Poeta Primata
-Quando em minhas linhas derramas os prantos
que brotam sonetos, os quais, pouco a pouco
espalham tristezas por todos os cantos...
Pergunto: _ Que quer de mim, poeta louco?
-Nas noites não durmo e pelas madrugadas
me riscas, embola, rasga e joga fora,
castiga a caneta nas folhas marcadas
co'o sabor amargo da dor que apavora.
-Se queres furar e sangrar este edema
crescido no peito em suas caminhadas,
esgote estas mágoas com este poema;
e escute um conselho: Vá explorar cavernas!...
Derrame os seus medos em pedras lascadas...
-Poeta primata das paixões eternas!
* * * * Nathan de Castro