Eu e o Vi

 

        � uma longa hist�ria, estamos aprendendo juntos tantas coisas, me sinto orgulhosa de tudo. �s vezes penso que sou burra, deveria agir, mas talvez n�o seja a hora certa.

        Nos conhecemos no famoso icq, hehehe, escrevendo agora percebo que gosto mesmo deste danadinho, na verdade conheci algumas pessoas, e conversei coisas maravilhosas.

        Ainda me lembro quando apareceu o "Chacal" pedindo minha autoriza��o, e querendo conversar comigo, eu logo pensei no filme "O CHACAL com o lind�o do Richard Gere – adoro ele!-", j� vi este filme v�rias vezes e sempre adoro ver de novo.

        Come�amos a conversar, e a conversa rolou longos dias, at� que eu dei o n�mero do meu telefone, n�o � que ele me ligava todo dia no mesmo bat hor�rio, 17:30h, no come�o eu gostava, mas confesso que ele tava me deixando louca. Pra ficar mais critica a coisa, ele era hiper pessimista, eu 100% otimista, tentava contornar a hist�ria.

        Foi quando inventei a teoria da balan�a *, claro falei e fui bem honesta com o Vi, ele tava me sufocando e j� nem tinha assunto pra falar com ele. Houve um momento que eu n�o queria usar mais a teoria, mas ela funciona, n�s testamos... foi bom!

        Depois que as liga��es foram acertadas e t�nhamos um ponto de equil�brio nisso, a coisa foi boa, conversamos sobre tantas coisas, de vez em quando falamos besteiras, hehehehe � muito bom, � divertido, como costumo dizer, dizer o que a mente polu�da de vez em quando fica pensando...

        Lembra do piano?

        Claro que eu n�o vou contar, n�o sou t�o louca, n�, � t�o engra�ado, a velha Silvana, n�o diria todas aquelas coisas e outras mais, ainda bem que muita coisa mudou e eu tamb�m...

        E uns seis meses depois a surpresa, a minha claro. Numa liga��o, o Vi me fez ficar lisonjeada, sentir que fiz bem pra algu�m e isso me faz ganhar o dia, eu me sinto bem quando fa�o essas coisas, � bom sentir que voc� contribuiu pra um ser humano mais feliz.

        Ele me disse coisas que jamais vou esquecer, jamais...

        Bom, estava ele numa roda de amigos na faculdade, ele faz Engenharia El�trica na Unicid de noite, era fim de ano, e geralmente � nessa �poca que o bicho pega, todo mundo fica fazendo c�lculos das notas, quanto precisa, quanto tem, onde precisa estudar muito mais, sabe onde est� as dificuldades...

        Um amigo no grupo disse que n�o iria passar, era bomba na certa, foi quando o Vi disse que n�o, que iam fazer um grupo de estudos e que ele ia conseguir, espanto da galera, cad� o homem pessimista que ele era? Sumiu.... Ele falou de mim, que uma amiga tinha ajudado ele, a n�o ser t�o pessimista, fiquei orgulhosa, meus olhos encheram d’�gua, tive vontade de chorar. � bom ser lembrada de uma forma boa.

        Hoje j� n�o usamos mais a teoria da balan�a, eu ligo mais pra ele do que ele pra mim, acho que estamos invertendo os pap�is, at� ele se cansar de mim...

        Gosto muito da amizade dele, ele � super legal, por�m acho que ele tem medo de mim, n�o sei por qu�, ele ainda n�o me disse.

        Eu tinha comentado com ele que ia escrever sobre ele, talvez um poema, eu ainda n�o sabia... mas escreveria.

        Tem a m�sica que � nossa, sempre que escuto vou lembrar do Vi, a letra tem tudo a ver com a gente, a nossa hist�ria, "Ainda � cedo - Legi�o Urbana"

        " Letra: Renato Russo
  
   Uma menina me ensinou / Quase tudo o que eu sei / Era quase escravid�o / Mas ela me tratava como um rei // Ela fazia muitos planos / Eu isso queria estar ali / Sempre ao lado dela / Eu n�o tinha aonde ir // Mas, ego�sta que eu sou, / Me esqueci de ajudar / A ela como ela me ajudou / E n�o quis me separar.// Ela tamb�m estava perdida / E por isso se agarrava a mim tamb�m / Eu me agarrava nela
Porque eu n�o tinha mais ningu�m. // E eu dizia: - Ainda � cedo / cedo / cedo / cedo / cedo // [solo] // Sei que ela terminou / O que eu n�o comecei / E o que ela descobriu / Eu aprendi tamb�m, eu sei.// Ela falou: - Voc� tem medo./ Am eu disse: - Quem tem medo � voc�. / Falamos o que n�o devia /Nunca ser dito por ningu�m // Ela me disse: / "- Eu n�o sei mais o que eu sinto por voc�. / Vamos dar um tempo, um dia a gente se v�." // E eu dizia: - Ainda � cedo / cedo / cedo / cedo.
"

        Vi,

        Parece que nos conhecemos a tempos...

        Voc� � t�o legal

        Fica horas me ouvindo

        Sendo bonzinho!

        Eu sinto saudades de conversar com voc�

        � bom demais...

        Espero que a nossa amizade

        Dure pra sempre

        Mesmo sabendo que pra sempre

        Sempre acaba...

        Esses s�o pequenos trechos da nossa pequena e engra�ada hist�ria, ele Vin�cius eu a Sissa, e est� � um pedacinho da nossa Hist�ria, eu e o vi ...

        Obrigada!

        Um Grande Abra�o,

        At� a pr�xima,

        Sissa Geller.

        SP – 26/04/2003.

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