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Casamento Temporário (Zauaj al-Mut'a)
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O casamento no Islam é um laço muito forte, um contrato comprometedor, baseado na intenção de ambos os conjugues de conviverem permanentemente a fim de atingir, como indivíduos, os benefícios do repouso, do afeto e da misericórdia que estão mencionados no Al-Qur´an, bem como para alcançar a meta social da reprodução e perpetuação da espécie humana: ”Deus vos designou esposas de vossa espécie e delas concedeu filhos e netos e vos agraciou com todo o bem.” (16ª:72) Já no casamento temporário (chamado em
árabe de mut´a), que é contrato por duas pessoas para durar um
determinado tempo especifico em troca de um valor predeterminado de dinheiro, os
propósitos acima citados do casamento não se realizam. Enquanto o Profeta A razão de ele ter sido permitido no começo foi a de que muçulmanos estavam passando pelo que pode ser chamado de período de transição pré-Islâmico para o Islam. A fornicação era muito comum e muito difundida entre os árabes pré-Islâmicos. Após o advento do Islam, quando eles tiveram necessidade de participar de campanhas militares encontraram-se sob fortes pressões devido a ficarem longe de suas esposas por longos períodos. Entre os crentes havia alguns que eram fortes em sua fé e outros que eram fracos. Os fracos temiam serem tentados a cometer o adultério, um pecado capital e um péssimo costume, enquanto que os que eram fortes, por outro lado, estavam dispostos a se castrarem, como narrado por Ibn Mas´ud: ”Participávamos de uma expedição
com o Mensageiro de Deus Desse modo, o casamento temporário proporcionou uma solução ao dilema em que tanto os fracos quanto os fortes se encontravam. Foi também um passo para a legalização definitiva da vida marital completa em que se realizariam os objetivos de permanência, castidade, reprodução, amor e misericórdia, bem como o alargamento do circulo de relacionamentos através do casamento. Podemos lembrar que o Al-Qur´an adotou
um curso gradual para a proibição de bebidas e da usura, uma vez que esses
dois males eram amplamente difundidos e profundamente arraigados na sociedade pré-Islâmica.
Da mesma maneira, o Profeta ”Allah tornou-o ilícito até o Dia do juízo Final.” Permanece a questão, portanto – o casamento temporário (mut´a) é categoricamente ilícito como o casamento com a própria mãe ou filha ou é como a proibição relativa ao consume de carne suína ou carniça, que se torne permissível em caso de necessidade premente, sendo a necessidade neste caso o temor de cometer o pecado de fornicação? A maioria dos companheiros mantinha a opinião de que após a consolidação da legislação islâmica, o casamento temporário tornou-se inteiramente ilícito. Ibn Ábbas, no entanto, emitiu uma opinião diferente, permitindo-o sob premência da necessidade. “Uma pessoa perguntou-lhe sobre o casamento com mulheres numa base temporária e ele permitiu a ele de faze-lo. Um servo dele perguntou então: “Isto não é só para condições de premência, quando as mulheres são poucas e outras parecidas?” Ele respondeu: “Sim.”Mais tarde, porem, quando Ibn Abas viu que as pessoas tinham relaxado e estavam consumando casamentos temporários sem necessidade, ele revogou seu regulamento e sua opinião”. (Albukhari e Muslim) Dr. Yussef Al-Karaduawi |