MiddleWare dá um novo fôlego a ambientes legados

Integrar os ambientes legados às novas tecnologias, preservando os investimentos e as informações de missão crítica das empresas é um dos maiores desafios impostos aos administradores de redes. E isso normalmente se traduz na expansão da rede, com a introdução da arquitetura cliente/servidor, servidores de Web ou outras tecnologias, e ao mesmo tempo, o estabelecimento da comunicação entre diferentes plataformas. Entre as ferramentas disponíveis no mercado para atender essas necessidades de integração, os middleware são os que mais estão em evidência atualmente, o que já vem despertando o interesse de muitos produtores de software por esse mercado, o qual, segundo do IDC (International Data Corporation) deverá movimentar cerca de US$5,3 bilhões nos próximos 3 anos.

Escolha exige critérios

Existem seis categorias de middleware:

Um leque tão amplo de categorias exige do administrador fazer uma escolha estratégica e bem avaliada no middleware. Isto porque, em primeiro lugar, ele deverá saber qual é o problema do seu ambiente de rede e conhecer os processos de negócios, para poder escolher bem entre os diversos sistemas existentes. Além disso a atenção deve estar voltada para a escalabilidade, facilidade de manutenção e local da instalação – nas estações ou no servidor -, já que ele (middleware) será o responsável pela comunicação entre os diversos ambientes operacionais, protocolos de comunicação ou sistemas de bancos de dados.

Uso no Brasil crescerá com setor de Telecomunicações

O mercado de middleware está ganhando destaque devido basicamente a dois fatores: implementação de sistemas de Data Warehouse, com os quais se faz acesso aos sistemas legados, e a integração com ambiente Internet/Intranets. Porém outro grande setor que está favorecendo o crescimento e interesse maior pelos middleware é o de Telecomunicações. A abertura deste mercado permitiu a chegada das empresas de telefonia internacionais que desenvolveram seus aplicativos para serem utilizados com esta tecnologia. É possível que no prazo de um ano, esta tecnologia irá se tornar bem mais conhecida no mercado brasileiro (grupos como Carrefour, Multi Canal e TVA já utilizando em suas instalações). O segmento de Telecomunicações tem espaço principalmente devido à necessidade de melhorar seus serviços oferecendo respostas rápidas e acesso fácil à informação aos usuários, que hoje tem um complexo mix de plataformas – mainframes, sistemas midrange, arquitetura cliente/servidor, LANs, desktops, bases de dados, acesso remoto, Internet/Intranets e outros

Quem é quem no mercado milionário de MiddleWare

Segundo o IDC (pesquisa divulgada no 2o semestre de 1997), altas cifras deverão ser movimentadas no próximo triênio. A pesquisa indica também que os usuários irão considerar a decisão sobre middleware como prioridade número um, precedendo até às decisões por outras aplicações distribuídas.

O quadro abaixo mostra quem está participando como fabricante (ano base 1997):

Mercado Mundial de Middleware Mercado Mundial de Software de Acesso a Dados

Empresas

%

 

Empresas

%

Sybase 6%   Sybase 13,7%
BEA 6%   Information Builders 9,2%
Information Builders 3,9%   Intersolv 7,4%
TIBCO 3,5%   Aonix 3,6%
Intersolv 3,2%   Attachmate 3,1%
Aonix 1,5%   Dharma Systems 2,1%
Attachmate 1,3%   Visigenic 1,6%
Visigenic 1,1%   Cross Access 1,4%
Sterling Software, Century Analysis, Dharma Systems e TCSI 1%   Solutions IQ 1,4%
Microsoft 0,7%   Persistence Software 1,2%
SCO 0,6%   SCO 1,2%
Oracle 0,4%   Oracle 0,9%

Mercado Mundial de Sistemas de Acesso a Dados Fabricantes de Sistemas – Estados Unidos

Empresas

%

 

Empresas

%

IBM 8,1%   IBM 12%
Tandem 2,2%   NCR 2,6%
Apple 1,8%   DEC 2,4%
HP 1,1%   Tandem 2%
Unisys 0,8%   Unisys 1,3%
      HP 1,1%

Fonte: International Data Corporation
Bibliografia: LanTimes Brasil, Vol 3, Edição 13 ( www.lantimes.com.br)

Questão:

Integrar bases heterogêneas exige um esforço muito grande de protocolos. Quando falamos em novas tecnologias, é óbvio que a associação é direta com o ambiente gráfico (Windows). Quando pensamos em integração de bases de dados gigantescas como ADABAS, por exemplo, em que a maioria das transações são processadas em Batch, ter um tempo de resposta razoável não exigirão grandes investimentos, já que implementar Data Warehouse é "duplicação" de bases de dados? E os custos operacionais, já que terei que manter equipes técnicas com conhecimento dos dois ambientes?

Moacir é Coordenador de Projetos, especialista em Sistemas de Informação/Redes de Computadores, professor de Curso Superior e Mestrando em Informática pela Universidade Católica de Brasília - UCB

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