Cinzas
Do fogo na madeira
De todos os sonhos e desejos
S� sobraram cinzas
E um frio na alma
Uma solid�o descampada
L�grimas que rolaram
Numa face cansada e vilipendiada
Um breu s�
Um eco triste ecoava
E tudo parecia fim
O temor, o medo, o trauma
Que incendiava a alma
Mas tudo isso e tudo mas
No mais intimo profundo
Restaram a f�, a esperan�a e a paci�ncia
E o tempo foi se esvaindo-se
Em noites, dias e p�r do sol
Que iam-se acabando
No passar das horas
E assim lentamente
Sentindo dor foi-se
Surgindo um pequena chama
Renascendo das cinzas
E num piscar de olhos
A chama crescia
E podia gritar: " estou aqui, sou forte
E vim pra ficar "
18/01/2001.
Sissa Geller.
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