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ATUALIDADES
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OS CRIMES DE GUERRA DE SHARON NO L�BANO
Por Jean Shaoul
24/02/2002
Parte 2
Abaixo, publicamos a segunda, de uma s�rie de tr�s partes, de um estudo examinando o papel do primeiro-ministro Ariel Sharon nos crimes de guerra cometidos durante a invas�o do L�bano, em 1982, que culminou com o massacre dos refugiados palestinos de Sabra e Shatila.
Semanas ap�s ter-se tornado ministro da Defesa, e depois de dois anos de paz, Sharon repetiu a a��o militar no L�bano. Ele acertou alvos no sul do L�bano, provocando a retalia��o que lhe deu a desculpa, para o intenso bombardeio a Beirute e a outros alvos, em 17-18 de abril de 1981, que deixou centenas de mortos. Enquanto o enviado especial americano, Philip Habib, negociava um cessar-fogo, estava claro que era apenas uma quest�o de tempo para Israel encontrar um pretexto para invadir o L�bano.
Sharon come�ou seus preparativos. Em novembro, ele acabou com o governo militar na Cisjord�nia e Gaza. No entanto, longe de melhorar as condi��es, ele proibiu os grupos pol�ticos palestinos e criou um novo e mais brutal regime sob sua dire��o e de Menachem Milson, o novo administrador civil. Na pr�tica, Cisjord�nia e Gaza incorporavam-se � "Grande Israel". Em dezembro, as Colinas do Gol� tamb�m foram anexadas.
A miss�o do governo era de assentar o maior n�mero de judeus israelenses na Cisjord�nia e Gaza, ao ponto de os Territ�rios Ocupados n�o poderem mais ser devolvidos aos palestinos. O projeto era desenvolver os territ�rios e criar uma infra-estrutura para f�bricas, principalmente ind�strias cient�ficas sofisticadas, nos novos assentamentos.
A chave para a integra��o dos Territ�rios Ocupados � "Grande Israel" era a destrui��o da lideran�a palestina, a OLP. O objetivo de Sharon, que era apoiado pelo Likud e pelo Partido Trabalhista, era evitar um acordo pol�tico com a OLP a qualquer custo. Do ponto de vista de Begin e Sharon, o sucesso de Arafat em isolar as fac��es da OLP e estados como o Iraque e a L�bia, que defendiam a destrui��o de Israel, seria um rev�s. Significaria que a OLP teria que ser inclu�da nas negocia��es de um acordo de longo prazo para o conflito israelo-palestino, o que levaria � cria��o de um estado palestino, conforme proposto no Plano de Paz do rei Fahd, de 1981.
Os Acordos de Camp David, de 1978, abriram caminho para acordos de paz bilaterais com os vizinhos �rabes de Israel. Tamb�m davam a Israel a oportunidade de anexar os Territ�rios Ocupados e de preparar-se para a invas�o do L�bano. Para este fim, Israel j� tinha feito um acordo de paz com o Egito e estava em processo de retirada do Sinai, conforme decidido em Camp David, em 1978, assegurando a neutralidade do mais importante pa�s �rabe no caso de Israel atacar qualquer de seus vizinhos.
Entre agosto de 1981 e maio de 1982, as FDI, com a autoriza��o de Sharon, violaram 2.185 vezes o espa�o a�reo liban�s e 652 vezes as �guas territoriais . Arafat, ansioso para angariar o apoio americano para lidar com Israel, manteve o cessar-fogo negociado com Habib e n�o retaliou.
Em dezembro de 1981, Sharon advertiu Philip Habib, o enviado especial do presidente Reagan, e Morris Draper, o embaixador especial americano, que os ataques a assentamentos israelenses eram intoler�veis e que se continuassem ele acabaria com a OLP completamente. Os Estados Unidos estavam preocupados com as repercuss�es pol�ticas do fato e Habib deixou bastante claro que Sharon n�o tinha justificativa para guerra, dizendo, "A OLP n�o est� realizando muitos ataques. N�o h� necessidade dessa rea��o israelense. N�s vivemos em pleno s�culo XX ... N�o se pode invadir um pa�s como este." No entanto, o Pent�gono, conhecendo os planos de Sharon para invadir o L�bano, aumentou sua ajuda militar a Israel nos primeiros meses de 1982. As remessas eram 50% maiores do que do ano anterior e continuaram por todo o m�s de junho, o primeiro m�s da guerra.
Em janeiro de 1982, Sharon viajou secretamente a Beirute para se encontrar com Pierre Gemayel e seu filho, Bashir, que tinha matado todos os seus oponentes crist�os, a fim de garantir a lideran�a dos grupos crist�os. Bashir buscava tornar-se presidente do L�bano nas futuras elei��es. Sharon anunciou que Israel pretendia invadir o L�bano acima de Beirute. Ele pediu que os falangistas se juntassem aos israelenses na batalha para expulsar a OLP de Beirute e do L�bano e que assinassem um tratado de paz com Israel.
Pierre Gemayel rejeitou ambos os pedidos. No entanto, por mais que ele quisesse a ajuda dos israelenses, ele n�o pode ser visto com um colaborador declarado de Israel.
Em maio de 1982, Sharon voou para Washington com o objetivo de conseguir o apoio do presidente Reagan. Depois do encontro com o presidente, o secret�rio de estado, Alexandre Haig, chamou Sharon no canto e, de ex-general para outro, lhe deu um conselho amigo. Ele o advertiu que seria preciso um "casus belli". "Ariel", disse ele, "estou lhe dizendo que � pouco satisfat�rio ... Nada deve ser feito no L�bano sem uma provoca��o reconhecida internacionalmente e a rea��o israelense deve ser proporcional a esta provoca��o." Enquanto Sharon indagava sobre o que seria uma provoca��o clara, a coisa estava melhor do que ele esperava. Ele tinha contado aos seus patr�es seus planos e eles n�o tinham apresentado qualquer obje��o. Agora, tudo o de que ele precisava era um pretexto apropriado.
Mais tarde, Haig tentou negar que tinha dado o sinal verde para a invas�o, mas ele deixou escapar: "Os israelenses deixaram muito claro que o seu limite de toler�ncia foi excedido e que na pr�xima provoca��o eles iriam reagir. Eles nos disseram isto. O presidente sabia disto." O Departamento de Estado, quando pressionado, n�o pode citar uma �nica declara��o oficial contr�ria � invas�o, al�m do apoio, rapidamente retirado, � primeira resolu��o da ONU pedindo que Israel acabasse com a agress�o.
Duas semanas mais tarde, houve um atentado meio atabalhoado contra a vida do embaixador israelense, Sholomo Argov, em Londres, realizado pelo grupo Abu Nidal, que era hostil a Arafat e � OLP, e que operava no Iraque, com escrit�rio em Beirute. Este fato foi ignorado pelo primeiro-ministro Begin, enquanto a OLP insistia em que n�o tinha nada a ver com a tentativa de assassinato ou com o grupo Abu Nidal. No que interessava a Begin "s�o todos da OLP". Em outras palavras, como l�der da OLP, Arafat era respons�vel pelas atividades de todos os grupos palestinos e os palestinos deviam ser vistos como terroristas que precisavam ser eliminados. O gabinete deu instru��es para os planos israelenses de atacar posi��es da OLP dentro e em volta de Beirute. Quando a reuni�o acabou, Begin disse "Devemos estar preparados para o m�ximo. Vamos atacar e ver no que d�."
Israel realizou pesados bombardeios a alvos da OLP, inclusive nos campos de refugiados de Sabra e Shatila e a um hospital. Mais de 200 pessoas foram mortas. Com Arafat fora de Beirute, em Am�, Jord�nia, os palestinos responderam atacando assentamentos israelenses na Galil�ia. Sharon se aproveitou disto para anunciar ao gabinete que em poucos dias haveria uma curta opera��o com a dura��o de um ou dois dias, chamada "Opera��o Paz na Galil�ia". Tinha por objetivo empurrar os palestinos 40-45 quil�metros para tr�s, para que eles n�o atacassem o norte de Israel. Israel n�o atacaria os s�rios no L�bano, a menos que eles agissem contra as for�as israelenses. Quando perguntaram a Sharon sobre Beirute, ele disse: "Beirute est� fora deste quadro. Esta opera��o n�o foi projetada para ocupar Beirute." Cada palavra era mentira.
Alguns membros do gabinete alegaram depois que Sharon os tinha enganado, embora isto tenha soado falso, pelo menos. Dois meses antes da guerra, Begin contou a Shimon Peres e ao Partido Trabalhista seus planos e a ret�rica pela qual a invas�o seria vendida ao p�blico. Como um veterano correspondente militar, Ze'ev Schiff, que tinha liga��es estreitas com o establishment militar israelense, escreveu no Ha'aretz, algumas semanas antes da invas�o, "N�o � verdade que dissemos aos americanos que n�o queremos invadir o L�bano. Existem for�as influentes, lideradas pelo ministro da Defesa que, com intelig�ncia e ast�cia, est�o tomando os passos para se chegar a uma situa��o que n�o deixar� a Israel outra op��o que n�o seja invadir o L�bano, mesmo que isto envolva uma guerra com a S�ria."
Invas�o israelense do L�bano, em junho de 1982
Sharon estacionou seus soldados na fronteira com o L�bano em 6 de junho e logo se dirigiram para o norte de Beirute, e ao longo do caminho iam demolindo acampamentos palestinos, empurrando as pessoas para o norte, principalmente os mu�ulmanos de Beirute ocidental, e encarcerado muitos homens. Israel usou sua superioridade a�rea e poder de fogo para explodir tudo o que encontrava, n�o obstante algumas vezes lan�ar panfletos avisando os habitantes para que deixassem as casas antes que os ataques come�assem. Em seguida, mandou as for�as terrestres para limpar tudo. Conforme o Jerusal�m Post explicou: "Com uma precis�o mortal, os canh�es derrubaram fileiras inteiras de casas e pr�dios de apartamentos que se acreditava serem as posi��es da OLP. Os campos ficaram salpicados de crateras ... A estrat�gia de Israel naquele momento era �bvia - limpar o caminho para que os tanques israelenses pudessem avan�ar e impedir qualquer revolta da OLP."
Sustentando o plano maior de Sharon de expulsar a S�ria do L�bano, em 9 de junho as FDI fizeram um ataque gratuito �s for�as s�rias no vale do Beka. Depois de Israel ter derrubado mais de 60 avi�es em um dia, a S�ria evitou qualquer confronto militar posterior com Israel. Assim, Israel tinha efetivamente neutralizado a S�ria pelo resto da campanha.
No final de junho, o sul do L�bano foi devastado. Dez mil pessoas foram mortas, 350.000 a 400.000 palestinos foram espalhados, o ex�rcito israelense fez 15.000 prisioneiros e muito pouco ficou de p�. De acordo com um jornalista israelense, "As cenas chocantes dos campos mostram que a destrui��o foi sistem�tica". Muitas pessoas jamais foram contadas. Os que ficaram foram deixados � merc� da mil�cia falangista e das for�as de Haddad, o representante de Israel no sul do L�bano.
Bombardeio e cerco a Beirute
Em 13 de junho, oitavo dia da guerra, Begin disse no Knesset que a luta terminaria assim que o ex�rcito alcan�asse uma linha de 40 quil�metros. Naquele momento, Sharon estava com seus soldados, que tinham cercado Beirute Ocidental, em Ba'abda, contemplando a cidade que agora era o lar de 500.000 pessoas. O cerco que se seguiu durou 70 dias.
Durante este tempo, a cidade foi bombardeada intensamente com bombas de f�sforo e de fragmenta��o. Este foi um esfor�o n�o s� de destruir a OLP e suas instala��es militares mas tamb�m toda a sua base social e rede de bem-estar: servi�os de sa�de e educa��o, organiza��es pol�ticas e sociais e, acima de tudo, aldeias esqu�lidas que tinham se tornado a casa dos palestinos no L�bano.
Nem mesmo os hospitais foram poupados, embora eles estivessem claramente sinalizados. Em 6 de agosto, havia 30 leitos dispon�veis em Beirute Ocidente de um total anterior de 1.400, de acordo com a Cruz Vermelha. Os campos de refugiados foram bombardeados continuamente, obrigando mais da metade dos 125.000 habitantes de Sabra e Shatila a fugir nas primeiras semanas da guerra, muito embora nenhuma artilharia pesada ou posi��es fortificadas tivessem sido encontradas. Os palestinos que tentaram deixar Beirute Ocidental foram proibidos pelas for�as israelenses que patrulhavam a cidade.
A ONU estimou que 13.500 casas foram gravemente danificadas s� em Beirute Ocidental, e muitos milhares mais em outros lugares, excluindo os campos palestinos. Os fornecimentos de �gua e energia foram interrompidos e alimentos e rem�dios cortados. As organiza��es de ajuda internacional tiveram o acesso negado.
A pol�cia libanesa avaliou que mais de 19.000 pessoas foram mortas e 30.000 feridas, entre o come�o de junho e o final de dezembro. Cerca de 6.775 foram mortas em Beirute e 84% eram civis. "Mas estes n�meros exclu�ram aqueles que foram enterrados em covas coletivas n�o informadas �s autoridades libanesas", disseram. Em contraste, 340 soldados das FDI foram mortos entre junho e o in�cio de setembro e mais 146 no final de novembro. Destes, 117 foram mortos combatendo em Beirute.
O objetivo do cerco a Beirute e a brutalidade que se seguiu era pressionar ao m�ximo o governo do L�bano para obrigar Arafat e a OLP a abandonarem o pa�s. Para isto, Israel assumiu o controle da capital de um outro pa�s, violou todas as regras constantes dos manuais sobre crimes de guerra e manteve ref�m metade da popula��o de Beirute (todos em Beirute Ocidental).
O papel dos Estados Unidos na evacua��o da OLP
Os Estados Unidos, longe de atuarem como um agente honesto, intervieram para organizar a evacua��o da OLP, em nome de Israel. Ofereceram garantias de prote��o aos civis palestinos que foram absolutamente importantes para que a OLP deixasse Beirute. As evid�ncias mostram que nunca honraram essas garantias.
Os Estados Unidos mandaram Habib de volta ao Oriente M�dio para se encontrar com Sharon e se certificar dos termos para o fim da luta. Habib perguntou, "Quem deve deixar Beirute? Todos os 10.000 (militantes da OLP) ou s� os l�deres?" Sharon respondeu "Todos os terroristas. Todos devem partir. Se eles se recusarem, ser�o destru�dos... Diga-lhes que partam." Quando Habib se contrap�s, dizendo "Acho que ser� imposs�vel fazer o que voc� pede", Sharon enviou dezenas de avi�es ca�as que descarregaram centenas de toneladas de explosivos sobre Sabra e Shatila e bombas de fragmenta��o sobre os pr�dios de apartamentos em Beirute Ocidental.
Com isto, Habib acabou com todas os passos para que o governo liban�s pressionasse Arafat a concordar com os termos de Sharon. Sabendo que Sharon n�o aceitaria promessas, ele mesmo foi a Arafat para pegar um compromisso assinado de que ele partiria com todos os seus militantes.
Habib agora tinha que encontrar estados �rabes que quisessem ficar com os palestinos; mas n�o eram muitos. Os l�deres, de uma certa forma, tinham tolerado a invas�o do L�bano, mesmo aqueles que gritaram mais alto sua oposi��o a Israel. Poucos queriam aceitar os militantes da OLP, a quem olhavam como criadores de caso. O rei Hussein, da Jord�nia, at� pediu que se as guerrilhas armadas fossem para a S�ria, elas teriam que ser alojadas longe da fronteira com a Jord�nia. Ele permitiu que alguns palestinos com passaportes jordanianos entrassem no pa�s. O Egito e a S�ria recusaram todos os militantes da OLP, enquanto T�nis, I�men, Sud�o, Iraque e Arg�lia concordaram em ficar com alguns.
Mesmo ap�s o acordo sobre a evacua��o da OLP, os bombardeios continuaram, inclusive um tapete de bombas no campo de refugiados de Bourj al Barajneh. No s�bado, 21 de agosto, o primeiro contingente de 12.000 militantes da OLP deixou Beirute de navio. O pr�prio Arafat foi o �ltimo a sair, em 30 de agosto de 1982. Os Estados Unidos tinham negociado com o presidente Bourguiba que ele iria para a Tun�sia. Um outro contingente de 10.000 militantes da OLP permaneceu no leste e norte do L�bano, em �reas sob controle s�rio.
A prote��o dos palestinos deixados para tr�s, em Beirute, foi uma quest�o fundamental no acordo pelo qual a OLP aceitava sair da cidade. Uma for�a multinacional dos Estados Unidos, Fran�a e soldados italianos em Beirute, deveria supervisionar a evacua��o e garantir sua seguran�a. Al�m disso, havia acordos bilaterais entre os governos dos Estados Unidos, do L�bano e a OLP, e uma promessa israelense de que n�o entrariam em Beirute.
Segundo os termos do acordo, "Os Estados Unidos providenciar�o suas garantias com base na certeza recebida do governo de Israel e dos l�deres de certos grupos libaneses com os quais tiveram contato." Mais tarde, Habib confirmou que ele, pessoalmente, assinou o acordo que garantia prote��o aos palestinos. "Consegui garantias espec�ficas a este respeito de Bashir e dos israelenses - de Sharon," disse ele. Habib escreveu pessoalmente ao primeiro-ministro liban�s dizendo "Meu governo far� o m�ximo para assegurar que estas garantias (por parte de Israel) sejam meticulosamente observadas."
Quase que imediatamente Israel quebrou suas promessas. O ex�rcito liban�s deveria ter participado da opera��o de seguran�a mas foi impedido pelas for�as armadas israelenses, numa manifesta viola��o ao acordo de retirada de Beirute. Esta foi apenas a primeira de uma s�rie que os Estados Unidos iriam sancionar. As FDI tinham Arafat sob suas vistas. Elas podiam facilmente t�-lo matado mas os Estados Unidos conseguiram uma promessa de Sharon de que Arafat teria garantido um salvo conduto e passagem para T�nis. Uma promessa que ele, recentemente, se arrependeu amarga e publicamente.
Como parte do acordo organizado por Habib, a pol�cia nacional libanesa assumiu o controle de Beirute Ocidental e recolheu armas e muni��es dos dep�sitos da OLP, embora algumas tivessem sido cedidas pela mil�cia mu�ulmana Murabitun.
Em 23 de agosto, em meio � evacua��o da OLP, o homem de Israel, Bashir Gemayel, que tinha o maior ex�rcito privado do L�bano, ganhou as elei��es presidenciais. O controle de Israel sobre a maior parte do pa�s deu prote��o �s conven��es de delegados que tinham poder para escolher o presidente e forneceu helic�pteros para traz�-los para votar em Beirute Oriental. Gemayel tornou-se presidente do L�bano em 23 de setembro.
Israel venceu a guerra para a Falange sem que esta tivesse levantado um dedo. Realmente, a Falange se recusou a lutar, tendo perdido alguns soldados anteriormente em combate contra os palestinos. Enquanto o governo israelense se rejubilava com o sucesso de sua campanha, os mu�ulmanos palestinos e libaneses de Beirute, agora largados indefesos, estavam aterrorizados. Eles ficaram � merc� da Falange, da mil�cia armada de Haddad e de quem quer que os israelenses quisessem apoiar.
O jornalista Robert Fisk foi prof�tico ao comentar no Times, de Londres, que "Os civis de Beirute Ocidental s� contar�o com o ex�rcito liban�s para proteg�-los. N�o � a esp�cie de ex�rcito que as pessoas do setor mu�ulmano da cidade devem depositar muita confian�a". Em seu livro, Pity the Nation, que fornece um relato testemunhal das atrocidades cometidas em Beirute, Fisk admitiu que nem ele percebeu as implica��es de suas palavras ou o grau da carnificina que se seguiu.