Em Vão
Chega de ser estrela
Não vem não
Fazendo cenas de cinema
Buscando a atenção
Platéia não faltará não
Porém pode sobrar
Arrependimentos, lágrimas
E o pior a consciência de ser
Apenas um ator
Onde não se pode não se deve
Representar os próprios sentimentos
Fugindo da realidade
Como se fosse bandido
Que entre os becos escuros
Onde você esconde os verdadeiros sentimentos
Que existem em você
Por algum motivo ou então
Está fazendo filmes
Que jamais alegrou a ninguém
Nem ao ator principal
Apenas enganos que o tempo
Não pode apagar
Não tendo como concertar
Adormecendo o único e puro sentimento
Que um dia existiu
Mas hoje não pode resistir
Ao vento, ao tempo, ao furacão e a larva do vulcão
Que percorrem soltas em suas veias
Que te faz virar pedra, rocha sólida
Fazendo com que esse louco sentimento
Só exista em momentos
Existentes na memória
E nem conseguem ser lembrados
Com dignidade sóbria.
Sissa Geller
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