Azar no Amor?
A causa pode estar na sua inf�ncia.
Muitas pessoas t�m, como denominador comum, uma grande necessidade de realiza��o afetiva, imprescind�vel mesmo para as mulheres que acreditam que a autonomia e o sucesso profissional d�o conta de tudo.
Infelizmente, nem sempre essa realiza��o � poss�vel, pois v�rios fatores colaboram para que ocorram frustra��es amorosas. A maioria das pessoas, por n�o se conhecer emocionalmente, se culpa por seus "fracassos". Ou ent�o culpam os outros, o azar, as escolhas erradas e at� o sobrenatural pelas suas decep��es.
Por�m, na maioria das vezes n�o se trata de culpa nem de culpados e sim da forma como transcorreu a rela��o afetiva com os pais. � isso mesmo, os pais t�m muito a ver com isso. Na vida amorosa, a tend�ncia � de que as pessoas reproduzam o repert�rio emocional que foi adquirido a partir da rela��o com os pais.
Normalmente, as pessoas que tiveram vida familiar saud�vel na inf�ncia tendem a relacionar amorosamente de forma mais tranq�ila, assim como as pessoas que tiveram muitos problemas emocionais tendem a se relacionar afetivamente de maneira conflituosa.
Vou contar um caso de uma mo�a que tinha muitos problemas amorosos em fun��o do mal relacionamento com os pais na inf�ncia. Por quest�es �ticas, vou omitir o nome da paciente e a chamarei de ELLA.
Na purbedade, ELLA descobriu que n�o tinha sido filha desejada. Os pais, quando ela nasceu. J� tinham muitos filhos e n�o estavam em boas condi��es financeiras. Pior que isso, sua m�e contou que, durante a gravidez, o marido a rejeitou por n�o querer mais uma crian�a.
A rejei��o dos pais fez com que ELLA, sem ter consci�ncia, evitasse as rela��es amorosas, preocupando-se mais com os relacionamentos dos outros. ELLA queria ver todos bem e agia como um verdadeiro cupido. Sua vida amorosa era um desastre.
Sentia-se constantemente rejeitada, mal amada, tra�da e abandonada. Nem ELLA nem seus amigos entendiam porque isso se repetia, j� que ela era uma mulher bonita e inteligente.
ELLA s� se deu conta de que a rejei��o dos pais influenciava diretamente na sua vida amorosa com a terapia. Ao tratar essas quest�es, ela deixou de transferir para sua afetividade os conflitos da inf�ncia e passou a se relacionar normalmente com os homens.
Conclus�o: relacionamentos amorosos tumultuados e repetitivos est�o, na maioria das vezes, relacionados a conflitos infantis que precisam ser identificados e compreendidos. Por Mery Ida, psicanalista.
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