Com vontade de escrever-te
Uma poesia, n�o me flu�a.
L�pis, papel e uma mesa vazia,
Porem nada me ocorria
E a vontade persistia.
Pensei fazer-te uma poesia,
Sem rima sem m�trica,
Verdadeira covardia
Porem nada me ocorria
E a vontade persistia.
Imaginei fazer-te uma poesia,
Um poema enlevado,
Que fosse do teu agrado
Porem nada me ocorria
E a vontade persistia.
A luz do dia pela janela
Entrou feito uma sentinela
Fitou teu nome, cena bela.
No papel, pela janela,
Pintou em curva singela
Teu contorno, uma gazela.
Pensei fazer-te uma poesia,
Porem o Sol mostrou-me em tela
Que das coisas que s�o ternas
N�o se atreve dizer delas
Palavras nem rimas belas.
(Reinaldo, outubro de 2.000)