MiddleWare dá um novo fôlego a ambientes legados
Integrar os ambientes legados às novas tecnologias, preservando os investimentos e as informações de missão crítica das empresas é um dos maiores desafios impostos aos administradores de redes. E isso normalmente se traduz na expansão da rede, com a introdução da arquitetura cliente/servidor, servidores de Web ou outras tecnologias, e ao mesmo tempo, o estabelecimento da comunicação entre diferentes plataformas. Entre as ferramentas disponíveis no mercado para atender essas necessidades de integração, os middleware são os que mais estão em evidência atualmente, o que já vem despertando o interesse de muitos produtores de software por esse mercado, o qual, segundo do IDC (International Data Corporation) deverá movimentar cerca de US$5,3 bilhões nos próximos 3 anos.
Escolha exige critérios
Existem seis categorias de middleware:
- Os sistemas para bases de dados, que ligam o servidor e o cliente em ambientes de bancos de dados específicos;
- Para mensagens (messaging), que se baseiam no procedimento RPC (Remote Procedure Call) para conexão síncrona e assíncrona entre cliente e servidor;
- Para objetos, que leva a tecnologia orientada a objetos para o ambiente distribuído na forma de ORBs (Object Request Brokers);
- Para RPCs, que fazem acesso a uma grande variedade de recursos de dados para utilização por um único aplicativo;
- Os monitores transacionais (TP), que permitem o uso de uma única API para a elaboração de aplicativos distribuídos;
- Os middlewares proprietários, que como o próprio nome diz, opera com a ferramenta ou um ambiente específico.
Um leque tão amplo de categorias exige do administrador fazer uma escolha estratégica e bem avaliada no middleware. Isto porque, em primeiro lugar, ele deverá saber qual é o problema do seu ambiente de rede e conhecer os processos de negócios, para poder escolher bem entre os diversos sistemas existentes. Além disso a atenção deve estar voltada para a escalabilidade, facilidade de manutenção e local da instalação nas estações ou no servidor -, já que ele (middleware) será o responsável pela comunicação entre os diversos ambientes operacionais, protocolos de comunicação ou sistemas de bancos de dados.
Uso no Brasil crescerá com setor de Telecomunicações
O mercado de middleware está ganhando destaque devido basicamente a dois fatores: implementação de sistemas de Data Warehouse, com os quais se faz acesso aos sistemas legados, e a integração com ambiente Internet/Intranets. Porém outro grande setor que está favorecendo o crescimento e interesse maior pelos middleware é o de Telecomunicações. A abertura deste mercado permitiu a chegada das empresas de telefonia internacionais que desenvolveram seus aplicativos para serem utilizados com esta tecnologia. É possível que no prazo de um ano, esta tecnologia irá se tornar bem mais conhecida no mercado brasileiro (grupos como Carrefour, Multi Canal e TVA já utilizando em suas instalações). O segmento de Telecomunicações tem espaço principalmente devido à necessidade de melhorar seus serviços oferecendo respostas rápidas e acesso fácil à informação aos usuários, que hoje tem um complexo mix de plataformas mainframes, sistemas midrange, arquitetura cliente/servidor, LANs, desktops, bases de dados, acesso remoto, Internet/Intranets e outros
Quem é quem no mercado milionário de MiddleWare
Segundo o IDC (pesquisa divulgada no 2o semestre de 1997), altas cifras deverão ser movimentadas no próximo triênio. A pesquisa indica também que os usuários irão considerar a decisão sobre middleware como prioridade número um, precedendo até às decisões por outras aplicações distribuídas.
O quadro abaixo mostra quem está participando como fabricante (ano base 1997):
Mercado Mundial de Middleware Mercado Mundial de Software de Acesso a Dados
Empresas |
% |
Empresas |
% |
|
| Sybase | 6% | Sybase | 13,7% | |
| BEA | 6% | Information Builders | 9,2% | |
| Information Builders | 3,9% | Intersolv | 7,4% | |
| TIBCO | 3,5% | Aonix | 3,6% | |
| Intersolv | 3,2% | Attachmate | 3,1% | |
| Aonix | 1,5% | Dharma Systems | 2,1% | |
| Attachmate | 1,3% | Visigenic | 1,6% | |
| Visigenic | 1,1% | Cross Access | 1,4% | |
| Sterling Software, Century Analysis, Dharma Systems e TCSI | 1% | Solutions IQ | 1,4% | |
| Microsoft | 0,7% | Persistence Software | 1,2% | |
| SCO | 0,6% | SCO | 1,2% | |
| Oracle | 0,4% | Oracle | 0,9% |
Mercado Mundial de Sistemas de Acesso a Dados Fabricantes de Sistemas Estados Unidos
Empresas |
% |
Empresas |
% |
|
| IBM | 8,1% | IBM | 12% | |
| Tandem | 2,2% | NCR | 2,6% | |
| Apple | 1,8% | DEC | 2,4% | |
| HP | 1,1% | Tandem | 2% | |
| Unisys | 0,8% | Unisys | 1,3% | |
| HP | 1,1% |
Fonte: International Data
Corporation
Bibliografia: LanTimes Brasil, Vol
3, Edição 13 ( www.lantimes.com.br)
Questão:
Integrar bases heterogêneas exige um esforço muito grande de protocolos. Quando falamos em novas tecnologias, é óbvio que a associação é direta com o ambiente gráfico (Windows). Quando pensamos em integração de bases de dados gigantescas como ADABAS, por exemplo, em que a maioria das transações são processadas em Batch, ter um tempo de resposta razoável não exigirão grandes investimentos, já que implementar Data Warehouse é "duplicação" de bases de dados? E os custos operacionais, já que terei que manter equipes técnicas com conhecimento dos dois ambientes?
Moacir é Coordenador de Projetos, especialista em Sistemas de Informação/Redes de Computadores, professor de Curso Superior e Mestrando em Informática pela Universidade Católica de Brasília - UCB