SANTOS FRANCISCANOS

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

São Francisco foi um fiel seguidor de Jesus Cristo, que abandonou uma grande fortuna, para encontrar as riquezas do Reino de Deus.
Sua conversão se deu entre os anos 1206 a 1209.
Francisco que já era muito popular em Assis, tornou-se mais ainda, após sua conversão, que foi vista pela sociedade de sua cidade, como maluquice. Logo, começou a notar que a riqueza que tinha desde o berço, nada significava e que a pobreza que tanto desprezava, era a razão de sua vida. Depois de declara-se publicamente Filho de Deus, para quem quisesse ouvir, colocou-se a caminhar como um eremita, e numa dessas caminhadas nas quais prosseguia orando, encontrou na direção do Rio Torto, a Igrejinha de São Damião, que era pequena, pobre e era cercada pelo silêncio. Ali dentro, havia um crucifixo, diante do qual São Francisco sempre rezava. Num dos dias em que estava ali rezando, Jesus no crucifixo lhe falou: “Francisco, concerta a minha casa que como vês está toda em ruínas”. Na mesma hora, São Francisco avançou para o crucifixo e o abraçou entusiasmado.
Passou por vários desafios sim, mas resistiu e seguiu os caminhos do Senhor com firmeza e perseverança. Logo, inúmeros irmãos juntaram-se ao santo, dando início assim à Ordem dos Frades Menores.
A fé de Francisco de Assis era tão grande, que ele recebeu os estigmas de Jesus Cristo. Francisco tinha também espírito profético, certa ocasião, descobriu que um rapaz que vinha de Luca, para engressar na Ordem, não tinha vocação e não vinha pelo espírito. Esta é só um exemplo, do que o santo podia fazer.
Amava tanto a pobreza, que não queria dispor de luxo nenhum. Desde que desposou a senhora pobreza, São Francisco nunca mais havia dormido num colchão ou sobre um travesseiro de penas. Mas certa vez, quando estava doente dos olhos, foi obrigado a usar um travesseiro muito a contra gosto. Logo que amanheceu o dia seguinte, ele revelou a um irmão que não tinha conseguido dormir tranqüilo, pois o Maligno estava naquele travesseiro. Compadecido de Pai Francisco, o irmão levou o travesseiro, mas ao sair da cela do santo, o irmão perdeu a fala, e oprimido e preso por grande horror, não pôde se mexer, nem se libertar, até que tomando conhecimento disto, Francisco de Assis, mandou chamar o irmão que no mesmo instante se viu livre e acorreu a ele, para lhe relatar o acontecido.

Francisco, sacerdote da criação

São Francisco não queria ser sacerdote, mas mesmo não o sendo, sentia-se cada vez mais como um. Francisco foi principalmente sacerdote da criação, pois tinha imenso amor pela natureza e a natureza lhe correspondia a esse amor.
No inverno, São Francisco pedia aos irmãos que dessem mel e o melhor vinho às abelhas, para que não morressem de fome. Quando os irmãos cortavam lenha, ele lhes proibia de cortar toda a árvore para que ela tivesse a esperança de brotar de novo.
Deixara os irmãos admirados uma ocasião, em que chamou uma cigarra que estava sempre perto do cubículo onde ele vivia a cantar, e esta foi pousar na sua mão e entoou então seu canto, não parando até que São Francisco juntasse a ela.
Um faisão que São Francisco ganhara quando estava doente, era muito apegado ao santo. E querendo fazer um teste, Francisco, pediu que o levassem para bem longe, mas o faisão voltou e fez isso repetidas vezes. Um médico do santo, vendo isto, quis levar consigo o faisão para criá-lo por amor a Francisco, mas o faisão não queria se alimentar longe de seu santo dono. Assim, o médico o devolveu, e feliz, o faisão voltou a comer na presença daquele que tanto amava as criaturas

 

 

SANTA CLARA DE ASSIS

Clara de Assis, amiga deste humilde servo de Deus, viu-se chamada a mesma causa: ajudar os pobres e evangelizá-los. Era filha de nobres como Francisco, sua mãe, Ortolana a criou ensinando-a a rezar e era com montinhos de pedra, que Santa Clara recitava o Rosário, já que naquela época o terço de hoje, ainda não existia. Por volta dos 16 anos, conheceu Francisco que foi o seu condutor na vida iluminada que leva a Deus. Convicta de sua missão, fugiu de casa para juntar-se aos irmãos na Igrejinha de Santa Maria da Porciúncula, onde os frades a aguardavam em oração. Quando notaram sua chegada, acolheram-na com tochas acesas e fez então seu voto sagrado, tendo os cabelos cortados pelas mãos de Francisco. Depois disto, Francisco a conduziu ao abrigo de um convento de Beneditinas, situado nas proximidades da atual Bastia. Quando os Favarone, a família de Clara, tomou conhecimento se sua fuga, saíram em sua busca para que ela retornasse a qualquer custo ao lar. Quando a acharam queriam levá-la mas num único gesto, a santa mostrou que o que havia feito seria eterno: agarrada ao altar, retirou o manto que lhe cobria a cabeça, mostrando que fizera um voto, confusos, seus parentes a deixaram. Logo que chegou a São Damião, distribuiu a sua parte na herança paterna que lhe cabia aos pobres.
Como Clara, outras jovens seguiram o caminho da santa pobreza, dentre estas sua irmã Inês que a ela se juntou dezesseis dias após a irmã abraçar a vida dedicada a Cristo e formou-se então, a Ordem das Clarissas. Clara passou sua vida dedicada a penitência e à oração: só andava descalça passava grande parte do seu tempo a pão e água e jejuava o ano todo e suas orações fazia prostrada por terra. Ardente devota de Maria Santíssima, procurava imitar a Mãe de Deus em tudo.

 

SANTO ANTÔNIO

Dentre os santos franciscanos, destaca-se também Santo Antônio de Pádua, o santo mais popular da Igreja Católica no mundo. Nascido na capital de Portugal, Lisboa, Fernando de Bulhões (seu nome de nascimento) aprendeu com os pais a ser um bom cristão. Como Francisco, Antônio era muito devoto de Nossa Senhora. Antônio mostrou ao mundo como era ardente em suas pregações, quando seus companheiros pensaram que ele mal sabia falar, na ordenação de novos irmãos, em Forli, onde estavam reunidas altas personalidades da Igreja e da educação. Quando viram o jeito que Antônio pregava, logo o mandaram mundo afora para fazer pregações, acabou encontrando muitos incrédulos pelo caminho, coisa que o deixava meio bravo, e certa vez dirigiu-se a praia, chamou os peixes para falar-lhes sobre o amor do Criador e eles acenavam com a cabeça, demonstrado entender o que dizia o santo.
Sua santidade foi proclamada pelo Papa Gregório IX e é festejado em 13 de junho, todos os anos.

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