Desenvolvendo sua Auto-estima

 

     O resgate da auto-estima acontece quando voc� decide que s� precisa ser quem voc� �. Voc� pode confrontar as opini�es, e n�o ficar preso a um �nico ponto de vista. Mas descobre que, se no passado era importante ouvir e respeitar as ordens dos adultos, hoje voc� pode ser dono (ou dona) de seu pr�prio destino. Passa a respeitar mais suas pr�prias id�ias, porque, automaticamente, est� se ouvindo mais.

     � por esta raz�o que gente que tem uma boa auto-estima nunca se sente sozinha, pois solid�o � a dist�ncia que se tem de si pr�prio. Entenda que voc� n�o veio a este mundo para corresponder �s expectativas dos outros, por mais que voc� os ame. Se fizer isto, nunca ser� o "bastante", nunca sentir� que conseguiu. Voc� n�o � propriedade de ningu�m, assim como n�o precisa mais assumir "o outro" como propriedade sua. Assumindo que voc� n�o � respons�vel pela felicidade alheia, tamb�m n�o responsabilizar� ningu�m pela sua pr�pria felicidade.

     Os outros est�o em sua vida para fazer companhia e n�o para se aprisionarem emocionalmente. Cultivando sua auto-estima, ser� uma pessoa mais consciente, mais respons�vel por seus atos. Sentir� que est� mais �ntegro e que � algu�m valioso para si mesmo. Perceber� que tem todo o direito de honrar suas necessidades e vontades que considerar importantes. Aprender� que merece ter atitudes de carinho consigo mesmo, como, por exemplo, preparar a mesa do caf�, mesmo quando est� sozinho, ou permitir-se ir ao cinema, ainda que ningu�m queira lhe fazer companhia. Voc� � a sua grande companhia, e, se entender isto, poder� iniciar uma das melhores fases de sua vida. Sozinho ou acompanhado, Qual a melhor op��o?

      Joana est� calmamente sentada na sacada de seu apartamento. Observa uma borboleta azul que vem fazer companhia para os seus vasos de ger�nios, delicadamente dispostos. H� cinco anos, Joana resolveu morar sozinha e pagou um pre�o por isto: a incompreens�o de sua fam�lia. Mas ela diz que est� feliz e que n�o trocaria por nada o sabor de sua liberdade. Sua amiga Mariana, casada h� mais de dez anos, mora a duas quadras do seu pr�dio. Mariana tamb�m teve "sorte". Encontrou um parceiro bem-resolvido, possuem dois filhos maravilhosos e a fam�lia, tirando os contratempos, vive regularmente num ambiente de carinho e respeito. Esta hist�ria n�o tem final triste. N�o tem vil�o, n�o tem mocinho. N�o � uma hist�ria onde um personagem se deu bem, enquanto outro se deu mal. Ambos os personagens podem ser felizes.

     Estar sozinho n�o � um problema. Solid�o n�o � um mal, como costumam dizer. Estar acompanhado tamb�m n�o precisa ser um problema. O problema est� naquilo que fazemos com a nossa solid�o ou com a nossa companhia. Muitas pessoas n�o compreendem isto, e passam a culpar uma coisa ou outra como a causa das infelicidades. Mas n�o � bem assim que as coisas s�o de fato. A felicidade est� dentro de mim e nenhuma pessoa ou a aus�ncia de algu�m pode tir�-la de mim. A n�o ser que eu permita. Ser feliz � uma conquista interior. � um estado de "ser" e n�o uma condi��o.

     A solid�o pode, sim, mostrar o quanto estou distante de mim mesmo. Se for este o caso, preciso, ent�o, ficar mais do meu lado. Preciso me fazer mais companhia. Quando estou bem comigo mesmo, a solid�o n�o machuca. Ficar s� n�o � um peso. Conflitos nos relacionamentos tamb�m revelam a dificuldade que tenho em lidar com meus pr�prios sentimentos. Se n�o sei administrar minhas pr�prias emo��es, como saberei fazer isto com o outro? A melhor op��o � ficar do seu pr�prio lado. Com auto-estima e respeito por si mesmo, qualquer situa��o pode ser adequada para uma vida equilibrada e feliz. Acostume-se a compreender aquilo que se passa dentro de voc�.

     Quando se sentir chateado, procure descobrir por que est� valorizando tanto o motivo daquela "chatea��o". Quando irritado, tome consci�ncia de sua pr�pria dureza de opini�o, de sua inflexibilidade. Quando inconformado, avalie a dificuldade que voc� tem em abrir-se a diferentes pontos de vista. Quando triste, pergunte-se por que est� jogando todas as suas expectativas num �nico resultado. Quando vazio, descubra por que n�o est� dando espa�o a novos valores e conceitos em sua vida. Fechado, com a mente limitada e de cora��o endurecido; sendo inflex�vel e com a mente bitolada em antigos valores, voc� tem poucas condi��es de estar bem, seja sozinho ou acompanhado. Pare de p�r a culpa em situa��es externas.

     Assuma que voc� � o �nico respons�vel pela pr�pria felicidade. Voc� n�o pode modificar as pessoas que o cercam, nem o mundo em que vive. Mas pode mudar a maneira de encarar os fatos.

          "Mere�o ser feliz!", "Tenho o direito de errar!", s�o frases que s� v�o soar como verdadeiras na boca de quem aprendeu a ter respeito por si mesmo. Quem tem medo de se auto-afirmar � assombrado pelo fantasma da timidez. Mas podemos "exorcizar este fantasma" na medida em que tomamos consci�ncia de algumas verdades. Por os interesses dos outros em primeiro lugar A timidez acontece sempre quando eu me coloco em segundo plano. Em outras palavras, quando n�o acredito que minhas necessidades e valores s�o importantes. E, em alguns casos, o comportamento t�mido tamb�m ocorre porque pretendo me adequar ou mesmo manipular uma determinada situa��o. Mas, s� vamos compreender o mecanismo da timidez, se tratarmos de seu ant�doto: a auto-afirma��o.

     Auto-afirma��o n�o tem nada a ver com arrog�ncia, ou com a imposi��o, pela for�a, de minhas id�ias ou vontades (chamamos estas pessoas de est�pidas, aquelas que sentem um certo prazer em passar por cima dos outros). A auto-afirma��o � um estado de esp�rito, onde aprendo a respeitar aquilo que sinto, e, conseq�entemente, permane�o do meu lado, assumindo as conseq��ncias de minhas escolhas. Conseq�entemente, aprendendo a me respeitar, aprendo a respeitar a opini�o do outro. Como uma via de m�o dupla. A pr�tica da auto-afirma��o � um rem�dio para a timidez. Torno-me uma pessoa mais aut�ntica, mais assertiva, pois meu falar e agir s�o coerentes com o meu ser mais �ntimo.

     O t�mido teme falar, pois dificilmente consegue ser aut�ntico com aquilo que sente. Voc� oferece um peda�o de bolo e ele diz: "N�o, muito obrigado." No fundo, at� teria vontade de aceitar, mas teme parecer indelicado. Espera que voc� insista v�rias vezes para sentir-se mais seguro de seu "sim, aceito". Se ele aceitar o bolo, foi porque voc� insistiu, e, dessa forma, a responsabilidade do ato foi sua e n�o dele. O t�mido teme a responsabilidade, pois isto implica em tomar outras decis�es futuras (o que � extremamente complicado para quem mal reconhece o pr�prio senso de dire��o).

     Timidez tamb�m pode estar associada ao orgulho. Como se uma esp�cie de programa��o mental determinasse: "n�o posso errar". Se eu erro, os outros ir�o descobrir que sou limitado e imperfeito. Ora, o caminho mais f�cil para n�o errar � n�o fazer. Se eu tenho medo de gaguejar ou de pronunciar alguma palavra de forma incorreta, ent�o fa�o de tudo para nunca ter que falar em p�blico. Assim, estarei protegido desta "vergonha" O orgulho �, portanto, um sentimento que decorre da aus�ncia de auto-estima, principalmente no que diz respeito � atitude de confiar nas pr�prias id�ias. Mas esta � uma outra hist�ria que retomaremos noutra ocasi�o. Mas n�o estou sendo severo demais com os t�midos, principalmente porque eu mesmo j� me considerei muitas vezes uma pessoa t�mida, e, ainda hoje, percebo em meus atos algumas atitudes t�midas.

     * Chris Almeida � fil�sofo e terapeuta hol�stico. Conhe�a seu trabalho em :

www.chrisalmeida.com.br 

     OBS: estes textos foram enviados para eu atrav�s de e-mail, apenas estou divulgando no intu�to de ajudar muitas pessoas, mas de forma alguma sou e tenho a autoria deles, n�o me pertecem, por�m s�o �timos e importantes para todas as pessas que visitam minha home page. E deixo em fonte maior o endenre�o da p�gina que acredito ser do autor.

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