Publicações em Antologias
Mr.Marks

P O E M A S


	1988 - Segurança

	1995 - Raízes

	1996 - Recordações

	1996 - Nosso Planeta

	1999 - Virtudes Escondidas

	2000 - Amor à Distância

	2001 - Os sons da vida

	2001 - Últimos momentos

	2001 - Do jeito que eu te quero

	2001 - Companheira...

	2002 - Seleção de Poetrix

	2004 - São Paulo de todos os povos

	2006 - Amar é tão bom

	2006 - Feitos Inteiros

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Segurança

Estar seguro é algo, Que custamos a saber o que é Mas se estar seguro é difícil É porque nos falta fé. Devemos acreditar Que alguém sempre nos defende Porém nunca esquecer Que outro alguém de nós depende. Todos querem segurança Na escola, trabalho e lazer. E vivem na esperança De um dia podê-la ter. Para acharmos a saída, Pensemos com inteligência: Devemos tirar do mundo Um pouco de violência. Ladrões há em toda parte, E a violência avança, Assim vão diminuindo As chances de segurança. E nos carros motoristas imprudentes, tiram vidas, E vai ficando a segurança Cada vez mais esquecida. Não! Esquecer não podemos, Devemos sim, exigir. Mais segurança a todos Que querem tranqüilos sorrir. Sorrir, sim, com segurança, Não com medo, nem temor. Mas num mundo tão violento Em que canto achar o amor? Dancemos como o compasso, O próprio povo é quem diz, Mas segurança é um passo Para uma vida feliz. Então, onde está a segurança? Perguntam os versos meus: Ela está na esperança e na nossa fé em Deus. * * * Marcelo Marques




 Livro: Coletânea de poesia, redação e desenho : Segurança (FDE Fundação para o Desenvolvimento da Educação - 156p.)
 Ano: 1988

 Poema: Segurança

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Raízes

Temos que andar lado a lado Devemos unir nossas mãos. Com passos na mesma direção, caminhar Chegar a um lugar comum. Ir a todos os cantos possíveis, Cantar em uma só voz, Mostrar toda a força que existe Dentro de cada um de nós. Entender de uma vez por todas Que somos todos irmãos Sem haver qualquer distinção: Raça, cor, classe ou Religião. Nós somos todos iguais, E podemos ser mais felizes, Se cultivarmos a Paz, Respeitarmos nossas raízes. Vamos seguir lado a lado, Vamos unir nossas mãos, Vamos guiar nossos passos, Para a mesma direção. Vamos seguir sempre juntos, Tentemos viver em paz, Vamos mostrar ao mundo Que somos todos iguais. * * * Marcelo Marques




 Livro: II Coletânea Poética SAMPOESIA (Editora Paulista - 96p.)
 Ano: 1995

 Poema: Raízes

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Recordações

Imagens me vêm à mente de um tempo que já passou. Um tempo que foi presente e saudades me deixou. Recordo alegres sorrisos, Tristezas, felicidades. Relembro difíceis momentos e hoje, restaram saudades. O coração apertado sente o que ficou pra trás. A mente volta no tempo: Tempo que não volta mais. Eu vejo pessoas pasando na estrada da minha vida; relembro instantes de dor. Vejo lágrimas sofridas, recordo momentos de amor. Pessoas se foram, levando pedaços de sentimento que voltam de vez em quando, Invadem meus pensamentos. O passado então, retorna em fotos, frases, canções e de novo toma forma em minhas recordações. * * * Marcelo Marques




 Livro: Palavras de Poetas (Antologia VI) (Physis Editora - 120p.)
 Ano: 1996

 Poemas: Recordações e Nosso Planeta

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Nosso Planeta

Quando olho para o céu de um novo dia a amanhecer, Sinto que ainda resta muito a descobrir. Temos que aprender a forma certa de viver, Pois do jeito que vivemos, só fazemos destruir. Ao olhar o firmamento que se mescla ao infinito, O luar tão reluzente e sua beleza sem igual, Que no passado fazia o sonho ficar mais bonito. Hoje vemos elementos da "corrida espacial”. O nosso planeta está morrendo em toda a parte, Guerras, violência, animais em extinção. Destruição nas florestas, poluição nas cidades. Pessoas morrem de fome, sem um pedaço de pão. E enquanto alguns estudam, como viver em Marte; A maioria descobre como morrer neste chão. Mas enquanto houver na Terra um novo dia amanhecendo, Haverá a esperança de viver neste lugar, Mesmo com toda a destruição que estamos vendo, Vivemos no desejo de ver tudo melhorar. Doenças surgem, desafiando o poder da ciência. A vida na Terra reduz seu tempo a cada segundo. E assim será, até que o Homem tenha consciência De que foi um ser que conseguiu destruir o seu mundo. E então, será tarde para reconstruir. . . E a vida no nosso planeta deixará de existir. E caso seres de outros mundos,venham aqui futuramente, Estudar nosso planeta ou fazer exploração, Ao tentarem descobrir se houve vida inteligente, Pode ser que o resultado deste estudo indique: Não. * * * Marcelo Marques




 Livro: Palavras de Poetas (Antologia VI) (Physis Editora - 120p.)
 Ano: 1996

 Poemas: Recordações e Nosso Planeta

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Virtudes escondidas

Eu quero estar feliz com quem eu amo, E quem ainda não amo, quero amar. Eu quero todos juntos se abraçando, Vivendo a realidade de sonhar. Eu quero ter motivos pra cantar, Sorrir e até chorar em alguns momentos. Eu quero em todo tempo celebrar A excelência de possuir sentimentos. Eu quero a natureza nos prestando Reverência como filhos do seu Deus. E que tal honraria mereçamos, Fazendo o que for bom aos olhos Teus. Que a Sabedoria encha nossas vidas, Que o Ser humano realmente pense. Embora estas virtudes estejam escondidas, Nada quero além do que já nos pertence. * * * Marcelo Marques




 Livro: Painel Brasileiro de Novos talentos 2 (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - 78p.)
 Ano: 1999

 Poema: Virtudes escondidas

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Amor à Distância

Já não sei o que é mais triste que viver longe de ti, E nada se compara a estar distante de você, Nem sei mais sorrir e de cantar já me esqueci, Nem minha memória pode mais te esquecer. Vou chorar até secarem os olhos que te viram tanto E te admirar, sofrendo amar, mesmo com a dor, Vou tentar viver só pra te ver passar andando, Vou sofrer a dor de ter vivido pra este amor. Mesmo que resolvas ir pra longe, mui distante, Vou te imaginar passando aqui nos sonhos meus, E vou desejar que o tempo volte como antes, Vou sonhar que nunca me disseste aquele adeus... E te seguirei pelos caminhos desta vida, Em qualquer lugar: no céu, no mar, por onde fores, E te adorarei, sem me importar com a dor sofrida. Só esquecerei que estás vivendo outros amores. Só vou esquecer que te amei tanto quando um dia, Eu fechar os olhos, e inerte, desta vida for... Coração e mente, já parados, já sem vida. Saiba: Vou morrer, por ter vivido pra este amor. * * * Marks ( Marcelo Marques )



TROFÉU CENTRO CULTURAL ARICANDUVA
 Livro: Coletâneas do I Concurso de Poesias Centro Cultural Aricanduva (Centro Cultural Aricanduva - 100p.)
 Ano: 2000

 Poema: Amor à Distância

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Os Sons da vida

Ouço o choro natal, De uma alma criança; É o som da sagrada esperança... Ouço as vozes da infância, E da adolescência; São os sons da rebelde inocência. Ouço a experiência Na voz rouca do idoso, O som da sapiência, Quase silencioso. Sons de inteligência, Sons de sabedoria, Na freqüência de quem silencia. Ouço a ansiedade, Nos sons da Juventude, E na maturidade, Ouço sons de virtude. Há sons de plenitude, Em todas as idades, Todos nascem pra eternidade * * * Marcelo Marques




 Livro: 1a. Antologia Cantinho do Poeta (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - 152p.)
 Ano: 2001

 Poemas: Os sons da vida, Últimos momentos, Do jeito que eu te quero e Companheira...

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Últimos momentos

Hoje vivemos nossos últimos momentos, Num vil diálogo, pungente; dolorido, Inutilmente, pr'ocultar o sofrimento, Nossa mudez, a revelar-nos o escondido. Tanto a dizer, mas nos calamos, simplesmente; Já foram tantos desenganos que vivemos. Não há desculpa, nem palavra que argumente, Ou justifique porque ainda nos queremos. As nossas vidas foram passos ritmados, Como uma valsa, lenta e triste, sem amor. Desarmonia, passos falsos, mal dançados. Fomos poema que rimou, tristeza e dor. Como esculturas, par de vasos, já trincados: Eu e Você, obras de arte, sem valor. * * * Marcelo Marques




 Livro: 1a. Antologia Cantinho do Poeta (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - 152p.)
 Ano: 2001

 Poemas: Os sons da vida, Últimos momentos, Do jeito que eu te quero e Companheira...

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Do jeito que eu te quero

Você não me quer do jeito que eu te quero E não imagina como eu te desejo. Eu vejo a sua boca e sonho seu beijo, Desejo seu corpo, me calo e espero. A troca do abraço, o aperto de mão; O seu simples toque me faz delirar, E como num choque faz acelerar; Esquenta o compasso do meu coração. Seus olhos me envolvem, contemplo seu rosto, Viajo nas asas da imaginação, Desejo seu corpo, sentir o seu gosto, Te dar meu sabor com volúpia e prazer. Você não me quer do jeito que eu te quero... Mas sonho com o dia, em que há de querer. * * * Marcelo Marques




 Livro: 1a. Antologia Cantinho do Poeta (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - 152p.)
 Ano: 2001

 Poemas: Os sons da vida, Últimos momentos, Do jeito que eu te quero e Companheira...

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Companheira...

Ela está sempre comigo, Fez de mim, maior amigo; Acompanha meu viver a todo instante. Por estar sempre ao meu lado, Fez de mim seu namorado, Me tem perto, mas a quero ter distante. Ela veio de mansinho, Fez da minha vida um ninho; Seu repouso, seu recanto e moradia. Mas eu não a quero aqui. Só penso em me despedir... Não desejo que me faça companhia. Sua presença constante, Quer fazer-me seu amante, Mas eu quero ver findar esta união. Sorrateira, sem alarde, Sem demora, já é tarde: - Vá embora, companheira Solidão. * * * Marcelo Marques




 Livro: 1a. Antologia Cantinho do Poeta (Câmara Brasileira de Jovens Escritores - 152p.)
 Ano: 2001

 Poemas: Os sons da vida, Últimos momentos, Do jeito que eu te quero e Companheira...

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Seleção de Poetrix

Marcelo Marques

Flashs perdidos Fotografei-te em tantas poses, Mas distraído Não entrei nos closes. Dura dor A dor da espera é áspera, Mas não dura como a pedra, Que nada tem a esperar. Quiromancia Abaixo da linha da vida, Decifrados destinos nossos: Ossos. Naufrágio eu era um barco à deriva, Que precisou afundar pra entender que você era o mar. Vermes invencíveis Virão desde o princípio, me seguirão na vida, Devorarão meu fim.

O breve verbo (palíndromo) alerta atrela, arte, letra. ama e ama...o breve verbo. questão digestiva Saboreamos a vida, enquanto ela nos mastiga e a morte não nos engole. Bolha de sabão Leve, transparente, colorida, em instantes voando se acaba, como a vida. Desespero Meu desespero é te esperar... Fico esperan do o desespero passar. Sábias mentes Sábias mentes sabem, além de trocar palavras, compreender silêncios.


Luas de mel Trocaremos anéis de Saturno, despiremos camisas de Vênus e das luas, estrelas veremos. Nós somos primeira pessoa em um plural singular. insanidade Nas mãos, o domínio da vida, Além do tempo e da idade... Que farei com a eternidade? Falsidade Fui bem feito, sim. Só trago o original defeito: Fui falsificado por mim. Mutável estrutura Vivi por instinto de ser humano temendo ser extinto.





 Livro: Antologia Poetrix (Editora Scotecci - 220p.)
 Ano: 2002

 Seleção de 15 Poetrix

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São Paulo de todos os povos

Esposa de tantos maridos, Confidente e amiga de tantas esposas... Amante ardente De tantas paixões; Dona de tantos corações... Cidade, da nossa idade, Nossa Cidade, Que tanto se dá... Cidade, De tantas lágrimas, e separações... De tantas decepções e alegrias. Da superlotação... Tão vazia. Do Tudo e do Nada... Da cara amarrada, Do sorriso aberto, A qualquer hora. De todas as línguas, De mudos, de surdos. De todos os povos... Das "Avenidas Paulistas" Com seus Marajás, Bancos, Fachadas, Seus arranha-céus, Seus mendigos nas calçadas... Seus juízes e seus réus. Das Mil Avenidas, Que em um poema não podem caber. Dos milhões de vidas, Que vivem lutando Pra sobreviver. Que vêm de longe, E para longe vão... Que sobem na vida, Ou despencam ao chão... São Paulo, onde todos querem, Através de ti, alcançar o céu. São Paulo, de todos os Povos ; És nossa Moderna Torre de Babel. * * * Copyright © 2000 by Mr. Marks -Poema em homenagem à Cidade de São Paulo, por seus 450 Anos . -Parte do livro "Do meu jeito" não publicado ainda.




 Livro: São Paulo em Prosa & Verso (Litteris Editora - 184p.)
 Ano: 2004

 Poema: São Paulo de todos os Povos

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Amar é tão bom

Quem ama sonhar quer sonhar algo bom, Quem sonha sentir, quer sentir o melhor. Quer realizar o seu mais rico dom. Fazer so seu sonho a Verdade Maior. Quem ama o que sente, ao trocar sentimentos, Quer doar, receber... Em entrega total. Quem ama, não mente; não quer fingimentos. Para o sonho do amor ver tornar-se real. Ficar só no sonho pode ser fatal, Pesadelo medonh, entre Bem e Mal, É arte sem nota, sem cor, verso ou tom. Que o sonho não minta; se faça Verdade. Quem sente, que sinta! Com força e vontade, A realidade, que amar é tão bom. * * * Marcelo Marques




 Livro: Amar é tão bom...(II prêmio Litteris de cultura) (Litteris Editora - 120p.)
 Ano: 2006

 Poema: Amar é tão bom

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Feitos Inteiros

Faz-se completo quem aceita sua sina; O dia que passa a ser noite e termina, A Terra que gira no infindo universo, O poema que nasce no primeiro verso, Um tema que acaba no ponto final. Um tempo que passa por todas as eras, De guerras, de sonhos, milagres, quimeras. A vida que passa por cada segundo, Um Deus que controla o tempo no mundo. Mil deuses querendo o controle das vidas, Mostrando desvios, entradas, saídas. Caminhos que levam ao Bem e ao Mal. Faz-se completo quem aceita o destino: Ser Deus, ser menino, ser anjo ou rival. Ser tempo, ser pó, ser um astro, ser tema. Ser vivo, ser verso, palavra ou poema. Eterno ou fugaz, ser completo... total ! Ser grito, ser verbo... ser ponto final. * * * Marcelo Marques




 Livro: Tudo é Poesia (II Prêmio Litteris de cultura) (Litteris Editora - 128p.)
 Ano: 2006

 Poema: Feitos Inteiros

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