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Mitológica
1. ... Gostar de si mesmo
Regra número 1
Você é uma pessoa muito "amarrada".
Isto mesmo! Por mais livre que você se considere, é alguém "amarrado" por normas impostas por seus pais, por sua escola e por seus amigos. Essas normas são importantes e, algumas delas, necessárias para a vida em grupo.
Mas, a maior parte das pessoas escraviza-se a essas regras e faz delas uma coleira que a deixa presa, impossibilitada de ser ela mesma.
Pense grande, pense alto. Tenha bom senso para examinar cada uma das normas e descobri-las como um caminho, e não como uma coleira. Um caminho que permite a você percorrê-lo livremente, como quiser.
Sem sair necessariamente do caminho, você pode ser você mesmo. Sinta-se livre e grande nessa caminhada, sem escravidão e sem amarras.
Liberte-se de suas amarras. Valorize-se e descubra que você vale tanto quanto imagina valer.
Regra número 2
Você sabe usar seu cérebro?
É claro que não! Não somente você, mas a maior parte das pessoas que vivem no Ocidente usam apenas uma pequena parte de seu cérebro. É mais ou menos como usar um carro de fórmula 1 e não passar dos 20 km por hora.
Existem várias regras que ensinam
como usar bem um aparelho. Só que esse aparelho fantástico que
é nosso cérebro não vem com manual de instruções. E, por
isso, muita gente usa-o apenas em parte.
Para que você aprenda a aprender, uma regra importante é saber
usar seu cérebro de maneira diferente.
Um dos primeiros princípios desse uso "diferente" de nosso cérebro é descobrir que somos muitos, mas muito mais fortes do que pensamos.
Nada é difícil para quem põe uma idéia na cabeça e resolve fazer dela sua meta.
Seu bisavô, provavelmente, já dizia:
- Quem quer pode. E a ciência provou que é verdade. Pode mesmo. Imagine-se sendo uma ótima pessoa, alguém bem "legal". Alguém que resolveu ser bem-sucedido em sua casa e em sua escola. Se você quiser ser assim, será.
Sua força de vontade é cem vezes maior que a força de seus músculos.
Regra número 3
Você já viu irmãos gêmeos absolutamente iguais?
Claro que não. Isso não existe.
Duas pessoas podem apresentar muitas semelhanças, mas, é claro, pensam de maneia diferente e num gosto ou outro sempre irão se divergir.
Não existem em todo o mundo duas pessoas absolutamente iguais.
Se a polpa de nossos dedos, esse pedacinho de nosso corpo, é de tal forma ímpar que identifica, através da impressão digital, um indivíduo em meio a bilhões de outros, imagine a diferença que existe entre alguém inteiro, como você, e todos os demais.
Você é incomparável, não existe cópia sua. Nunca existiu e jamais existirá sequer uma pessoa com todas as suas características.
Procure, então, valorizar essa individualidade. Não fique se comparando com este ou aquele e não permita que as pessoas tentem ver em você alguém que não é.
Descubra e curta o secreto orgulho de ser incomparável. Aprenda a gostar de ser essa peça incomum que você é.
Acredite que você é único.
Regra número 4
Quanto tempo você leva para aprender o conteúdo de uma página de livro didático?
Depende - responderá você. Depende do livro, da disciplina, da maneira como ela é explicada, etc., etc., etc.
Sua resposta não está errada, mas também não está inteiramente certa.
É claro que o tempo que você leva para aprender depende do objeto (conteúdo, conceitos, temas, assuntos). Mas depende mais, muito mais, de você mesmo.
É possível aprendermos em meia hora algo que antes aprendíamos em cinco horas. Isso "quando" aprendíamos.
As regras que este livro apresenta vão mostrar como isso é possível. Mas elas não surtirão efeito se você não colocar em sua cabeça um primeiro princípio que vai ajudá-lo a aprender e, ao mesmo tempo, a gostar de você mesmo.
Tal princípio, é bom lembrar, não é fácil de ser seguido, ainda que pareça muito fácil.
Será necessário que você se cobre muitas vezes e não desanime. Procure sempre
Estar aberto a novas idéias.
Regra número 5
Quase todo dia, antes de ir à escola, você enfrenta uma chuva. Lá chegando, uma outra tempestade cai sobre você.
Não estamos falando da chuva líquida, mas da verdadeira "chuvarada" de nãos que você enfrenta: "Não esqueça o lanche", "Não demore com a porta da geladeira aberta", "Não invente briga"... e chegando à sala de aula: "Não converse", "Não demore"... e a tempestade continua.
É lógico que vivendo no meio de tantos "nãos" acabamos escolhendo essa palavrinha perversa para fazer dela a base de nossa conversa com amigos, conhecidos e até mesmo com pessoas que encontramos esporadicamente.
É claro que não podemos tirar o não do nosso dicionário. Uma das mais fortes alavancas de nossa personalidades é saber dizer não. É jamais apresentar vergonha ou medo de recusar o que não queremos.
A força do caráter se define nos que têm sempre a coragem de dizer não, o problema é que, quase sempre, exageramos e acabamos nos tornando alguém que não diz outra coisa; e o que é muito pior: alguém que vê a vida pelas cores cinzentas da negação.
Equilibre o sim com o não. O não é tão importante que precisa ser guardado para momentos verdadeiramente essenciais.
Descubra a beleza das coisas belas.
Elogie sempre, com muita sinceridade.