Conversando com seu Cachorro! *
Quem tem cachorro e nunca conversou com ele que atire a primeira pedra. Para o psic�logo Stanley Coren, a habilidade de comunica��o de um cachorro equivale � de uma crian�a de 2 anos, e seu "vocabul�rio" varia de 160 a 200 palaveras. Professor da universidade da Col�mbia Brit�nica (Canad�), Coren lan�ou o livro "Como Conversar com o Cachorro" � venda na livraria virtual Amazon.com por US$ 13.
N�o devem faltar leitores. Pesquisa da Associa��o Norte-Americana de Hospitais Veterin�rios, de 1995, indica que 33% dos donos de animais dom�sticos (1.019 pesquisadores) costumam conversar com o bicho. Os mais falantes at� ligam pra casa durante o hor�rio de trabalho para dar um "oi" pela secret�ria eletr�nica.
O livro se prop�e a "traduzir" a linguagem dos dois lados. Algumas dicas para ensinar o animal a entender os humanos lembram t�cnicas de adestramento do tipo "diga pra ele subir escada e fa�a o movimento, para associar a palavra com o gesto".
Mas os c�es t�m outras formas de comunica��o, defende o psic�logo. Uma delas � a linguagem dos latidos. "dois ou tr�s seguidos por uma pausa e depois mais dois ou tr�s significam ei, matilha, tem algo acontecendo e n�s devemos dar uma olhada", arrisca Coren, sem detalhar como chegou � defini��o do verbete.
Outra, mais valiosa, � a da linguagem corporal. "embora existam latidos com significados especiais, os c�es usam muito mais a express�o corporal. Isso faz sentido porque, durante uma ca�ada, o latido pode espantar a presa."
Que isso sirva de aviso aos donos de ra�as como dobermann ou pitbull: cortar a orelha ou a cauda deles pode gerar um "bicho mudo". "os dois �rg�os desenvolvem um papel importante na comunica��o, assim como as express�es faciais do animal. Dependendo da altura em que a cauda est� ou da velocidade com que � sacudida, pode significar de felicidade a um sinal de predigo. Ao cort�-la, o dono dificultar� a capacidade de comunica��o com outros c�es ou com as pessoas."
Coren afirma que as ra�as t�m "dialetos" diferentes. C�es da ra�a husky siberiano e pastor alem�o teriam um vocabul�rio com preval�ncia de palavras de comando e dom�nio. J� os c�es de apar�ncia mais d�cil e de menor porte, com orelhas compridas, como o cocker, disporiam de uma linguagem mais "infantil" e vocabul�rio reduzido. Para o autor , as ra�as com maior golden retriever, sheepdog e labrador.
"Voc� n�o poder� discutir filosofia chinesa ou f�sica nuclear com seu cachorro, mas conseguir� entender prefeitamente o sentimento dele, e ele, o seu. Se pud�ssemos nos comunicar com o c�njuge assim t�o perfeitamente, com certeza, haveria menos div�rcios no mundo", acredita o canadense. Algu�m mais c�nico poderia comentar com ele que, �s vezes, falar s� ajuda a piorar as coisas. ( mat�ria da revista folha, 29 de outubro, 2000.)
* Eu acredito que d� pra ter um conversa b�sica com o cachorro de estima��o, aqui em casa o meu cachorro al�m de nome ele tem apelidos e nos entende. Como diz minha m�e ele gosta de carinho e todas as manh�s toma caf� com leite. O nome dele � Le�o, e ele tem v�rios apelidos, lel�, l� e leleco. Tem outra coisa que � verdade, geralmente nas festas de fim de ano o cachorro do meu tio toma cerveja e fica b�bado. Teve uma vez que meu tio foi viajar e ligava todas as tardes e ficava falando com o cachorro, como se fosse algu�m normal, porque se n�o ligasse ele n�o comia e ficava num canto triste.
![]()