1ª ViagemA primeira viagem a Bolívia (estágio).Primeiro de julho de 2006, partia eu da rodoviária de Vitória até a cidade do Rio de Janeiro. Depois de cinco meses estudando Missões Transculturais havia chagado o momento de ir fazer o estágio (prova) de um mês no país de Bolívia. Confesso que no meu interior sentia que estava indo desacreditado até mesmo pelas pessoas que viviam ao meu lado; e o meu curso foi ajudado pelo Pastor-presidente da minha igreja. Coisas que eu jamais pensei me aconteceram em detrimento desta minha vontade, e a vontade de Deus, em ser missionário. Se cheguei até aqui foi porque o Senhor quis. Do Rio de Janeiro, após oito horas de viagem, embarcamos em outro ônibus em direção a Puerto Suares, já em território boliviano, porém a viagem foi alongada de 28 para 31 horas por causa de vários empecilhos durante a viagem. Chegamos a Corumbá/MS com um atraso de 3 horas e, obviamente perdemos o chamado “trem da morte” para Santa Cruz de la Sierra. Pernoitamos em Corumbá até a manhã seguinte, isto é, dia 4 de julho, esperamos até as 16 horas e embarcamos no trem que demorou em média 18 horas para chegar a Santa Cruz onde desembarcamos no dia 5 e fizemos, novamente, um transbordo para o nosso destino que era Camiri chegando à uma hora da madrugada do dia 6. Irmãos(ãs), geralmente quando se fala que vai fazer missões em Bolívia o pensamento das pessoas logo se associa a lugares como La Paz, Sucre, Oruro, Potosi, Cochabamba e Santa Cruz que são lugares ótimos chamados de grandes cidades e capitais; também chamados de departamentos. Ótimos lugares para se fazer turismo-missionário. Chegamos a Camiri e fomos bem recebidos pelo Pastor-presidente de honra do ministério Asamblea de Dios Boliviana, Miguel Guerreiro Rodrigues, hoje um irmão boliviano, visto que o mesmo se coloca no lugar de servo e eu tenho aprendido muito com ele. Descansamos durante o dia e a noite começou o nosso trabalho missionário com visita a uma congregação local, que eles chamam de anexo, onde fomos apresentados e onde fizemos o primeiro culto por nossa conta, o qual foi uma bênção. No dia seguinte, sexta-feira, embarcamos em uma caminhonete F100, a diesel, e nos preparamos para empreender uma grande viagem em direção ao desconhecido, em direção as montanhas da cordilheira dos Andes, no lado oriental, em direção a lugares inóspitos; mas que o Senhor Deus já está fazendo uma grande obra. Estradas escarpadas nas montanhas geladas no Vale Chuquisaca ou Vale Grande, lugar onde se refugiou e foi morto o tão famoso guerrilheiro Che Guevara. Fomos em busca de pessoas carentes no sentido mais forte da palavra onde não se conhece uma máquina fotográfica digital e nem tampouco sabem o significado e um abraço ou um aperto de mão. E quantas pessoas fazem assim por causa da sua posição social, agem ao contrário dessas pessoas, isto é, se o irmão é humilde ele é rejeitado, no entanto, há um versículo que diz: “Os olhos do Senhor estão em todos os lugares contemplando os maus e os bons”. Podemos notar que no meio das igrejas, sejam elas pentecostais ou neo-pentecostais, se ouve muito as pessoas dizerem: “Eu amo o trabalho de missões”. Só que quando o irmão precisa de uma ajuda material, até as vezes se humilhando para conseguir pelo menos o dinheiro da alimentação recebe como resposta: “vai orando irmão”. Ser missionário independente não é fácil, trago em meu corpo (braços e pernas) as marcas dos carrapatos, pulgas e outros insetos, sabe por quê? Porque eu não durmo em hotéis e sim, quando tem, em colchonetes pelo chão dos anexos e quando não tem é sobre os bancos de madeira. Não me arrependo quando tiro dinheiro do meu salário para completar minha alimentação porque eu creio em um Deus que providencia todas as coisas. Ficamos fazendo a obra do senhor por aproximadamente por 30 dias, percorremos uma média de 21 Congregações (Anexos), desafiamos e vencemos a morte nas carreteiras a 3.500 metros de altitude e deus operou maravilhas em nossas vidas. Formei-me em Missão Transcultural em 19 de agosto de 2006, se você meu irmão e minha irmã, me reconhece como missionário de deus e não de homem, ajude-me a voltar aquele país outra vez, ou quem sabe em setembro.
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