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Mitológica
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| Nessa hora e meia, a gente vai
falando do jeito da gente. Os tempos da ingenuidade. Da desatenção.
Do não saber de nada. Do susto que se tomou ao se conhecer quase
nada. Dos tempos da quixotada. Dos restos de amadorismo. Do
amadurecimento. Da raiva. Essas coisas todas que foram transformando a
gente. Que hoje tem o mesmo riso, faz a mesma algazarra, gosta de
cachaça, etc... Mas, que melhorou o jogo de cintura, aprimorou o
físico, desenvolveu o faro. Além de ter aprendido a prender a
respiração quando o cheiro não é dos melhores. O concerto é isso
aí. Devagarinho vai se levando. Pra no final, a esperança ser posta
na berlinda, de novo. Esperança de vida nova. Esperança que pinta,
mas já com a certeza que a gente tem que cavar. Tem que tomar. Na
marra. Rindo. Se possível. Elis Regina |
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