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Mitológica
O Farol de Alexandria
120 metros em mármore
Na ilha que fica diante da cidade de
Alexandria, no Egito, ergueu-se o mais famoso farol da
Antigüidade. Por isso a ilha foi chamada Faros (farol, em
grego). Modelo para a construção dos que o sucederam, o Farol
de Alexandria foi classificado como a segunda maravilha do mundo.
Todo de mármore e com 120 metros de altura - três vezes o
Cristo Redentor no Rio de Janeiro -, foi construído por volta de
280 a.C. pelo arquiteto grego Sóstrato de Cnidos, por ordem de
Ptolomeu II, rei grego que governava o Egito. Diz a lenda que
Sóstrato procurou um material resistente à água do mar e por
isso a torre teria sido construída sobre gigantescos blocos de
vidro. Mas não há nenhum indício disso.
Com três estágios superpostos - o primeiro, quadrado; o
segundo, octogonal; e o terceiro, cilíndrico -, dispunha de
mecanismos que assinalavam a passagem do Sol, a direção dos
ventos e as horas. Por uma rampa em espiral chegava-se ao topo,
onde à noite brilhava uma chama para guiar os navegantes.
Compreende-se a avançada tecnologia: Alexandria tinha-se tornado
naquela época um centro de ciências e artes para onde
convergiam os maiores intelectuais da Antigüidade.
Cumpria-se assim a vontade de Alexandre, o Grande, que ao fundar
a cidade, em 332 a.C., queria transformá-la em centro mundial do
comércio, da cultura e do ensino. Os reis que o sucederam deram
continuidade a sua obra. Sob o reinado de Ptolomeu I (323-285
a.C.), por exemplo, o matemático grego Euclides criou o primeiro
sistema de geometria. Também ali o astrônomo Aristarco de
Santos chegou à conclusão de que o Sol e não a Terra era o
centro do Universo. Calcula-se que o farol tenha sido destruído
entre os séculos XII e XIV. Mas não se sabe como nem por quê.