, algumas mais
básicas que outras. Mas isso não significa, em absoluto, que possamos
incentivar a negação de uma doutrina que vem sendo repetidamente ensinada pelo
Magistério Ordinário, bem como pelos mais antigos credos (portanto,
infalíveis). Realmente, se alguns protestantes querem aderir à Igreja sem
aceitar a autoridade do Magistério, então jamais serão católicos de facto,
ainda que aceitem todos os demais ensinamentos. Aceitar realmente a autoridade significa
aceitar tudo, e não quase tudo.
Até mesmo Meier, tão inclinado à negação da
virgindade perpétua, admite (pp. 340-341) que existe uma estranha tradição
rabínica que diz que Moisés, após seu primeiro contacto com Deus, deixou de se
relacionar sexualmente com sua esposa. Isto aparece primeiro em Filo de
Alexandria e foi suportado, depois, pelos rabinos. Ora, se Moisés, em virtude
de um contacto externo com Deus, agiu dessa maneira, porque então não poderia
ocorrer o mesmo com Nossa Senhora, que foi preenchida pela divina presença para
a concepção de Jesus e carregou a própria Divindade em seu ventre durante nove
meses? De facto, Lutero e Calvino, como Méier reconhece (p. 319), aceitaram
a doutrina da virgindade perpétua de Maria.
Por
que, então, Meier luta tanto contra ela? Realmente, os protestantes, se forem
lógicos, não podem apelar para provas bíblicas, a partir do momento em que nem
mesmo têm como determinar quais livros são inspirados. Lutero achava que, se um
livro pregasse a justificação somente pela fé, então ele era inspirado, caso
contrário, não. Mas, lamentavelmente, ele nunca conseguiu provar que isso era
verdade (tanto ele quanto eu poderíamos escrever livros sobre o assunto e nem
por isso seriam inspirados) eis que vários livros da Bíblia não mencionam a
justificação pela fé... É que, infelizmente, Lutero não sabia o que São Paulo
queria dizer com a palavra fé. (sobre este assunto, consultar a obra
fundamental do Protestantismo: "Interpreter's Dictionary of the
Bible", Supplemento,
p. 333).
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)